Movimento de egressos da USP garante inscrições na FUVEST para negros e indígenas

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#AmpliaUSP reúne voluntários para auxiliar estudantes a pagar a mais alta taxa de vestibular do país

O Movimento AMPLIA, organizado por jovens voluntários egressos da USP (Universidade de São Paulo), articula a ação #AmpliaUSP, com o intuito de auxiliar estudantes negros e indígenas no pagamento das incrições para o vestibular da FUVEST. A campanha que ocorre desde o dia 9 de outubro, visa nesse momento alcançar mais estudantes sem condições de arcar com o valor de R$ 182 para o pagamento da taxa. A meta é alcançar pelo menos 300 estudantes no estado de SP até o dia 23 de outubro, quando se encerram as inscrições. 

Para participar, os estudantes devem se cadastrar e enviar ao AMPLIA seu boleto, que será redirecionado para o pagamento por “madrinhas” e “padrinhos”, que se cadastram no mesmo formulário. Empresas também podem participar, como fez a marca de biscoitos Club Social, da Mondelez Brasil, que contribuiu com a doação de inscrições e divulgando a campanha nas redes sociais.

O movimento foi criado com o intuito de contribuir com o aumento na diversidade social e racial na Universidade de São Paulo, uma vez que de acordo com os dados da própria instituição, apenas 26% dos ingressantes nos cursos de graduação se autodeclararam pretos, pardos e indígenas em 2020. Embora a Universidade venha apresentando melhora neste índice nos últimos anos, principalmente após a adoção da política de cotas, ainda se observa um grande desequilíbrio quando comparado aos 37,5% da população do Estado de São Paulo que se identifica como PPI, de acordo com o IBGE. Parte desta questão é consequência do custo da inscrição no vestibular, o mais caro do país, que se torna uma barreira para acessar a Universidade. 

O Movimento començou a se articular em junho quando ocorreram as manifestações antirracistas, e deu início à primeira campanha, com ação similar para garantir o acesso às inscrições do ENEM e que teve 100% de resultado. Ao todo, os “padrinhos” e “madrinhas”, pagaram efetivamente R$ 10 mil em boletos, auxiliando todos os alunos que enviaram boletos ao movimento. 

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