Maitê Lourenço, da BlackRocks é a primeira pessoa negra (sozinha) na capa da Exame

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A executiva Maitê Loureço, capa da Exame (Foto: Germano Lüders/Exame)

A revista Exame dedicou sua última edição aos esforços das mulheres em tempos de pandemia do coronavírus, reforçando a importância da força feminina nos cargos de liderança.

Tão importante quanto a reportagem “Mulheres Contra Crise” foi o fato da publicação ter escolhido Maitê Lourenço , uma mulher negra retinta como capa. É a primeira vez que uma negra aparece sozinha com esse destaque na revista nos 52 anos da publicação.

Maitê é CEO do Black Rocks Startups , uma iniciativa que tem o objetivo incentivar a população negra a acessar o ecossistema de startups, inovação e tecnologia.

A aceleradora  ganhou muitos prêmios como Startup Awards, categoria Impacto Social, prêmio Veja-se da Revista Veja, categoria diversidade e premiada pelo departamento de Responsabilidade Social e Caldeirão do Huck da TV Globo no Especial Inspiração.

Maitê foi uma das mulheres inspiradoras da Think Olga em 2017 e speaker do TEDx João Pessoa e EuroLeads – Paris, França e recentemente fez International Visitor Leadership Program (IVLP) promovido pelo Consulado Americano.

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Sou a PRIMEIRA PESSOA NEGRA a estar sozinha na capa da revista @exame. São 52 anos e nenhum dos colaboradores questionados da revista se lembram de haver alguma capa antes estampada por uma pessoa negra. No site constam imagens de capas até o ano de 2011, na busca pela internet não há informação. Talvez estejamos falando de uma capa histórica que carrega consigo um incômodo meu que na primeira vez que falei em público sobre o @blackrocksstartups , levei uma capa da Exame (coincidência) para fazer uma crítica ao universo das startups, durante meu TEDx também mostro uma imagem similar, provocando o público para a mesma reflexão. Eu quero realmente que possamos mudar as capas e as atitudes, com cada vez mais pessoas negras em posições de destaque. Posição esta que é inegável, estamos as vésperas de fazer história, criando um festival de inovação e tecnologia com mais de 98% dos palestrantes negros, o Arena BlackRocks, onde se diz que não existem pessoas negras qualificadas para ocuparem tal protagonismo, a gente quebra mais um mito. Fora outros diversos que um a um a gente vem deixando pra trás. Esta capa não determina aonde chegamos, ela apenas mostra que a gente não tem limites. Obrigada @marinamf__ pela dedicação, foram meses da entrevista até a publicação pra que pudéssemos ter ótimas reflexões sobre a importância das mulheres neste momento.

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Sobre a importância de uma capa como essa para sua carreira, Maitê divide a conquista com a comunidade negra.

“Essa capa tem um eixo muito importante na vida de qualquer pessoa, que é se ver representado e dizer que alguém parecido com você está na capa da revista afirmando que você também pode estar”, comemora e executiva.

No aspecto do impacto da capa em sua carreira Maitê fala sobre ocupação de espaços. “É uma reafirmação de que é importante ocupar o espaço onde eu estou. São duas coisas. Uma é a importância pessoal de poder representar eu e o meu grupo e a outra é a importância do trabalho e da esfera de resultados do que vem acontecendo”, finalizou Maitê.  

Luana Genot e Rachel Maia são outros nomes representando a comunidade negra na reportagem.

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