Um banner da campanha de Dia dos Pais da rede C&A anda causando reboliço nas redes sociais. Na imagem um pai negro carrega duas crianças brancas no colo, todo orgulho, enquanto duas meninas negras estão aos seus pés, como que pedindo sua atenção.

Um banner da campanha de Dia dos Pais da rede C&A anda causando reboliço nas redes sociais. Na imagem um pai negro carrega duas crianças brancas no colo, todo orgulho, enquanto duas meninas negras estão aos seus pés, como que pedindo sua atenção.

AFROCIDADANIZAÇÃO
Ações afirmativas e trajetórias de vida no Rio de Janeiro

Autor(es):Reinaldo da Silva Guimarães
Editora: Selo Negro
Quando Reinaldo da Silva Guimarães propôs pesquisar a trajetória profissional dos bolsistas de ação social formados pela PUC-Rio, ele adotou sua própria história como referência intelectual e emocional para compreender as percepções narradas pelos entrevistados. Estes apontam para um contexto pautado na perseverança e no desejo de superação, mostrando uma realidade pouco conhecida e difícil de ser traduzida, mas repleta de simbolismos: a realidade das relações raciais no Brasil. A trajetória do autor reflete e dá essência e concretude ao conceito de afrocidadanização: nascido em comunidade pobre, Reinaldo conseguiu superar diversos momentos difíceis e ingressar na universidade. Como um dos protagonistas dessa história de “sucesso”, ele aproveita sua narrativa para explicitar o processo de construção de identidade racial.
Este livr
o foi produzido em regime de coedição com a PUC-Rio. Prefácio de Elisa Larkin Nascimento
.

Durante a abertura do Festival Latinidades, a Chefe da SEPPIR falou sobre a capacidade que a mulher negra tem de criar novos rumos para a população negra e lembrou o caráter político do Festival considerado o maior do país
“Mesmo a partir da desvantagem social, tivemos e temos as condições para criar rumos novos para nossas vidas. E, ao fazê-lo, criamos rumos novos também para o conjunto da comunidade negra, para o conjunto da população negra”. A declaração é da ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial), feita na abertura do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha no último dia 22.
Nesta sexta edição, o projeto que marca o 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, presta homenagem à escritora mineira Conceição Evaristo. “A data é uma inserção recente, porém o mais impressionante é como ela foi capaz de produzir uma repercussão tão grande no continente como um todo e, no Brasil, mais especificamente”, afirmou a chefe da SEPPIR, destacando a grande quantidade de atividades realizadas em todo o país para fazer do 25 de Julho o dia em que se celebra a presença da mulher negra na África e na Diáspora.
A ministra analisou também a condição da mulher negra no contexto atual, considerando o progresso e o processo de inclusão experimentado pelo Brasil na última década. “A mulher negra e, mais particularmente a mulher negra jovem, continua sendo parte daquilo que chamo de paradoxo do desenvolvimento no Brasil, porque foi o setor, o segmento da população que soube melhor se aproveitar de todas as oportunidades que foram criadas nos últimos anos”, disse, atribuindo a conclusão à maioria dos analistas da história mais recente do país.
“Apesar dos avanços, as mulheres negras continuam sendo parte das estatísticas do segmento com mais desvantagens”, disse ainda a ministra, afirmando que “ao mesmo tempo em que os efeitos negativos do racismo se manifestam mais diretamente sobre a nossa qualidade de vida, por um lado, por outro lado também é o setor mais bem aparelhado da população negra para vencer os obstáculos colocados pelo racismo”. Para ela, essa contradição confere à luta das mulheres negras a importância que ela tem para a superação do racismo no Brasil.
Mesclando debates sobre políticas públicas, literatura, moda e música, começa hoje (19) em Brasília, a 6ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. O evento busca dar visibilidade à temática dos direitos das mulheres negras e marca a celebração do 25 de julho, Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A edição deste ano tem como tema A Arte e a Cultura Negra.
O festival começa hoje com um show musical e, até o próximo dia 27, terá palestras, oficinas, lançamentos de livros e pesquisas. A coordenadora do Latinidades, Jaqueline Fernandes, explica que o evento é o momento de reunir mulheres negras de diferentes estados e países e tratar de questões específicas da realidade do grupo. “Os piores índices de acesso a políticas públicas diz respeito às mulheres negras em geral. Por isso, a necessidade de fazer esse recorte, discutir a situação da mulher negra na América Latina e no Caribe”, disse.
Ao longo dos próximos dias serão realizadas oficinas de dança e penteado afro e de arte e gastronomia africana. Na segunda-feira (22) haverá a primeira mesa de debates com o tema Políticas Públicas para a Cultura Negra. Também estão entre os assuntos em debate o empreendedorismo e a economia criativa. Na terça-feira (23), está prevista a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de ações afirmativas.
Participantes da Colômbia, de Cuba, da África do Sul, Nigéria, do Congo, Zimbabue, da Holanda e dos Estados Unidos também marcarão presença no festival. De acordo com a organização do Latinidades, no ano passado, a 5ª edição do evento reuniu 50 mil pessoas e a expectativa para esse ano é ampliar o público.
Edição: Denise Griesinger – Agência Brasil
Em 1830, enquanto o Brasil, aos poucos, tentava se libertar do regime escravocrata, nos Estados Unidos a segregação racial ainda era muito forte – os norte-americanos só aboliram a escravidão, oficialmente, 33 anos depois.
Foi na década de 30 do século XIX que, com 15 anos, o escravo Henry Brown foi enviado para trabalhar em uma produção de tabaco no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Sua vida mudou quando conheceu uma escrava que trabalhava na plantação vizinha, chamada Nancy. A história dos dois logo se transformou em romance e, depois de um breve noivado, receberam a permissão de seus amos para que se casassem.
Na medida do possível, vivendo uma rotina de trabalho árduo e pouquíssimas recompensas, os dois viveram felizes e tiveram três filhos juntos. Em 1848, quando Nancy estava grávida do quarto filho do casal, Henry recebeu uma notícia que mudaria sua vida: sua mulher e filhos haviam sido vendidos a um comerciante, junto com outros 350 escravos que trabalhavam naquelas lavouras.
As súplicas de Henry para o dono da fazenda em que trabalhava não foram suficientes e ele não pode fazer nada a não ser assistir enquanto sua família era levada para a Carolina do Norte, estado vizinho, na costa leste dos EUA. (Lembra de Django Livre?)
Depois de alguns meses de solidão, Henry decidiu que valia a pena arriscar para conseguir a liberdade – afinal, ele não tinha nada a perder. É ai que entra na história um dos planos de fuga mais imprevisíveis que já existiu: enviar a si mesmo pelo correio.
Para executar a tarefa, ele precisaria de dois cúmplices – um remetente e um destinatário para a aquela correspondência suspeita. Seu destino seria o estado da Filadélfia, também próximo à costa leste americana, mas mais ao norte de onde sua família estava. Ele contou com a ajuda de seus parceiros James Caesar Anthony, um antigo escravo que conseguira a liberdade, e um amigo dele, Samuel Alexander Smith, um simpatizante da causa abolicionista. Ambos entraram em contato com a Sociedade Antiescravista da Filadélfia para que alguém recebesse a correspondência.
Em 23 de março de 1849, o plano entrou em ação: Henry Brown foi colocado em uma caixa de madeira (que media 1 metro x 1 metro x 50 cm) forrada com um pano grosso, da companhia Adam Express Company, com destino à costa do norte dos EUA. A caixa continua os dizeres “produtos têxteis”, e Brown levava consigo apenas alguns biscoitos e um cantil com água.
Foram 27 horas de viagem – passando por carroça, trem e barco a vapor – em que os transportadores não deram muita atenção ao aviso “Este lado para cima”. Antes do amanhecer do dia 25 de março, a “caixa” chegou a seu destino:
-Como estão, senhores? – disse, saindo da caixa. Naquele momento, o ex-escravo foi batizado como Henry “Caixa” Brown.
Por causa do êxito do plano, os amigos de Henry tentaram libertar mais escravos “por correio”, mas foram descobertos e condenados a 6 anos de cadeia. Brown se transformou em um símbolo da luta pela abolição dos escravos – mas, em 1850, com a Lei dos Escravos Fugitivos, e o medo de ser enviado de volta ao seu antigo “proprietário”, mudou-se para Londres, de onde continuou trabalhando pela causa abolicionista. Ele nunca chegou a reencontrar sua família, mas casou-se novamente.
Fontes: Muy Interessante, PBS, Spartacus
Sem estreia prevista para o Brasil, nova biografia de Mandela, “Mandela: Long Walk to Freedom” chega às telas americanas em Novembro. Nesta versão, o premiado ator Idris Elba representa o líder sul-africano.
Confira o trailer:
Trailer do filme: “Mandela: Long Walk to Freedom”
Whitney Houston foi homenageada não com uma, mas com quatro estátuas de cera no Madame Tussauds! Fato inédito no museu. “Estamos honrados em revelar as estátuas de Whitney, que ilustram diferentes momentos de seus 30 anos de carreira”, disse a irmã da cantora, Pat Hudson, em um comunicado aos fãs.
Produzidas em Londres, as estátuas ficarão expostas separadamente. De acordo com o site Glamurama, a filial do museu de Washington fica com a estátua em que Whitney cantou no Super Bowl, em 1991. Hollywood ganha a personagem da atriz em “O Guarda-Costas”, seu filme de maior sucesso. Em Las Vegas, fica exposta a estátua em que Whitney está mais nova, quando lançou a música “I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me)”, de 1988. E Nova York recebe a estátua mais recente da cantora, de um ensaio fotográfico realizado em 2009.
O tumor na próstata é a segunda doença maligna mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. De acordo com o urologista da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica, Dr. Carlos Eduardo Maluf, “a frequência deste câncer nos homens é de, aproximadamente, 20%. É uma doença de fundo genético, semelhante ao câncer de mama e não tem uma prevenção realmente estabelecida. É mais comum na raça negra e mais agressivo em obesos”, afirma.
O especialista explica que os exames básicos são o de toque e o PSA. “Estes dois exames alertam para o diagnóstico. Se for constatada alteração suspeita através deles, então é feita uma biópsia. Para os tumores localizados, concentrados apenas na próstata, indica-se a cirurgia ou a radioterapia. Já para os casos mais graves, em que o câncer avança para outras partes do corpo, recomenda-se hormonioterapia e quimioterapia”.

Dr. Carlos conta também que houve avanços nesta questão. “Hoje, muitos homens vêm fazer exames. As campanhas melhoraram a aceitação pública para esta questão. Porém, ainda há desinformação e preconceito de alguns grupos. Os pacientes vêm em grande quantidade ao consultório, mas precisam de orientação”.
E finaliza: “Não há restrição de idade. Porém, como é um exame desconfortável e pela doença ser mais comum a partir dos 40 anos, aconselha-se que seja feito, anualmente, acima dos 45 anos (quem não tem histórico familiar) e a partir dos 40 (quem teve casos do câncer na família). Mas, a qualquer indício clínico, deve-se procurar o especialista. Se diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são de mais de 90%. Infelizmente, nos casos mais avançados em que o câncer já se alastrou, é possível apenas controlar a doença”.