10 fatos que aprendemos sobre Tina Turner em seu novo documentário

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10 fatos que aprendemos sobre Tina Turner em seu novo documentário
Tina Turner; Imagem/Reprodução

Um fechamento: é como é considerado ‘Tina’, documentário sobre a vida da cantora Tina Turner, que já havia anunciado aposentadoria dos palcos em 2009. Dessa vez, a Rainha da Rock se despede da vida pública com mais um marco em sua carreira coroada de hits de sucesso, turnês mundiais com recorde de público, e inestimável contribuição para a cultura da comunidade negra. Afinal, rock’n roll é coisa de preto, baby!

O registro de quase 2h, dirigido por Dan Lindsay e T.J. Martin, foi lançado na HBO MAX no fim de março e só estará disponível no Brasil em julho, quando a plataforma será oficialmente lançada no país. Mas nós já demos uma espiadinha e mostramos em primeira mão 10 fatos sobre a história dessa mulher lendária que superou uma vida de abusos, alcançou o estrelato e deixou um legado no mundo.

1 – Entre algodões e corais

Tina teve uma infância e adolescência modestas em Nutbush, interior do Tennessee (EUA). Nessa época ainda era conhecida por seu nome de batismo, Anna Mae Bullock, e trabalhava com a mãe e irmãos nas colheitas dos campos de algodão. A diversão na cidade pacata era frequentar a igreja e cantar nos corais. Assim nascia uma estrela!

2 – Agarrando as oportunidades

Na vida adulta começou a frequentar clubes para assistir aos shows de soul music e rock’n roll. Quando o guitarrista da banda de Ike Turner (que viria a ser o seu marido) baixou o microfone para o público cantar, Tina agarrou a oportunidade e soltou o vozeirão, deixando todos boquiabertos. De espectadora, virou cantora principal, e o resto é história…

3 – Um furacão nos palcos

Autodidata é ela! Tina nunca fez aulas de canto ou dança, e possuía essas habilidades inatas em sua performance que chamavam atenção, numa época em que as cantoras eram mais comedidas no gestual. A musa chegou jogando as pernas e tremendo tudo com sua voz gutural e rascante, ofuscando seu parceiro Ike, e pavimentando oinevitável caminho de uma carreira solo e exitosa.

4 – Dizendo não a vida abusiva

Apesar do sucesso estrondoso, Tina vivia uma “vida de morte tortura”, como a própria destacou no filme. Foram 16 ao lado de Ike, sofrendo graves abusos que resultaram em marcas físicas e psicológicas (ela quase morreu ao tentar suicídio tomando vários medicamentos de uma só vez). Exausta e decidida a não mais sofrer violência, resolveu fugir e trilhar um novo capítulo para si. No seu divórcio, saiu apenas com o nome artístico, o qual foi batizado por Ike. Contudo, saiu com o bastante para dar a volta por cima.

5 – Nunca é tarde para (re)começar

Para sedimentar sua imagem como artista solo, Tina fez apresentações em bares, clubes, programas de TV, até conseguir contrato para lançar o seu primeiro álbum, ‘Private Dancer’, em 1984. Foi desacreditada por empresários que hesitaram em investir. Resultado? Vendeu milhões de cópias aos 45 anos de idade, e aos 50 fez uma das maiores turnês mundiais femininas. Isso que é um recomeço!

6 – Um dos maiores sucessos é cover?

“What’s Love Got To Do With It”, um dos maiores clássicos que rendeu um Grammy a Tina Turner, trata-se de uma regravação da banda Bucks Fizz. A cantora não gostou da primeira versão e, por pouco, não aceitou regravar por achar se tratar de uma música muito pop. Contudo, foi convencida a imprimir o “estilo Tina” de voz, e hoje quase ninguém conhece a versão original. Vrá!


7 – Recorde de público no Brasil

Sim, Tina esteve por aqui! Durante a turnê ‘Break Every Rule’ em 1988, ela fez um show no Maracanã para mais de 180 mil pessoas, realizando seu sonho de lotar estádios como uma grande estrela do rock. Lotou tanto que entrou para o Guinness Book com o feito de maior show já apresentado por uma cantora solo. Rainha faz assim, não é?

8 – Inspirando outras mulheres

Em 1986, Tina lançou o seu primeiro livro ‘Eu, Tina – A História de Minha Vida’ como forma de dar um ponto final à insistência da mídia em fazer perguntas e reminiscências sobre o seu passado de abusos. Apesar de ter conseguido o efeito contrário (o livro virou best-seller e os holofotes aumentaram, culminando na produção de um filme sete anos depois), Tina inspirou mulheres a falar sobre violência doméstica, assunto que era pouco abordado à época.

9 – A solidão da mulher preta

Um dos pontos mais emocionantes do documentário é quando a artista confessa em lágrimas, numa entrevista de 1985, que nunca viveu “uma história de amor”, e se indagou o porquê dos homens não enxergarem sua verdadeira beleza. O ponto de virada é que, naquele mesmo ano, ela encontraria Erwin Bach, seu grande amor, com o qual é casada e vive hoje na Suíça. O marido, inclusive, doou um rim à Tina em 2017, devido à luta da cantora contra a falência renal.

10 – O ato final

Depois da reclusão dos palcos, Tina brindou seu fãs com mais uma biografia “Minha História de Amor” (2018), onde fala sobre grandes desafios como as doenças enfrentadas, e o suicídio de seu filho mais velho, Craig Turner. Em 2019, a intérprete de ‘The Best’ prestigiou, em Nova York, a estreia de um musical sobre sua carreira e, agora, aos 82 anos, retira-se da vida pública com o lançamento deste documentário. Apesar das cortinas se fecharem, o aplauso à Rainha do Rock segue efusivo e eterno. Obrigado, Tina!

*Lucas de Matos é soteropolitano, 24 anos, Comunicador com habilitação em Relações Públicas (UNEB) e Pós-Graduando em Comunicação e Diversidades Culturais (Faculdade 2 de Julho). É poeta e apreciador da literatura.

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