Morre a atriz Clodd Dias, de “Manhãs de Setembro” e “As Five”

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Morre a atriz Clodd Dias, de “Manhãs de Setembro” e “As Five”
Foto: Ale Catan

A atriz Clodd Dias morreu aos 49 anos nesta quarta-feira (6). Conhecida por trabalhos em produções como “Manhãs de Setembro” e “As Five”, a artista teve a morte confirmada pelo diretor artístico Ruy Cortez. A causa do falecimento não foi informada.

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“Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa, mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país, que não valoriza seus artistas, pior os maltrata com absoluto desinteresse”, lamentou o diretor. “Clodd sempre lutou por condições de dignidade para si. Triste quando constatamos que mais uma vez falhamos”, completou.

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Ruy também destacou o talento e a intensidade da atriz. “Clodd era uma artista visceral. Uma artista nata. Desde de o tempo da escola, quando ela fez um Firs imesquecível, Clodd era tida como um talento nato, absoluto. Que os deuses a acolham, recebam em puro amor”, escreveu.

Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento da atriz.

Relembre a carreira da artista

Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd começou a atuar aos 14 anos. Em 2001, formou-se no Centro de Artes Célia Helena e, ao longo da carreira, acumulou experiências em diferentes linguagens artísticas.

Mulher trans negra, a atriz defendia a ampliação da representatividade LGBTQIAPN+ e o reconhecimento de pessoas negras e trans nas artes cênicas. Sua atuação foi marcada pela presença em produções do teatro, do cinema e do streaming.

Clodd ganhou destaque ao interpretar Roberta na série “Manhãs de Setembro”, do Prime Video, ao lado de Liniker. O trabalho contribuiu para consolidar sua trajetória no audiovisual, que também inclui as séries “Ayô” (2025) e “Notícias Populares” (2022).

No cinema, participou dos filmes “Rodeio Rock” (2023), “O Clube das Mulheres de Negócios” (2022) e “Dois Mais Dois” (2021). No teatro, esteve em montagens como “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo”, “A Mulher que Digita”, “Esperando Godot e Negrinha”.

Em 2026, integrou o elenco do espetáculo “O céu fora daquela janela”, apresentado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Sua trajetória foi reconhecida com o Prêmio Arcanjo de Cultura, além de outras homenagens.

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