Álbum perdido de Gilberto Gil, gravado em Nova York em 1982, é resgatado e lançado pelo Google Arts & Culture

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Álbum perdido de Gilberto Gil, gravado em Nova York em 1982, é resgatado e lançado pelo Google Arts & Culture
Foto: Google Arts & Culture

Para celebrar o aniversário de 80 anos de Gilberto Gil, o Google Arts & Culture, em parceria com o Instituto Gilberto Gil, lança O Ritmo de Gil, mostra digital que homenageia a vida e a obra do cantor, compositor e expoente de influentes movimentos culturais brasileiros do último século, entre eles a Tropicália.

Disponível em inglês, português e espanhol, essa é a primeira retrospectiva de um artista brasileiro vivo na plataforma global, e apresenta um acervo com mais de 41 mil imagens distribuídas em 140 seções, além de 900 vídeos e gravações históricas que foram cuidadosamente digitalizadas. Entre as preciosidades, está um álbum de 1982, gravado em Nova York, nunca lançado por Gil e acabou perdido em sua volta ao Brasil. Agora, sua história chega ao público pela primeira vez.

O material do “disco perdido” foi encontrado durante o processo de curadoria e digitalização dos materiais e revela gravações inéditas do artista, como a música “You Need Love”. Nesta seção da coleção, é possível ouvir todas as músicas do álbum inédito e conhecer o contexto de sua produção.

O álbum perdido de Nova York (Foto: Google Arts & Culture)

O acervo de “O Ritmo de Gil” contém ainda uma rica coleção de itens da trajetória do artista, e desbrava por meio de documentos, fotos e vídeos da carreira sua influência sobre a cultura brasileira e o cenário musical global.

Em parceria com o Instituto Gilberto Gil, os ricos trabalhos de pesquisa e documentação sobre o arquivo pessoal de Gil, contendo fotos, documentos, gravações de áudio e vídeos, começaram em 2018. “Fico muito feliz que, com essa coleção do Google Arts & Culture, pessoas do mundo todo, especialmente os mais jovens, podem ter acesso universal a um conteúdo tão vasto sobre toda minha trajetória”, afirma Gilberto Gil.

Outro destaque da mostra é “Todos a bordo: a viagem cultural de Gilberto Gil”, que reúne, em oito momentos, os lugares para onde Gilberto Gil levou a sua arte. Ao som de “Expresso 2222”, será possível embarcar em um passeio ilustrado pelo mundo do artista e descobrir sua vida e legado por meio das ilustrações da artista plástica baiana Raiana Britto, criadas especialmente para essa retrospectiva.

Ilustração: Raiana Britto

Desde sua infância até a sua posse como imortal pela Academia Brasileira de Letras em 2022, passando pelos encontros e influências internacionais, é possível explorar a coleção a partir de 3 partes: a música, o homem e a influência internacional. Veja alguns destaques da retrospectiva abaixo:

A música: um legado imortal
A coleção traz seções dedicadas à música de Gilberto Gil, que reúnem a sua discografia e oferecem um passeio pela sua trajetória artística. As seções “Discobiografia Gilbertiana: ‘Todos os discos têm biografia’ – Parte 1″, Um dos doces bárbaros”, “Um Banda Um: Gilberto Gil e a Umbanda”, “A história de Gilberto Gil com o violão”, “A história de Gilberto Gil com a sanfona” e Gilberto Gil e o rock, fazem um rico apanhado dos álbuns do artista. Nelas, também será possível reviver a história do baiano com suas composições e sua íntima relação com o violão e a sanfona, seus instrumentos favoritos.

O homem: momentos que fizeram Gil
A coleção terá seções dedicadas à biografia do artista, desde sua infância até “A festa da posse na Academia Brasileira de Letras”, quando tomou posse como imortal da ABL por sua contribuição para a literatura brasileira. Em “A infância e a adolescência de Gilberto Gil”, é possível conhecer detalhes da como os pais de Gil foram importantes para sua carreira — desde o interesse de seu pai pela política até a presença inspiradora de sua mãe. Com fotos e retratos íntimos de família, essa é uma janela para o início da vida de um dos músicos mais influentes do mundo.

Gil: o artista global
Gil passeou por diversos gêneros e foi para onde as novas oportunidades de criação abriram caminhos, transformando-se em diversos “Gilbertos Gis”. A construção dessas multifacetas, suas influências por meio de amigos artistas e as grandes personalidades que passaram pela sua trajetória, podem ser vistas em “Gilberto Gil: um projeto de vida”, “Caetano Veloso: ‘O Tropicalismo se deve, em primeiro lugar, a Gil'”, “Gilberto Gil e Stevie Wonder” e “Gilberto Gil e os Marleys”. Em registros raros, as seções mostram como Gil é um artista completo e global, como seu talento impactou a cultura brasileira e como isso o aproximou de outros grandes artistas nacionais e internacionais.

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