Exposição internacional pretende engajar população em ações de combate ao racismo estrutural em SP

0
Exposição internacional pretende engajar população em ações de combate ao racismo estrutural em SP
Foto: Daniel Déak

Evento, que será inaugurado oficialmente no dia 19 e permanecerá aberto ao público de 20 a 22 de novembro no Anhembi, faz parte do projeto São Paulo, Farol de Combate ao Racismo Estrutural e tem expectativa de público de 5 mil pessoas por dia

A Expo Internacional Dia da Consciência Negra de São Paulo promoverá um resgate da história brasileira em três dias de um evento com experiências multissensoriais. Idealizado e organizado Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI), tem como objetivo reunir especialistas e autoridades do Brasil e de outros países para conscientizar a população paulistana e posicionar a cidade de São Paulo como indutora do debate e das ações de combate ao racismo estrutural no país e na América Latina.

Programada para o pavilhão de exposições do Anhembi, a 1ª. Expo Internacional Dia da Consciência Negra espera receber público estimado de 5 mil pessoas por dia no período de 20 a 22 de novembro deste ano. Idealizada pela secretária municipal de Relações Internacionais Marta Suplicy para ressaltar o protagonismo da população negra e as lutas travadas ao longo do tempo pela emancipação e liberdade plenas, a mostra tem o objetivo de sensibilizar toda a população sobre os impactos ainda existentes em função da herança escravocrata que ainda permanece e está presente no dia a dia da sociedade atual.

Segundo a secretária, a Expo será tecnológica e disruptiva. “É a visibilidade que se pretende dar à pauta antirracista desenvolvida na cidade”, pontua.

Passado, presente e futuro

Toda a idealização do evento foi traduzida em espaços desenhados pelo carnavalesco André Rodrigues e fará um resgate da história da raça negra reunindo passado, presente e futuro com instalações que ocuparão uma área de  10 mil metros quadrados do Pavilhão Oeste do Anhembi.

Foto: Daniel Déak.

“A grande provocação da Expo é a realização de um evento desse tamanho, com uma cenografia desse tamanho, feito exclusivamente para gente preta nesse país”, comenta o carnavalesco.

Nesse espaço terá cinco alamedas temáticas, com atividades, atrações e debates que sobre educação, saúde, mulher negra, cultura e empreendedorismo e tecnologia, distribuídas em grandes alamedas tecnológicas com elementos do carnaval brasileiro.

“Minha expectativa é a transformação, porque mesmo que a pessoa vá e pense ‘não foi bem assim’, minimamente ela parou para pensar. Então, essa experiência já a transformou. É um convite para que as pessoas entendam que não existe uma sociedade saudável, que tenha desenvolvimento econômico e seja realmente democrática sem combater o racismo”, defende a idealizadora Adriana Vasconcellos.

Educar para transformar

A exposição também terá um forte apelo educativo. Um dos dias será destinado exclusivamente à visita de estudantes. Organizada pela Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo com execução da SpTuris, integra o projeto São Paulo Farol de Combate ao Racismo Estrutural, que, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, visa o combate ao preconceito racial desde a primeira infância, com foco na capacitação de professores da rede pública.

“Como professora, uma das minhas maiores preocupações é o fato de a Lei 10.639/2003 não estar dentro das escolas. Há um desconhecimento por parte dos professores em relação à aplicação dela. Então, a gente precisava de algo que marcasse a cidade, a partir dessa ideia de São Paulo ser o farol de combate ao racismo estrutural. Um evento que tenha desdobramentos para a educação e para políticas públicas”, comenta Adriana, também professora.

O evento oferecerá ao visitante apresentações e palestras de personalidades estrangeiras, entre diversas atividades culturais. Contará com áreas de entretenimento, incluindo o público infantil, e uma feira de produtos e artesanatos derivados da cultura africana. Promoverá, ainda, a visibilidade de países africanos como possíveis parceiros econômicos.

Farol de Combate ao Racismo

O “São Paulo Farol de Combate ao Racismo Estrutural” é uma parceria das secretarias municipais de Relações Internacionais (SMRI) com a de Educação (SME) e tem como objetivo combater o racismo estrutural na sociedade a partir da educação e incidir na formação das próximas gerações. Haverá formação de professores para a implantação da política pública, que envolverá ações em calendário crescente com todos os órgãos da administração municipal.

Segundo a secretária de Internacionais, Marta Suplicy, tanto o prefeito Bruno Covas como Ricardo Nunes, abraçaram a proposta e possibilitaram o lançamento do “Farol”. “É uma política de Estado. Se quisermos acabar com racismo, o caminho será pela educação e pela conscientização”, afirma a secretária.

Serviço:

Quando: 20 e 21 de novembro para o público, e 22 de novembro exclusivo para visitações escolares.

Onde: Pavilhão Oeste do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo)

Participe de nosso grupo no Telegram

Receba notícias quentinhas do site pelo nosso Telegram, clique no
botão abaixo para acessar as novidades.

Comments

No posts to display