“Não entrei para fazer personagem”: diz Natália sobre o BBB22

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“Não entrei para fazer personagem”: diz Natália sobre o BBB22
Foto: Globo/João Cotta

Após eliminação na última terça-feira (12), com 83,43% dos votos, Natália Deodato analisa sua trajetória no BBB 22, em entrevista para a TV Globo. A ex-sister também fala sobre a formação do grupo das “comadres”, os desvios do paredão, o romance com o Eli e o que espera depois do reality. Confira:

Se pudesse definir sua passagem pelo BBB em uma palavra ou frase, qual seria? 

Totalmente intensa e de pura entrega, assim eu defino a minha jornada no BBB.

Qual era a sua principal estratégia de jogo? Acha que ela funcionou?

Minha estratégia era sobreviver. Sou bastante observadora, então também gostava de analisar as pessoas e perceber as movimentações que elas faziam e, a partir disso, determinar qual seria meu posicionamento dentro da casa. Mas confesso que entrei pensando em sobreviver, sem anular a mulher que eu sou. Funcionou muito! Gente, eu cheguei ao Top 8, estou chocada! Achei que fosse sair bem antes, na primeira semana. Estou muito feliz, muito grata. Consegui fazer movimentações de forma que, depois do excesso de paredões, permaneci oito semanas sem ir. Isso para mim foi muito significativo. Vejo como um mérito meu, pelo meu posicionamento dentro da casa, porque a forma como eu me movimentei foi aliviando a ida direto ao paredão. 

Você cogitou que poderia formar um casal no BBB? Fale um pouquinho sobre o Eli e o que você imagina para essa relação fora do BBB. 

Eu entrei muito de peito aberto para vivenciar todos os tipos de experiências, não focada em formar um casal. Eu queria viver a experiência ao máximo, até onde eu conseguisse. Eu queria realmente chegar e fazer uma pegação geral, confesso. Mas não fazer um casal. Dei um selinho no Rodrigo, na amizade e na brincadeira. O Lucas é um fofo (já falei isso para ele diversas vezes), um homão. Acho ele muito bonito, simpático e quietinho – uma coisa que eu gosto. Eu preferi ficar só na amizade mesmo e também aconteceram outras coisas e ele seguiu o caminho dele com a Eslô. Fico muito feliz por ele e torço demais. Mas eu não pensei, inicialmente, em formar casal, não. Com o Eli, aqui fora vai ser só amizade mesmo. Lá dentro a gente realmente teve trocas de carinho. No início foi voto, aí, depois, beijei meu voto. Foi uma coisa bem conflitante, engraçada demais. Teve a “baldada” do menino…foi muito engraçada a nossa trajetória lá dentro. Mas aqui fora eu planejo focar integralmente na minha carreira. Há muitas metas que eu preciso traçar, principalmente pela minha família e pelo meu lado profissional. Relacionamento é algo que está quase em último plano, hoje, na minha vida. Principalmente com o Eli, que foi algo que aconteceu no jogo, que a gente viveu em um momento muito intenso. Eu quero ter uma amizade. Tenho muito carinho e respeito pela pessoa dele, mas aqui fora eu não tenho nenhuma expectativa quanto a ele, até porque eu tenho uma listinha, né? (risos)

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Alguns participantes votaram em você esta semana apontando que não tinha senso de coletividade. Outros comentavam sobre como você entrava nas conversas… Acha que isso pode ter atrapalhado a convivência? 

Eu não tenho essa mesma percepção porque, se eu não tivesse senso de coletividade, eu já teria afetado a casa de alguma forma durante toda a edição, se fossem coisas tão graves como foram apontadas. Em nenhum momento eu afetei a casa nem o coletivo. Sempre priorizei os outros, mas também tomando direito do que eu podia fazer. Não sou criança, entrei como uma mulher adulta e totalmente consciente do que eu posso ou não fazer. E sempre pensando que prejudicar o outro também seria me prejudicar, principalmente estando em um jogo em que eu dependo das pessoas para estar dentro. Seria enfiar o pé no saco se eu fizesse isso. Então, em relação ao senso de coletividade, não concordo. Sobre interromper os outros, eu acredito que uma conversa não é feita de uma pessoa que fala e da outra que escuta. Acho que a gente pode argumentar em alguns momentos e que, sim, a gente precisa ouvir. Mas isso foi muito mais a forma que eles tiveram para me desmontar naquele momento, para eles terem uma razão e algo a dizer sobre mim. Uma conversa é feita de duas, três, quatro pessoas e interromper é uma coisa natural, espontânea, e que muitas vezes não foi feita por maldade. Então, concordo, sim, porque às vezes eu interrompia e queria falar também, mas não acho que foi algo tão negativo como foi exposto. Estou muito feliz com tudo o que foi feito lá dentro, com a minha trajetória. Estou orgulhosa de mim. 

Você teve algumas brigas e discussões na casa por falar o que pensava, sem receio de se comprometer. Foi um jogo arriscado?

Demais. Eu já entrei no BBB sabendo que seria um risco muito alto para mim porque eu sou boca grande, não consigo me conter. Às vezes eu nem penso, e já falei. Depois eu vejo: ‘Nossa, não acredito que falei isso. Mas já saiu e, infelizmente, agora eu vou tentar consertar, falar que eu errei’. Desde o momento em que eu pensei na possibilidade de estar no programa, foi um risco muito grande para mim. E quando eu vi que realmente iria acontecer, eu disse que eu queria ser leal a mim em tudo. Não entrei para fazer personagem, para ser a pessoa perfeita. Entrei para ser a Natália, boca grande, que fala até o que não deve. E depois se arrepende e pede desculpas; volta atrás quando é necessário e bate o pé quando não é. Essa sou eu, esse é meu jeitinho nada meigo (risos). 

Depois de enfrentar três paredões logo nas primeiras semanas, os brothers decidiram não votar mais em você, te poupando de encarar novas berlindas. O que foi decisivo para isso acontecer? Essa “proteção” influenciou no seu jogo? 

Influenciou um pouco. Quando eu fui para três paredões direto – só não fui a quatro porque estava imune – e as pessoas viram que eu estava batendo e voltando, gerou um receio de me indicar. Mas não só isso; também de tentar perceber onde estavam errando. Acho muito importante ter esse pensamento de perceber no que pode melhorar. Foi aí que eu tive um acolhimento maior da casa e conforme eu voltava dos paredões, eles pararam para analisar: ‘O que a Natália fez para mim? Ela não fez nada para mim, então por que eu estou com esse bloqueio?’. Foi quando as pessoas realmente se permitiram se aproximar de mim, me conhecer. E viram que nada daquilo que eles criaram era verdade, mas uma barreira que colocavam ali, sem dar o direito de conhecer a pessoa maravilhosa que eu sou. Eu não sou só uma pessoa encrenqueira, sou cheia de amor para dar, cheia de carinho, de alegria. Sou uma pessoa que brinca, que faz piada boba. E estou muito feliz porque isso influenciou a, principalmente, chegar no Top 8. A gratidão transcende o meu peito hoje. 

Você e o Gustavo tinham posições opostas nas últimas semanas, mas muitas outras pessoas foram “alvos” de voto dele antes de você. Ele chegou a destacar que fazia bastante tempo que você não ia ao paredão e, por isso, te indicou. Acredita que essa rivalidade mais recente te atrapalhou?

Não acredito que tenha me atrapalhado. Pelo contrário, vejo como algo que criou um posicionamento das pessoas que gostam de mim de verdade aqui fora. Foi a maneira que eu encontrei para me posicionar também no jogo. Pode ser que tenha um favoritismo dele, do grupo dele. Mas não acho que atrapalhou porque as coisas acontecem da maneira como devem acontecer. Deus está no controle de todas as coisas. E, se realmente nesse momento eu tive que sair, tive que enfrentar esse paredão, passar por aquela porta, eu passei de cabeça erguida, muito feliz com tudo o que aconteceu. Na verdade, isso só me enalteceu e acho que pôde servir como um trampolim para a minha vida aqui fora. Pensa só: se eu não saísse nesse paredão, eu ia perder o carnaval na Beija-Flor, meu povo. Olha que alegria, estou feliz demais! (risos)

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P.A, Douglas e Pedro Scooby chegaram a propor a você e a Jessi de tentarem jogar juntos, mas vocês não toparam. Se arrepende dessa decisão? 

Sendo bem franca, eu não me arrependo. Fico um pouco triste pelo D.G., que era uma pessoa muito especial para mim ali dentro. Eu tenho, no meu coração, um carinho imenso por ele. Fico chateada por ele, apenas. Realmente houve essa proposta e teve algumas jogadas que eu fiz com eles, mas a Jessi não foi junto. Eu fiz o que eu acreditava ser certo naquele momento, segui totalmente o meu coração. Nas jogadas que eu fiz junto com eles e nas que eu fui contra, fui pelo meu coração. Quando eu votei no D.G., eu deixei claro que não era por rivalidade, mas por autoproteção, porque eu estava com muito medo de ir àquele paredão e sair naquele momento. Depois eu expus isso para ele, pedi até desculpas porque me senti super mal. Mas acontece…

Você, Lina e Jessilane tinham personalidades bem diferentes. O que unia vocês três? 

Inicialmente, o que uniu a gente foi ‘o que restou’. A gente brincava muito com isso: ‘a gente foi o que sobrou, então o que sobrou tem que se unir para tentar sobreviver’. Mas, desde o início, mesmo sendo o que sobrou e querendo conversar sobre o jogo, as nossas opiniões eram muito divergentes, então a gente não conseguia fazer essa movimentação. Cada uma ia mais pelo seu coração. Só que chegou em um momento do jogo em que a gente viu que isso era muito importante. Falamos: ‘Gente, estamos ficando para trás, vamos acabar saindo. Precisamos acordar!’. Foi quando a gente começou a jogar mais junto, ser mais estratégicas. Foi pela vontade de sobreviver no jogo e, depois, pela paixão de falar: ‘somos diferentes, sim; temos divergências, sim. Mas eu amo você e quero fazer dar certo’. E quando a gente quer fazer dar certo, não vão ser as dificuldades ou os pensamentos diferentes que vão nos separar. A gente falava: ‘Eu te aceito da forma que tu é, te respeito, te amo assim. Vamos bater de frente, mas vamos fazer esse trem andar’. Fiquei muito feliz com essa nossa paixão, vontade e garra de não só sobreviver, mas de buscar fazer dar certo.

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Como a volta do Arthur no paredão falso interferiu no seu jogo?

Interferiu diretamente porque eu sempre vi o Arthur como uma pessoa muito bacana dentro do jogo, muito estrategista. Ele realmente sabe para que ele entrou no BBB. E eu não entrei no BBB só pelo jogo; acredito que o jogo é construído pelas relações também. Analisando o perfil do Arthur, eu vejo que ele é um jogador totalmente estrategista e que ele não está ali para criar relações, desde o início deixou isso muito claro, que o jogo dele era sozinho, com o público, etc. Isso me afetou diretamente porque eu pensava que a gente tinha que conseguir chegar à final e é um risco muito grande ter um jogador forte ali dentro. Quando ele saiu, não tem como negar que eu fiquei muito feliz, fiz festa. Vi aquilo como a oportunidade de chegarmos à final, pensei que o povo amava a gente. Quando ele voltou, foi um banho de água gelada. Fiquei muito triste e falei: ‘Ah, Meu Deus, e agora? Será que a gente não vai conseguir chegar nessa final? Nem estar no Top 5? O que será que o povo está pensando da gente?’ Então, gerou várias inseguranças e incertezas. Isso nos afetou diretamente, não porque eu tenho uma rivalidade com ele ou porque não gosto do Arthur e tive algum atrito com ele. Nada disso, até porque a gente não teve atrito nenhum dentro da casa. Mas realmente por considera-lo um jogador forte, com potencial dentro do jogo.

O fato de não ganhar nenhuma prova no BBB te desanimou ou você seguiu com esperança por uma conquista? 

Me deixou bem desanimada, sim. Teve um momento em que perceberam que eu fiquei tristinha, choramingando, falando: ‘Deus, eu não estou aguentando mais isso. Me ajuda!’. Eu falei até brincando com a Jessi esses dias que a gente estava passando por aquela provação, mas que tinha um porquê: ‘Se eu sair, Deus vai me abençoar de alguma forma, porque aqui é só provação. A gente não ganha uma!’. Até no momento de pegar um canudo no jogo da discórdia, com um tanto de consequência boa, a gente pega os piores. Mas nos momentos em que eu ficava desanimada ou triste, eu sempre lembrava que se a peteca cair no meio do mato, ou desaparecer, eu ainda vou manter ela no ar, com a peteca imaginária (risos). Ou então vou criar outra peteca para mandar para o alto. Não posso deixar nada me abalar. E tentava manter a cabeça erguida, mas confesso que, nas últimas semanas, o peso de pensar em sair sem ter ganhado uma prova foi muito perturbador. Mas volto a dizer: tudo acontece da forma como tem que acontecer. Glorifico muito a Deus por tudo o que eu vivi. Infelizmente não tive o gostinho da liderança, mas tive oportunidade de vivenciar isso ao lado da Lina, do Lucas, que são pessoas que eu amo muito, admirava ali dentro e admiro mais ainda aqui fora. Só de poder vivenciar isso ao lado deles, eu me senti muito realizada.

Se pudesse eleger os melhores momentos da sua trajetória e os mais difíceis, quais seriam?

A minha entrada, com certeza, porque foi algo que eu não imaginava que iria acontecer. A minha amizade com Lina e Jessi; a época em que Naiara ainda estava lá… Mas, para ser sincera, eu não consigo eleger só um momento ou os melhores. Para mim, tudo foi muito bom, até as baixas. Até nos momentos em que eu estava mais triste e chateada, em que eu tinha errado, foram situações de aprendizado. Eu acredito que nada pode ser desvalorizado na minha participação. Tudo eu vou carregar para a minha vida, no meu coração, sabendo que acertando e errando, tendo vitórias e conquistas ou fragilidades e frustrações, foi sincero ao máximo e com a maior entrega. Foi o que eu podia fazer naquele momento. Todos para mim foram exclusivamente especiais.

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Para quem fica sua torcida agora? 

Não tem como negar: estou torcendo muito pela Jessi. D.G. também tem a minha torcida. Eli pelas coisas que a gente viveu, apesar de os últimos dias não terem sido muito agradáveis. Jessi e D.G. são pessoas que eu estou torcendo e vibrando com toda a minha alma. Brasil, ajuda a gente! (risos)

Aqui fora o público brincou que você seria a “Barbie Profissões” por já ter atuado em diversas funções antes de entrar programa. Quais são seus planos para daqui para frente? Pensa em seguir alguma carreira específica? 

Eu tenho muito planejamento para a minha vida, até daqui a 10 anos, confesso. Capricorniana nata, cheia de metas a cumprir. Tenho os meus sonhos de trabalhar com TV, atuar como atriz. Tenho vontade de fazer muitas coisas. Acredito que agora é o momento de centrar e pensar nas oportunidades de que vão chegar, nas portas que vão ser abertas, abraça-las e acolhe-las com todo o meu coração, assim como eu faço com tudo na minha vida, com bastante intensidade e viver esse momento da melhor forma. Não tem uma coisa que eu diga: ‘isso eu não quero fazer’. Quero muito atuar nas minhas redes sociais, na TV, como atriz ou apresentadora. Eu não sei o que me espera, mas para o que me espera eu já estou entregue, de peito aberto e muito grata, desde já! 

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