O Machado de Assis que a historia não conta

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O Machado de Assis que a historia não conta

*Texto por: Reynaldo Calazans

Machado de Assis nasceu em uma família pobre que vivia na chácara do livramento, foi no dia 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. A família nem imaginava o quanto ele seria importante no contexto histórico do país.

Nos textos que contam um pouco sobre sua historia, há quem diga que ele era filho de um “mulato” com uma portuguesa, aí começa o embranquecimento de um dos nomes mais potentes da literatura.

O garoto sempre estudou em escola pública, a vida não foi nada fácil, muita coisa mudou após a morte da sua mãe, quando ele tinha apenas 10 anos de idade. Com falecimento da sua mãe a família mudou-se para São Cristóvão. Machado sempre foi muito esforçado, gostava dos estudos, muito novo já começava a escrever suas primeiras poesias.

Por volta de 1855 o jovem conseguiu seu primeiro emprego escrevendo poesias para um jornal de um conhecido, o senhor Francisco de Paula Brito. Aos 20 anos o jovem era conhecido como Machadinho e já participava de reuniões que tratavam sobre assuntos como literatura.
Crisálidas foi o seu primeiro livro de poesia. Em 1867 o jovem escritor começou ajudar o diretor do Diário Oficial.

Machado de Assis foi casado com Carolina Xavier de Novais e não tiveram filhos.
Neste período, Machado transitava entre nomes importantes do jornalismo e da literatura brasileira. Ele era múltiplo escrevia romances, contos, poesias críticas e ainda achava tempo para fazer peças de teatro.

Foram tantas obras que sua arte seria eternizadas como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Esaú e Jacó, Memorial de Aires e Dom Casmurro. Ler Machado naquela época era um privilégio e ainda bem que seu trabalho se perpetuou até os dias de hoje. O bom seria se a educação fosse algo primordial no nosso Brasil.

Nos últimos anos da sua vida o homem múltiplo sofria com a doença de epilepsia, sua esposa era quem cuidava dele, ela morreu primeiro, em 1904, e em 1908, infelizmente, chegou sua vez, seu enterro foi no conhecido cemitério São João Batista.

Há alguns anos atrás começaram os questionamentos sobre sua verdadeira cor, há quem diga que ele era branco só porque transitava entre pessoas brancas e intelectuais, seu pai era visto como um homem “mulato”, palavra que não deveria existir para designar a cor de uma pessoa, nem mulato muito menos pardo, já que pardo é papel. Ele era um homem negro, que foi embranquecido pela sociedade racista.

Existem vários Machados por aí viu!!! Infelizmente, o embranquecimento tentou e tenta apagar nossas histórias. Mas estamos aqui para mudar isso, vamos enaltecer os nossos. Viva Machado de Assis.

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