A atriz Taís Araujo utilizou suas redes sociais para pedir ajuda em prol de Matheus de Araújo, jovem estudante de uma comunidade quilombola de Feira de Santana, na Bahia, aprovado em Medicina após estudar sozinho numa casa sem energia elétrica. Revezando estudos com o trabalho para se manter, após quatro anos tentando entrar no curso, Matheus conseguiu a aprovação na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Hoje, Matheus precisa se mudar para assistir as aulas presenciais do curso, já que a universidade fica a 3 horas da sua casa e por isso, o jovem estudante está realizando uma campanha nas redes sociais, em busca de fundos para conseguir cursar a faculdade. Tocada com a história, Taís Araújo publicou em suas redes um apelo para que demais pessoas ajudem Matheus nessa nova trajetória. “Precisamos falar sobre educação, sobre acessos e sobre Matheus! Sim, Matheus de Araújo, de Feira de Santana”, escreveu a atriz.

“O que sei, é que o Matheus é inteligente e está determinado a não só mudar a vida dele e a de muitas outras pessoas”, continuou a artista. “Para custear a estadia na cidade nova, ele criou um E-Book que se chama ‘Manual da Redação Quase Mil’, onde ele ensina tudo o que sabe sobre Redação. Então já que as coisas aqui só funcionam na base do ‘nós por nós’ compartilhe sobre o E-Book ‘Manual da Redação Quase Mil’ com as pessoas, siga o @redacaocommatheus no insta, lá ele ensina muito sobre organização, formas de estudar e seguir acreditando no poder da educação“, enfatizou Taís nas redes sociais.

Buscando angariar fundos para sua mudança, Matheus está vendendo um curso de redação, como a própria Taís elencou. Através de sua página no Instagram, o estudante de 26 anos dá dicas sobre a construção de textos e sobre a prova do ENEM.

À BBC Brasil, Matheus lamentou o fato de muitos estudantes, como ele próprio, não possuírem ambientes adequados para estudo dentro de casa e o impacto de ter ficado sem opções durante a pandemia, quando escolas e espaços públicos foram fechados. “Romantizar a pobreza não é algo legal, é triste. Eu ter tido que estudar sem energia elétrica e o pessoal achar ‘que bonito, que belo’ não é nem um pouco legal.”

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