Reconhecida no país inteiro, IZA está vivendo um momento de celebração e novidades em sua carreira. Nas últimas semanas, a cantora realizou o lançamento do curta-metragem ‘Três’, fez um show histórico no Palco Mundo do Rock In Rio e, mais recentemente, anunciou um show exclusivo na cidade de Salvador, em celebração ao dia da Consciência Negra.

“A recepção [após o show do Rock In Rio] tem sido muito bacana, acho que nunca li tantos comentários positivos. E olha que eu procuro não me envaidecer muito com isso porque a partir do momento que você depende disso, você está presa na mão dos outros“, conta a cantora. “Mas eu estou muito feliz, as pessoas estão entendendo a história e se reconhecendo no meu trabalho e me agradecendo pela dedicação. Isso não tem preço”.

Em conversa exclusiva com o Mundo Negro, IZA adianta novidades e fala sobre carreira, o desejo de cantar em outros idiomas, a mensagem presente em suas músicas e muito mais.

MUNDO NEGRO: Aliás, falando em ‘Três’, você lançou um curta-metragem, no dia do seu aniversário, um dia antes do Rock In Rio. Como surgiu essa ideia de lançar uma produção visual dessa maneira?

IZA: Eu queria muito dar um spoiler grande do que está vindo por aí com meu álbum, antes do Rock in Rio. Acho que a melhor data para isso foi o dia do meu aniversário, literalmente um dia antes do show. Como eram 3 músicas, achei que tinha tudo a ver lançar no dia 03 e chamar o projeto de Três.

IZA em ‘Mole’, música do Projeto Três. Foto: Guilherme Nabhan.

Falando nisso, seu show no Rock In Rio foi histórico. Parabéns. Podemos esperar elementos daquele show aqui, nesse espetáculo que você está prestes a fazer em Salvador? Dizem que a capital baiana tem essa energia diferente, principalmente para nós, que somos da comunidade negra. Você também sente isso?

Eu sinto isso também. Na verdade, acho que vai ser diferente só por estar lá, só por estar nesse lugar, vivendo essa atmosfera. Ainda que eu fizesse o mesmo repertório, o show seria completamente diferente porque a energia de Salvador não tem igual.

Recentemente, você foi enfática ao responder críticas e ataques relacionados à sua produção musical. Chegou a dizer que ‘não entra na piração de expectativas alheias’. Você acredita, que de alguma forma, por ser uma mulher negra ocupando um espaço de destaque, esses ataques ganham mais força e se repetem com mais frequência?

Com certeza isso tem a ver com a minha cor também. Acho que existem inúmeros artistas no país, com velocidades diferentes. Cada um faz o que quer, na real. E talvez por eu ser uma cantora pop, as pessoas esperam que eu tenha uma frequência, que eu não sei em que foi baseado. Fiquei feliz que algumas pessoas concordaram, a gente tem que ter coragem de ser a gente mesmo.

IZA no Rock In Rio 2022. Foto: Diego Padiilha / I Hate Flash

Nos últimos meses você se aventurou no espanhol, como é o caso de ‘Eléctrica’, já cantou em inglês na maravilhosa ‘Bend The Knee’, músicas que foram muito bem recebidas pelo seu público. Podemos esperar IZA cantando mais vezes em outros idiomas? Existe alguma idealização de carreira internacional?

Não existe uma idealização de carreira internacional. Na verdade existe uma grande preocupação até. Fico tentando entender se essa carreira é para mim porque eu fico feliz com tudo o que tem acontecido no Brasil, mas minha vida mudou muito. Fico pensando em viver tudo o que vivo no Brasil em outros lugares. Cada vez tem menos espaço para eu ter privacidade.

Mas cantar para muitas pessoas, de culturas diferentes, ao redor do mundo todo, sempre foi um grande sonho. E, sim, eu estou louca para cantar em outros idiomas, mais músicas em inglês, espanhol. Eu amo me aventurar e tem sido muito divertido aprender com outros artistas.

Neste momento, você consegue citar artistas que você sonha em fazer parceria? Seja nacional ou internacional?

Eu amo muito a Coffee, que é uma artista incrível, e o Burna Boy. Nesse momento são as pessoas com quem eu mais gostaria de fazer feat.

Suas músicas falam muito sobre propósito, sobre inspirar e fortalecer outras pessoas, principalmente pessoas negras. Pra você, porque é tão importante falar sobre esses temas?

Na verdade eu acabo falando nesse tema porque são músicas que fazem sentido para mim. Não é nada que eu calculo: vou cantar para fortalecer as pessoas. Essas músicas são para me fortalecer, são verdadeiras para mim. E quando a gente faz uma coisa de verdade, com o coração, as outras pessoas acabam se conectando também. Fico muito feliz com a participação da minha música na vida das pessoas.

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