NY declara que redes sociais são um perigo a saúde pública: jovens negros, mulheres e LGTBTQ+ são os grupos mais afetados

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NY declara que redes sociais são um perigo a saúde pública: jovens negros, mulheres e LGTBTQ+ são os grupos mais afetados
O o prefeito de Nova York, Eric Adams - Michael M. Santiago/Getty Images

“Empresas como TikTok, YouTube, Facebook estão alimentando uma crise de saúde mental ao projetarem suas plataformas com recursos viciantes e perigosos”. Essa frase é do prefeito de Nova York, Eric Adams, proferida em seu discurso durante evento estadual, na quarta-feira nos EUA . Ele vê as redes sociais perigosas como “tabaco e armas”. 

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Nova York  foi a primeira cidade de grande porte nos EUA a definir as redes sociais como um perigo para a saúde pública devido ao seu efeito na saúde mental dos jovens. 

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O Comissário de Saúde da Cidade de Nova York, Ashwin Vasan reforçou os dados sobre o estado deteriorado da saúde mental dos jovens na cidade de Nova York e ofereceu orientação sobre o estímulo ao uso saudável das redes sociais, como implementar períodos e lugares sem tecnologia; monitorar emoções durante o uso; e compartilhar preocupações relacionadas às redes sociais e à saúde mental com adultos.

O documento apresentado mostrou que entre  2011 e 2021, as taxas de estudantes do ensino médio na cidade que se sentiam se esperança aumentaram em mais de 42% e as taxas de ideação suicida aumentaram em mais de 34%. 

Jovens que se identificam como negros, latinos, do sexo feminino ou LGBTQ+ têm taxas desproporcionalmente altas de se sentir sem esperança”, disse Vasan.

Várias empresas de redes sociais, incluindo TikTok e YouTube, responderam a esses dados adicionando novos recursos para dar aos pais mais controle sobre a atividade de seus filhos e limitar o tempo que passam online, de acordo com uma análise do Washington Post.

Ofir Turel, professor da Universidade de Melbourne, na Austrália, que estuda os efeitos comportamentais da tecnologia, elogiou o aviso da cidade de Nova York por reconhecer os possíveis riscos das redes sociais sem exigir sua eliminação completa.

Com informações do Washington Post.

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