“Eu abracei o teatro, o cinema, a televisão”, diz Tia Má, em elenco de nova série da Netflix

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“Eu abracei o teatro, o cinema, a televisão”, diz Tia Má, em elenco de nova série da Netflix
Foto: Magali Moraes.

A comediante, jornalista e agora, atriz, está no elenco de nova série da Netflix e anuncia a publicação de um novo livro em breve

Maíra Azevedo, a Tia Má, está no elenco anunciado esta semana para a nova série de comédia da Netflix, ainda sem nome divulgado. Investindo na carreira de atriz, ela conta, sem detalhes, o que podemos esperar da personagem interpretada por ela na série. “O que posso dizer é que vocês vão rir e também vão se emocionar com ela. Ela é cheia de mistérios, como a série toda”, adianta.

A série vai contar a história de um excêntrico milionário que convida várias pessoas para um fim de semana em sua mansão e todos os convidados se tornam suspeitos de matá-lo. “Pra mim é um desafio muito grande levar a comédia para outro nível. Eu sou jornalista de formação, de repente eu subo num palco com um stand-up e agora eu venho para uma série que é filmada como cinema, a mesma qualidade do cinema. Ainda que eu saiba que é uma personagem, é a minha cara ali, imortalizada”, disse Tia Má.

Forjada na militância do movimento negro, para Maíra o novo papel traz consigo uma responsabilidade muito maior do que apenas com a sua própria carreira. “Tenho consciência de que é muita responsabilidade porque é mais uma mulher preta ocupando esse espaço e a gente sabe que a gente está ali naquela tensão e apreensão para representar os nossos e as nossas, e também toda nossa ancestralidade”.

Com uma multiplicidade de talentos e frentes de atuação, Maíra descreve esse fazer múltiplo como uma das condições impostas às mulheres negras por conta das diversas opressões da sociedade. “Eu abracei o teatro, a televisão, o cinema e os livros – já estou escrevendo meu segundo livro. E percebo que, ainda que em uma condição diferenciada, eu sou mais uma mulher preta que precisa colocar em prática as suas diversas habilidades para sobreviver”, avalia.

“Nós fomos criados por mulheres pretas que eram empregadas domésticas, costureiras, administradoras, terapeutas, professoras, exatamente porque a gente precisava, por conta de um espaço de opressão, ter vários talentos. E a gente segue dessa forma, com várias habilidades, mas cada vez mais ocupando espaços e abrindo portas para que outras com a cara e o corpo igual ao nosso possam ocupar também”, conclui.

Confira o trailer da série:

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