Racismo afeta diagnóstico de TDAH na infância

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Racismo afeta diagnóstico de TDAH na infância
Foto: @karlyukav/Freepik

Cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com TDAH e dificuldade de diagnóstico ainda acompanha milhares de pessoas

Quantas pessoas negras você conhece que receberam o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)? Apesar do tema ter ganhado espaço quando falamos sobre saúde mental, entre a população negra o diagnóstico ainda é desconhecido e um dos motivos é o racismo. Infelizmente, ainda existem muitas diferenças na análise do comportamento de pessoas negras com relação às pessoas brancas, o que impede que sejamos vistos com o devido cuidado.

No Brasil, ele afeta cerca de 2 milhões de pessoas, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA). De acordo com o órgão, o TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, caracterizado por sintomas como desatenção, inquietude e impulsividade. Mas que em pessoas negras podem ser vistos como comportamentos comuns e não como desordens causadas pelo transtorno.

Em publicação compartilhada no Instagram pelo Dr. Fleury Johnson, o médico destacou um estudo sobre as disparidades raciais e étnicas no diagnóstico e tratamento do TDAH em crianças. Na publicação, ele destacou um dos trechos do artigo que afirma que “É possível, por exemplo, que comportamentos idênticos exibidos por crianças negras e brancas não-hispânicas possam ser interpretados de forma diferente com base em expectativas baseadas na raça e, portanto, comportamento identificado como desordenado em crianças brancas pode ser interpretado como normal em crianças negras.”

A pesquisadora Morena Mariah contou sobre como a dificuldade em receber um diagnóstico na infância, afetou sua saúde emocional. “Fui diagnosticada aos 30 anos. Poderia ter tido uma vida infinitamente menos sofrida se tivesse o tratamento adequado. Desenvolvi comorbidades como ansiedade e depressão justamente pela falta de tratamento, empatia e por causa do racismo”, comentou.

O médico ressalta ainda a importância de buscar um profissional especializado em casos de suspeita, como o médico ou neurologista.

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