De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Hello Research cada vez mais brasileiros, inclusive de classes sociais mais altas, apoiam o sistema de cotas em universidades, principalmente se elas forem sociais e não raciais. A pesquisa divulgada no começo de junho, entrevistou presencialmente 1274 pessoas em todas as regiões do país.
Em comparação com a pesquisa realizada no ano anterior, houve um aumento de 16 pontos percentuais do apoio para as cotas raciais e de 19 pontos percentuais do apoio às sociais, movimento acima da margem de erro da pesquisa que é de 3 pontos para mais ou para menos.
De acordo com o diretor de comunicação do instituto de pesquisa o resultado evidencia o amadurecimento da opinião pública sobre o tema. “Mesmo podendo afirmar com segurança que agora a população apoia as cotas, isso não quer dizer que o debate sobre o racismo, que marcou tanto este assunto, esteja superado. Basta vermos que as cotas raciais permanecem menos aceitas do que as sociais”, opina o diretor de comunicação da Hello, Denis Bertoncello.
Durante os dias 30 de junho e 1 e 2 de julho (quinta a sábado), o espetáculo “Voz negra em três gerações” reunirá três grandes cantoras de diferentes épocas no palco do Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola: Áurea Martins, Luiza Dionizio e Marina Íris mostrarão toda a beleza das raízes africanas no Brasil, apresentando um repertório voltado à africanidade da MPB. As apresentações começam às 19h30 com entrada a R$20. Antes, no dia 28 de junho, haverá uma palestra com o tema “Africanidade brasileira e sua influência na música popular” na Escola Villa‐Lobos, com entrada gratuita, às 17h.
Idealizado pela cantora Kesia Estácio, uma das finalistas do programa The Voice Brasil em 2012, com direção musical do compositor Edu Krieger e arranjos de Marcelo Caldi, o projeto é uma celebração inédita reunindo cantoras negras da música carioca que marcaram as três últimas gerações. O projeto pretende valorizar a cultura de matriz africana criada e desenvolvida no Rio de Janeiro e elencar três mulheres cariocas como dignas representantes da voz negra na capital.
Áurea Martins (anos 1960 / 1970), Luíza Dionísio (anos 1980 / 1990) e Marina Íris (contemporânea) celebrarão a diversidade das influências que geraram o canto negro no Brasil, para além do samba e outros gêneros presentes na cultura afro‐brasileira. Acompanhadas dos músicos PC Castilho e Alexandre Caldi (flautas), Edu Krieger (violão de 7 cordas), Marcelo Caldi e Kiko Horta (acordeom) e Carlos Cesar Motta (bateria e percussão), as cantoras desfilarão canções de teor político e de conscientização como “Upa neguinho” (Edu Lobo / Gianfrancesco Guarnieri), “Canto das três raças”
(Mauro Duarte / Paulo Cesar Pinheiro) e “Pra matar preconceito” (Raul di Caprio / Manuela Trindade), sem deixar de lado o espírito romântico e contemplativo do brasileiro, como em “Mulambo” (Jayme Florence “Meira” / Augusto Mesquita), sucesso na voz de Jamelão, “Me deixa em paz” (Monsueto / Airton Amorim) e “Espumas ao vento” (Accioly Neto). E haverá uma reverencia aos afrossambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes com a música “Berimbau”. Cada qual ao seu estilo, as cantoras se apresentarão juntas o tempo todo no palco.
“O diferencial deste Projeto está em ampliar as fronteiras da africanidade no Brasil, demonstrando como ela transcende o samba e congêneres, e alimenta a MPB desde a origem”, explica Edu Krieger.
Destaca‐se ainda a oportunidade rara de o artista se aproximar do público através da palestra arte‐educativa, que incentivará o diálogo e a conscientização. Será realizada no dia 28 de junho, às 17 horas, na Escola Villa‐Lobos (aberta a todos e entrada franca). O tema será “Africanidade brasileira e sua influência na música popular”. Durante 1h10min as três cantoras falarão sobre a conscientização quanto ao valor da cultura negra e a sua importância na formação da música brasileira. Caapacidade para 100 pessoas, e senhas distribuídas uma hora antes
As cantoras
Luiza Dionizio
O canto instintivo e de rara sensibilidade de Luíza Dionísio levou a artista a se apresentar ao lado dos maiores nomes da MPB como Elton Medeiros, Henrique Cazes, Fátima Guedes, Luiz Melodia, Carlos Malta, Wilson Moreira, Diogo Nogueira e Dona Ivone Lara. Seu primeiro álbum, “Devoção” (2010), recebeu as indicações de melhor cantora de samba e de melhor cantora no voto popular do XXI Prêmio da Música Brasileira. Apresentou‐se em todo o Brasil e circulou a Europa em turnê em 2012. Faz parte do DVD “Som Brasil Arlindo Cruz”, lançado recentemente pela Som Livre, interpretando 3 faixas de autoria do homenageado. Participou ainda do DVD “Samba Social Clube Vol. 5”, (Universal, 2014).
Áurea Martins
Áurea Martins iniciou a carreira na Rádio Nacional e gravou seu primeiro disco como prêmio pelo primeiro lugar no programa “A Grande Chance”, de Flávio Cavalcanti, em 1969, na extinta TV Tupi.
Completou 75 anos em 2015. Com 4 Cds, um DVD e 4 LPs de carreira, cantou na noite carioca por mais de 40 anos. Ganhou o Prêmio da Música Brasileira – Melhor Cantora MPB (2009) com o CD “Até Sangrar”, e lançou o segundo CD “De pontacabeça” (2010), os dois produzidos por Hermínio Bello de Carvalho, pelo selo Biscoito Fino. Áurea concorreu como melhor cantora no Prêmio da Música Brasileira 2012, com o primeiro DVD “Iluminante” lançado no mesmo ano também em CD.
Marina Íris
Finalista da 3a Amostra do Concurso Novos Bambas do Velho Samba, a cantora levou para sua apresentação um pouco do carnaval das décadas de 50 e 60. Nos últimos anos, fez shows homenageando grandes compositores. Cantou versos de Paulo Vanzolini, João Nogueira, Cartola, Dorival Caymmi, Nássara, Pedro Caetano, Mario Lago, em temporadas nas casas mais tradicionais do Rio, como Semente, Bola Preta, Bar do Tom, Centro Cultural Carioca, Centro de Referência da Música Carioca, Rio Scenarium. Desde 2012, Marina se apresenta regularmente no palco do Carioca da Gema, na Lapa. Hoje comanda as noites de sexta‐feira ao lado do cantor Julio Estrela. Seu disco de estreia foi lançado em dezembro de 2014, no Teatro Rival. Vem mostrando seu trabalho em Sescs e casas de show pelo Brasil. Em viagem recente, apresentou‐se em São Paulo e no Maranhão.
Ficha Técnica:
Cantoras ‐ Aurea Martins, Luiza Dionizio e Marina Iris
Idealização ‐ Késia Estácio
Direção musical ‐ Edu Krieger
Arranjos ‐ Marcelo Caldi
Músicos ‐ Pc Castilho (flautas), Alexandre Caldi (flautas), Edu Krieger (violão de 7), Marcelo Caldi (acordeom), Kiko Horta (acordeom) e Carlos Cesar Motta (bateria e percussão)
Realização ‐ Hajalume Produções
Coordenação geral ‐ Fernando Gasparini
Prod. executiva, fotos e design ‐ Cyntia C Santos
Serviço
VOZ NEGRA EM TRÊS GERAÇÕES ‐ Aurea Martins, Luiza Dionizio e Marina Iris
Dias 30/06, 01 e 02/07 (quinta a sábado)
ONDE: Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola
Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca ‐ perto do Metrô Uruguai
HORÁRIO: 19h30
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos
INGRESSOS : R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia (na bilheteria do teatro)
INFORMAÇÕES: (21) 3238‐3880 / contato@hajalume.com.br
Capacidade: 159 lugares
Palestra:
Tema: “Africanidade brasileira e sua influência na música popular”
Com Áurea Martins, Marina Íris e Luiza Dionizio
Dia 28 de junho às 17h na Escola Villa Lobos
Entrada Gratuita
Capacidade ‐ 100 pessoas
Senhas distribuídas uma hora antes
Criada em maio, durante a ocupação da Funarte-SP, a Ocupação Preta surge para destacar a cultura e as demandas do povo negro,como instrumento de manifesto político e social. Juntamente com esta iniciativa, um coletivo de produtores culturais, ativistas e artistas negros criaram o Grupo de Articulação de Políticas Pretas (GAPP), que tem como objetivo potencializar a participação de negros e negras em reuniões governamentais para criação de políticas publicas, focadas em combater o racismo institucional e o genocídio da população negra nas periferias de São Paulo.
“Somos militantes da dança, teatro, rap, samba, MPB, grafite, religiões de matrizes africanas, além disso, somos professores universitários, arte educadores, pesquisadores acadêmicos, profissionais do audiovisual e mídia. E é com esta base que criamos a Ocupação Preta, pelo fato de não ter as nossas demandas discutidas como prioridade dentro da ocupação. Com isso, estamos transformando a Funarte em um espaço de manifestações culturais mais democrático e plural, reforçando a importância de criar políticas públicas em prol da população negra, que sofre todos os dias o impacto do racismo estruturante e da violência do estado”, afirma Eric Justino, militante quilombola e co-fundador do Grupo de Articulação de Políticas Pretas.
Entre as reivindicações pleiteadas pelo GAPP, está a criação de medidas governamentais para combater: a invisibilidade e o genocídio da população negra; a Apropriação Cultural de obras e projetos originais e criativos enraizados na cultura afro-brasileira; escassez de políticas públicas nacionais voltadas para produção de artistas negros; a intolerância religiosa, com base nas garantias do Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010; a garantia da implantação da Lei 10.639, que prioriza o ensino da cultura afro brasileira no ensino fundamental e médio; a homofobia aliada ao Racismo que afeta diretamente o status social dos jovens negros e periféricos; repúdio ao discurso da bancada evangélica, para que haja entendimento sobre o real propósito das religiões de matrizes africanas, a fim de desmistificar conclusões e pontos de vista sem fundamento étnico e antropológico.
Para Gal Martins, co-fundadora do GAPP e idealizadora da Cia. Sansacroma, umas das primeiras companhias de dança contemporânea da Periferia de São Paulo, o principal objetivo do movimento é propor reivindicações políticas por meio de um perspectiva afro centrada. “Nós queremos contribuir para a criação de políticas publicas que potencialize a voz do povo negro, juntamente com as suas raízes culturais. Desta forma, poderemos evitar o constante silenciamento da população negra na cidade de São Paulo”, destaca.
“Historicamente, o povo negro no Brasil marca presença em pesquisas e estatísticas negativas que interferem diretamente no seu desenvolvimento social, econômico e cultural. E tudo isso está ligado ao modo como são direcionadas e implantadas as políticas públicas na sociedade”, aponta Bob Contravercista, militante do movimento Hip-Hop e um dos integrantes do GAPP. Ele ressalta que cada vez mais o grupo vem ganhando força e chamando a atenção de importantes figuras públicas e políticas, que vem participando das assembleias e debates realizados no Ocupação Preta, espaço onde funciona atualmente as articulações do grupo na Funarte-SP.
Para difundir ainda mais a proposta de criação do GAPP e despertar o interesse de outras pessoas em participar do movimento, a Ocupação Preta está realizando diversas ações culturais na Funarte, mobilizando artistas e ativistas sociais para interagir com assembleias, debates, rodas de conversa, shows e intervenções culturais. “A nossa arte é intensa e ela toca as pessoas de uma forma indescritível. Por isso, estamos levando para o ocupação a essência da cultura negra e as suas mais diversas vertentes artísticas”, conclui Rita Teles, atriz e arte educadora que está apoiando as ações do GAPP e da Ocupação.
A Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) está com inscrições abertas para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que irá contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. O prazo final para envio das inscrições é dia 30 de junho.
O edital tem o objetivo de reconhecer ações que, por meio de seu alcance midiático e social, colaborem para a promoção da igualdade racial no município de São Paulo. Além disso, busca garantir maior representatividade nos meios de comunicação, mobilizando e celebrando iniciativas independentes e autônomas realizadas por comunicadores negros e negras. Poderão ser premiados projetos de diferentes plataformas – físicas, digitais ou eletrônicas, como blogs, portais, colunas, vlogs, programas de rádio, jornais, revistas, entre outros.
“Com essa premiação, pretendemos ampliar as vozes da população negra na cidade de São Paulo e destacar principalmente os relatos das mulheres. Afinal, a construção de uma sociedade mais igualitária passa também pela democratização dos meios de comunicação”, afirma Maurício Pestana, Secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial.
Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por representantes da Prefeitura de São Paulo, membros da sociedade civil com notório envolvimento na luta antirracista, e profissionais da área de comunicação. A análise será realizada de acordo com quatro critérios: impacto da iniciativa para a promoção da igualdade racial; adequação ao conceito de controle social da mídia; promoção da cidadania; e apresentação do conteúdo.
Entre os trabalhos premiados, no mínimo 50% deverão ser iniciativas de mulheres negras, ou que tenham sua equipe de produção formada por pelo menos metade de funcionárias ou colaboradoras negras. Cada uma das dez iniciativas vencedoras receberá R$ 20 mil, além do “Troféu Almerinda Farias Gama”.
Foi uma advogada, feminista e líder sindical nascida em Maceió (AL). Teve papel importante na construção da cidadania feminina, e foi precursora da participação da mulher negra na política nacional. Atuou como datilógrafa e publicou crônicas no jornal “A Província”, de Belém. Almerinda foi uma das primeiras mulheres negras na política brasileira, e única mulher a votar como delegada na eleição para Assembléia Nacional Constituinte de 1933. Ao se candidatar para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em 1934, seu panfleto dizia “advogada consciente dos direitos das classes trabalhadoras, jornalista combativa e feminista de ação. Lutando pela independência econômica da mulher, pela garantia legal do trabalhador e pelo ensino obrigatório e gratuito de todos os brasileiros em todos os graus”.
O Kilombu é um aplicativo que concentra uma gama de produtos e serviços oferecidos por empresários negros, que não pagam nada para anunciar.
A ideia e execução do projeto são de três jovens do Rio de Janeiro, com um perfil que infelizmente não é tão comum para negros no Brasil. Kizzy Terra, 23 anos, engenheira da computação e mestranda na FGV, Hallison Paz, 24 anos também engenheiro da computação e mestrando no Instituto de Matemática Pura e Aplicada e Vitor Del Rey estudante, 31 anos, graduando em Ciências Sociais e História, Administração e Direito da Fundação Getúlio Vargas.
Para continuar esse trabalho incrível e gratuito, os jovens estão fazendo um campanha de financiamento coletivo por meio do site Benfeitoria. As doações são a partir de R$15 e as recompensas vão desde camisetas à consultoria via Skype.
Faltam um pouco mais de uma semana para a campanha acabar e eles contam com a contribuição da sociedade para ampliar os projeto, oferecendo muito mais opções para empresários e consumidores.
O domingo foi de muita tristeza para os amantes do samba. Durante a manhã, a página do grupo Fundo de Quintal, no Facebook, noticiou o falecimento do vocalista Mário Sérgio. De acordo com notícia veiculada pela Globonews, o músico estava tratando um linfoma.
No Facebook, amigos, fãs e artistas manifestaram sua tristeza.
No Dia 25 de Maio, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial – SMPIR irá promover um show inédito e gratuito em São Paulo para comemorar o Dia da África e homenagear o Centenário do Samba, que é celebrado este ano. O evento conta com apoio da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.
Daúde, Paula Lima, Luciana Mello, Anelis Assumpção, Tereza Gama, Adriana Moreira e Cellia Nascimento se reunirão para uma apresentação única e interpretarão grandes sucessos do samba. O show trará um repertório repleto de canções que foram imortalizadas em vozes de ícones musicais nacionais, como Cartola, Clara Nunes, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, entre outros.
Se por muitos anos o ritmo, que é fruto de raízes africanas, existiu na marginalidade, a evolução do estilo transformou o gênero em um verdadeiro patrimônio histórico brasileiro. Hoje, no ano do seu centenário, além de reconhecido mundialmente ele é considerado uma das principais manifestações populares no país. A SMPIR decidiu prestar essa homenagem no Dia da África, com o intuito de também festejar a história do continente africano e valorizar suas contribuições sociais e culturais à sociedade brasileira.
“Queremos fazer um evento memorável e prestar uma homenagem simultânea à África e nossos ancestrais, às mulheres negras e ao samba, que é um dos símbolos da nossa cultura e resistência”, ressalta o Secretário da SMPIR, Mauricio Pestana.
Sobre o Dia da África
O “Dia da África” foi instituído pelas Nações Unidas em 25 de maio de 1972, em reconhecimento da importância da reunião ocorrida dez anos antes, em Adis Abeba, na Etiópia, com a presença de Chefes de Estado africanos que uniram suas forças contra a dominação européia e fundaram a Organização da União Africana (denominada hoje como União Africana -UA) com objetivo de libertar o continente africano do colonialismo e do apartheid, e ainda promover a emancipação do povo africano.
Sobre o Centenário do Samba
Em 2016, o samba completa 100 anos de existência no Brasil, desde que a primeira música foi gravada em 27 de novembro de 1916: a canção “Pelo Telefone” composta por Donga e Mauro Almeida.
Serviço:
Show No Dia da África: Elas cantam o samba – Uma homenagem ao Centenário do Samba
25/05/2016 – Quarta-Feira – 19h30
Theatro São Pedro
Rua Dr. Albuquerque Lins, 207 – Campos Elíseos – SP
Entrada Gratuita Importante: Ingressos limitados. Retirada nas Bilheterias do Theatro a partir do dia 24/05 (10h às 20h) e no dia 25/05 (10h às 19h30), até acabarem os ingressos. Máximo de dois ingressos por pessoa.
Um contato direto com a cultura africana sem sair de São Paulo. Representantes de países como Quênia, Nigéria, Uganda, Zimbábue, Egito, África do Sul, Gana, Moçambique e Angola veem para trocar experiências com o público no Festival Afreaka: encontros de Brasil e /África Contemporânea. O evento acontece entre os dias 1º e 25 de junho, conta, de acordo com os produtores, sonhos e reflexões com pensadores e artistas afro-brasileiros, consolidando-se como o maior festival de cultura africana contemporânea do país.
A programação pretende quebrar as imagens estereotipadas do continente africado e das culturas afro-brasileiras, por meio de eventos onde a narrativa reafirma a presença africana como parte fundamental na formação do Brasil. Serão realizados palestras e debates inéditos, uma mostra de cinema contemporâneo, seis exposições de arte, uma feira de empreendedorismo negro, apresentações de dança, música, grafite e performances marcam as atrações do Festival Afreaka.
O evento ocorre na Galeria Olido, Centro Cultural de Formação Cidade Tiradentes, Centro Cultural da Penha, Centro Cultural da Juventude e Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP. Assim, os pontos de encontros desse intercâmbio democrático, que descentraliza o acesso à informação, trazem à tona temas relevantes sobre a importância da multiplicidade de versões para a construção identitária, revelando Áfricas ativas e donas de suas próprias histórias.
Vários nomes importantes estão presentes durante os dias do evento, entre eles , o escritor e historiador do Zimbábue e consultor da Unesco para a Comissão Nacional de Patrimônios Culturais Intangíveis. Marcará também presença na programação Wole Soyinka, considerado um dos maiores intelectuais do século XX e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1986. Os aspectos entre o feminismo negro no Brasil e em Uganda são analisados pela Mestra em Filosofia e Política e doutorando Djamila Ribeiro, defensora da interseccionalidade no movimento brasileiro, e Hilda Twongyeirwe, escritora ugandense com mais de 35 livros publicados e que usa a literatura para inspirar e empoderar mulheres.
SAIBA MAIS:
O Festival Afreaka é inspirado na proposta do Coletivo Afreaka (www.afreaka.com.br), que se apresenta como uma plataforma de mídia, educação e produção cultural, que comunica para desenvolver e quebrar velhos pensamentos estereotipados acerca de África e tudo que envolve suas histórias e culturas. Pensando de maneira horizontal, o projeto se estabelece como alternativa sólida para os que desejam ir de encontro com suas origens.
SERVIÇO: Onde: Galeria Olido: Avenida São João, 473 – República, São Paulo.Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes: Rua Inácio Monteiro, 6900 – Cidade Tiradentes, São Paulo Centro Cultural da Penha: Largo do Rosário, 20 – Penha, São Paulo Centro Cultural da Juventude: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo Centro de Pesquisa e Formação do SESC: Rua Doutor Plínio Barreto: 285 – Bela Vista, São Paulo Quando: Do dia 1 a 25 de Junho Quanto: GRATUITO no Centros Culturais e a preço popular no SESC CPF Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1196242717053027/
Assistido por mais de 30 mil pessoas em seis capitais brasileiras, no circuito Espaço Itaú de Cinema, e exibido no Canal Brasil, o filme Sabotage: Maestro do Canão ganha versão em DVD com lançamento no dia 20 de maio, sexta-feira, no Auditório Ibirapuera.
Depoimentos, fotos, manuscritos e imagens inéditos foram incluídos no disco, que estará disponível para compra, bem como pôster e HQ oficiais do filme. O documentário, que será exibido neste dia em duas sessões, às 18h e às 20h, estreou na mesma casa no ano passado e, em dois dias e seis sessões – gratuitas, naquela ocasião –, que alcançaram um público de mais de 4 mil pessoas.
O Maestro do Canão é uma homenagem a Mauro Mateus dos Santos, o famoso rapper que dá nome ao filme. Familiares, amigos, parceiros e outros músicos participam do longa-metragem com depoimentos, como Mano Brown, do Racionais MC’s, Rappin Hood, Sandrão e Helião, do RZO, Andreas Kisser, do Sepultura, BNegão, Paulo Miklos e os cineastas Hector Babenco e Beto Brant. A obra foi produzida pela 13 Produções e a Elixir Entretenimento, e conta com o patrocínio do Itaú e da Sabesp, com apoio do Itaú Cultural e coprodução do Canal Brasil.
O filme revisita a singularidade musical e a versatilidade midiática de Sabotage, admirado em diversos segmentos da música brasileira, e que, em pouco tempo, se consagrou como um dos nomes mais importantes do rap nacional por trazer uma grande contribuição ao inovar com uma mescla de estilos musicais. O diretor e idealizador deste documentário, Ivan 13P, lembra a figura essencial do rapper, que em certo momento do filme é caracterizada pelo cantor Paulo Miklos: “Quer saber o que é Rap nacional? Sabotage”, diz. “É o cara mais esperto, a poesia mais cortante, mais brilhante que você vai poder encontrar. Vai estudar que você vai ver”, completa.
Sabota, como também é chamado, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assaltante e gerente de tráfico, encontrou a saída deste submundo no rap. Ao entrar na música e descobrir o seu verdadeiro dom, mudou radicalmente de vida quando participou de um concurso de rap no salão Zimbabwe, em São Paulo. Entusiasmados com a apresentação do rapaz negro e franzino, Mano Brown e Ice Blue, integrantes do grupo Racionais MC’s, o convenceram a deixar as drogas e investir em suas rimas.
Assim, cantando sobre violência policial, miséria, vícios e principalmente sonhos, Mauro ficou para trás e surgiu Sabotage. Como rapper, ele rapidamente se destacou na cena hip-hop nacional. Teve um álbum lançado – Rap é Compromisso, em 2001 – e diversas participações em discos de outros artistas, como BNegão, Rappin’ Hood, Sepultura, Negra Li, Charlie Brown Jr. e Z’África Brasil, além de participações no cinema nacional – O Invasor, de Brant, e Carandiru, de Babenco. O artista em pouco mais de dois anos de carreira, deixou uma profunda marca na história do rap nacional e uma legião de fãs e seguidores. Doze anos se passaram após morrer assassinado, em 24 de janeiro de 2003.
Durante os anos de preparação do longa, o diretor Ivan 13P e o produtor Denis Feijão reuniram um rico material, entre familiares, como Sabotinha, filho do rapper, amigos e arquivos, além de recolher depoimentos inéditos deixados pelo próprio artista. O trabalho foi realizado em parceria entre duas produtoras: a 13 Produções, de São Paulo, conhecida pelas suas produções independentes de documentários musicais de média-metragem, e a Elixir Entretenimento, que vem se destacando por trabalhos como Raul – O Início, O Fim e O meio.
SERVIÇO
Sabotage: Maestro do Canão
Dia 20 de maio, sexta-feira, às 18h e às 20h
Duração: 120 minutos (aproximadamente)
Ingressos: R$20 e R$10 (meia-entrada)
Classificação indicativa: 14 anos.
Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer
Capacidade: 800 lugares
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera
(Entrada para carros pelo Portão 3)
Fone: 11.3629-1075
info@auditorioibirapuera.com.br
Para comemorar o Dia da África, a Chef Dandara Batista, foi convidada pela restaurateur Dida Nascimento, do Dida Bar e Restaurante, na Praça da Bandeira, para comandar o evento Afro Goumert, no dia 21 de Maio, preparando delícias do Continente Africano.
A 4° edição do Afro Goumert, faz uma alusão ao dia 25 de Maio – Dia da África , quando é comemorado o dia Internacional da África, a data foi instituída pela ONU, em 1972, quando em 1963, chefes de Estados africanos se reuniram na Etiopia. Quando foi fundado a Organização da Unidade Africana (OUA), sendo conhecida hoje como União Africana, com o objetivo de manter a unidade e a solidariedade africana, eliminar o colonialismo, garantir a soberania dos Estados Africanos e a sua integração econômica, bem como fomentar a cooperação política e cultural no continente.
Com o aval da restaurateur Dida, a jovem Chef buscou para seu cardápio, nessa edição, remete pratos de origem moçambicana, que ficou por conta da Galinha Piri Piri (piri piri significa pimenta no dialeto africano). Suculentas sobrecoxas de frango marinadas, em um molho feito com pimenta malagueta, páprica, suco de limão e leite de coco. Assadas e servidas com arroz branco, banana da terra frita e o molho piri piri a parte, por R$39,00. Outra aposta é o Arroz de Hauça, tipicamente da Nigéria, cozido com leite de coco, acompanhado de molho de camarão e carne seca refogada, por R$ 39,00. Uma delícia!
Apaixonada pela gastronomia baiana e a sua influência africana, a Chef Dandara sugere ainda uma terceira opção, que fica por conta do Efó de Espinafre com dourado, de culinária afro brasileira (muito popular na Bahia). O prato consiste em uma pasta de espinafre aromatizada com camarão seco e pimenta. Refogado no azeite de dênde. Para acompanhar, uma deliciosa carne seca refogada na manteiga de garrafa, por R$39,00. Todos os pratos servem 1 pessoa.
“ O Afro Goumert tornou- se referência da gastronomia africana, no Dida Bar e Restaurante. E como o dia 25 de Maio é uma dada de grande relevância para toda comunidade africana, nada mais justa essa homenagem” afirma Dandara Batista
O Afro Goumert acontece todo 3° sábado do mês e tem como objetivo apresentar um pouco da cultura e sabor do povo africano à cidade maravilhosa.
Dida Bar e Restaurante
Rua Barão de Iguatemi, 408 / Praça da Bandeira
Telefone: 21 2504 0841
Aberto de: 3ª à 5ª – das 12h às 23h / 6ª e Sáb – das 12h à 1h / Dom – das 12h às 18h