A diversidade nas startups e o futuro desse mercado

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A diversidade nas startups e o futuro desse mercado
Imagem: Nappy Images

*Por Kelly Baptista, líder da Fundação 1Bi

É perceptível o crescente número de startups no Brasil. As novas possibilidades de inovação, investimento e criatividade fez com que essas empresas se destacassem mesmo em meio a crise. Para se ter ideia, os investimentos no setor ultrapassam R$ 9 bilhões em 2020, o primeiro ano da pandemia, sendo que a maior parte desse valor veio do exterior.  

Segundo um levantamento recente da consultoria Distrito, grande parte dos fundadores de startups brasileiras já tinha experiência no ecossistema de inovação: 66% já estavam inseridos no mercado e 30% já tinham participado da criação de outra startup. Cerca de 95% desses empreendedores possuem alto nível de escolaridade, atingindo pós-graduações. A pesquisa ainda revela que 80% dos fundadores têm entre 25 e 44 anos, o que demonstra a presença jovem nas startups brasileiras.

Já, um outro estudo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), aponta que somente 5,8% dos fundadores de startups no Brasil são negros. Em um país em que mais da metade da população se considera negra ou parda, há uma gigantesca falta de diversidade no mercado de tecnologia.

Segundo a Unama, Universidade da Amazônia, é inegável que as startups têm um papel muito importante no mercado global, pois sempre buscam criar soluções inovadoras para os diversos problemas encontrados em diversas áreas. Além disso, também são responsáveis por gerar mais empregos, inovar em processos, modelos de negócios e tecnologia nos seus projetos, tudo isso desafiando grandes empresas e modelos de negócios já existentes.

Entretanto, em 2022, as startups terão de provar que podem atender a grandes mercados sem perder aquilo que justificou a sua criação, como baixo custo, atenção ao atendimento ao cliente, e acima de tudo, gerar resultado positivo.

E como tornar esse mercado tão rico e promissor também diverso?

Diversidade e startups precisam andar juntas e ter o mesmo foco, iniciando pela formação das equipes, direcionando questões de raça, gênero e outros grupos minorizados para cargos de liderança.

Caminhando para o “novo normal”, as empresas passaram a adotar novas formas de trabalho (híbrido, remoto, presencial), além de cuidar da saúde mental de seus times, e é justamente nesse nicho que a diversidade e inclusão no ambiente de trabalho é essencial: na estratégia de negócios, na escolha dos fornecedores e em todo o ecossistema que envolve as organizações. Isso terá um impacto positivo no crescimento dos negócios e na sociedade, consequentemente.

*Kelly Baptista é especialista em gestão de políticas públicas e coordenadora geral da Fundação 1Bi, apoiada pela Movile, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Conselheira Fiscal do Instituto Djeanne Firmino.

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