Reflexão sobre a afro descendência e representatividade é levada ao Sesc Copacabana pela 2ª Black

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O projeto IMÓ tem o objetivo de construir momentos de reflexão sobre as questões relacionadas a afro descendência e garantir sua representatividade. Dentro desse contexto, nesta terceira edição o Sesc Copacabana abrigará a Mostra 2ª Black, um dos indicados da categoria inovação do Prêmio Shell de 2018, que surgiu em fevereiro deste ano como possibilidade para apresentação e estudo cênico.

A Mostra terá uma série de performances seguidas de debates em torno das obras, tendo como principais eixos a territorialidade, gênero, ancestralidade e a musica como manifestação fundamental das narrativas do teatro negro. Doze performances foram selecionadas. Além das apresentações haverão oficinas voltadas para processos de novas narrativas para o teatro negro e encontros para discutir ações conjuntas dos coletivos.

Grade de programação / Performances

29/11

Confraria do Impossível – Rádio Voz da Senzala 

Através de músicas e cenas “A Voz da Senzala” propõe ser um grande ritual de sobrevivência e renascimento. Elementos e referências ancestrais se misturam com o Afro-Futurismo, na música de morte e na música de vida.

Licinio Januário Reinaldo Jr e Breno Ferreira – Não deixe o samba morrer

Muriquinho antes de morrer passou aos Griot urbanos Reinaldo Junior e Licínio Januário a missão de espalhar a importância do tambor e da ancestralidade como escudo para aliviar as dores do nosso povo.

30/11

Dandara Vital – Diva da Sarjeta

Diva Sarjeta uma performance baseada em fatos. Trata-se de uma jovemTravesti muito conhecida por seu padrão de beleza, porém seus sentimentos eram ignorados. Os homens a desejavam na mesma intensidade do preconceito que tinham, era maior e mais forte que qualquer amor que Ela pudesse sentir.  

Tatiana Henrique – Vera Crucis

Vera Crucis fabula o abandono de uma mulher preta em um manicômio na década de 70. Verdades caladas sobre mulheres negras jogadas nas antigas casas de “doença” mental em plena ditadura. 

Dembaia – Mandé

Dembaia é um grupo artístico, residente e resistente no Rio de Janeiro, fundado em 2014 a partir da reunião e dedicação de artistas que pesquisam a dança e a rica musicalidade de países da África do Oeste e da diáspora africana nas Américas.

1/12

Coletivo Tropeço (BH) – Apologia III e Unha postiça

“Em Apologia III me aproprio do uso pejorativo da palavra pêra que usavam para me ofender e da famigerada frase “você se parece muito com seu pai” para compor a cena.

Unha postiça – Criada a partir de memórias pessoais, e ao mesmo tempo coletivas, e procedimentos estéticos como a repetição, tempo expandido, e algumas ações cotidianas, a cena procura dialogar com as solidões que atravessa a atriz/performer no seu dia a dia.

Kelson Succi – Rolê bala perdida (extraída da peça Cuidado com Neguin)

Baseado nas andanças e experiências do ator pela cidade, o espetáculo mostra um pouco da visão crítica e artística de “Neguin”, um personagem jovem, negro, pobre e favelado que sai do morro para encarar diariamente o asfalto.

Orquestra Pretos Novos – Desculpa perguntar

É um grupo formado a partir da reunião de artistas negros que tem em comum a atuação na área do teatro musical. Atores, instrumentistas, cantores e outros que venham se agregar. O grupo surge com objetivo de pensar uma dramaturgia e uma cena para o teatro musical que represente verdadeiramente diversos aspectos dos artistas negros contemporâneos. 

2/12

Rodrigo França – Nota Fiscal

É inspirada no vídeo que mostra a abordagem policial a três homens negros em São José dos Campos, que teve mais de 10 mil compartilhamentos.

Magano e Sonata – A hora do show

Dedicados ao universo do riso Marcelo Magano e Patrick Sonata, acharam na comédia o seu lugar de expressão mais potente.

Lilian Valeska – Lilian Valeska Preta

Performance musical buscando enaltecer e engrandecer os autores brasileiros que falam sobre a nossa essência evolução e resistência. Canções escolhidas e reformuladas pela cantora para o palco da 2aBlack.

Classificação indicativa: 16 anos –  Horário: 19h

Oficinas:27 e 30 /11

Narrativas Negras – Oficina para Dramaturgos

A oficina desenvolve com mais detalhamento e profundidade as tendências e movimentos das novas narrativas e as diferentes maneiras de escrever de forma assertiva, utilizando a temática negra como eixo. São dois encontros que se dividem entre teoria e prática; com leitura, discussão de textos e análise do contexto da realidade da população negra, a cultura de matriz africana e afro-brasileira.

Classificação indicativa: 16 anos –  Horário: 14h às 18h

27/11

Nova Visão – Oficina

A oficina de teatro e vídeo ministrada pelo Coletivo Preto tem como objetivo principal instrumentalizar artistas negros para que estes tenham competitividade no mercado de trabalho. Nova Visão trata de técnicas de vídeo e teatro, mercado de trabalho, como se preparar para um teste, marketing pessoal, autoprodução e incentiva a escrita e a criação de novas narrativas.

Classificação indicativa: 16 anos – Horário:  9 às 13h e 14 às 18h

Debate: 29/11 a 02/12  

Aza Njeri – Doutora em literaturas africanas de língua portuguesa.

Marcos Alexandre (BH) – Professor da UFMF especialista em teatro negro do Brasil e de Cuba.

Classificação indicativa: 16 anos – Horário: 21h (após as performances)

01/12  

Professora Leda Maria Martins (BH) uma das maiores especialistas em performance negra do Brasil Professora doutora em literatura s performance.

Classificação indicativa: 16 anos – Horário: 11 às 13h

Exposição: 27/11 a 2/12 –  Exposição Fotográfica: ÌTÀN narrativas do corpo negro. Fotografias de Leandro Cunha – Local: Foyer do Teatro Arena

A Exposição Fotográfica ÌTÀN Narrativas do Corpo Negro, com fotografias de Leandro Cunha remonta as histórias ancestrais dos orixás do candomblé através das relações corporais de 31 artistas.

Classificação indicativa: 16 anos – Horário: 10h às 22h

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