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Terão que lidar com a fumaça

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Foto: Reprodução/BBB21

Por Jonathan Raymundo*

Como sempre afirmo o racismo não é FUNDAMENTALMENTE um problema de educação. Pessoas muito bem instruídas operaram a escravidão, o nazismo e o fascismo. O exercício da escravidão e colonização negra inclusive foi afirmado como um direito e um dever moral dos povos brancos “civilizados”, ou seja, por serem educados deveriam colonizar. Racismo tem a ver com poder, com a capacidade de definir a realidade, para que esta trabalhe para a raça dominante. Podemos também defini-lo como uma tecnologia social que estrutura cada detalhe da vida social fazendo com que tudo se mova em benefício do branco.

Economia, política, educação, cultura, território, tributação, sistema jurídico, força militar, tudo para manter o branco na posição de poder. Racismo é um fenômeno Histórico que surge e se desenvolve na concretude das relações entre os diferentes povos em um determinado território e tempo. O que significa dizer que cada dinâmica de domínio racial possui suas especificidades. O Racismo no geral surge como um mecanismo inventado pelos brancos para garantir em cada situação concreta o privilégio e a manutenção genética de seu grupo étnico, uma tecnologia que se adapta, se move, se transforma a fim de cumprir seu objetivo. É importante afirmar isso porque quando o Racismo parece recuar, ele esta na verdade, se reestruturando. Do poder não se abdica, poder se exerce. Aí está a grande jogada do discurso do Tiago Leifert, pois é só na aparência que ele constitui um avanço. O jornalista Manoel Soares desvendou em uma conversa parte da armadilha no papo do apresentador. “Ele ficou tendo que criar justificativas nobres para respeitar o cabelo do cara. Eu não quero que meu cabelo seja respeitado porque ele é um símbolo, porque ele é uma coroa. Eu não quero que meu cabelo seja respeitado por ser uma referencia. Eu quero que você me respeite e ponto. Porque se cada parte do meu corpo pra ser respeitado tiver que fazer um discurso de significação… eu preciso tornar parte do meu corpo algo divino, algo simbólico para que você respeite.”

Ao refazer parte da história das lutas negras para justificar um simples gesto de civilidade, o que parece ser um avanço é apenas um: “cara, eles lutaram muito, vamos ao menos dar o mínimo que é o respeito”. Na fala do Tiago o mínimo, o básico, o mais sorrateiro ao que tange nas dinâmicas de convivência se torna a mais elogiosa das tarefas. Para nós fica a sensação de que depois de 520 anos de processo colonial no Brasil, com as taxas de desigualdade e de genocídio devastadoras, temos quase como obrigação moral agradecer e se emocionar pelo “respeito do homem branco”, que para tal precisou revisitar toda a história de resistência de um povo. Assim, o crime e as responsabilizações que o ato de racismo (aliás, palavra jamais mencionada) deveria exigir, se desfazem em choros, pedidos de desculpas poucos convincentes.

O racista não é responsabilizado, o seu ato é minimizado e assim os atos de todos os racistas o são. Errado estará o negro que não tiver a paciência do branco Tiago e exagerar ao exigir a lei. Aliás, “ele é alguém do interior coitado, quase uma criança ingênua, sem intenções, sem consciência, sem responsabilidades”. Tiago ainda consegue ao mesmo tempo em que esta falando do Apartheid e das brutalidades operadas pela supremacia branca nos EUA, chamá-lo de a “terra mais livre no mundo”. Consegue fazer isso ao analisar o passado e em um presente que crianças imigrantes estão em jaulas e negros são abatidos em plena luz do dia só por ser quem são. Como uma fala que esquece esses fatos seria por nós? O racismo vira “ação ingênua” e o epicentro da supremacia branca global vira a “terra da liberdade” e o crime, a violência se resolve com abraços. Racismo como o crime perfeito para lembrar Kabengele Munanga. Enfim, em nossos ouvidos sussurram as palavras do nosso ancestral Malcolm X: “Os brancos podem ficar do nosso lado nas questões pequenas, mas jamais nas fundamentais”. Se a frase de Malcolm esta errada a nossa consulta é a História. Tal como ninguém exigiria de uma mulher estuprada que confie novamente, que assuma a tarefa de convencer o estuprador da violência exercida e que o perdoe, porque acham que nós negros devemos ter paciência, compreensão, explicação a oferecer a quem nos violenta? Como diria Aziza Gibson-Hunter: “Racismo é o fogo aceso pelos, europeus, a nossa resposta é apenas a fumaça e embora os liberais a teriam de outra forma, não há meio de extinguir um incêndio sem experimentar a fumaça”.

Professor de História e Filosofia. Palestrante. Escritor. Produtor cultural. Criador e Organizador do @wakandainmadureira

Podcast “Hora do Gole” lança temporada só com mulheres negras cervejeiras

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Imagem: Google fotos

A representatividade negra ainda é muito pequena no mundo das cervejarias, assim como o número de mulheres pretas atuando em cargos de liderança. E em 2020, essa realidade escancarou a bolha cervejeira quando vieram à tona casos de ódio e racismo contra a Cervejaria Implicantes e à Sommelier negra Sara Araújo.

Faltam referências, histórias com as quais a mulher negra se identifique. Histórias de mulheres como elas. A terceira temporada do Podcast “Hora do Gole” pretende mostrar a força de mulheres negras que trabalham no setor, além de inspirar mais e mais mulheres negras a seguir em busca dos seus sonhos, seja nesse ou em outros mercados. Elas são profissionais altamente qualificadas em suas áreas e todas conectadas com o mercado de cerveja.

Nessa temporada, o podcast “hora do gole”, apresentará mulheres como Rozilene Sá, mestre cervejeira da Ambev; Carol Chieranda, sommelier na Cervejaria Trilha; Tayná Morena, especialista em marketing digital para cervejarias e bares; Sulamita Theodoro, gestora de eventos cervejeiros e gastronômicos; Janine Mathias, artista celíaca e empreende-dora, entre outras grandes mulheres que serão reveladas nas próximas semanas.

Para abrir a temporada, o podcast traz uma conversa histórica com a estudiosa, advogada, cientista social e sommelier Sara Araújo, do perfil @negracervejasommelier. Sara foi vítima de ataques racistas em um grupo de sommeliers brancos em 2020. Além de muitas referências sobre cultura negra, letramento racial e cerveja, Sara compartilha um pouco da sua traje-tória de vida, carreira e referências.

O Podcast Hora do Gole traz um novo episódio a cada semana e está disponível no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Anchor.fm e principais agregadores. Os links dos primeiros episódios estão disponíveis abaixo:

Sara Araújo https://open.spotify.com/episode/722Iiaz0H0d1JndgBJe9QN?si=Rv1kSQXrQ9C1CBVXPSTlFAEp.

Janine Mathias https://open.spotify.com/episode/3UrffXCyB4XMF27C8LWiMf?si=5bWQLQwNQw-KrZijGim-R9w

Morre o Rapper DMX, aos 50 anos nos EUA

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Google fotos

Rapper se destacou na cena de Nova York dos anos 90 e foi um dos nomes mais importantes do rap com letras pesadas. Ele sofreu ataque cardíaco e lutava contra dependência química, muitas pessoas prestaram homenagens a ele nas redes sociais e relembraram os seus maiores sucessos.

Após uma grande especulação de seu falecimento na internet essa madrugada, a família confirmou a morte e homenageou o cantor, cujo nome de batismo era Earl Simmons. “Earl foi um guerreiro que lutou até o fim. Ele amava sua família de todo o coração e valorizamos os tempos que passamos com ele”, diz o texto.

Murray Richman, advogado do artista há 25 anos, confirmou no início de abril a parada cardíaca do rapper, na sexta-feira passada (2), mas disse não ter informações sobre a causa. Fãs do artista se reuniram durante a semana para orações no local e acenderam velas no local. Segundo o TMZ, o cérebro de DMX teria ficado privado de oxigênio por cerca de 30 minutos durante overdose, mas essa informação não foi confirmada nem pela família, nem pelo seu advogado.

Com 36 anos de carreira, DMX começou sua vida na música em 1984 fazendo beatbox para um rapper da sua vizinhança, em Nova York. Mas seu talento e carreira decolou mesmo em 1995, quando ele fez uma participação com Jay-Z e JaRule, na música “Time to Build”.

Artistas de diversos locais colocaram sobre a morte do rapper em suas redes socias.

“Carolinas”: Livro apresenta nova geração de escritoras negras, fruto de oficinas inspiradas em Carolina Maria de Jesus

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Imagem: FLUP/Instagram

Mais de 500 mulheres se inscreveram para participar do processo de formação de escrita organizado pela Festa Literária das Periferias – FLUP em 2020, dedicado à obra de Carolina Maria de Jesus. Esta edição do projeto FLUP “Pensa, Uma revolução chamada Carolina, foi destinada exclusivamente a mulheres autodeclaradas negras, o primeiro em formato digital por causa da pandemia, e tinha como objetivo celebrar os 60 anos de publicação de Quarto de Despejo.

Dos 15 encontros semanais com personalidades poderosas e inspiradoras, como Conceição Evaristo, Zezé Motta, Preta Rara e Erica Malunguinho, e do trabalho de orientação de nomes fortes da literatura brasileira, como Alexandre Faria, Ana Paula Lisboa, Cristiane Costa, Eduardo Coelho, Eliana Alves Cruz, Fred Coelho, Itamar Vieira Jr. e Milena Britto, surgiu Carolinas – a nova geração de escritoras negras brasileiras, livro organizado por Julio Ludemir, cofundador da FLUP, que a Bazar do Tempo lança, em abril.

São mais de duzentos textos divididos em oito partes – cada uma organizada por um orientador – que transitam entre conto, crônica, diário e relato autobiográfico. O livro ainda traz textos de Conceição Evaristo na quarta capa; apresentação de Fernanda Miranda, professora e autora de Silêncios Prescritos; de Fernanda Felisberto, professora de literatura brasileira na UFRJ/Nova Iguaçu e mestre na obra de Carolina Maria de Jesus, na orelha; e ilustrações de Thais Linhares ao longo de todo o livro. As autoras presentes nessa coletânea estão espalhadas por todo o país, assim como na África e até mesmo na França – o que amplia ainda mais o diálogo com as favelas cariocas onde a FLUP vem trabalhando há dez anos.

“Este livro é um daqueles raros casos de uma obra que fala muito mais para o futuro do que para o presente. Os quase 200 textos revelam uma geração de escritoras que impactarão o país com a mesma amplitude com que a juventude preta mudou o cotidiano das universidades brasileiras, em seguida à implantação da política de cotas. Está longe de ser um devaneio afirmar que não menos de 30 dessas mulheres farão carreiras relevantes no mercado editorial na década que ora se inicia”, escreve Julio Ludemir no prólogo do livro.

Ainda no texto, Ludemir destaca também outro fator importante sobre as escritoras: “Chamou nossa atenção a escolaridade das mulheres que atenderam nossa convocação nos primeiros dias da pandemia que paralisou o mundo em 2020: nada menos que 38% delas tinham o título de mestre ou doutora e 40% já eram formadas”.

O ciclo de formação contou também com a participação de vinte catadoras ligadas às cooperativas de reciclagem do ABC paulista. Sob orientação de Eduardo Coelho, as oficinas partiram dos relatos de seus percursos biográficos para mapear os desejos, bem como enredos e técnicas de narrativas. Coelho ressalta em seu texto que “a leitura e a audição de trechos do Quarto de Despejo consistiram num recurso fundamental para que elas se sentissem autorizadas a produzir seus textos e contações de histórias.

O livro marca os dez anos de atuação da FLUP nas favelas cariocas, de onde surgiram nomes que ganharam destaque nacional, como Geovani Martins, cujo livro de estreia foi lançado em mais de 20 países; Ana Paula Lisboa, colunista do jornal O Globo e orientadora desta edição da FLUP Pensa, e a cineasta Yasmin Thayná .

Para celebrar o lançamento do livro, estão previstos três eventos virtuais, cada um em parceria com uma livraria independente: uma do Rio de Janeiro, outra de Salvador e de Porto Alegre.

Livro: Carolinas – a nova geração de escritoras negras brasileiras

Autor: Várias autoras                             

Organização: Julio Ludemir

Número de páginas: 548

Ano de publicação: 2021

Valor: R$ 60,00

Debochada Ludmilla brinca “tira a lace e ganha lugar de fala”

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Nessa sexta-feira (9) a cantora Ludmilla publicou uma foto com suas as madeixas naturais e legendou: “URGENTE: Ludmilla tira a lace e ganha lugar de fala“. “Meu black, minha raiz. Meu cabelo, minhas regras. Respeita nosso cabelo”, continuou por meio de hashtags.

Recentemente, Ludmilla foi, mais uma vez, alvo de criticas após comandar o show do BBB21 no sábado (3). A cantora aproveitou o seu espaço para dar uma declaração contra o preconceito: “A próxima música que vou cantar agora fala sobre uma coisa que o mundo está precisando, que é respeito. Respeita o nosso funk, respeita a nossa cor, respeita o nosso cabelo. Respeita caralh*”, disse Lud.

A fala de Ludmilla soou como uma resposta a Rodolffo, que comparou o cabelo de João com a peruca do “monstro”, mas também foi interpretada como uma resposta para Val Marchiori que ganhou um processo na Justiça alegando “liberdade de expressão” ao comparar o cabelo de Ludmilla com uma esponja de aço em 2016. Inclusive, em seus stories, a funkeira confirmou que a resposta estava ligado ao processo contra a socialite e não foi uma indireta à ninguém da casa.

Após todo o posicionamento, necessário, Ludmilla recebeu comentários sobre sua negritude por fazer uso de lace. Nas redes sociais, ela rebateu os comentário: “O fato de eu estar usando uma lace lisa não anula as minhas raízes, meu cabelo é crespo e meu local de fala sobre o racismo que eu sofro continuam. Não sejam ignorantes”, acrescentou ela. “E quem não gostou, qualquer coisa me bota no paredão“, concluiu.

Lace e ancestralidade

De acordo com registros, as perucas são originárias do Antigo Egito que, em função do clima quente, eram utilizadas como importantes acessórios de proteção contra a ação solar diretamente no couro cabeludo. Além disso, elas eram artigos sofisticados, tidos como uma mercadoria valiosa dentro do mercado de escambo, ao lado do ouro e do incenso. A utilização de uma peruca poderia determinar o status social e algumas pessoas chegavam a ser enterradas com suas perucas na expectativa de que, na vida após a morte, fossem vistas como pessoas ricas e bonitas.

Segundo o portal ELLE, em 1960, o entrelaçamento de cabelos encontrou nas mulheres negras norte-americanas as consumidoras certas. Um famoso salão dava a possibilidade de ter diferentes cabelos. Com a nova técnica, era possível não somente ter o visual de fios bem lisos, como criar penteados étnicos com tranças e outros arranjos que dispensavam lavagens e cuidados diários.

Trinta anos depois, a técnica passou a atrair celebridades do mundo inteiro em busca de cabeleiras alongadas e permanentes para variar no visual. Atualmente, as cantoras Beyoncé e Nicki Minaj são as personalidades do mundo dos famosos que mais ostentam esse tipo de artifício.

Ou seja, lace é ancestral e mostra, mais uma vez, a versatilidade da mulher negra e toda a sua potencia de trocar de cabelo como se troca de roupa (um sonho!). Ludmilla, Beyoncé, Camila de Lucas, todas pretas poderosas.

Jéssica Ellen já mudou de visual 4 vezes depois de Camila, uma das personagens mais intensas da sua carreira

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Os vários looks nada básicos de Jéssica Ellen - Fotos Arquivo Pessoal

“Quando cheguei no camarim e fui tirando o anel, o contra-egum, as pulseiras, o figurino da Camila. Eu tive uma crise de choro, porque a gente fica muito tempo com o personagem que acaba sendo um amigo íntimo nosso”.  A Camila, de Jéssica Ellen em “Amor de mãe” foi professora com alma de ativista que conquistou o país. A novela termina nessa sexta-feira, 9 de Abril.

Ela foi sem dúvida um dos personagens que mais sofreu na trama de Manuela Dias, mas ao mesmo tempo a que nos trouxe grandes reflexões sobre educação no Brasil, o cansaço da mulher negra, a impotência perante as injustiças sociais e a resiliência de quem enfrenta as adversidades com fé de que as coisas vão melhorar. Camila se entristeceu muitas vezes, mas nunca murchou. Sua luz guiou seus alunos negligenciados pelo Estado.

Jéssica deu uma entrevista exclusiva ao site Mundo Negro, falando sobre Amor de Mãe, quem a inspirou para fazer a professora Camila e seu lado “camaleoa”no quesito penteados e cores de cabelo, onde até seu namorado Dan Oliveira se juntou a ela.

Mundo Negro – Como foi se despedir da Camila, um dos personagens com mais cenas dramáticas da trama?

A minha última cena foi muito forte relativa ao resgate do neném. Em seguida me despedi do set e dos meus colegas de cena e aí eu lembro que quando cheguei ao camarim e fui tirando o anel, o contra-egum, as pulseiras, o figurino da Camila, eu tive uma crise de choro, porque a gente fica muito tempo com o personagem que acaba sendo um amigo íntimo nosso.

Eu não vou mais ver a Camila, não vou mais saber como anda a vida dela. Então eu tive uma catarse, um choro muito forte, de muita gratidão. A Camila foi um personagem que amadureceu muito meu trabalho. Eu tive cenas grandes, intensas, com muito texto. Foi um ano que dediquei muito a esse personagem.

Jéssica Ellen nas cenas finais de Amor de Mãe – Reprodução Rede Globo

Dá para escolher alguma cena que tenha exigido mais de você como atriz?

Não consigo escolher uma cena que exigiu muito de mim. Acho que foi um personagem que exigiu de mim do início ao fim da novela. Eu me cuidei muito, cuidei da minha alimentação, do exercício físico, descansava bastante, tinha ótimas noite de sono. Foi um personagem que foi uma virada na minha carreira. Ele exigiu da minha atriz, ele exigiu da quantidade de texto decorado, das entregas em cena.

Você aparecer loiríssima depois de encerrar as gravações. Foi para desapegar da Camila?

Eu adoro mudar e mudo de cabelo toda hora. Durante o gap entre um personagem e outro, eu aproveito para fazer as coisas que eu gosto e que eu quero. E a mudança de cor e de corte sempre foi uma coisa que eu fiz. Não foi à toa que assim que eu terminei a novela eu já mudei de cabelo quatro vezes.

Quando terminou a novela eu fiz um corte com franja, depois coloquei tranças mais finas, depois trança mais grossas e maiores até a bunda. Depois das tranças eu e o Dan juntos decidimos pintar o cabelo para passar o verão, já que a gente não podia viajar. Então a mudança de cabelo é algo que eu gosto independente da mudança dos personagens.

Como foi interpretar uma professora? O que você aprendeu nesse sentido, sendo a Camila?

Desde o início da novela eu sempre digo, a Camila foi a minha Sueli. Sueli Maria foi a minha professora de História na escola, no ginásio, da quinta à oitava série. Eu me senti muito honrada de fazer uma professora porque eu lembrei muito dela. Ela foi uma Camila para mim. Ela foi a única professora negra que eu tive na minha vida escolar. Ela tinha uma sensibilidade muito grande e sempre fazia provas e testes vinculados a arte e cenas de teatro. Ela era uma professora que sempre surpreendia e provocava a gente. Então, foi muito especial fazer uma professora.

Foto: João Cotta/ Globo

Foi como um agradecimento a todos os professores que eu tive na vida escolar e principalmente na arte. Minha primeira professora de arte, meu primeiro professor no cinema e todas essas pessoas que me inspiraram no início da minha vida artística antes de eu começar a trabalhar. Para mim foi um momento de muita felicidade. O professor é quem forma todas as profissões.

“Them”: A nova série de terror da Amazon Prime estreia nesta sexta-feira

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Imagem/Reprodução: Amazon Prime

O Amazon Prime Vídeo anunciou a estreia de “Them”, sua mais nova série de terror, que no Brasil, estará disponível a partir do dia 9 de abril, essa sexta-feira, na versão legendada. Já que a versão dublada da série entrará no catálogo do Prime Video ainda este ano.

Do criador Little Marvin, Them possui dez episódios e se passa na década de 1950, contando a história de uma família negra que se muda do estado da Carolina do Norte para uma vizinhança composta apenas por pessoas brancas na cidade de Los Angeles durante o período conhecido como ‘A Grande Migração’.

A casa dos sonhos da família logo se torna um pesadelo quando forças malignas sobrenaturais começam a provoca-los e por conta de sua vizinhaça totalmente branca que tenta rejeitar e constranger, ao máximo, a mudança de uma família negra para o bairro.

Dessa forma, a série vai tratar temas importantes, como o racismo e preconceito, traçando paralelos entre os anos 50 e nosso período atual.

Them é estrelada por Deborah Ayorinde, Ashley Thomas, Alison Pill, Shahadi Wright Joseph, Melody Hurd e Ryan Kwanten. A série foi criada por Little Marvin, que também atua como produtor executivo ao lado de Lena Waithe, Miri Yoon e Roy Lee da Vertigo Entertainment, David Matthews e Don Kurt. Them é uma coprodução da Sony Pictures Television e Amazon Studios.

Jornada de Saúde Africana faz um ano e promove bolsas à pessoas pretas e indígenas

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Foto: Divulgação/Jornada Seneb

O casal Candace Makini e Amani Kush, gestores da plataforma Kiumbe Ixi, desenvolveram a ‘Jornada Seneb Nbw’ (se lê ‘nebú) que completa um ano de atividades em abril de 2021.

A ideia foi desenvolvida como uma adaptação aos eventos de promoção da saúde holística africana realizados presencialmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Rio Grande do Sul,  Brasília e Santa Catarina. Nesta edição especial de um ano, serão selecionadas cinco pessoas pretas ou indígenas que estejam passando por questões emocionais e/ou psicólogicas decorrentes da pandemia e do isolamento social. Os interessados devem demonstrar interesse via mensagem no instagram da plataforma.

O evento contempla seis encontros online, entre os dias 10 e 18 de abril, que ocorrerão via plataforma Zoom, além de trocas de informações e materiais de estudo pelo Whatsapp.

Durante a pandemia, o álcool e a cafeína têm sido as drogas psicoativas mais consumidas, segundo o neurocientista americano Carl Hart relatou em janeiro deste ano. Além disso, segundo pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em conjunto com as Universidades Federais de Minas Gerais e Campinas, 40% dos entrevistados relatou se sentir triste ou deprimido com frequência, sendo que entre essas pessoas o aumento da ingestão alcoólica foi de 24%, acima da média geral. No quesito alimentação, em pesquisa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA), unidade gerida pela Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa da Unicamp (Cocen/Unicamp), pessoas com excesso de tarefas relataram aumento de aproximadamente 40% no consumo de delivery de fast-food e 34% no consumo de delivery de comida pronta.

Tais dados são um alerta sobre os impactos psicológicos e de alimentação da população durante o isolamento social, e de como a Jornada Seneb pode proporcionar um novo olhar para a população negra, indígena e periférica sobre os cuidados com a saúde. A palavra Seneb, escolhida para intitular a jornada, significa ‘saúde’ no idioma Mdw Ntchr (se lê ‘Medú néter’), original do Antigo Egito. “A situação atual é um convite para utilizarmos as ferramentas de auto-integração e cura deixadas pelos nossos ancestrais, para que possamos defender a nossa integridade física e a saúde plena”, comenta a Terapeuta Holística Candace Makini. A jornada contempla estudos e práticas de saúde holística africana, meditação, yoga africana, introdução à alimentação viva (I-tal), cristaloterapia, além de conhecimentos sobre os Essênios: A Antiga Ordem Sagrada Africana, trazidos pela convidada especial Emaye Ama Mizani. “Emaye  é pesquisadora de saúde holística africana há 10 anos, instrutora de Kemetic Yoga, gestora da plataforma Ankhcestral e contribuiu significativamente em nosso caminho de entendimento da Saúde Holística Africana”, comenta Amani Kush, instrutor de Kemetic Yoga e músico.

Ao final do encontro, ocorre um tradicional almoço coletivo de alimentação viva (I-tal), e nesta edição especial de um ano, também ocorrerá uma apresentação musical de Amani Kush, com o intuito de elevar as vibrações com melodias e palavras de poder. As inscrições estão abertas pelo valor de R$ 100,00 e podem ser feitas por Whatsapp. 

Confira a programação completa:

10/04 – 1º Encontro

• Rituais para abertura de caminhos; Propósitos da Jornada; Introdução à Saúde Holística Africana ; Kemetic Yoga; Meditação Coletiva Hekau;

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11/04 – 2º Encontro

• Consciência I-tal; Nutricídio; Introdução a Alimentação Viva; Prática: Produção de brotos de girassol e grama de trigo;
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13/04 – 3º Encontro

• Os Essênios: A Antiga Ordem Sagrada Africana – Teoria e Prática com Emaye Ama Mizani;

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15/04 – 4º Encontro

• Poderes elementares: Domínio Mineral e Cristaloterapia; Meditação com cristais;

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17/04 – 5º Encontro

• Jejum Coletivo (opcional) – O Sistema Espiritual de Pensamento Profundo do Vale do Hapy (Nilo) – Kemetic Yoga, Auto-Percepção e Auto-Realização;

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18/04 – 6º Encontro

• Preparação coletiva do I-tal – l Apresentação musical de Amani Kush e celebração de encerramento da Jornada Seneb – Edição de 1 ano

SERVIÇO

Jornada Seneb – Edição de 1 ano (Saúde Holística Africana)

  • Período: de 10 a 18 de abril
  • Plataformas: Zoom e Whatsapp
    Temas: Consciência I-tal; Nutricídio, Alimentação Viva; Jejum; Kemetic Yoga;; Meditação; Cultura e espiritualidade do Vale do Hapy (Rio Nilo); Poderes elementares: Domínio Mineral e Cristaloterapia; Auto-Percepção e Auto-Realização; Os Essênios: A Antiga Ordem Sagrada Africana 
  • Inscrições: R$ 100,00 via whatsapp 51 8118-3955 (Amani Kush)

Sobre Kiumbe Ixi

A Kiumbe é uma plataforma e empreendimento familiar que tem como missão compartilhar saberes ancestrais que possibilitam a ascenção de africanos diaspóricos e continentais através da restauração da sua identidade e legado cultural. A partir do entendimento afrakano da nossa interconexão com a natureza, o nome Kiumbe Ixi significa criações da terra. Dentre os serviços oferecidos pela plataforma estão: práticas ancestrais de cultivo de energia, kemetic yoga, cristaloterapia, aromaterapia, fitoterapia, alimentação I-tal, criação de adornos culturais identitários, além de palestras, oficinas e jornadas de saúde holística.  A intenção é promover autoconhecimento, autonomia, práticas de autocuidado, saúde, bem estar e excelência, utilizando nossas próprias referências culturais e espirituais.  A Kiumbe nasceu em meados de 2016 como consequência do processo de desenvolvimento pessoal e vivência de Candace Makini e Amani Kush. Candace desenvolve oficinas de saberes ancestrais, é psicoaromaterapeuta, alquimista natural, cristaloterapeuta, instrutora de kemetic yoga, e pesquisadora dos antigos conhecimentos tradicionais relacionados a cura pela natureza. Amani Kush estudou na Shock Metaphysics Kemetic Wisdom School através da Kasa de Ma’at, é estudante de Mdw Ntchr (Medu Netcher – linguagem e escrita clássica africana) com o renomado mestre Mfundishi Jhutyms, instrutor de kemetic yoga, pesquisador da ciência espiritual africana do Vale do Hapy (Nilo), fomentador da consciência I-tal (vital/natural), da saúde holística africana e práticas ancestrais de cura.
Conheça mais: Instagram Kiumbe Ixi, Candace Makini e Amani Kush

Sobre Emaye Ama Mizani

Emaye é mulher Africana, mãe, nutridora e praticante da alimentação ITAL e pesquisadora de saúde holística africana há 10 anos. Instrutora de Kemetic Yoga, Ama, foi iniciada na alimentação crua e viva através do Mestre Aris Latham, e mais tarde deu continuidade pelo projeto Terrapia. Atuou no Brasil educando e instruindo a comunidade Africana em conhecimentos básicos de bem-estar e equilíbrio, promovendo a expansão desse modo de vida entre os nossos. Também já ensinou em Cabo Verde e no Haiti. Dona da marca Ankhcestral – The Ital Concept, hoje vive em Oakland, Califórnia, atuando como instrutora de dança Afro e chef/culinarista particular, além de dedicar maior parte de seu tempo à edificação de sua família.

De preto pra preto: por que comprar no mercado blackMoney

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Foto: Reprodução/Internet

Por: Movimento Black Money

O Black Money é um movimento que se baseia no fortalecimento econômico da população preta. Para isso, é fundamental que o consumidor negro tenha as suas necessidades satisfeitas por empreendedores negros. Dessa forma, o dinheiro se mantém circulando entre as pessoas pretas por mais tempo, gerando emprego, renda e independência financeira.

Qualquer pessoa pode contribuir com esse movimento ao dar preferência aos empreendedores pretos na hora de adquirir produtos e serviços. Por isso, neste artigo, vamos falar sobre o poder de compra do consumidor negro e os tipos de empreendimentos que atendem a esse segmento de mercado. Você ainda vai saber como o Mercado Black Money cumpre um papel importante no faturamento de afroempreendedores. Confira!

Poder de compra do consumidor negro

Os consumidores negros nos Brasil movimentam mais de 1,7 trilhão de reais em renda própria por ano. Somos nós que geramos essa renda e é para nós que devemos utilizá-la. Ao direcionar a maior parte das transações financeiras para dentro da comunidade negra, o que estamos fazendo é fortalecer a nossa etnia.

Os empreendedores pretos faturam mais, tem uma demanda maior de produção, contratam mais pessoas pretas, que veem sua renda aumentar e conseguem adquirir mais produtos e serviços de gente preta. Ou seja, cria-se uma espiral positiva para toda a comunidade.

Tipos de empreendimentos negros que podem beneficiar o seu consumo

Existem diversos tipos de empreendimentos administrados por pessoas pretas em todas as cidades do país. Contudo, alguns segmentos são ainda mais importantes por ajudarem na luta identitária do povo negro em diáspora, tais como os exemplos que trouxemos abaixo.

Estética e beleza

As questões estéticas, para o nosso povo preto, estão muito mais relacionadas à afirmação da nossa identidade do que a qualquer coisa mais superficial. Somos muito diferentes em nossos traços, em nossos variados tons de pele e em nossos cabelos. Empresas de outras etnias não consegue captar a nossa essência da forma como merecemos e precisamos.

Nesse quesito estão incluídos produtos como maquiagem específica para a pele negra, xampus e cremes para hidratar os cabelos, ativadores de cachos, e serviços de tratamento de pele e massagem.

Moda e acessórios

A parte de vestuário, calçados e acessórios também são elementos importantíssimos para a expressão da nossa identidade racial. Desde a escolha das estampas coloridas e alegres até o uso de acessórios que só fazem sentido para nós, como os turbantes. A forma como nos apresentamos é também um resgate de nossas origens.

Literatura

Na parte de literatura, temos duas questões que se destacam. A primeira é sobre a literatura infantil e a forma como podemos educar nossas crianças. A diferença que podemos plantar na sociedade a partir do fortalecimento da consciência negra em nossos pequenos e pequenas. A segunda é sobre nós, adultos, que tivemos grande parte da nossa história omitida. O consumo de autores e autoras negras é mais uma forma de fortalecermos a nossa consciência e a nossa luta.

Cursos e treinamentos

Por fim, temos também os cursos e treinamentos criados por profissionais negros. Os temas variam bastante, e permeiam todos os tipos de assuntos. O que quer que você queira ou precise aprender, pode encontrar sendo ensinado por uma pessoa preta. Sem falar em alguns cursos e treinamentos que são de temas mais específicos, como é o caso do curso de Filosofia Africana, da Professora Katiúscia Ribeiro, ou o de Língua Yorubá, do professor Adebayo Abidemi Majaro.

Como o mercado black money contribui para o faturamento de afroempreendedores

O Mercado Black Money é o marketplace exclusivo para empreendedores pretos e pretas. Por meio dele, é possível vender tanto produtos quanto serviços, de forma prática, simples e rápida. Quem compra pelo Mercado Black Money está contribuindo com toda uma comunidade de pessoas pretas, principalmente no que diz respeito aos aspectos abaixo.

Ferramenta completa para o empreendedor

O Mercado Black Money é uma plataforma que oferece todos os recursos que uma pessoa precisa para vender produtos e serviços pela internet. O processo de criação da loja e cadastro dos produtos é muito simples e intuitiva, em alguns minutos já é possível começar as vendas. Com isso, o negócio das pessoas pretas ganha mais visibilidade e podendo fazer a captação de mais clientes.

Variedade para os consumidores

Por se tratar de um marketplace, o Mercado Black Money é um lugar que reúne milhares de opções de produtos e serviços para os consumidores. A grande diferença dele para os demais do mesmo tipo está no foco em empreendimentos de pessoas pretas. 

Isso faz com que tudo o que está sendo vendido ali seja ainda mais especial. São produtos e serviços de diferentes categorias, todos criados por negros e negras que entendem muito bem as necessidades do nosso povo. 

Representatividade

Em uma plataforma de vendas online focada em empreendedores negros, a representatividade é um ingrediente básico, presente em cada detalhe. A começar pelos produtos e serviços, tudo ali é feito por e para os pretos e pretas. Nós somos o público-alvo de todas as campanhas e de todos os vendedores.

Navegando pelas lojas, é muito mais fácil de se ver comprando e utilizando o que está sendo oferecido. São produtos e serviços diferenciados, específicos para nós, pessoas negras, e que fortalecem a nossa identidade e nossas origens.

Fortalecimento do conceito de black money

A prática do Black Money é a forma que nós, do Movimento Black Money, enxergamos como mais eficiente de luta antirracista. É o meio que temos de tomar o poder que nos foi tirado e construir uma sociedade mais igualitária, onde o povo africano, em diáspora, não seja diminuído ou visto como uma raça inferior.

O consumidor negro que compra na plataforma está ajudando a fortalecer o conceito de Black Money, direcionado o seu dinheiro para dentro da comunidade preta e fazendo com que ele permaneça mais tempo nela. Isso se traduz em mais empregos, renda e crescimento econômico dos nossos irmãos e irmãs.

Se você entendeu a importância de fazer parte desse movimento e o quanto tem a ganhar e a contribuir, então, não deixe passar essa oportunidade de fazer a sua parte. Compre agora mesmo de uma pessoa preta!

Espetáculo “Tu Maracá! – Brincantes Online” reúne toda manifestação cultural do Maracatu

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O espetáculo “Tu Maracá! – Brincantes Online” está disponível no canal do diretor Ícaro Ramos no Youtube. A obra fílmica reúne música, movimentos e visualidade do Maracatu, importante manifestação cultural de Pernambuco, e celebra o mês dedicado à dança.

TU MARACÁ! – Brincantes Online é a reverberação da minha vivência com maracatus em Recife e Olinda, no período do carnaval de 2015. Tem gente que viaja e dessa viagem se inspira pra escrever um livro ou criar uma música ou etc. No meu caso, eu crei dança. E é dança, é cinema, é música, é brincante! Tudo isso brincando online em casa. Das ruas para as casas e das casas para as telas. ‘Carrego pra onde vou o peso do meu som lotando minha bagagem. Meu maracatu pesa uma tonelada de surdez e pede passagem’, como diria Nação Zumbi”, explica Ícaro Ramos, que assina a direção geral, roteiro e edição do projeto.

O filme traz no elenco os intérpretes-criadores Aline Moreira, Guilherme Silva, Heloisa Maria, Iago Gomes, Ícaro Ramos, Marcos Ferreira, Natália Silva, Rhayman Silva e Ruan Wills. Suellen Massena assina o figurino e Leonardo Santos a assistência de direção. Produção de Guego Anunciação e Nanda Rachell como assistente.

Assista “Tu Maracá! – Brincantes Online”:

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