Insegurança e inferioridade: Você consegue reconhecer suas potências?

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Foto: Hian Oliveira

Estamos em um novo ano e é comum refletirmos sobre o que queremos para o ano e quais são nossas metas e objetivos, mas o que quase nunca paramos para pensar é sobre nossas potências, ou aquilo que temos de melhor. Espinosa falava das potências como sendo aquilo que nos move e nos afeta.

Um dos efeitos do racismo é o sentimento de inferioridade, algo que é muito comum no relato de pessoas negras. Esse sentimento de inferioridade faz com que não vejamos aquilo que temos de melhor e nossas qualidades. A comparação com o outro também é algo que pesa e nos faz questionar nossas fraquezas e potências. Como dizem, o endereço mais difícil do mundo é o lugar do outro.

Geralmente costumamos olhar para nossas fraquezas ou aquilo que precisamos melhorar, mas não nos damos conta de que não olhamos para aquilo que temos de melhor.

Conseguir identificar nossas potências não é algo fácil e muito menos rápido. É um processo longo de autodescoberta e muita reflexão, Sócrates dizia “Conhece-te a ti mesmo” e esse exercício de autoconhecimento nos faz ficar mais fortes e donos de nós mesmos.

Nesse ano novo que se inicia é importante pararmos para refletir sobre aquilo que somos e aquilo que conseguimos fazer de melhor. Em que somos bons, no que nos destacamos e como podemos reconhecer e aperfeiçoar essas potências que temos. A psicoterapia é uma grande aliada nesse processo de autoconhecimento e reconhecimento das nossas potências.

Você já se questionou sobre quais são suas potências?
Sobre o autor:  Gabriel Basilio é negro, tem 21 anos, é morador da periferia do Grajaú em São Paulo,  estudante de psicologia na FMU/SP sendo bolsista pelo ProUni. Estuda as relações raciais e como o racismo afeta a população negra. É administrador da página  Psicologia Contra o Racismo, no Instagram.  Participa das reuniões abertas do núcleo de psicologia e relações étnicorraciais do CRP-SP.

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