A plataforma Black At, dedicada a reduzir a distância entre criativos negros e marcas no cenário global, anunciou a lista Dare (Dream, Act, Reimagine, Empower), que destaca lideranças que estão moldando a indústria criativa e de marketing com inovação, autenticidade e representatividade.
Entre os nomes brasileiros reconhecidos, Ricardo Silvestre, CEO da Black Influence, se destacou na categoria Young Creatives. Sua agência também foi mencionada na categoria Agencies of Note, sendo a única empresa brasileira na seleção, o que reforça seu impacto no setor de influência e marketing.
“O futuro da criatividade está em vozes diversas liderando a conversa”, afirmou Peter Ukhurebor, CEO da Black At. “Os executivos negros não estão apenas participando dessa mudança, eles estão liderando, criando espaço para novas ideias, novas perspectivas e inovações que mudam o jogo.”
Ricardo Silvestre tem se consolidado como uma das principais referências do país em temas como diversidade, ESG, moda e lifestyle. Além de figurar na lista Forbes Under 30, ele foi nomeado pelo MIPAD da ONU como uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo.
Sua trajetória também inclui prêmios e reconhecimentos de grande relevância, como a indicação ao Caboré como profissional de negócios em 2022 e a menção do Meio & Mensagem entre os 10 principais profissionais de comunicação de 2020.
Outros brasileiros também foram reconhecidos na lista Dare. Na categoria Marketing Leaders, Helena Bertho, Diretora Global de Diversidade e Inclusão do Nubank, foi citada. Já em Creative and Advertising Leaders, nomes como Joana Mendes, CCO da Jungle Kid; Gabriela Rodrigues, chief impact officer da Droga5 São Paulo; e Heloísa Renata de Santana, presidenta da AMPRO, também foram incluídos
Pelo terceiro ano consecutivo, a cantora Ludmilla foi a responsável por abrir o Carnaval de Salvador na noite da última quinta-feira (27). A artista desfilou com o bloco Fervo da Lud no tradicional circuito Barra-Ondina, arrastando uma multidão de foliões e marcando presença com um look exclusivo da grife italiana Pucci, inspirado nas pipas.
Em suas redes sociais, Lud detalhou a criação do figurino. “No Brasil, a pipa simboliza a criatividade e a cultura popular. Convidamos Emilio Pucci, uma marca icônica na estamparia em sua explosão de cores e formas ousadas, para se inspirar nesse símbolo”, escreveu. A cantora ainda explicou que a conexão com Camille Miceli, diretora criativa da marca, foi imediata, resultando em looks que refletem a união de culturas. “A pipa é um espelho da minha trajetória: superar desafios com leveza, sem perder as raízes”, acrescentou.
Além do visual impactante, Ludmilla reservou um momento especial para homenagear Preta Gil, que assistia ao desfile de um camarote. A filha de Gilberto Gil, que recentemente passou por um tratamento contra o câncer, foi lembrada pela cantora como uma grande inspiração. Em um vídeo publicado por Preta, Ludmilla declarou: “Eu tô passando aqui agora, em frente à minha amiga Preta Gil, que é uma das pessoas que eu mais amo nesse mundo, que é uma inspiração para mim. Se eu estou puxando meu trio elétrico aqui hoje é porque eu vi Preta Gil no Rio de Janeiro, e eu vi que era possível”.
A emoção tomou conta do trio elétrico quando Ludmilla dedicou o bloco Fervo da Lud à amiga. “Preta Gil, eu queria homenagear o Fervo da Lud para você, eu te amo. Meu amor, você merece todas as homenagens do mundo. Eu tô muito feliz pela sua volta para a gente e pela sua recuperação. Eu te amo muito. Um beijo! Para a Preta Gil, bora!”.
Neste Carnaval, a cidade de Paraty, no litoral carioca, terá como atração a festa “Carnaval Quintal da Folia”, realizada pelo Restaurante Quintal de Mãe, da Chef Flávia Alves, que acontece nos dias 28, 02 e 04 e reúne centenas de pessoas para curtir os shows gratuitos de grupos da cidade, como: o grupo de percussão feminina Mutuan, o Samba das Trabalhadoras, o Samba do Quilombo do Campinho e DJ’s da região.
Em sua quinta edição, o evento já se consolidou como referência na valorização da cultura e economia local, servindo de espaço para acolher foliões e turistas, além de ser ponto de concentração dos tradicionais blocos Arrastão do Jabaquara e Bloco da Lama.
“Mais do que uma celebração, o Carnaval do Quintal de Mãe é uma expressão de resistência e criatividade do povo brasileiro, na qual reafirmamos o nosso compromisso com a valorização das raízes culturais e com a geração de oportunidades para artistas e pequenos empreendedores de Paraty, beneficiando toda a comunidade e transformando o nosso quintal em palco de muita tradição e alegria”, celebra Flávia Alves, chef do restaurante.
Programação gratuita para toda a família
Para aquecer os tambores, 90 mulheres percussionistas do grupo Mutuan farão uma apresentação de música e dança na sexta (28), às 18h, seguido pela discotecagem da DJ Orkidia, que vem embalada de muito batuque e afrobeat. No domingo (02), a partir das 14h, haverá a tradicional feijoada da Flavinha, que valoriza os ingredientes da culinária afro-brasileira, servida a R$35, acompanhada do Samba das Trabalhadoras, grupo fundado pela chef Flávia e composto 100% por mulheres. E, para encerrar a noite, o comando da pista fica por conta da DJ’ Babi Grace, DJ Amala e do Baile Odara.
Além das tradicionais atrações, o evento também vai oferecer um espaço inclusivo, democrático e acolhedor para todas as pessoas e idades. Haverá pula-pula e um grande espetáculo de palhaçaria com o Circo Brincante, realizado na terça (04), a partir das 18h, com discotecagem da DJ Grayce para entreter as crianças enquanto os pais e responsáveis poderão curtir a festa tranquilos. O grande show de encerramento será comandado pelo tradicional grupo Samba do Quilombo, que celebra toda a ancestralidade do Carnaval com muito samba de roda e batuque, às 20h, e DJ’ Calixto às 22h.
Folia sustentável
Visando fortalecer a vibrante cena carnavalesca de Paraty, sem gerar grandes impactos para o meio ambiente, a organização do evento informa que tem um cuidado com a gestão de resíduos, adotando práticas responsáveis, como a não utilização de plástico para minimizar impactos ambientais e incentivando a reciclagem.
Serviço:
Data: De 28/02, 02 e 04/03
Horário: início às 18h e, no domingo, a partir das 14h.
Local: Restaurante Quintal de Mãe – Rua Dom Manoel, 51, Paraty, RJ. Entrada gratuita e classificação livre. Para mais informações, acompanhe:https://www.instagram.com/quintaldemaeparaty/
Lázaro Ramos está de volta com um dos maiores sucessos do Canal Brasil: o programa “Espelho”! Dirigida e apresentada pelo próprio ator e cineasta, a atração chega à sua 16ª temporada, prometendo mais conversas profundas e inspiradoras. Serão 10 episódios de 25 minutos cada, ainda sem data de estreia definida.
Desde sua estreia em 2006, “Espelho” já trouxe mais de 300 entrevistas com grandes nomes da cultura, política e entretenimento. Criolo, Glória Maria (1949-2023), Lewis Hamilton, Iza, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa são apenas alguns dos convidados que já dividiram suas histórias e reflexões no programa. Com debates potentes sobre democracia, educação e cultura, Espelho sempre colocou a diversidade no centro das discussões.
Para Lázaro, o desafio agora é manter a relevância da atração. “Acho que a minha maior expectativa para a nova temporada é manter o vigor que o programa teve durante tantos anos, sendo um espelho do Brasil e pensando muito a identidade do país e as lutas pela igualdade, sempre com a mesma linguagem acolhedora, informativa e que entretém. Repensar o Brasil vai ser um desafio interessante e estamos trabalhando no formato para o programa continuar sendo útil, mantendo a diversidade de temas com a utilidade de iluminar caminhos”.
“Espelho” foi o primeiro programa com Lázaro Ramos na direção e se tornou a referência de um um espaço essencial para amplificar vozes negras e discutir cidadania. Esse olhar também se reflete em seu trabalho no cinema, como no premiado “Medida Provisória”, o primeiro longa-metragem dirigido pelo ator, que também reafirma seu compromisso com narrativas potentes e transformadoras.
Que o carnaval de Salvadoré dominado pela elite branca, apesar do contexto histórico cultural da cidade, não é exatamente uma novidade, porém, em pleno século XXI, em que as discussões sobre negócios de impacto, sustentabilidade e diversidade estão afloradas e em fase de transformação e educação, assistimos a um episódio que escancarou as contradições sociais do carnaval de Salvador. A construção de uma passarela ligando o Morro do Ipiranga a camarotes de luxo – obra financiada por empresários ligados ao setor – expõe a face mais perversa dessa festa: a segregação social disfarçada de infraestrutura. Apelidada de “passarela do apartheid” pela população local, a estrutura foi embargada hoje (27) pela justiça após intensa reação popular, e levanta questões importantes sobre o verdadeiro espírito do carnaval brasileiro.
A segregação que veio do alto
O caso é emblemático: enquanto o carnaval de rua teoricamente representa a celebração da cultura popular, da diversidade e da inclusão, a passarela serviria justamente para o propósito oposto. Ao permitir que os frequentadores dos camarotes de luxo atravessassem por cima da multidão que curte a festa na rua, criou-se uma metáfora visual perfeita da desigualdade social brasileira.
A justificativa de “segurança” para os clientes VIP não consegue mascarar o simbolismo segregacionista da estrutura. Afinal, se o carnaval é democrático, por que alguns precisam estar literalmente acima dos outros? O embargo judicial, motivado por irregularidades no licenciamento, veio respaldar o que a indignação popular já havia denunciado: não há espaço para o apartheid social em uma festa que se pretende democrática.
Iniciativas que apontam caminhos: sustentabilidade além do discurso
Enquanto isso, o próprio Camarote Salvador, um dos mais tradicionais da folia baiana, anunciou medidas de sustentabilidade para a edição de 2024. Segundo suas divulgações, o evento teria adotado práticas como gestão adequada de resíduos, redução do uso de plásticos e uso de materiais de menor impacto ambiental. Iniciativas louváveis, sem dúvida, mas que perdem força quando confrontadas com o contexto maior do carnaval: um evento que gera toneladas de lixo e se sustenta, muitas vezes, em estruturas de exclusão social.
A contradição é evidente: como conciliar o discurso sustentável com a realidade de camarotes que custam milhares de reais, inacessíveis para a maioria da população que constitui a verdadeira alma do carnaval? A sustentabilidade genuína não pode se limitar ao gerenciamento de resíduos ou à economia de energia – deve incluir também o aspecto social e a redução de desigualdades.
Isto posto, para 2025, o camarote adotou o compromisso de se tornar um evento lixo zero, implementando a reutilização de materiais, reciclagem e estratégias para minimizar o desperdício durante os períodos de montagem e desmontagem.
Além disso, a iniciativa prevê a destinação adequada dos resíduos e a compensação da pegada de carbono do evento, fortalecendo parcerias com organizações ambientais e priorizando fornecedores que compartilham dos mesmos valores sustentáveis. Esse tipo de ação demonstra que há um esforço em alinhar práticas de grande porte com a responsabilidade socioambiental, algo que pode servir de inspiração para outras estruturas do carnaval.
Neste cenário, ganham destaque propostas que integram verdadeiramente os pilares da sustentabilidade, como o exemplo da Loygus. A empresa, no mercado há 30 anos, fortemente conhecida no carnaval de Salvador, se renovou, agora não apenas utiliza tecidos reciclados na confecção de abadás, entregues em sacolas feitas de resíduos da própria produção, mas também incorpora uma dimensão social ao empregar mulheres trans indicadas pelo Instituto Pérolas de Cristo, organização que acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa demonstra que é possível alinhar inovação, sustentabilidade ambiental e inclusão social, criando um modelo de negócio que contribui para a transformação da sociedade em vez de reproduzir suas desigualdades. O impacto positivo estende-se além do produto final, alcançando pessoas historicamente marginalizadas e oferecendo-lhes oportunidades de trabalho digno.
O contraste entre a “passarela do apartheid” e iniciativas como a da Loygus e do Camarote Salvador nos convida a repensar o carnaval que queremos. Será que a maior festa popular do Brasil continuará reproduzindo e até ampliando as desigualdades sociais do país, ou poderá se transformar em um espaço genuíno de celebração da diversidade, inclusão e sustentabilidade?
O embargo da passarela sinaliza que há limites para a segregação, mesmo em um país acostumado com abismos sociais. Mas além da rejeição ao que nos separa, precisamos fortalecer o que nos une – e nesse sentido, iniciativas que combinam responsabilidade ambiental com inclusão social apontam caminhos promissores.
O verdadeiro carnaval sustentável será aquele que, para além do gerenciamento de resíduos e economia de recursos, promova a inclusão, a diversidade e a redução das desigualdades. Que a polêmica da passarela nos sirva como lembrete de que a festa mais popular do Brasil deve ser construída não sobre estruturas que separam, mas sobre pontes que unem diferentes realidades em um mesmo espaço de celebração.
O ex-lutador Vitor Belfort e sua esposa, Joana Prado, publicaram um vídeo nas redes sociais nesta semana, para atacar o Carnaval e reforçar discursos racistas contra religiões de matriz africana. No registro, o casal, que se declara evangélico, afirma que a festa faz “invocação aos demônios” e faz referências pejorativas a práticas espirituais de origem africana. “Envolve muito a cultura da macumba, envolve uma cultura espírita. Não é um lugar que pode misturar”, diz Belfort.
Joana Prado, que já foi Musa no Carnaval e ficou conhecida como a “Feiticeira” nos anos 2000, usou discursos bíblico para associar ao discurso intolerante. “Imoralidade, excessos, idolatria e um afastamento dos princípios bíblicos. Como cristãos, somos chamados a viver de maneira santa e separada do mundo. O carnaval pode até parecer ‘só uma festa’, mas será que convém para alguém que foi comprado pelo sangue de Cristo?”, declarou.
Após diversos internautas criticarem a postura do casal nas redes sociais, Joana voltou a falar sobre o assunto nos stories do seu Instagram, nesta quinta-feira (27), dizendo que não é intolerante religiosa, mesmo após o casal acusar as religiões afro de invocar demônios no Carnaval. “Tem aquele povo, que fala que a gente começou a denegrir outras religiões, ai que preguiça. Pior que eu acho que tem gente que fica triste, né, com todas essas coisas”, inicia o vídeo.
“Em nenhum momento eu e o Vitor falamos mal de nenhuma religião, agora, o que a gente comentou ali foi que realmente o Carnaval é uma festa da carne. Existe sim consagração para outros deuses, todo mundo que conhece a história do Carnaval, não é segredo para ninguém. Existe ali sim entidades que são recebidas. Cada um é livre para fazer o que quiser, tá? Agora, um cristão não pode de jeito nenhum participar de uma festa dessa”, declara desta vez.
O racismo religioso é crime no Brasil, conforme previsto na Lei nº 14.532/2023. Casos como esse podem ser denunciados pelo Disque 100, canal de Direitos Humanos do governo federal, ou diretamente no Ministério Público, delegacias especializadas e na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
“As pessoas não serão substituídas pela IA, mas sim por outras que sabem utilizá-la.” A afirmação, feita pelo CPO da OpenAI, Kevin Weil, reflete um dos desafios que Marcelo Leal busca resolver com a Ilumia, uma plataforma de Inteligência Artificial integrada ao WhatsApp que visa democratizar o acesso à tecnologia.
Em entrevista à jornalista Silvia Nascimento, editora-chefe do Mundo Negro, Leal explica como a IA Generativa ainda está restrita a um grupo seleto e como sua ferramenta pode ampliar esse acesso: “Quando comparamos os 200 milhões de brasileiros que usam WhatsApp com o número de usuários de IA, vemos um abismo enorme, deixando muita gente de fora dessa tecnologia”, afirma. Para ele, a Ilumia não apenas torna a IA mais acessível, mas permite que mais pessoas “se incluam na tecnologia e, por extensão, se fortaleçam na sociedade por meio dela”.
A Ilumia foi desenvolvida com base no conceito de Recuperação Aumentada com Geração (RAG) e transforma o WhatsApp em um assistente inteligente capaz de organizar, buscar e gerar conhecimento de forma personalizada. Sem necessidade de novos aplicativos, a ferramenta facilita tarefas como a busca por documentos, a transcrição de áudios e a geração de conteúdo, tornando a IA mais funcional para o dia a dia de profissionais e empresas.
1. A Ilumia nasceu de um processo de experimentação com IA Generativa. Como surgiu a ideia e quais desafios você enfrentou no desenvolvimento do produto?
Na realidade, a ideia nasceu durante minhas primeiras interações com IA generativa, quando percebi que as “alucinações” (falta de referências confiáveis) e a ausência de contexto pessoal limitavam muito o potencial da ferramenta. Ao ler sobre RAG (Retrieval-Augmented Generation) no artigo “Retrieval-Augmented Generation for Knowledge-Intensive NLP Tasks”, vi que permitir ao usuário “enriquecer” a IA com seu próprio contexto solucionaria esses problemas.
Assim, comecei a criar um sistema RAG para uso pessoal e profissional, alcançando resultados tangíveis em busca semântica e geração de conteúdo baseada na minha própria base de conhecimento. Ao pesquisar soluções no mercado, encontrei opções escassas, pouco amigáveis e que obrigavam o usuário a instalar mais um app.
Foi então que decidi desenvolver a Ilumia como um produto dentro da IFÁ Insights, um sistema RAG diretamente no WhatsApp, um aplicativo que já é de conhecimento das pessoas e não adicionaria fricção para a adoção da Inteligência Artificial no dia a dia.
Embora eu tenha liderado a concepção e o desenvolvimento da Ilumia, acredito profundamente na força da colaboração e já estou expandindo a equipe, esperando crescer ainda mais em breve.
2. O acesso à Inteligência Artificial ainda é limitado para muitas pessoas. Como a Ilumia pode ajudar a democratizar essa tecnologia?
Quando olho os números da adoção da IA Generativa — ou da maioria das inovações —, percebo que ela acaba ficando restrita a um grupo de pessoas; dentro desse universo reduzido, parece que “todas” já estão aproveitando a vantagem competitiva de estar na vanguarda.
Mas isso não reflete a realidade. Chegamos a 8 bilhões de pessoas no mundo, e, quando comparamos os 200 milhões de brasileiros que usam WhatsApp com o número de usuários de IA, vemos um abismo enorme, deixando muita gente de fora dessa tecnologia.
Um dos principais objetivos da Ilumia é justamente alcançar quem não pode mais ver a IA Generativa como “opção”, mas como uma necessidade para continuar competitivo.
Dias atrás, em uma reunião com Kevin Weil (CPO da OpenAI), ele comentou que “as pessoas não serão substituídas pela IA, mas sim por outras que sabem utilizá-la”.
Espero, portanto, que a Ilumia ajude especificamente essas pessoas a se incluírem na tecnologia e, por extensão, a se fortalecerem na sociedade por meio dela.
3. A Ilumia funciona diretamente no WhatsApp. O que motivou essa escolha e quais benefícios ela traz?
Conforme já mencionei, minha primeira vivência com IA generativa evidenciou a carência de contexto pessoal e referências confiáveis (alucinações).
Ao me aprofundar no conceito de RAG (Retrieval-Augmented Generation), ficou claro que enriquecer a IA com dados do próprio usuário resolveria esse problema. Assim, optei por integrar essa abordagem diretamente ao WhatsApp, pois é uma ferramenta familiar e acessível, reduzindo a fricção de adoção.
O principal desafio foi garantir uma experiência fluida e amigável, sem exigir que as pessoas baixassem outro app ou lidassem com plataformas complexas — algo que só se tornou viável ao unir IA, RAG e uma interface já enraizada na rotina de milhões de brasileiros.
4. Empreender no Brasil, especialmente no setor de tecnologia, traz desafios. Como foi o processo de financiamento da Ilumia e quais foram as principais barreiras?
Sem dúvida, o acesso a financiamento e a linhas de crédito no Brasil não é simples, principalmente para empreendedores negros.
Eu venho de um ambiente de startups, onde iniciei minha carreira trabalhando com Open Source, participando de momentos disruptivos como a migração do mainframe para o cliente/servidor, a virtualização e, depois, a nuvem.
Já há algum tempo eu queria voltar ao ecossistema de startups e trabalhar com IA Generativa, e no final do ano passado tomei a decisão de embarcar na visão que tive para este produto.
Acredito que as escolhas nunca são 100% racionais ou emocionais — é sempre um equilíbrio que permite avançar sem paralisar pelo excesso de cautela nem se arriscar de forma irresponsável.
Também me organizei para ter um início de lançamento em que pudesse dedicar tempo total ao desenvolvimento do produto, mas, sem dúvida, estou de olho em investimentos e financiamentos.
Minha intenção, porém, não é “vender a empresa” antes de começar efetivamente: percebo que alguns investidores que me abordaram buscam mais um “empregado” do que uma parceria de ganhos mútuos, e esse tipo de relação não me interessa.
Quero algo que acrescente valor ao negócio e preserve a essência do que estou construindo.
5. A Ilumia tem um conceito forte de conhecimento contínuo, representado pelo Baobá. Como essa simbologia se conecta ao produto?
O Baobá, também conhecido como “Árvore da Vida” em muitas regiões da África, pode viver por centenas ou até milhares de anos, sendo símbolo de resistência e sabedoria.
Nessa perspectiva, ele carrega o conhecimento de gerações e inspira uma cultura de compartilhamento e continuidade.
A Ilumia se abriga justamente nessa ideia de força e longevidade: assim como o Baobá “armazenaria” histórias e ensinamentos ao longo do tempo, a Ilumia busca preservar e organizar informações de modo que cada usuário construa, de forma segura e acessível, sua própria “Árvore do Conhecimento” pessoal ou coletiva.
Quem quiser conhecer mais sobre o produto, pode entrar em para lista vip pelo site https://go.ailumia.ai/pt-br e ter acesso prioritário.
A música “PASSAÇÃUM (ÉoQquerida?)”, parceria entre Karol Conká e Clementaum, virou sensação nas redes sociais na última semana, com um crescimento de mais de 100% nas streams no Spotify e mais de 1,35 milhão de visualizações no TikTok. A faixa, que mistura funk e techno, ganhou destaque após o Karol promover uma performance no Instagram, na última semana, que acumulou mais de 26 mil curtidas e 400 mil visualizações.
Antes disso, durante a final do reality show da internet, ‘Corrida das Blogueiras’, do canal ‘Diva Depressão’, que aconteceu no dia 21 de janeiro, o criador de conteúdo Weel Silva, performou o trecho da música ao lado da cantora, contribuindo com a coreografia do trecho que se tornou viral. O sucesso da música foi impulsionado ainda por uma trend no TikTok, onde usuários de diferentes idades criaram vídeos usando o verso “Entrego beleza, entrego conceito / Entrego cultura, entrega loucura / E o salário, ó (Vai) / Vai a nega aqui falar / É o quê, querida?”. Os vídeos mostram cenas cotidianas que contrastam expectativa e realidade, especialmente no ambiente de trabalho, o que contribuiu para o vídeo se tornar viral.
Karol Conká celebrou a repercussão da música nas redes: “Tô amando as pessoas entregando tudo nas redes sociais e marcando eu e Clementaum. Por mais que seja uma grande brincadeira, traz também uma crítica social que a gente faz questão de pontuar. Bora entregar beleza!”, afirmou a artista.
Clementaum, responsável pela produção da música, explica que a faixa é uma mistura de deboche e crítica social. “É um deboche, tanto no beat, que não tem um gênero específico (pode ser um megafunk ou latinclub), como na letra. Como Karol canta: ‘Tô com a língua solta, pronta pra chicotear’, então ela fala mesmo e segue uma linha de ‘Vai ter que me aturar!’”, disse.
A atriz Zendaya foi confirmada no elenco de ‘Shrek 5’ e dará voz à filha de Shrek (Mike Myers) e Fiona (Cameron Diaz). Ela também se junta ao Eddie Murphy, que volta como o icônico Burro.
Com uma agenda disputada, que inclui ‘Duna: Messias’, ‘A Odisseia’, ‘Homem-Aranha 4’, e a terceira temporada de ‘Euphoria’, Zendaya agora acrescenta um novo trabalho especial na sua carreira.
‘Shrek 5’ será dirigido pelos veteranos Walt Dohrn e Conrad Vernon, ao lado de Brad Ableson. Dohrn tem história de longa data com a franquia, tendo trabalhado em ‘Shrek 2’, ‘Shrek Terceiro’ e ‘Shrek Para Sempre’, onde dublou Rumpelstiltskin. Vernon, por sua vez, dirigiu ‘Shrek 2’ e emprestou sua voz ao inesquecível Gingy, o Biscoito.
Lançado em 2001, o primeiro Shrek revolucionou as animações ao subverter contos de fadas com humor ácido e personagens carismáticos, tornando-se um marco do gênero e levando o Oscar de Melhor Animação. Desde então, a saga gerou três sequências e dois derivados estrelados pelo Gato de Botas (Antonio Banderas), acumulando um total de US$ 2,9 bilhões em bilheteria.
‘Shrek 5’ estreia nos cinemas em 23 de dezembro de 2026.
A HBO liberou nesta quinta-feira (27), a primeira imagem da série “Lanterns” ou “Lanternas Verdes”, em português. Ainda em fase de produção, a série traz os icônicos Lanternas Verdes da DC Comics interpretados por tem Aaron Pierre e Kyle Chandler nos papéis principais, interpretando John Stewart e Hal Jordan respectivamente. A imagem, publicada pela Vanity Fair, mostra os protagonistas em cena, deixando os fãs ainda mais ansiosos pela estreia, prevista para o início de 2026.
A série, criada por Chris Mundy (indicado ao Emmy por “Ozark”), se afasta do tom fantástico e colorido do filme de 2011 estrelado por Ryan Reynolds. Em vez disso, “Lanterns” se inspira em séries como “True Detective” e “Slow Horses” para contar uma história enraizada no gênero policial. A trama acompanha Jordan, um Lanterna Verde experiente que se aproxima da aposentadoria, e Stewart, seu estagiário e futuro substituto, enquanto investigam um assassinato em Nebraska. O caso os leva a mistérios sombrios e acertos de contas, explorando não apenas seus poderes intergalácticos, mas também suas vidas pessoais e dilemas humanos.
De acordo com a Vanity Fair, a série não adapta uma história específica dos 85 anos de quadrinhos do Lanterna Verde, mas está impregnada do espírito e da mitologia criada por gerações de escritores e artistas. O elenco também inclui Kelly Macdonald, Garrett Dillahunt, Poorna Jagannathan e Ulrich Thomsen, que interpreta Sinestro, um Lanterna Verde desonesto e implacável. Thomsen é conhecido por papéis marcantes em séries como “Banshee” e no filme dinamarquês “A Celebração”.