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Executiva brasileira Rachel Maia promove palestra e lança livro em Angola durante celebração do 8 de março

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Foto: Reprodução

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a executiva e empresária brasileira Rachel Maia participará de uma programação especial em Luanda, capital de Angola, entre os dias 6 e 8 de março. Reconhecida como uma das líderes mais influentes da América Latina, Rachel levará sua trajetória inspiradora ao país africano, onde lançará seu livro O Meu Caminho Até a Cadeira Número 1, já publicado no Brasil.

No dia 6 de março, Rachel Maia se reunirá com mulheres angolanas em um jantar privado para um bate-papo e networking. O encontro terá como foco fortalecer a presença feminina nos negócios e na sociedade, abordando os desafios de uma liderança inclusiva e as conquistas já alcançadas no mundo corporativo. No mesmo dia, a executiva se reúne com o  Ministro da Cultura de Angola, Felipe Zau.

Já no dia 8 de março, Rachel será a convidada de honra do evento Brunch Mangais, realizado no Campo de Golfe Mangais. Com o tema Superação, protagonismo e diversidade no mercado de trabalho, a palestra trará reflexões sobre a luta feminina, os avanços conquistados e os obstáculos que ainda precisam ser superados. Na ocasião, a executiva fará o lançamento oficial de seu livro em Angola, compartilhando sua jornada de desafios e conquistas até se tornar uma das poucas mulheres negras a ocupar cargos de CEO em multinacionais no Brasil.

Rachel Maia construiu uma carreira marcante no cenário empresarial, com passagens por grandes empresas como Lacoste Brasil e Pandora Brasil, onde liderou a expansão da marca de duas para mais de 100 lojas em sete anos. Também atuou em companhias como Tiffany & Co, Novartis Pharmacy e Seven Eleven, sempre à frente de decisões estratégicas e expansão de negócios.

Atualmente, é fundadora e CEO da RM Cia 360, empresa especializada em impacto social, ambiental e governança corporativa (ESG). Além disso, integra os conselhos de grandes companhias, como Vale, Banco do Brasil, CVC Corp e Grupo Pão de Açúcar, e atua como Embaixadora do ODS de Equidade de Gênero pelo Pacto Global da ONU Brasil. Seu trabalho social inclui a fundação do Instituto Capacita-me, que promove a formação e empregabilidade de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A participação de Rachel Maia em Luanda reforça seu compromisso com o empoderamento feminino e a diversidade, temas centrais em sua trajetória pessoal e profissional. Sua presença no país africano é um marco na celebração do Dia Internacional da Mulher, destacando a importância da liderança feminina na transformação social e empresarial.

“O ponto mais alto da minha vida”, diz Paul Tazewell ao fazer história como primeiro homem negro a vencer Oscar de Melhor Figurino

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Foto: © Al Seib/A Academia

O figurinista Paul Tazewell, conhecido por trabalhos como “Hamilton” e “West Side Story”, entrou para a história ao se tornar o primeiro homem negro a vencer o Oscar de Melhor Figurino na noite do último domingo (02), e a segunda pessoa negra a vencer na mesma categoria. Em 2023, Ruth E. Carter, figurinista de Wakanda Forever, foi a primeira mulher negra a levar o prêmio. Tazewell foi reconhecido por seu trabalho em “Wicked”, adaptação cinematográfica do musical da Broadway. Tazewell superou concorrentes como Arianne Phillips (“A Complete Unknown”) e Janty Yates e David Crossman (“Gladiador II”).

Com uma carreira de mais de três décadas, Tazewell já acumula um Emmy por “The Wiz Live” e um Tony por “Hamilton”. Sua vitória no Oscar consolida sua posição como um dos principais nomes do design de figurinos. Durante a temporada de premiações, ele também levou o BAFTA, o Critics Choice e o prêmio do Costume Designers Guild.

“Ganhar o Oscar por ‘Wicked’ é o ponto mais alto da minha vida, a minha Estrela do Norte. É um privilégio ser o primeiro homem negro a receber um prêmio da Academia por Figurino. Tornei-me aquela figura inspiradora que eu tanto desejava emular quando era um designer em formação. Recebo esta linda homenagem com imenso orgulho e a dedico a todos que têm o sonho de voar”, disse o ator em entrevista concedida para o NY Times.

Figurinos que contam histórias

Foto: Reprodução/Liberty

Para “Wicked”, Tazewell criou mais de mil figurinos, incluindo peças icônicas como o vestido bolha de Glinda (interpretada por Ariana Grande) e o vestido preto de Elphaba (vivida por Cynthia Erivo). O figurinista explicou que o preto usado por Elphaba reflete seu luto pela mãe, que morreu no parto, e a diferencia no mundo colorido de Shiz. Para o vestido, ele utilizou tecidos como feltro, gaze e chiffon, inspirado na textura de cogumelos.

Já o vestido bolha de Glinda foi uma reinterpretação do visual clássico de Billie Burke no filme “O Mágico de Oz” (1939). Tazewell optou por um rosa mais suave e uma silhueta estruturada, com bordados e contas feitas à mão, mantendo a leveza translúcida que define a personagem.

Conexão emocional e cultural

Em entrevista concedida para a Essence em dezembro de 2024, Tazewell destacou como os figurinos refletem o crescimento emocional das personagens. Para Elphaba, ele incorporou elementos da natureza, alinhados à defesa dos animais pela personagem. Já Glinda foi representada com trajes exuberantes e inocentes, inspirados no estilo clássico de princesas.

Tazewell também ressaltou a importância de homenagear a cultura negra através do figurino de Elphaba. “Cynthia [Erivo] queria representar a cultura negra de forma poderosa, e isso se refletiu em cada detalhe do visual da personagem”, afirmou.

Legado e inspiração

Paul Tazewell é o segundo profissional negro a vencer na categoria de Melhor Figurino no Oscar, seguindo Ruth E. Carter, que venceu por “Pantera Negra” e sua sequência, “Wakanda para Sempre”. Sua vitória não apenas celebra sua excelência artística, mas também abre portas para maior diversidade e reconhecimento no cinema.

Com uma carreira marcada por colaborações com diretores e atores de renome, Tazewell continua a explorar sua paixão por contar histórias por meio das roupas. “Tenho uma conexão visceral e emocional com cada peça que crio”, disse. “É isso que alimenta meu trabalho e me inspira a continuar.”

Como a chef Cintia Sanchez contribui com o combate à fome nas ruas de São Paulo

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Em um trecho do livro “Espírito da Intimidade”, da filósofa africana Sobonfu Somé, ela afirma: “A comunidade é uma base na qual as pessoas compartilham seus dons e recebem as dádivas dos outros”. Essa ideia encontra eco na trajetória da chef de cozinha Cintia Sanchez, que deixou o jornalismo e a fotografia para se dedicar à gastronomia. Ela participou de duas edições do MasterChef: em 2014, na versão para amadores, e depois de fazer estágios com chefs renomados e se profissionalizar, em 2023 esteve na edição para profissionais. Cintia tem se dedicado a cozinhar para pessoas em situação de rua por meio do coletivo ‘É Tudo pra Ontem’, que ajudou a fundar, e em parceria com o projeto ‘Banho Pra Geral’. Não é por acaso que a fundadora do Manje Culinária, serviço de catering, consultoria e personal chef, está frequentemente ao lado do Padre Júlio Lancellotti, que conhece desde a infância graças à militância exercida por seu pai.

Cintia Sanchez cresceu em um ambiente rural, cuidando da horta e onde a cozinha era o coração da família. Filha de uma enfermeira, a chef era cuidada pela avó, que também cuidava de uma horta e de outros netos, chegando a preparar refeições para até 14 pessoas diariamente, ela aprendeu desde cedo a cozinhar. “Minha avó era uma dona de casa que cuidava da horta e da comida de todo esse povo. Então, às vezes, tinham 14 pessoas para almoçar em casa”, relembra. Aos 12 anos, assumiu a responsabilidade de preparar o almoço para o avô e o pai, enquanto a avó enfrentava problemas de saúde. “Eu comecei a cozinhar o básico: arroz, feijão, verduras da nossa horta e uma proteína”, conta.

A paixão pela cozinha a levou a cursos de confeitaria e panificação, mas a vida a conduziu por outros caminhos. Formada em jornalismo, com passagens por grandes veículos como Folha de S. Paulo, istoÉ e Veja, Cintia só retomou a gastronomia de forma profissional após uma experiência marcante. Durante uma pena social alternativa, por conta de um conflito com um advogado, ela se envolveu com uma cozinha comunitária de uma instituição que atendia crianças que eram filhos de pessoas infratoras e que estavam sendo tutelados pelo Estado. “Vi que a cozinha precisava mais de ajuda do que a sala de aula porque professora tinha um jeito muito truculento de agir e com a minha aproximação na cozinha eu conseguia ter mais acesso de carinho às crianças. Então eu caí na cozinha com a Vilma e aí uma pena social alternativa que era para durar três meses eu acabei ficando um pouco mais de um ano”, relata.

Foi nesse período que Cintia se aproximou ainda mais da população em situação de rua, iniciando uma jornada de militância e ativismo. “Eu conheci o Marcos, que vivia na rua, e ele ficou 11 anos no meu portão. Foi ali que resgatei a gastronomia em mim e o trabalho com a população em situação de rua”, explica. A partir daí, sua trajetória na gastronomia se entrelaçou com a filantropia, culminando na criação do coletivo É Tudo Pra Ontem, fundado em 2021, durante a pandemia da COVID-19 e que oferecia assistência para a população de rua do centro de São Paulo.

Quando questionada sobre como se prepara para o trabalho em uma cozinha comunitária, Cintia emociona-se: “Eu acho que quem prepara a gente é a vida, a história das pessoas, a urgência, a necessidade, tanto que o nome do meu projeto é ‘É tudo pra ontem’, porque a fome não espera, a fome tem pressa, e quando a gente tá numa cozinha a gente quer alimentar, e alimentar cada vez mais gente, alimentar todos aqueles que forem possíveis, e doar, sabe? Eu tenho pensado muito nisso, e é um eterno servir mesmo”, afirma.

Mais de 300 voluntários diretos ou indiretos nos projetos sociais

Atualmente, o coletivo É Tudo Pra Ontem, no projeto de cozinha solidária, comunitária e cozinha-escola, cerca de 120 pessoas estão envolvidas. Já o projeto Banho pra Geral, do qual Cintia também faz parte, reúne mais de 200 voluntários. “É um projeto que está crescendo muito, que na verdade eu sempre sonhei assim e, de repente, eu estava lá na casa de oração da Pastoral do Povo de Rua [liderada pelo padre Júlio Lancellotti] e aí eu conheço eles fazendo esse trabalho e sou convidada a participar do segundo banho. E já se passaram quatro anos e a gente segue aí, que cada vez mais forte e indo em territórios cada vez mais complexos onde não tem muito acesso de políticas públicas. Eu acho que o banho, devia ser um projeto, sem dúvida, de política pública”, opina. “A gente vai em territórios complexos, como a beira de córregos, onde não chega ajuda”, relata.

A logística para preparar e distribuir as marmitas envolve uma rede de doadores variada. “Temos desde pessoas físicas que doam um pacotinho de arroz até parceiros como o o Instituto Chão, a Tarta Pão, o CESP, o Banco de Alimentos”, explica Cintia. Ela também recebe doações de programas governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “PAA é o programa de aquisição de alimentos do Governo Federal que muitas vezes manda mandam coisas para a gente através de outras cozinhas e de outras frentes. Chega de tudo quanto você puder imaginar. Às vezes no meu Instagram chega um recadinho de uma pessoa que tá lá em Rondônia, por exemplo, e fala que quer me ajudar e transfere um dinheirinho para campanha. Então é o Brasil inteiro, é o mundo porque eu já recebi coisas que vieram de doação da Espanha, de uma pessoa que veio da Espanha e me deu várias panelas. Na internet, depois da minha visibilidade do MasterChef, teve muito mais alcance. E agora, estou cada vez mais próxima, do ladinho ali do Padre Júlio, me dá também uma visibilidade de alcance e credibilidade no meu trabalho, que faz as pessoas contribuírem mais”, brinca.

O equilíbrio entre o trabalho remunerado e o filantrópico

Cintia divide seu tempo entre o serviço de catering, sua principal fonte de renda, e o trabalho filantrópico. “Meu trabalho remunerado é a Manje Cculinária, meu serviço de catering. E o filantrópico é o É Tudo Pra Ontem. Mas, na verdade, eles acabam sempre se juntando”, explica. Ela admite que, muitas vezes, usa recursos do catering para suprir necessidades do projeto social. “Como toda pessoa apaixonada, a gente se doa muito mais do que a gente ganha”, reflete. No entanto, ela busca profissionalizar a gestão dos projetos para garantir que todos envolvidos sejam remunerados adequadamente.

Os pratos estratégicos

Na hora de preparar as marmitas, Cintia prioriza pratos que não estragam facilmente. “Eu evito creme de leite, por exemplo, porque pode azedar. Prefiro comidas triviais, como arroz, feijão, farofa e picadinho de carne”, explica. Ela também busca incluir temperos frescos para realçar o sabor, já que muitas pessoas em situação que são dependentes químicas acabam perdendo o paladar. “A grande estratégia é usar tempero fresco e comida fresca. Faça aquilo que você comeria”, recomenda.

Coletivo Samba do Congo faz show em SP com foco na valorização do samba paulista

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O coletivo Samba do Congo se apresenta no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, no dia 12 de março, às 19h. O grupo, que surgiu em abril de 2011 no bairro Morro Grande, na Brasilândia, zona norte da capital paulista, tem como missão difundir, valorizar e incentivar a arte por meio da composição musical, preservando as raízes do samba paulista e da cultura afro-brasileira. Além disso, o projeto promove a inserção social e cultural, reforçando a luta ancestral e a história desse gênero musical genuinamente brasileiro.

Ao longo de mais de uma década de atuação, o Samba do Congo construiu parcerias com diversos movimentos culturais e coletivos, como o Sarau da Brasa, a Comunidade Buraco do Sapo, o Coletivo Literário Elo da Corrente, o Reduto do Rap, a Associação de Capoeira Irmãos Unidos, a Quilombaque e o Kolombolo Diá Piratininga. Essas colaborações fortaleceram o grupo, consolidando-o como um importante movimento de incentivo, preservação e pesquisa da cultura e da arte em São Paulo, com reconhecimento na mídia e no cenário cultural da cidade.

Em 2019, o coletivo foi homenageado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo durante as comemorações do Dia Nacional do Samba, no Teatro Municipal. A honraria foi um reconhecimento à contribuição do grupo para a cultura da cidade e à preservação da memória do samba paulista. Além disso, o Samba do Congo teve quatro projetos aprovados em editais culturais, reforçando sua relevância no cenário artístico.

A apresentação no Sesc 24 de Maio promete ser uma celebração da resistência e da ancestralidade, marcada pela força do samba e pela valorização das raízes afro-brasileiras. O evento é uma oportunidade para o público vivenciar a riqueza cultural que o coletivo vem construindo e difundindo há mais de dez anos.

Onde assistir filmes com protagonismo negro indicados ao Oscar 2025

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Fotos: Shanna Besson/Page 114/Why Not Productions/Pathé Films/France 2 Cinéma e Divulgação

O Oscar 2025 está bem representado com o filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’, mas também de outras produções com protagonismo negro bem aclamadas pela crítica. Para os fãs, ainda é possível incluir mais filmes na lista de maratona. A premiação será realizada amanhã, 2 de março, a partir das 21h.

O único filme que tem sentido uma rejeição do público é ‘Emilia Perez’. Mesmo com 13 indicações ao Oscar, a imprensa internacional aponta que após as polêmicas envolvendo a atriz Karla Sofía Gascón, o longa talvez não consiga conquistar nenhuma estatueta. Muitos telespectadores também alertam sobre como o filme pode ser ofensivo para os latinos e para as pessoas trans.

Zoe Saldaña, vencedora do Globo de Ouro pelo seu papel no longa, foi indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, juntando-se a Cynthia Erivo como Melhor Atriz em ‘Wicked’ e Colman Domingo como Melhor Ator em ‘Sing Sing’, os únicos atores negros a receberem indicações este ano. 

Veja a lista abaixo:

Wicked 

Com 10 indicações ao Oscar, incluindo de Melhor Atriz com Cynthia Erivo, que concorre ao lado da brasileira Fernanda Torres. O filme acompanha Elphaba (Erivo), uma jovem com pele verde que, desde a infância, enfrenta discriminação e luta para compreender seus poderes. Ao ingressar na Universidade de Shiz, ela conhece Glinda (Ariana Grande), uma estudante popular e ambiciosa. Apesar das diferenças, as duas formam uma amizade improvável. No entanto, suas trajetórias se divergem quando se deparam com o Mágico de Oz, levando-as a escolhas que as definirão como a Bruxa Má do Oeste e a Bruxa Boa do Sul. O musical está disponível para compra e locação no Prime Video.

Sing Sing

Indicado a três categorias do Oscar, incluindo de Melhor Ator com Colman Domingo, o filme baseado em uma história real, é inspirado no programa “Rehabilitation Through the Arts”, uma organização sem fins lucrativos. O drama acompanha Divine G, um homem preso injustamente, que descobre um novo propósito ao se juntar a um grupo de teatro formado por outros detentos. Juntos, eles se empenham em montar uma peça original intitulada “Breakin’ the Mummy’s Code”, explorando a transformação pessoal e a busca por redenção através da arte. O filme está em exibição nos cinemas. 

Emilia Pérez

Apesar das polêmicas envolvendo “Emilia Pérez”, o filme recebeu 13 indicações ao Oscar, incluindo o de Melhor Atriz Coadjuvante com Zoe Saldaña. Interpretando Rita Mora Castro, a estrela garantiu o Globo de Ouro deste ano. Sua personagem é uma advogada que ajuda  Emília (Karla Sofía Gascón), que está na busca para recomeçar sua vida, longe do mundo do crime, e reconectar-se com sua esposa Jessi (Selena Gomez) e seus filhos. O filme está em exibição nos cinemas. 

Batalhão 6888

Inspirado em uma história real, o filme dirigido por Tyler Perry e estrelado por Kerry Washington, narra a trajetória do 6888º Batalhão do Diretório Postal Central, a única unidade composta exclusivamente por mulheres negras do Exército dos Estados Unidos enviada para fora do país durante a Segunda Guerra Mundial. O longa recebeu indicação ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original com ‘The Journey’ da cantora H.E.R. O filme está disponível na Netflix.

Nickel Boys

Baseado no aclamado romance de Colson Whitehead, vencedor do Pulitzer, Nickel Boys mergulha na história de Elwood (Ethan Herisse) e Turner (Brandon Wilson), dois adolescentes negros presos em um reformatório juvenil na Flórida dos anos 1960. Em meio ao turbulento cenário da luta pelos Direitos Civis, os jovens desenvolvem uma amizade intensa e transformadora enquanto encaram as duras realidades da instituição. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado e está disponível no Prime Video.

Trilha Sonora para um Golpe de Estado 

Indicado à categoria de Melhor Documentário, o filme retrata o protesto dos músicos Abbey Lincoln e Max Roach, que, em 1961, invadiram o Conselho de Segurança da ONU para denunciar o assassinato do líder congolês Patrice Lumumba. Ao traçar a trajetória de Lumumba e a expansão cultural dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, o filme revela como o jazz se transformou em uma poderosa ferramenta no jogo político global. O documentário está em cartaz em cinemas selecionados. 

Donald Trump e a representatividade da masculinidade hegemônica

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Foto: MELINA MARA/THE WASHINGTON POST/GETTY IMAGES.

A discussão entre Trump e Zelensky é mais um episódio de demonstração da hostilidade do líder norte americano frente a um mundo que ele insiste em desejar que se curve frente a ele. Para quem estuda as masculinidades, Trump personifica o que conceitualmente chamamos de Masculinidade Hegemônica. Essa masculinidade que tem como característica o machismo em sua mais alta potência, cuja base é o poder e a manifestação social é a violência. No âmbito racial, a ocupação dessa masculinidade é branca. Para quem já acompanhou meus textos aqui, no Mundo Negro, já entendeu que os homens negros não podem e jamais poderão ocupar o lugar da hegemonia no campo das masculinidades.

Trump é consciente do poder que tem nas mãos e o superestima. Durante as eleições, ele usou de violência contra Kamala, colocando e acentuando os extremos da pirâmide de gênero e raça: homem branco, o que ocupa o topo da pirâmide e a mulher negra, que está na base da pirâmide. Após as eleições, todas as pautas relacionadas à diversidade são tratadas com hostilidade pelo governante do mais alto cargo do executivo dos EUA. O governo de Trump classifica as pautas acerca das questões étnico-raciais como “teoria racial crítica”, cortando, por exemplo, financiamento federal de escolas que tem em seus currículos temas como relações raciais.  

O episódio ocorrido na manhã desta sexta-feira no Salão Oval dos EUA mostra como Trump se sente superior por ocupar o cargo de presidente norte-americano. “Você tem que ser grato a mim”, diz Trump. Isso é a personificação de uma masculinidade falida e que se mantém pelo poder. Ainda que fossem dois homens brancos ali, protagonizando aquela cena, um deles estava no maior lugar de poder. E aqui, a ideia é que consigamos fazer a leitura do que significa a masculinidade hegemônica, protagonizada no mundo moderno por Trump, Musk e mais algumas figuras mundiais.

Luciano Ramos, Especialista em Masculinidades e Paternidades Negras e Diretor executivo do Instituto Mapear

Campanha alerta para a garantia de segurança de crianças e adolescentes no Carnaval

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Foto: Freepik

O Carnaval, tradicionalmente um período de festa e celebração, também exige responsabilidade coletiva para garantir a segurança de crianças e adolescentes. Nesse contexto, ganha destaque a Campanha Nacional “Faça Bonito” no Carnaval 2025, iniciativa do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O objetivo é mobilizar a sociedade para criar um ambiente seguro durante a maior festa popular do Brasil.

A Fundação FEAC, integrante da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, apoia a iniciativa e a divulga em suas redes sociais. A instituição reforça a importância de denunciar qualquer violação de direitos, utilizando os canais oficiais como o Disque 100, Conselhos Tutelares, as Polícias Civil, Militar e Rodoviária, além das delegacias especializadas.

Entre os exemplos de violações estão a exploração sexual infantil, seja em contextos de lucro ou troca de bens; o trabalho infantil, como a exigência de que crianças e adolescentes vendam ou carreguem mercadorias; e o incentivo ao uso de drogas ou bebidas alcoólicas. A vacinação também é tema da campanha, destacando a responsabilidade de pais e responsáveis em manter as vacinas em dia, garantindo proteção contra diversas doenças.

“A infância deve ser protegida em todos os momentos, e o Carnaval, uma festa de alegria, não pode ser cenário para violações de direitos. Nosso compromisso é sensibilizar a sociedade para que crianças e adolescentes possam viver essa e qualquer outra fase de suas vidas com segurança e dignidade”, destaca José Roberto Dalbem, diretor executivo da Fundação FEAC.

“Colocamos na centralidade das nossas ações, estratégias que promovam a proteção, garantia e acesso aos direitos prioritariamente de crianças e adolescentes. E essa campanha atua justamente alinhada a essa estratégia, quando traz como objetivo sensibilizar a sociedade para o exercício de sua função protetiva, especialmente nesse período”, esclarece Natália Valente, analista de projetos da Fundação FEAC.

Os materiais da campanha estão disponíveis para acesso público no site oficial da Ação Nacional (www.facabonito.org/carnaval). A população, empresas e instituições são convidadas a apoiar e promover um ambiente mais seguro para todos.

Como ajudar?

  • Denuncie violações de direitos de crianças e adolescentes pelos canais oficiais: Disque 100, Polícias Civil, Militar e Rodoviária, Conselhos Tutelares e delegacias especializadas.
  • Para crimes na internet, as denúncias podem ser feitas diretamente no site: new.safernet.org.br/denuncie.
  • Compartilhe os materiais da campanha e ajude a disseminar informações sobre proteção infantil.
  • Incentive a vacinação e adote medidas preventivas para garantir a segurança das crianças e adolescentes durante as festividades.

Nos EUA, moradores de cidade de maioria negra se armam para enfrentar neonazistas

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Foto: Liz Dufour/Cincinnati Enquirer/USA Today Network/Imagn Images

Moradores de uma cidade majoritariamente negra nos Estados Unidos têm se armado para se protegerem de um grupo de neonazistas que tem ameaçado a região desde o início de fevereiro. Mascarados e com rifles, o grupo lançou insultos racistas, balançaram bandeiras com suásticas em uma rodovia e espalharam panfletos da Ku Klux Klan pelas ruas. 

Os homens têm vigiado as estradas que levam a Lincoln Heights, Ohio, abordando e questionando quem se aproxima da região, aproveitando a lei de porte aberto de armas no estado para iniciar um programa de vigilância armada.

Com um histórico de luta por direitos e resistência, a cidade surgiu como uma comunidade negra autônoma — a mais antiga ao norte da linha Mason-Dixon. Desde o início, a população local enfrentou negligência e falta de investimentos. 

Mas os últimos acontecimentos deixaram o povo de Lincoln Heights preocupado com a falta de segurança e desconfiado dos policiais por não reprimir a marcha neonazista. O departamento de polícia local foi dissolvido em 2014, e a segurança ficou a cargo do gabinete da xerife do Condado de Hamilton. Nenhuma prisão foi feita, mesmo após denúncias de ameaças contra moradores.

“A maneira como descobri que os nazistas estavam no meu bairro foi por meio de crianças. Elas estavam com medo”, disse DeRonda Calhoun, 45, uma professora que mora em Lincoln Heights, em entrevista ao The Washington Post. 

Segundo os relatos, no dia 7 de fevereiro, uma van levou um grupo com cerca de 12 de neonazistas para um viaduto perto da divisa da vila, usando armadura corporal, rifles AR-15 e agitando bandeiras com suásticas. Eles chegaram quando as crianças estavam saindo de uma escola local e marcharam a poucos quarteirões de distância. O grupo neonazista se retirou depois que os moradores apareceram protestando contra a presença deles. 

Após críticas, a polícia divulgou imagens da câmera corporal de um policial que aparentava agir de forma cordial com os neonazistas. Após deixarem a área, o agente aconselhou um homem a trocar de camisa antes de acompanhá-lo de volta ao local do confronto, onde os moradores de Lincoln Heights ainda estavam, para recuperar um veículo pessoal.

Em resposta, a xerife do Condado de Hamilton, Charmaine McGuffey, classificou os neonazistas como “covardes” durante uma entrevista coletiva e garantiu que as patrulhas em Lincoln Heights serão reforçadas, além de uma investigação mais aprofundada sobre o caso. Porém, afirmou que os mesmos exerceram a liberdade de expressão, protegida por lei, e por esta razão, apenas ordenaram que eles saíssem para evitar a tensão.

Diante da falta de ação policial, muitos acreditam que armar-se é a única alternativa e formaram o Programa de Segurança e Vigilância de Lincoln Heights com cerca de 70 voluntários para patrulhar a cidade. “Um americano protegendo sua casa com uma arma — achei que essa fosse a coisa mais americana que poderíamos fazer”, diz Daronce Daniels, porta-voz do grupo.

A xerife classificou a autodefesa da comunidade negra como uma “milícia de bairro”, e que não apoiava esse programa. A porta-voz do gabinete da xerife, Kyla Woods, disse que o departamento recebeu ligações reclamando de moradores armados, mas apenas dois relatos documentados de confrontos.

“Não houve nenhuma acusação contra os moradores armados, que não estão infringindo nenhuma lei por porte aberto em Ohio. Não pretendemos investigar nenhuma pessoa armada, a menos que um crime seja cometido”, afirmou Woods. 

“Eu passo por eles diariamente quando vou e volto. E é importante lembrar que eles surgiram de uma necessidade”, disse Julian Cook, pastor da Lincoln Heights Missionary Baptist Church, sobre o grupo armado que está protegendo a cidade. 

Apoiados pela prefeita Ruby Kinsey, moradores pedem que a população e outros apoiadores boicotassem os negócios próximos da vila de Evendale até que a cidade conclua uma investigação sobre sua força policial e demita todos os policiais que ajudaram os neonazistas.

Sabores do Carnaval: onde experimentar a verdadeira gastronomia baiana em Salvador

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A gastronomia também faz parte do Carnaval! Em meio à folia de Salvador, os sabores baianos são um espetáculo à parte, proporcionando não apenas sustento, mas uma verdadeira conexão com a história e a cultura afro-brasileira. A culinária da Bahia tem raízes profundas na ancestralidade africana, trazendo ingredientes e técnicas que atravessaram séculos e continuam encantando paladares. O azeite de dendê, o leite de coco e as pimentas dão vida a pratos que carregam a identidade e a resistência do povo negro, tornando a experiência gastronômica tão inesquecível quanto a festa que toma conta das ruas.

Entre os pratos mais icônicos, o acarajé reina absoluto, trazendo a tradição das mulheres negras que, historicamente, o vendem como forma de sustento e preservação cultural. O vatapá e o caruru também são indispensáveis, reforçando o vínculo da culinária baiana com a religiosidade e a celebração da vida. Já a moqueca baiana e o bobó de camarão são exemplos perfeitos de como a mistura de influências africanas e indígenas resultou em receitas que conquistaram o Brasil e o mundo.

Se você está curtindo o Carnaval em Salvador, não pode deixar de provar essas delícias em restaurantes que celebram a autenticidade e o sabor da Bahia. Nossa seleção especial traz lugares que mantêm viva essa tradição e são perfeitos para uma pausa entre um bloco e outro:

Axégo Restaurante (@axeogrestaurante)

Casa Sankofa (@sankofa.acab)

Maria Mata Mouro (@mariamatamouro)

Restaurante Zanzibar (@restaurantezanzibar)

Restaurante Dona Mariquita (@donamariquita_)

Restaurante O Pái Ó (@opaiopeio)

Carnaval 2025: Veja quais escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo farão desfiles com temática africana

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Foto: Reprodução/X

Para desespero de quem critica a cultura africana e afro-brasileira como base do Carnaval desenvolvido pelas escolas de samba no país, Rio de Janeiro e de São Paulo terão desfiles marcados por uma forte presença de enredos que celebram as raízes africanas, a resistência do povo negro e a religiosidade de matriz afro-brasileira. Das 12 escolas do Grupo Especial do Rio, oito abordam temas ligados à ancestralidade africana, enquanto em São Paulo agremiações como Mancha Verde, Barroca Zona Sul e Gaviões da Fiel também destacam a cultura negra em seus desfiles. A tendência, que ganha força a cada ano, reforça a importância da negritude na construção da identidade cultural brasileira.

No Rio de Janeiro, a Unidos de Padre Miguel, que retorna ao Grupo Especial após 52 anos, abre os desfiles com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, contando a história de Francisca da Silva, a Iyá Nassô, fundadora do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho, em Salvador. Considerado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, o espaço foi tombado pelo Iphan em 1984. A Imperatriz Leopoldinense mergulha na mitologia dos orixás com o enredo “A Saga de Oxalá”, que narra a peregrinação do orixá para visitar Xangô, enfrentando obstáculos que transformam sua jornada. Já a Mangueira levará para a avenida a história da Pequena África no Rio de Janeiro, destacando a resistência dos povos bantu, que representaram a maioria dos negros escravizados trazidos ao Cais do Valongo.

A Unidos da Tijuca homenageia Logun-Edé, o “príncipe dos orixás”, filho de Oxum e Oxóssi, em um desfile que contará com a participação da cantora Anitta, devota da divindade. O Salgueiro, por sua vez, aborda a espiritualidade afro-brasileira com o enredo “Corpo Fechado”, que explora práticas ancestrais como banhos de ervas e talismãs, além de expressões como “quiumba” e “mojubá”, presentes no samba-enredo mais baixado do Carnaval 2025 no Spotify. A Paraíso do Tuiuti resgata a história de Xica Manicongo, considerada a primeira mulher trans não indígena do Brasil, escravizada no século 16 e condenada à morte pela Inquisição. Ativistas trans desfilarão pela escola, que promete um dos momentos mais emocionantes da noite. A Viradouro, atual campeã, apresenta “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, contando a história do líder quilombola pernambucano que se tornou símbolo da conexão entre as culturas afro e indígena.

São Paulo também celebra a cultura afro

Na capital paulista, a Mancha Verde leva para a avenida o enredo “Bahia, da Fé ao Profano”, inspirado em um documentário homônimo que retrata a fé do povo baiano. A Barroca Zona Sul homenageia a orixá Iansã com “Os nove oruns de Iansã”, enquanto os Gaviões da Fiel apresentam seu primeiro enredo afro, “Irin Ajó Emi Ojisé”, uma viagem pelas máscaras africanas e a atual campeã paulista, Mocidade Alegre aposta em “Quem não pode com mandinga não carrega patuá”, explorando itens de sorte e fé.

Confira os horários dos desfiles

Grupo Especial de São Paulo:

Sexta-feira (28 de fevereiro)

23h: Colorado do Brás
0h05: Barroca Zona Sul
1h10: Dragões da Real
2h15: Mancha Verde
3h20: Acadêmicos do Tatuapé
4h25: Rosas de Ouro
5h30: Camisa Verde e Branco

Sábado (1º de março)

22h30: Águia de Ouro
23h35: Império da Casa Verde
0h40: Mocidade Alegre
1h45: Gaviões da Fiel
2h50: Acadêmicos do Tucuruvi
3h55: Estrela do Terceiro Milênio
5h: Vai-Vai

Grupo Especial do Rio de Janeiro

Domingo (2 de março)

22h – Unidos de Padre Miguel
Entre 23h30 e 23h40 – Imperatriz Leopoldinense
Entre 0h50 e 1h10 – Unidos do Viradouro
Entre 2h e 2h30 – Estação Primeira de Mangueira

Segunda-feira (3 de março)
22h – Unidos da Tijuca
Entre 23h30 e 23h40 -Beija-Flor de Nilópolis
Entre 0h50 e 1h10 -Acadêmicos do Salgueiro
Entre 2h10 e 2h40 -Unidos de Vila Isabel

Terça-feira (4 de março)
22h -Mocidade Independente de Padre Miguel
Entre 23h30 e 23h40 -Paraíso do Tuiuti
Entre 0h50 e 1h10 -Acadêmicos do Grande Rio
Entre 2h10 e 2h40 -Portela

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