“Projeto de Lei Ágatha”, que prioriza apuração de assassinatos de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro é aprovado na Alerj

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou na última quarta-feira (16) a ‘Lei Ágatha’, batizado com o nome da menina Ágatha Félix, assassinada em setembro de 2019 no Complexo do Alemão (RJ), o PL determina prioridade nas investigações de crianças e adolescentes assassinados no estado. O projeto de lei 1622/2019, é de autoria das deputadas, Renata Souza e Dani Monteiro (PSOL) e Martha Rocha (PDT). Agora deve ir ao Executivo, onde o governador tem 15 dias para sancionar.

Renata Souza dedicou a aprovação do Projeto de Lei a todas as crianças e adolescentes assassinados e disse que, embora nada que o Estado faça vá reparar a dor das famílias, é necessário fazer Justiça. Além disso, reafirmou a urgência de mudanças na política de segurança do país. “A política de segurança brasileira é uma vergonha. Nossa juventude, principalmente a negra e pobre, está sendo dizimada. Os assassinatos e todas as formas de violência fazem parte do cotidiano, mas não podem ser naturalizados.” Disse a deputada.

Ágatha Félix foi baleada nas costas na comunidade da Fazendinha quando estava dentro de uma Kombi de transportes coletivos e o veículo parou na rua para desembarcar passageiros. Testemunhas e familiares dizem que não havia confrontos e o tiro partiu de um policial militar. No mês de abril houve o caso do assassinato de João Pedro, de 14 anos, durante ação da polícia em São Gonçalo (RJ), enquanto ele estava dentro de casa e muitos outros jovens e crianças morreram no ano de 2020 vítima da violência policial.

Segundo dados da Ong Rio de Paz, neste ano de 2020 já são 12 crianças mortas por balas perdidas no Rio, em média uma por mês. Desde 2007, são 79 crianças assassinadas.

“Acho um absurdo e, ao mesmo tempo, vergonhoso, em um Brasil tão rico, precisar de uma lei para que outras crianças não morram. Em vigor, dará visibilidade para outros casos. As leis são feitas para serem respeitadas. Espero que isso (mortes de crianças) não aconteça”, disse Vanessa Félix, mãe de Ágatha, na ALERJ.

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