SESC traz ciclo sobre racismo e musealização do crime inspirado em “Black Museum”

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O Centro de Pesquisa e Formação do SESC, em São Paulo, apresenta um ciclo inspirado no episódio “Black Museum“, da série Black Mirror, e discute o racismo e a musealização do crime e do criminoso. O evento irá abordar temas como: questões éticas que se levantam na curadoria, como a exposição de restos mortais e objetos sagrados, além da relação da prática com a construção do esteriótipo do “selvagem” e do criminoso, legitimada por teorias racistas e pelo colonialismo.

A programação fica aberta de 9 a 23 de abril, segundas, das 19h30 às 21h30. A visita guiada, no dia 20 de abril, sexta, é das 11h às 13h. A atividade prevê também uma visita ao Museu da Polícia Civil de São Paulo.

Confira a programação:

09/04 – Os “zoológicos humanos”
Uma breve panorâmica histórica de exposições antropológicas, nas quais membros de diferentes comunidades indígenas eram exibidos publicamente, tanto para divulgação e popularização da ciência do período quanto para estudo ‘in vivo’ por parte de especialistas será apresentada. Serão revisadas as origens históricas de tais práticas e situadas em relação com os discursos teóricos sobre a diversidade humana das ciências da época, fortemente comprometidas com um imaginário eurocêntrico, racista e colonial.

Com Juanma Sánchez Arteaga, doutor em Biologia pela Universidade Autônoma de Madrid (UAM, Espanha). Atua como pesquisador e professor na UFBA.

16/04 – Lombroso e o nascimento da Criminologia
Transitando entre o direito penal, a psiquiatria, a medicina forense, a saúde pública, o higienismo e a antropologia criminal, Césare Lombroso (1835-1909) pontua ainda a atual questão de pessoas acusadas de cometer crimes que possuem livre-arbítrio e são responsáveis por seus atos ou se são inimputáveis porque “doentes” (curáveis ou não) em decorrência de determinantes biológicos.

Com Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, cientista social, antropóloga e advogada (USP). Professora doutora do Departamento de Antropologia (USP), coordenadora do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR-USP).

20/04 – Visita ao Museu da Polícia Civil de São Paulo
Com Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer.

23/04 – Os museus do crime e a exposição de restos mortais
A aula abordará propostas artísticas de remontagem da coleção abandonada de um museu da polícia e sua relação com a violência, o racismo e a perseguição religiosa. Também será objeto da aula as exposições de corpos humanos plastinados, produtos de um procedimento que reduz o corpo-pessoa a mero corpo-objeto e que refletem o esquema geral de uma modernidade onde os rituais relacionados à morte são cada vez mais deslocados para a margem da vida social.

Com Ana Pato, curadora e pesquisadora. Doutora pela FAU-USP. Foi pesquisadora-associada do Museu de Arte Moderna da Bahia (2015) e diretora da Associação Cultural Videobrasil (2000-2012).

Com Joon Ho Kim, cientista social, doutor em Antropologia pela USP. Pesquisou temas relacionados com a biocibernética e biomedicina. Sua tese foi agraciada com o Prêmio Capes de Antropologia e o Grande Prêmio Capes Sérgio Buarque de Holanda.

A recomendação etária é de 16 anos. O Preço do ingresso é de R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 15,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

A tradução em Libras está disponível, com solicitação feita em, no mínimo, dois dias de antecedência da atividade através do e-mail: centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br. Informações e inscrições pelo site http://sescsp.org.br/cpf ou nas unidades do SESC no Estado de São Paulo. Dúvidas: 11 3254-5600

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