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Após greve de fome, movimento de estudantes negros convence Ministério a encaminhar projeto de cotas à Dilma

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Uma lei engavetada há mais de três anos será regulamentada no próximo dia 2, graças as manifestações de rua e greve de fome de estudantes do movimento negro ocorridas em Brasília nesta semana.  A Educafro, ONG sediada em São Paulo, orquestrou uma ação juntamente com entidades e centrais sindicais para que o Ministério do Planejamento encaminhasse à Casa Civil da Presidente da República a regulamentação da Lei de Cotas em concursos públicos federais.  Já há uma reserva de vagas de 20% para Deficientes Físicos.

“Chegamos lá determinados a tirar esse projeto da gaveta e dissemos que ficaríamos sem comer até que a Ministra do Planejamento Miriam Belchior garantisse que esse documento de alteração da lei, chegaria às mãos da presidente Dilma”, disse frei David dos Santos, diretor executivo da Educafro em entrevista ao site Mundo Negro. Após O compromisso foi confirmado pela assessoria de com comunicação do Ministério. A porcentagem para da reserva para negros não foi divulgada.

(Por Silvia Nascimento)

 

 

O humor (do) negro

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Por Fernando Sagatiba*

Você percebe a postura do artista de acordo com o público que ele aborda. Depende também de como você encara o humor e o que você faz com essa responsabilidade. É por dinheiro? É por talento? Que mensagem é essa? E, independente da resposta, você vai, assim como tudo no seu comportamento (consciente ou inconscientemente), refletir o seu caráter, mente e coração. A situação do negro nesse país é delicada, há o histórico de escravidão que data de mais de 300 anos, há mais de 125 que uma lei foi assinada – literalmente – pra inglês ver, mas de fato esse direito só se alastrou a todo povo pobre do Brasil, o que, pasme, é composto por uma maioria negra. Negra sim, somos mestiços, miscigenados e tal, mas a raiz é (predominantemente) negra para a maioria.

Ocorre que, na prática, a Lei Áurea só tirou o negro da senzala por uma questão econômica, por conveniência da Era Industrial que estava eclodindo e já não comportava a antiquada mão-de-obra escrava. Só que os navios negreiros se transmutaram em camburões (já dizia O Rappa), feitores se tornaram policiais, boa parte da população (tá, não tão boa no sentido de adjetivo) e no Estado como um todo. As mídias se incluem, ou você vai me dizer que a ausência de negros na TV ou revistas de moda, entretenimento e essas coisas é só uma coincidência? Não, é da mesma elite dominante que afirma que não somos racistas e que existe uma (lendária) democracia racial no Brasil. Tudo um papinho condescendente pra manter o racismo velado e com viés de ‘mal entendido’ (por isso tanta gente insiste em dizer que o negro é que vê racismo em tudo). Já que falei em mídias, vamos tecer considerações sobre a questão do negro no humor em três situações distintas: Érico Brás, Marcelo Marrom e Rodrigo Santana.

Vamos começar por Marcelo Marrom (que não é o único nessa situação, mas, talvez, o mais proeminente no momento). Ele é um ator que se vale de pautas-clichês para fazer rir. Clichê, na verdade, é um eufemismo meu (desculpaê) para caricatura auto-depreciativa. Frequentemente ele faz “piadas” como “estou aqui pra cumprir cotas para negros” (banalizando o intuito do resgate histórico que elas representam), se põe na alça de mira para ser comparado – por ele mesmo – a um macaco ou a um personagem com um nome humilhante para alguém “da cor”. Mas, tudo bem, afinal, ele é negro e isso não é racismo… Não é? Tem certeza? Se não, vejamos, ele se auto-deprecia para que a plateia vá ao delírio (aliviada, porque não precisaram falar nada pra rir de um negro em papel humilhante e ridículo) e isso não é racismo? É sim, e olha que, geralmente, eu digo que o negro não é racista, mas tem o racismo ‘introjetado’. No caso dele não, ele sabe das condições pra um negro ser “aceito” na mídia e o faz. Ele tira o chicote da mão do feitor e se auto-flagela para a satisfação da turba inflamada.

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Se uma pessoa faz piada auto-depreciativa para posar de ‘olha, eu sou legal, mas tão legal que eu mesmo me humilho pra você rir de mim por minha causa antes que você mesmo fale’, é a mesma ilusão de alívio de uma pessoa que salta do prédio em chamas. Vai morrer mesmo assim, sua saída não é legal e não vai te salvar (o que me faz concluir que é desespero da mesma maneira). Não é assim que se combate o racismo, muito menos se conscientiza a população. E se você acha que essa não é sua responsabilidade, a arte na sua vida é mero negócio e suprimento de carência de atenção, que se respeite quem tem um trabalho social sendo feito e já não é fácil sem esse tipo de (des)serviço. É o famoso ‘muito ajuda quem não atrapalha’. Você não acaba com o racismo simplesmente abolindo a palavra do seu vocabulário enquanto continua associando uma pessoa negra a um animal que emula trejeitos humanos, te diverte, mas não é gente de verdade. Qualquer adolescente faz isso, mas tem a “desculpa” da imaturidade e necessidade desesperada de aceitação no seu grupo. Inferiorização da parte oprimida em troca de risos e trocados, enquanto os ‘senhores’ estão se desmanchando em risos com sua grana (grana e não trocados).

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 Também tem o Rodrigo Santana, famoso por Valéria (a ‘bandida’), que não é exatamente negro (digo pelo tom de pele, um ‘moreninho’, como aceita a condescendência racista do país), com seu personagem Adelaide. Uma mulher negra, desdentada, pedindo esmola, mas que anda com um tablet pra falar com o marido. Se a cara da riqueza não é um puro deboche com o negro (e a classe C, por tabela) nada mais é. Diga-me, se fosse pra ser um personagem aleatório, porque sempre é o negro nessas situações (claro, muitas vezes, dividindo o espaço com o nordestino, por exemplo)? E pior, um legítimo ‘blackfaced’ (ator não-negro que se pinta pra representar um). Estigmatizando a mulher negra e pobre, esses caras vão fazendo sua fama e muitos vão na onda porque não param pra contestar suas intenções. Preferem achar que o universo já nasceu desse jeito e que reclamar é coisa de gente chata, que não vê graça em nada, nem numa mulher negra e pobre pedindo esmola importunando passageiros brancos.

Aí, vem Érico Brás com uma iniciativa simples, porém muitíssimo eficaz. Ele, sua esposa, Kênia Dias e seus enteados, Gabriela e Mateus bolaram – a partir de questionamentos de menina Gabriela sobre a situação do negro na TV e os motivos de as discussões sócio-raciais caseiras nunca serem promovidas na escola – um canal no Youtube, o Tá Bom pra Você?. O canal publica vídeos com sátiras de situações corriqueiras vividas por negros, como pessoas querendo tocar em nossos cabelos afro como objetos exóticos, a visão da sociedade sobre negros freqüentando restaurantes e até comerciais de margarina.

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Segundo Érico, margarina é um produto de uso freqüente e barato, ou seja, negro também come, mas a maioria do país é preterida em benefício de uma exclusividade para famílias caucasianas com aquela alegria desmedida logo pela manhã. Talvez por ser cria do Bando de Teatro do Olodum (o mesmo de Lázaro Ramos), isso tenha aflorado a consciência social do ator (que vive o Jurandir, de Tapas e Beijos, da Globo), mas, como eu disse lá no começo do artigo, seu trabalho, sua arte, apenas vão refletir quem você é, seu caráter e suas intenções com aquilo.

 

Tá bom pra você?

*é jornalista e responsável pelo blog http://garciarama.blogspot.com.br/ 

O SEGREDO DAS DIVAS!

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Redação Prapreta

 

Full Lace2

 

Quem nunca olhou para o cabelo da Beyonce, Riahanna, Kelly Rowland ou Tyra Banks e pensou: como ter este cabelo?

Além da mudança constante do visual, as beldades são famosas por suas madeixas sempre impecáveis. Milagre? Não! Muitas vezes é o poder do lace front ou full lace.

Full lace é uma prótese fio-a-fio que cobre toda a cabeça. Ela é feita sobre uma tela super fina (chamada lace), similar ao tule, que é fixada com uma cola apropriada no couro cabeludo.

As laces tem variações, então permitem diversos tipos de penteado: cabelo de lado, repartido ao meio, com franja, ou seja, você pode comprar de acordo com seu desejo. É importante que a tela tenha uma cor próxima ao seu tom de pele, para que o resultado de naturalidade seja alcançado.


PRÓS:

• Ideal para quem gosta de mudar o visual constantemente, sem o uso da química.

• Não esquenta a cabeça como as perucas convencionais e entrelaçamentos.

• O resultado é bem próximo ao natural.

• Depois de algum tempo, você consegue aplicar sozinha. Sem o auxilio de um cabeleireiro.

CONTRAS:

• O clima do Brasil não favorece o full lace. O calor faz com que a cola se solte com mais facilidade, fazendo com a fixação dure em média 3 dias. É necessário colar a lace novamente após este período.

• Os fios embaraçam com facilidade. Na hora de pentear é necessário cuidado extremo para que as madeixas não se soltem da tela.

• A duração média é de 7 a 10 meses, tudo depende do cuidado. Aquelas que cuidam super bem, podem ter sua lace por até 1 ano.
Os preços variam de acordo com o tamanho e tipo do fio. O custo médio é de R$ 1.200,00.

 

Gostou? Acompanhe as dicas da Prapreta divulgadas semanalmente no site Mundo Negro.

O novo desafio do negro brasileiro: emplacar seu próprio negócio

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(Por Silvia Nascimento) A imagem do negro de terno e da negra elegante de tailleur, como a dos executivos afro-americanos que vemos nos filmes, está longe do perfil do típico empresário negro brasileiro. Com baixa escolaridade, menor acesso à informática e dificuldades em dar visibilidade ao seu negócio, os empreendedores de pele negra são guerreiros no desafio diário de emplacar o seu produto ou serviço.

“Os Donos de Negócios no Brasil: Análise por Cor e Raça” estudo recente feito pelo Sebrae usando como base dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (IBGE) entre 2001 e 2011, apontam um aumento do número de empresários negros, revelando que eles são a maioria dos micro e pequeno empresários. No entanto, esse aumento coincide com o maior número de pessoas que se declararam negras pelo IBGE e a diminuição das que se declararam brancas. Seria o mesmo que dizer:  sempre houve mais empresários negros, eles agora apenas assumem a sua cor.

Os donos de negócios no Brasil  Análise por raça cor — Sebrae

Os donos de negócio negros e brancos têm muitas diferenças, obviamente, mas é no quesito educação que elas aparecem de forma mais alarmante. Mais da metade , 57%,  têm no máximo o ensino fundamental incompleto,  11% têm ensino fundamental completo, 26% têm ensino médio (completo ou incompleto), 2% têm ensino superior e apenas 4 % têm ensino superior completo ou mais.  Entre donos de negócios brancos o nível superior completo ou mais é de 16%.

Contudo, no mesmo recorte sobre educação, o estudo mostra que entre 2001 e 2011 os negros aumentaram o tempo médio de anos de estudos  em 41% enquanto o dos brancos foi apenas de 17%. As diferenças educacionais permanecem, mas têm diminuído.

Aprendendo no sufoco

“Muitos negros não são empresários, eles se tornam empresários por não conseguirem se colocar no mercado de trabalho”, argumenta Márcia Ferreira, Gerente de Relações Institucionais da Incubadora Afro-Brasileira, instituição não governamental, com sede no Rio de Janeiro, que presta serviços gratuitos de assessoria e consultoria a empresários negros.  Para ela,  uma empresa pode levar em média até 10 anos para ter visibilidade e com as dificuldades, oriundas da falta de acesso à educação e investimentos, o empresário negro tem que lutar diariamente para se manter.  “Quando falo sobre subsistência e sobrevivência, não falo do negócio em si, falo das contas, dos compromissos com a família que aquela pessoa tem que honrar”, esclarece Márcia.

Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae, os donos de negócio negros, em sua maioria, trabalham por conta própria e empregam menos que os brancos. 70% dos donos de negócio brancos contratam somente  49% dos negros o fazem. Redução de custo explicaria estes números.  Em 2011 o rendimento mensal do negro era de R$ 1.039/mês contra R$ 2.019/mês dos brancos.

 

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O acesso à informática também revela a falta de estrutura e precariedade, cenário com o qual os empreendedores afrodescendentes têm que lidar para competir com os concorrentes brancos.  Traduzindo em números, 34 % dos negros têm computador em casa entre os brancos essa porcentagem é de 59%.  Enquanto 52% dos donos de negócios brancos têm acesso à Internet em casa, somente 28 % dos negros disponibilizam desse recurso.

Aprendizado e profissionalismo

O aumento do número de negros na Universidade já traz uma perspectiva positiva sobre como será o futuro empreendedores negros brasileiros, mas de imediato muito já tem sido feito.  A Incubadora Afro Brasileira desde 2004 tem sido o patrocinada pela Petrobrás para auxiliar os negros donos de micro e pequenas empresas a nortear o rumo dos seus empreendimentos. Atualmente são mais de 1300 empresas assessoradas pela ONG sediada na cidade do Rio de Janeiro e que atualmente trabalha apenas com empresas da região.  Marah Silva é dona do Ateliê Cretismo e disponibilizou do know-how da IA para turbinar seu negócio. A empreendedora afirma que a passagem pela Incubadora conferiu conhecimento de mercado e  a partir daí ela fez sua parte. Segundo a estilista, hoje o Sebrae tornou-se um aliado muito mais próximo aos empreendedores e a Incubadora foi “tratamento VIP”.

A estilista Marah Silva que  ampliou seus conhecimentos com a IA e inovou seu negócio
A estilista Marah Silva que ampliou seus conhecimentos com a IA e inovou seu negócio

 

Em São Paulo, durante o mês de agosto, o Sebrae, em parceria com o Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros (Ceabra), lançou o projeto Brasil Afroempreendedor.” O estudo de raça e cor dos donos de negócio do Brasil, for feito justamente como um primeiro passo para traçar um perfil do público a ser trabalhado neste projeto ainda em fase de implementação”, explica Marcio Dias, Diretor de Comunicação do Sebrae.

A diminuição da informalidade entre os donos de negócio negros é um dos aspectos a ser comemorado.  “Antigamente a maioria dos negros estavam no que a gente costumava chamar de ilegalidade. Hoje, com informação e orientação a maioria é microempreendedor individual”, explica a gerente da Incubada.  O Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para tanto, o empresário precisa faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.

O avanço é uma realidade, mas a diferença entre o empresário negro em comparação ao empreendedor  branco ainda é grande e não pode ser esquecida. Iniciativas de entidades do setor são um sopro de ânimo em um setor em ampla expansão.  A profissionalização e qualificação são o caminho para que o empresário negro avance no mesmo ritmo rápido e surpreendente que o consumidor negro tem feito na última década.

 

10% das mulheres negras têm…..anemia!

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(Por Silvia Nascimento)Ser mulher negra significa também estar mais propensa a ter anemia. De acordo com um estudo americano, divulgado por um site especializado em saúde para população negra, cerca de 10% das mulheres negras abaixo de 49 anos têm deficiência de ferro.  Os sintomas da anemia são bem perceptíveis, sobretudo para as mulheres que ainda menstruam. Se você se encaixa em algum dos perfis abaixo, procure um médico para medir seu nível de ferro no sangue:

 

  •  Minha menstruação dura mais que cinco dias 
  • Meu sangramento uterino é anormal, como de miomas. 
  • Estou grávida.( Cerca de 20% das mulheres nos países industrializados têm deficiência de ferro durante a gravidez – gestação  de múltiplos aumentam significativamente o risco)

A anemia se desenvolve quando você não tem glóbulos vermelhos saudáveis suficientes para transportar oxigênio por todo o corpo.  Anemia afeta uma em cada 10 meninas, mulheres e adolescentes. Também se desenvolve em homens e crianças e está ligada a algumas doenças.

Sintomas da Anemia:

Se você está sempre cansada, mesmo que você tenha dormido bem ou você não tem a energia para as atividades normais, você pode ter anemia. Pode ser uma causa subjacente de problemas de memória ou de humor. Os sintomas variam, mas entre os principais estão:

 

 

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  • Fraqueza
  • Tontura
  • Dor de cabeça
  • Dormência ou frieza nas mãos e pés
  • Baixa temperatura corporal

 

 

 

Os sintomas relacionados com o coração

As pessoas com anemia têm menos oxigênio no sangue, o que significa que o coração tem de trabalhar mais para bombear oxigênio suficiente para os seus órgãos. Sintomas cardíacos relacionados incluem arritmia (um ritmo cardíaco anormal), falta de ar e dor no peito.

 

Fatores de risco de anemia

Mulheres e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de anemia. Quando as mulheres perdem sangue em períodos menstruais abundantes, elas podem tornar-se anêmicas. Gravidez também provoca alterações no volume de sangue de uma mulher que pode resultar em anemia. Doenças crônicas, como doença renal pode afetar a capacidade do corpo para produzir células vermelhas do sangue. Uma dieta pobre em ferro, ácido fólico ou vitamina B12 também aumenta o risco. E alguns tipos de anemia são hereditários.

 

Causa (1) baixa ingestão de ferro

A dieta é pobre em ferro pode causar anemia. O ferro por meio das plantas e suplementos não é tão bem absorvido como pelo consumo da carne vermelha. Alguns problemas digestivos e até cirurgias gástricas podem interferir na absorção do ferro. Alguns medicamentos e alimentos também podem prejudicar absorção.

São eles:

  • Laticínio
  • Outros alimentos ricos em cálcio
  • Os suplementos de cálcio
  • Antiácidos
  • Café
  • Chá

 carne

O corpo precisa de ambas as vitamina B12 e ácido fólico para produzir células vermelhas do sangue. Uma dieta muito baixa em tais vitaminas pode às vezes causar anemia. Uma doença autoimune ou problema digestivo também pode evitar que o seu corpo de absorver B12 suficiente. Alimentos de origem animal e cereais matinais fortificados são boas fontes de B-12.

 

 

Causa (2) Perda de sangue

Perdendo muitas células vermelhas do sangue é uma causa comum de anemia. Pesados ​​menstruação, úlceras, lesão ou cirurgia pode causar perda de sangue o suficiente para levar a anemia por deficiência de ferro. As mulheres que têm períodos menstruais pesados ​​devem ser testadas para anemia cada ano.

 

Causa (3)Anemia Falciforme

 

anemia falciforme

A anemia falciforme é uma doença hereditária, muito comum entre negros, em que o corpo produz uma forma anormal de hemoglobina. Isto faz com que as células vermelhas do sangue fiquem em forma de foice, dificultando a passagem pelos vasos sanguíneos, levando a dor e os danos aos tecidos do corpo. As células vermelhas do sangue também morrem mais rapidamente do que os glóbulos vermelhos normais.

 

 

Viver com Anemia

Para tratar a sua anemia bastar ter uma dieta equilibrada que te dará mais energia e balanceará seu organismo. A mudança na alimentação e a ingestão de suplementos, feitos com acompanhamento de um profissional lhe trará uma melhora significativa de qualidade de vida. Somente um médico é capaz de avaliar suas reais carências nutricionais, se você tem uma doença crônica ou se é apenas um problema temporário.

 

Seis mitos sobre o negro no mercado de trabalho

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Por Patrícia Santos de Jesus
Nesses anos todos entrando nas empresas para falar de contratação de profissionais negros, já vi e ouvi muitas coisas que vocês nem imaginam, entre tantas, listo aqui seis mitos para iniciarmos uma reflexão, um debate, sobre isso:
 
  • 1* não encontramos negros capacitados
    Esse é o número 1. É incrível! Muitas empresas dizem que não estamos qualificados, que não temos todos os requisitos das vagas sendo que, discriminam o profissional negro no recrutamento. Excluem currículos pelo bairro que moram, pelo tipo de faculdade que cursam, quem não fez faculdade…
  • 2* nunca nem percebi que não tinham negros aqui
    É “comum” ver a maioria dos funcionários brancos enquanto a maioria da população é negra? Se nós somos mais de 50% da população brasileira deveríamos ter números compatíveis no mercado de trabalho não? Como é que não percebem que faltam negros nas empresas? Nas 500 maiores e melhores, segundo pesquisa do Instituto Ethos, somos 31,1% e os brancos 67,3%. As mulheres negras são as que mais sofrem por terem menos oportunidades e quando tem ganham menores salários. Mesmo assim, das que conseguem ascender nesse cenário apenas 0,5% de mulheres negras estão entre os executivos brasileiros.
  • 3* não existe racismo aqui na empresa, temos negros como seguranças
    Essa é do  “mito da democracia racial” se hoje, temos qualificação profissional, experiência, currículo, porque não contratar mais negros além da área de segurança, recepção, limpeza? Porque não inserir mais negros no nível tático e estratégico?
  • 4*para trabalhar numa empresa grande, só com cabelo alisado
    Nós mulheres negras temos mesmo a falsa ideia de que o cabelo liso é mais aceito, mais formal, mais comportado! Mito! Nosso cabelo pode estar alinhado a qualquer tipo de empresa com o penteado, a trança, o acessório e o que mais você quiser usar no seu cabelo! Respeite o dress code (regras de vestimentas) da empresa e todos respeitarão o seu cabelo!
  • 5* meu estilo não é aceito pela empresa
    Essa é complemento da anterior. Cada empresa tem seu dress code, sua forma de se vestir, suas regras, seu estilo. Alguns detalhados no regulamento interno, no código de ética, alguns são direcionados pelo tipo de mercado que a empresa está inserida, outros pelo tipo de produto que comercializa. Independente do tipo de empresa, você tem que saber ler esse código e estar formal, esportivo, se é casual. Na verdade, suas roupas vendem a imagem profissional de quem você é.
  • 6* os programas de diversidade não aceitam negros
    Já é uma prática, oriunda das empresas multinacionais a inclusão de profissionais da diversidade, entre eles, estão pessoas com deficiência, mulheres, melhor idade, jovem aprendiz, LGBT e negros. A estratégia das empresas é diversificar o quadro de profissionais, na maioria branca e masculina. Assim, empresas que trabalham com programas de diversidade, incluem negros sim! Aliás, é até uma porta de entrada, mas, a maioria exige o conhecimento em inglês!
*Patrícia Santos de Jesus é pedagoga especialista em Recursos Humanos, idealizadora da consultoria EmpregueAfro, promove ações afirmativas para a inclusão e ascensão do negro no mercado de trabalho desde 2005.

Há 43 anos morria Jimi Hendrix. Vocalista do Outkast vive a lenda no cinema

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São de impressionar as imagens de  André Benjamin caracterizado como Jimi Hendrix. Também conhecido como André 3000, o músico do OutKast irá interpreta o lendário guitarrista em All Is By My Side. O filme fará sua estreia mundial no Festival de Toronto, mas ainda não possui previsão de lançamento nos cinemas brasileiros.


Curiosamente, All Is By My Side contará a história de vida de Hendrix sem utilizar músicas clássicas dele. O longa não obteve os direitos de uso das canções dele e acabará utilizando apenas músicas de outros artistas que foram cantadas por Jimi, como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, “Hound Dog” de Elvis Presley e “Bleeding Heart” de Elmore James. Hayley Atwell, Imogen Poots e Ashley Charles completam o elenco. Mesmo sem ter estreado ainda, o visual de André Beijamin já parece convincente, como revela a presença no Top 15 da especial 20 atores que interpretaram artistas da música.

Aprendendo a ser preto

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Felizardo Tchiengo Bartolomeu Costa*
Eu cresci em um lugar onde não falamos muito sobre racismo, pois é um assunto quase proibido.  Sempre que o mesmo surge, as pessoas tratam de mudar de tópico, agitando-se desconfortavelmente nas cadeiras, ou tratando de desmoralizar e “descategorizar” a discussão.
– Deixa disso rapaz, aqui não tem racismo, tem diferença social. Pessoas que têm e que não têm, apenas isso. Racismo é coisa dos países europeus.  Por isso aprendi desde cedo, que não interessava falar sobre discriminação racial e acabei assim, perdendo uma grande oportunidade de saber quando se estavam a referir à mim de forma preconceituosa e racista.
Vim para o Brasil, estudar e continuei a dizer sempre que me perguntavam que ainda não tinha sido discriminado, pois na minha cabeça, discriminação era ser chamado de crioulo, ser associado à escravatura ou qualquer coisa parecida, ou ainda ouvir aquelas frases travestidas de sabedoria popular, do tipo: “Preto quando não suja na entrada, suja na saída”, ” Preto é como carvão, se não queima, suja” etc., porém, tinha-me passado despercebido um pormenor importante: a discriminação feita às claras era crime e por isso jamais alguém faria abertamente alguma brincadeira pretensamente racista. Por isso, era fácil ter a falsa impressão de que não havia discriminação.
Além disso, meus supostos novos amigos eram muito atenciosos comigo e por isso, jamais tomei como ofensa certas piadas. Aventei mesmo que podiam ser apenas resultado do à-vontade com que se acostumaram a tratar-me, de tal modo, que já não me questionava sobre aquela piadinha que faziam das fotos:
– Meu! Se não fosse pelo sorriso, não saberíamos onde você está;
Ou do folclore envolvendo uma espécie de virilidade bestializada, criando-se mitos de uma dotação masculina quase sobre-humana.
 – Oh negão, se você entrar de sunga na piscina eu saio!
Como eu gostava de roupa branca, também não eram raros aqueles piadistas que me perguntavam como eu fazia para manter minhas roupas tão brancas? Normalmente todo mundo achava graça dessas piadas e às vezes eu mesmo chegava a cair também na risada, por que na minha cabeça de recém-chegado, desacostumado às minúcias desses movimentos discriminatórios, aquelas piadas eram brincadeiras inocentes.
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Não demorou e comecei inclusive a comprar o discurso de que aqui não tem preconceito, que o que existe é nada mais do que um complexo de inferioridade introjetada pelos “morenos” (morenos como um eufemismo pobre, diga-se de passagem, para preto ou negro). Ou seja, o preconceito, estava na cabeça dos pretos, que tinham complexo de inferioridade e outros problemas de aceitação. Entretanto, ninguém parecia muito preocupado em questionar como estes supostos “problemas de aceitação” se criam, afinal, ser preto pode ser uma questão genética, mas o sofrimento que advém disso, com certeza está muito além do genético.
* Angolano,natural do Bié, reside atualmente em São Paulo. Doutorando do curso de Psicologia pela Unesp/ Assis

Finalizadores: como dar o toque final desejado nos seus cabelos

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*Redação PraPreta

Todo mundo já ouviu falar em ativador e prolongador de cachos, silicone, leave-in, spray de brilho, certo?  Mas será que você sabe das diferenças que existem entre eles? A Prapreta resolveu te dar uma forcinha!

Finalizadores

Ativador de cachos

Só quem tem cabelos cacheados e crespos sabe dos cuidados os fios merecem. O ativador de cachos pode ser encontrado na forma de spray, creme ou gel e possui ativos que desenvolvem a elasticidade. Com agentes hidratantes na fórmula que ajudam a soltar as mechas, as novas versões não deixam com aspecto pesados.

– Boas pedidas para cachear:

1- Ativador Humidificante, Imagem Hair – Contém vitaminas e filtro solar.

2- Ativador, Doux Clair Effets – Nutre os fios, sela as cutículas e mentem disciplinados.

Prolongador de cachos

Seu nome já diz tudo! Com ativos específicos, proporciona brilho, maciez e ação anti frizz para manter os cachos controlados e hidratados e dia todo.

– Boas pedidas para prolongar os cachos:

3- Prolongador de Cachos, Doux Clair – Hidratação e definição por muito mais tempo.

4- Set in Free, Deva Curl – Segura os cachos, protege e dá brilho por até 48h.

Sérum e silicone

Para acabar com o frizz! Pode ser usado como um reparador de pontas, a diferença é que ele mais aquoso e possui propriedades de tratamento que ajudam conter o ressecamento. O sérum é mais bem absorvido pelos fios secos e por ser menos acumulativo que o reparador, pode ser aplicado mais de uma vez.

– Boas pedidas anti-frizz

5- Silken Seal Light, Avlon – Sela a cutícula, facilita a escova e não contém óleos.

6- MirrorCurls, Deva Curl – O primeiro sérum silicone-free, 99% natural e solúvel em água.

Leave-in

Creme para pentear! Isso mesmo, as empresas adotaram o mesmo nome por uma questão comercial. O leave-in tem função de hidratar e deixar os cabelos maleáveis e delicadamente modelados. Por ser um produto mais leve, sem tirar o volume ele desembaraça, dá brilho e mantém os cabelos comportados e sem aqueles arrepiados.

– Boas pedidas para pentear:

7- Leave-in KeraCare, Avlon – Deixa os cabelos macios e ajuda na prevenção de danos provenientes de ação térmica.

8- Angéll Gel Finalizador, Deva Curl – Mantém os cachos sem a sensação de cola ou rigidez.

Spray de Brilho

Cabelo sedoso é tudo de bom, além de sexy claro. Mas com o ressecamento causado por químicas e com agressões do dia-a-dia, esse efeito vai embora. A melhor solução para este caso é o spray de brilho. Rico em vitaminas, condiciona e deixa um toque macio.

– Boa pedida para dar brilho:

9- Pink Plus 2-N-1 Spray, Luster – Com manteiga de karitê, sua fórmula protege o couro cabeludo.

Para saber mais sobre os produtos acesse o site: www.prapreta.com.br 

História de negros e indígenas nas escolas: por que não?

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Por Douglas Belchior

As ruas deixaram o recado: o atual sistema de representação política está falido e não nos representa! Seria também um aviso às Conferências Temáticas? Aliás, vivemos tempos onde se realizam muitas conferências. Tem pra todos os gostos: moradia, saúde, criança e adolescente, diversidade etnicorracial, mulheres, direitos humanos, segurança, etc. Mas, o que de fato se aproveita dessas conferências, para além de seus emblemáticos documentos finais repletos de boas propostas que, talvez por serem boas, jamais se concretizam? Não há intenção de dar conta da questão nesse texto, mas fazer uma provocação sobre um tema apenas: Efetivação das leis 10639/03 11645/08.

Em São Paulo, no final do mês de setembro deve acontecer a etapa regional da Conferência de Educação, que elege delegados para a Conferência Nacional de Educação – CONEA, que ocorrerá em 2014.  Com a intenção de elaborar propostas para a etapa paulista, aconteceu nos dias 13 e 14  a I Conferência de Educação para Relações Etnicorraciais do Estado de São Paulo. Esta atividade foi uma vitória da sociedade civil organizada e em especial do FEDER – Fórum de Educação e Diversidade Etnicorracial. Afinal, é preciso dar visibilidade à questão da implementação da Lei 10639/03, alterada pela 11645/08, e claro, tentar comprometer setores públicos em sua efetivação.

Sim, é preciso expor o absurdo: Como é possível que 10 anos após sua aprovação, a Lei que institui a obrigatoriedade do ensino da História da África e das culturas africanas e indígenas no Brasil – apesar dos nobres esforços de militantes e grupos muitas vezes isolados – não tenha saído do papel? Se considerarmos que deveria ter sido publicada como lei complementar à Abolição, significa que já estamos 135 anos atrasados.

Pergunto aos estudantes que prestaram vestibular nos processos seletivos do último ano: quantas questões abordaram a história e a cultura afro-brasileira e indígena? Nem mesmo o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – certamente menos injusto que os vestibulares tradicionais – despertou para esse problema. Há ao menos coerência. Por questão de lógica, é impossível cobrar um conteúdo que não foi ensinado em sala de aula.

Se é verdade que vivemos em um país estruturalmente racista; se é verdade que a população descendente das africanas, para além de jamais terem sidos reparadas ou indenizadas por um dos maiores crimes de lesa humanidade que se tem notícia – os quase 400 anos de escravidão no Brasil – ainda penam “como de costume”, com a negação de direitos, com a violência das polícias e o encarceramento, daí podemos extrair uma hipótese: provocar a lembrança da história de resistência dessa gente preta, pobre e fankeira pode ser perigoso! Seria um risco ver o povo brasileiro reconhecendo nos indígenas um passado em comum, marcado por violências de toda a espécie mas também – e principalmente – sua permanente disposição para a luta e a resistência.

Imagine o perigo: crianças negras, ao invés de brincarem de “polícia e ladrão” organizarem – no fundo do quintal, a rebelião das senzalas, com os meninos brigando entre si para decidir quem seria Zumbi dos Palmares! Ou mais: crianças brancas e negras, brincando de casinha e a pretinha, ao assumir “seu papel na brincadeira”, resolve preparar o veneno que vai servir de tempero no banquete da amiguinha ‘Senhora’.

Evidente que não seriam essas as práticas pedagógicas a serem fomentadas. Mas diante do risco de se alcançar o efeito que mais se espera de um processo educacional: a provocação da capacidade reflexiva, da capacidade crítica, da capacidade de comparação, de contextualização do problema real, enfim, imagine essas capacidades cognitivas, reflexivas e críticas relacionadas ao processo do que foi a escravidão e do que é a realidade a que a população negra e indígena é vive hoje.

Não. Uma lei dessas não pode dar certo. Armar os escravos? Jamais! Provocar sua tomada de consciência? De jeito nenhum!

Mas a História – ela de novo – ensina: Pretos e Índios se armam por sua própria conta. Para além de todas as propostas técnicas de implementação da lei, devemos exigir a criação de uma Lei de Responsabilidade Etnicorracial. Afinal, o gestor público deve ser responsabilizado por não cumprir seu dever: valorizar a cultura e a História do povo negro e indígena. Se o ensino da História da África, das africanas e suas descendentes, bem como da história e do povo indígena, é lei, cumpra-se!

 

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