Há um ano, no dia 24 de janeiro de 2022, o imigrante congolês Moïse Kabagambe Mugenyi, de 25 anos, foi brutalmente assassinado em uma sequência de socos, chutes e pauladas por três homens em um quiosque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, depois que ele cobrou dois dias de pagamento atrasado do patrão.

A família da vítima marcou um ato para hoje, em frente ao quiosque que ocorreu o crime para pedir justiça, além de ter sido rezado uma missa em memória a ele. Os três acusados estão presos desde 22 de fevereiro, mas ainda aguardam decisão da Justiça para saber se vão a júri popular ou não. 

“Não temos informação de quando será o julgamento, de como está o andamento do processo”, disse Francys Amouri, primo de Moïse, para o jornal Folha de São Paulo.

Os advogados dos réus Alesson Cristiano de Oliveira Fonseca e Fábio Pirineus da Silva renunciaram ao caso no fim do ano passado e agora estão com defensores públicos. Mas as defesas ainda não foram personalizadas. Em outubro, o defensor de Brendon Alexander Luz da Silva pediu o desmembramento do processo alegando que o réu não participou ativamente das agressões. A Justiça não aceitou o pedido. 

“As pessoas estão esquecendo do meu irmão. Queremos Justiça! Minha mãe sofre muito! Ela nem consegue ficar no quiosque (depois da morte de Moïse, uma família ganhou um quiosque em Madureira para vender comidas típicas do Congo). Tudo lembra o Moïse”, — contou Djojo Baraka, irmão da vítima, ao jornal O Globo.

Observatório Moïse Kabagambe

Nesta segunda-feira (24), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, realizou uma solenidade em homenagem ao Moïse Kabagambe e lançou o “Programa de Atenção e Aceleração de Políticas de Refúgio para Pessoas Afrodescendentes”, além da implementação do Observatório Moïse Kabagambe – Observatório da Violência contra Refugiados.

“Ao lançar um programa focado em políticas de atenção ao refúgio para pessoas afrodescendentes, sabemos que temos grandes desafios estruturais na sociedade brasileira. Quando desenvolvemos políticas para migrantes refugiados, desenvolvemos políticas para toda a população”, afirmou a presidenta do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Sheila de Carvalho.

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