Projeto “Juventude Negra: Movendo Estruturas” discute o genocídio negro e exalta a cultura afrobrasileira

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Projeto “Juventude Negra: Movendo Estruturas” discute o genocídio negro e exalta a cultura afrobrasileira
Foto: Suad Kamardeen

Protagonizado por um grupo de alunos do 2° e 3° ano do Ensino Médio da Escola Municipal Dona Antônia Lindalva de Morais, do município de Milagres (CE), ao refletirem sobre o aumento da violência contra a população negra no Brasil, criou a iniciativa “Juventude Negra: Movendo Estruturas”. O projeto recebeu menção honrosa na quinta edição do Desafio Criativos da Escola, organizado pelo programa Criativos da Escola, do Instituto Alana. A ONG, aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância, e tem como missão “honrar a criança”.

O “Juventude Negra: Movendo Estruturas” teve início durante as aulas de formação para a cidadania, quando os adolescentes foram incentivados a debaterem sobre o crescimento do racismo e da violência contra o jovem e a mulher negra no Brasil. Eles refletiram sobre a condição dos negros no país e, intrigados com o assunto, iniciaram uma pesquisa mais aprofundada das bibliografias que abordam a história da população afro-brasileira. Depois das leituras, os alunos aplicaram um questionário para compreenderem a diversidade étnica na escola e também para conhecerem quem eram estudantes negros da instituição.

A partir disso, eles passaram a desenvolver uma série de ações que abordavam a cultura, a história e a realidade negra do Brasil. Entre elas, teve o seminário “Vidas Negras Importam!”, a oficina de direitos humanos com o tema “Todos os mortos eram bandidos: genocídio ou extermínio do povo negro no Brasil?”; e, por fim, o café filosófico “Somos muitos, somos milhões, somos aqueles silenciados: o que é cidadania negra no Brasil?”.

A iniciativa ajudou os alunos afrodescendentes a assumirem suas identidades, reconhecendo-se e admirando-se. A instituição de ensino, também, passou a incluir conteúdos sobre a História da Cultura Afro-brasileira e Africana nas aulas de todas as disciplinas da escola, conforme determina a Lei Federal 10.639/2003.

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