Participando de uma recente entrevista dentro do programa norte-americano The Daily Show, a cantora e atriz Janelle Monáe foi sincera ao declarar um novo aspecto em sua vida. Cantora revelou para Travis Noah que a pandemia a forçou a entrar dentro de si mesma e a refletir o que ela estava fazendo no mundo. “Eu sou maravilhosa, demorou um pouco para poder dizer isso. Eu não preciso provar mais nada a ninguém”, contou a cantora. “Houve um tempo em que eu não estava acreditando em mim mesma, eu estava ajudando outras pessoas, mas precisava de ajuda. Eu acho que a pandemia nos forçou a olhar para nosso interior e nos forçou a pensar ‘o que estou fazendo?’. Deveríamos estar vivendo nossas melhores experiências… No início da minha carreira eu tinha muita coisa para provar, eu era muito séria, tinha que provar que conseguia fazer tal tipo de música, mas agora, quero viver o melhor de mim, estou relaxando”.

As questões de identidade, memória, autodescoberta e a luta que Janelle contou em entrevista para Travis Noah se fazem presente em seu novo livro ‘The Memory Librarian’. O projeto literário funciona como uma extensão de seu aclamado álbum de estúdio Dirty Computer, lançado em 2018. No livro de ficção as memórias das pessoas – uma chave para autoexpressão e autocompreensão – podem ser controladas ou apagadas por outros indivíduos cada vez mais poderosos.

Capa norte-americana do livro ‘The Memory Librarian’. Foto: Divulgação / Amazon.

Desde o lançamento de seu primeiro EP, ‘Metropolis’, até a introdução de seu álbum ‘Dirty Computer’, Monáe construiu um mundo que desafia memórias, explora identidade e navega na tecnologia. ‘The Memory Librarian’, que ainda não possui data de lançamento no Brasil, é uma culminação de narrativas e imagens afro futuristas que se concentram no desejo de liberdade de Jane 57821, personagem criada pela cantora.

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