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Festival Gastronomia Preta celebra a cultura afro-brasileira com shows, feira gastronômica e debates no CCBB Rio

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Foto: Divulgação / Chefs Maristella Sodré e Francis Tavares

Entre os dias 7 e 9 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro volta a ser palco do Festival Gastronomia Preta, encontro que celebra a cultura, a gastronomia e o protagonismo negro no Rio de Janeiro. Em sua terceira edição, o evento gratuito ocupará a área externa do CCBB e a Praça da Pira, reunindo 34 estandes de empreendedores, Cozinha Show com chefs nacionais e internacionais, ciclos de debates e apresentações musicais de artistas como Olodum, Arlindinho, Teresa Cristina, Grupo Arruda e a bateria da G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense.

O festival também promove o Prêmio Gastronomia Preta, que reconhece profissionais pretos em 25 categorias, incluindo chefs, merendeiros, gestores, subchefs, sommeliers e auxiliares, reforçando o compromisso do evento com visibilidade, valorização e inclusão na cadeia gastronômica. A iniciativa integra a programação do Mês da Consciência Negra e foi destacada no Guia do Afroturismo Brasileiro, lançado em 2025, reafirmando seu protagonismo cultural e relevância para o calendário da cidade.

Com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Banco do Brasil, o festival oferece também o Ciclo de Debates, com temas como identidade cultural, racismo, empreendedorismo, inclusão no mercado de trabalho e políticas públicas. Idealizado por Breno Cruz, professor e pesquisador da UFRJ, o evento é resultado de anos de trabalho voltados para fortalecer a gastronomia afro-brasileira e projetar a cultura preta nacional no cenário internacional, sendo atualmente uma referência de inovação, representatividade e celebração da cultura negra no Brasil.

Serviço:
Datas: 7 a 9 de novembro de 2025
Horários: sexta (7) das 18h às 23h | sábado e domingo das 12h às 23h
Local: CCBB Rio – Rua Primeiro de Março, 66, Centro, RJ
Entrada gratuita | Classificação livre

Cinco livros infantis para ensinar identidade e cultura negra

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Crianças lendo na biblioteca do Instituto Pró-Saber SP | Foto: Nego Júnior

Em sintonia com o mês da Consciência Negra, o Instituto Pró-Saber SP destaca cinco obras infantojuvenis que abordam ancestralidade, autoestima e cultura negra, oferecendo às crianças histórias que fortalecem a identidade e celebram a diversidade. Desde 2019, a biblioteca do instituto em Paraisópolis mantém mais de 27 mil livros gratuitos, incluindo obras de autores e autoras negras e indígenas, promovendo uma educação plural e respeitosa.

Entre os títulos selecionados estão:

  • “O Caderno sem rimas de Maria” – Lázaro Ramos: Uma viagem pelo universo imaginativo da infância, inspirada na própria filha do autor, explorando sentimentos e descobertas.
  • “Amoras” – Emicida: Inspirado em sua música, o livro conecta crianças à ancestralidade e autoestima, mostrando a riqueza da cultura negra de forma poética.
  • “A Mãe que Voava” – Caroline Carvalho: Aborda a visão de uma criança diante do esforço diário da mãe, mostrando amor, cuidado e heroísmo no cotidiano.
  • “Omo-Oba: Histórias de Princesas” – Kiusam de Oliveira: Reúne narrativas de orixás femininas e princesas, ensinando ancestralidade e religiosidade de matrizes africanas de forma lúdica.
  • “De passinho em passinho: Um livro para dançar e sonhar” – Otávio Junior: Celebra a cultura do passinho e da dança urbana, conectando movimentos como funk, capoeira e samba à identidade e representatividade.

Segundo Angela Bueno, coordenadora do Comitê de Educação das Relações Étnico-Raciais do Pró-Saber SP, garantir o acesso a narrativas que valorizem a identidade e a ancestralidade negra é um ato de cuidado e de reparação histórica. A iniciativa reforça o papel da literatura como ferramenta de formação e empoderamento das crianças, mostrando que ler histórias diversas não é apenas educativo, mas também transformador, moldando o imaginário coletivo e inspirando uma sociedade mais justa e plural.

Paulo Rufino lidera Conferência 6G Briefing sobre tecnologia, diversidade e sustentabilidade

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Foto: divulgação

O Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) será palco da segunda edição da Conferência Internacional 6G Briefing, nos dias 4 e 5 de novembro de 2025, reunindo líderes globais para debater tecnologias que moldarão a sociedade além de 2030. O cientista e engenheiro Paulo Rufino preside o evento, que terá como tema central “Sustentando o Planeta por meio das Tecnologias da Próxima Geração”.

Com mais de 30 palestrantes nacionais e internacionais, a conferência abordará sustentabilidade digital, o futuro da conectividade celular com foco na 6G, cibersegurança, inteligência artificial, computação quântica e outras inovações. Entre os participantes estão Ellen de Lima, Pró-Reitora da Unifesp, que discutirá diversidade e inclusão na educação em STEM; Sergio All, CEO da Conta Black; e Thiago Lima Nicodemo, diretor do Arquivo do Estado de São Paulo, com a palestra “Aplicando IA para a Justiça Histórica: Luiz Gama, Manuscritos e a Reconstrução da Memória Afro-Brasileira”.

O evento também contará com tradução simultânea para painelistas estrangeiros e será apoiado por organizações como ONU/UIT, CTIF Global Capsule Foundation, ABINC, ABES, BRASSCOM, ONE6G, WWRF e SET. Voltado para executivos, cientistas, formuladores de políticas e pesquisadores, o 6G Briefing oferece palestras, mesas-redondas, rodadas de negócios e uma sessão especial em comemoração aos 100 anos da Mecânica Quântica, consolidando-se como um espaço de inovação e oportunidades para a integração entre pesquisa científica, tecnologia e políticas públicas.

Serviço:
Conferência Internacional 6G Briefing
Tema: “Sustentando o Planeta por meio das Tecnologias da Próxima Geração”
Data: 4 e 5 de novembro de 2025
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), Jardins – São Paulo
Ingressos: ticket.pedido.one
Site oficial: www.6gbriefing.com
Descontos especiais para estudantes e pacotes corporativos disponíveis

Érico Brás expande Ó, Paí, Ó para a orla de Salvador com gastronomia afro-brasileira, arte e música ao vivo

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Após consolidar o sucesso do Ó, Paí, Ó no Pelourinho, o ator Érico Brás expande seu projeto gastronômico para a nova Orla de Pituaçu, entre a Boca do Rio e Patamares. A inauguração do quiosque moderno, marcada para o dia 15 de novembro, traz uma proposta que une gastronomia, arte e música ao vivo, mantendo o mesmo espírito que transformou o restaurante original em referência cultural e culinária em Salvador.

Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Érico comenta sobre a expansão: “Acho que tudo que a gente faz que é sucesso tem a necessidade de expandir”. Ele ressalta que o restaurante preserva a culinária afro-brasileira de terreiro, com pratos como vatapá, caruru, xinxim e moquecas de todos os estilos. “A nossa culinária é coisa de cinema. É sofisticada, mas não pesada. É comida de dendê que você sente, que junta família e amigos”, acrescenta.

Inspirado por uma viagem a Nova York, onde visitou um espaço no Harlem que mesclava música, arte e gastronomia, Érico incorporou essa visão ao Ó, Paí, Ó: um ambiente coletivo e cultural. O novo quiosque contará com palco em homenagem a Nelson Rufino, reforçando a experiência musical e artística. Segundo o ator, “Tudo aquilo que vi em Nova York está ligado à arte: música, artes plásticas, teatro. A culinária é um pilar, mas não o único. Aqui todo mundo come e aprecia a música baiana, sente a energia do lugar”.

Hiphop Workout Collective chega à 14ª edição unindo treino funcional e hip-hop na consciência negra

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O Hiphop Workout Collective (@hhwc.br) realiza no dia 16 de novembro, das 8h30 às 11h30, no Quintal do Espeto Santana (SP), a 14ª edição do evento, celebrando o Mês da Consciência Negra com uma proposta que ultrapassa o exercício físico. O coletivo transforma o treino funcional em um espaço de afirmação, autocuidado e pertencimento, conectando corpo, ritmo e ancestralidade por meio do hip-hop.

Criado para fortalecer a presença da cultura negra nos espaços urbanos, o Hiphop Workout Collective é mais do que um evento esportivo — é um encontro de expressões corporais e narrativas pretas, onde o movimento se torna linguagem e o treino vira resistência. Nesta edição, o público vivencia três horas de treino ritmado, com DJ, sorteios, mimos e espaço para networking, em uma celebração que reflete sobre saúde, comunidade e representatividade.

Pensando na coletividade como eixo central, o evento também contará com espaço kids, garantindo que crianças e jovens participem de forma segura e divertida, reforçando a importância de vivenciar a cultura negra desde cedo. O HHWC tem se consolidado como um movimento de bem-estar e empoderamento que inspira novas formas de ocupar o corpo e a cidade — ao som e na vibração do hip-hop.

HHWC – 14ª edição: Consciência Negra by Avon
16 de novembro, das 8h30 às 11h30
Quintal do Espeto Santana – São Paulo (SP)
Inscrições limitadas: sympla.com.br/evento/hhwc-14-edicao-consciencia-negra-by-avon/3180325

Executiva de Gana é eleita a pessoa negra mais influente do Reino Unido; um grito da excelência global e o espelho para o Brasil

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Foto: Sane Seven

A recente consagração da ganense Afua Kyei, CFO do Bank of England, como a pessoa negra mais influente do Reino Unido em 2026, sinaliza um marco de redefinição de poder na alta finança mundial. A profissional comanda a responsabilidade pela governança financeira de um balanço de £1 trilhão, refletindo o alto nível de impacto e a confiança depositada em sua expertise.

Esses cases de sucesso não são isolados, mas parte de uma constelação de mulheres negras africanas que atuam em posições C-Level e de alto impacto global.

O comando exercido por essas líderes transcende fronteiras e setores, comprovando a excelência e a capacidade de gerir grandes organizações:

  • Ngozi Okonjo-Iweala: Primeira mulher e primeira africana a ser Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Sua carreira inclui ter sido Ministra das Finanças da Nigéria e Diretora-Geral de Operações no Banco Mundial.
  • Maryam Abisola: CFO da Microsoft África, liderando a estratégia financeira em um dos mercados de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, após passagens por Coca-Cola e Pernod Ricard.
  • Lillian Barnard: Profissional de destaque na Microsoft, presidiu a unidade da África do Sul e atuou como Presidente da Microsoft África, e atualmente lidera a área de Enterprise Partner Solutions para o Oriente Médio e África.
  • Nunu Ntshingila: Por sete anos, atuou como Managing Director da Meta (antiga Facebook) para a África, sendo pioneira na construção da presença comercial da gigante de tecnologia no continente.
  • Aida Diarra: Liderou as operações regionais da Western Union e, mais recentemente, tem sido fundamental na expansão de pagamentos digitais na África como Vice-Presidente da Visa.
  • Ireti Samuel-Ogbu: Comandou as operações do Citibank Nigéria e Gana por quatro anos como Managing Director, uma carreira de destaque em um dos maiores bancos de investimento do mundo.

Seus nomes nestas posições simbolizam algo óbvio: mulheres negras estão prontas para assumir o comando das rédeas financeiras de sistemas de alto impacto, assim como outras cadeiras de alta liderança, competindo e vencendo em escala global.

Diante destes cases, o Brasil é convidado a confrontar a sua própria realidade, revelada por levantamentos recentes no Valor Econômico:

  • 80% dos Chief Financial Officers (CFOs) são homens.
  • 88% dos CFOs são brancos.
  • A presença de mulheres negras nessas posições é inferior a 1%, apesar de serem o maior grupo demográfico do Brasil, representando 28,5% da população.

Esta discrepância é um grito de alarme estrutural. Não se trata apenas de estatísticas; trata-se de um “teto de vidro” espesso, que barra a visibilidade e o crucial merecido acesso para carreiras de mulheres negras. A mulher negra brasileira possui uma expertise intrínseca em resiliência, adaptabilidade e gestão de crise, competências que são citadas como essenciais para a liderança corporativa moderna. No entanto, ela segue enfrentando um sistema que, por inércia ou intencional recusa, não enxerga, aceita ou investe em seu potencial.

O que Afua Kyei e o rol de líderes africanas demonstram é que o talento existe em abundância; o que falta no Brasil são as pontes estruturadas. É nesse contexto que iniciativas como o Instituto Conselheira 101 (C101) se tornam fundamentais e transformadoras, atuando como um catalisador para que mulheres negras e indígenas alcancem cadeiras em comitês e conselhos de administração.

A cada executiva negra que ocupa uma cadeira estratégica, não apenas se estabelece um precedente; reorganizam-se as possibilidades para as novas gerações. A presença delas legitima a ambição e prova que competência e pluralidade são forças complementares que geram inovação e governança mais robusta.

O desafio brasileiro, hoje, não é mais de provar competência, ela já está dada e constatada em trajetórias internacionais e nacionais. É de construir redes de influência e abrir as portas dos conselhos e das cadeiras de alta liderança para refletir a verdadeira potência do maior grupo demográfico do país.

MORTE: uma lógica de continuidade, gratidão e saudade

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Texto: Rodrigo França

Na tessitura de histórias que atravessam mares e continentes, encontro-me confortável em dizer que a morte não significa “fim” — pelo menos não no universo de sentido de quem caminha sob a luz de Candomblé e do Ifá, via das tradições de Yorubá. Aqui, a partida reverbera como passagem, como traço contínuo entre quem parte e quem permanece, entre o visível e o invisível, entre o alimento servido à mesa e o sussurro ancestral que se faz memória.

Na lógica ocidental-colonial, frequentemente a morte é enredo de medo, de vazio, de ausência absoluta. Há separação radical, término irreversível. A saudade, quando aparece, muitas vezes carrega amor misturado a desamparo. Quero propor outra narrativa: a morte vista como mobilização de socialidade, como gratidão expandida, como círculo que se fecha e reabre em outro plano — sem hierarquia entre “viver” e “morrer”, mas com deslocamento de forma e presença. E não é sobre religiosidade e sim cultura.

As tradições Yorubá ensinam que a trajetória humana é marcada pela vida, a morte e o renascimento habitam em uma trama contínua. Quando alguém parte em paz — no sentido de “cumpriu sua missão”, de “voltou para a origem”, de “torna-se ancestral” — celebra-se a passagem, honra-se o nome e abre-se o espaço de conexão entre vivos e mortos.

Na prática de meu encontro pessoal com essa tradição, descubro que a saudade amadurece no alimento. Toda vez que preparo, sirvo e como o prato predileto de meu pai ou de minha avó, sinto que estamos juntos novamente. A comida se torna ponte. O calor do azeite, o cheiro da folha, o fogo que cozinha, tudo isso não só rememora, mas comunica. Ele está ali em mim, nela em mim, no tempo que não é mais cronológico, mas existencial. A saudade não pesa; ela celebra. A morte não anula; ela transforma e convida ao ciclo.

Essa lógica de continuidade rejeita o silenciamento da morte. Não é sobre esconder o que se foi, mas sobre integrar o que se foi. Sobre saber que o desaparecimento físico não encerra o laço social. Os ancestrais, nas práticas Yorubá, continuam atuantes, protetores, conselheiros. A morte torna-se uma outra presença.

E num mundo que insiste em adotar a finitude como derrota, a gratidão emerge como ferramenta política e espiritual. Ser grato àquele que partiu, pela lição, pelo afeto, pela semente deixada, é reconhecer que a tradição não está morta, que a herança vive, que somos redes. Tenho aprendido que agradecer à ancestralidade, ao chão de onde viemos, é também declarar que nosso projeto de futuro se sustenta nessa continuidade.

Quando digo “gratidão à vida do que se foi”, recuso o esquecimento, a repressão da dor, o lamento como estagnação. Em vez disso, acolho a saudade como reverência, e dessa reverência brota uma potência: a certeza de que não estamos sozinhos, que somos compostos, que somos filhos e filhas de múltiplas partidas e chegadas.

Talvez seja preciso ressignificar o termo “luto”. No nosso contexto, abraçar o luto como se fosse somente dor pode limitar o sentido amplo que a passagem revela. O que vivencio e desejo compartilhar é um luto que dança com a celebração; que se curva à memória e ao alimento; que não fecha em tristeza, mas abraça o mistério da transformação.

Assim, na lógica que nos habita, não ocidental, não colonial, a morte revela-se como elo. Como devolução ao grande fluir, como reentrada no concerto dos ancestrais, como convite para olhar a vida com outra lente: a da continuidade, da reverência, do alimento, da saudade que nutre.

Quando eu cozinhar e comer o prato de meu pai, ele estará lá. Quando eu cantar e tocar a “nossa música”, minha avó caminhará à beira do som. Não porque regresse no corpo, mas porque permanece no sentido. E eu agradeço. Agradeço todos os dias. Agradeço o que foi, o que é e o que virá.

E que essa gratidão ressoe como novo paradigma de convivência; entre vivos, entre os que se foram, entre as gerações que insistem em existir para além da lógica da dor isolada. Pois, como diz uma das sabedorias Yorubá: “A pessoa que tem bom nome vive mais do que as montanhas.”

Museu do Ipiranga exibe ‘Todos os Mortos’ com debate sobre racismo e história; sessão gratuita

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Foto: divulgação

No mês da Consciência Negra, o Museu do Ipiranga promove a segunda edição do Cinema no Museu com a exibição do filme Todos os Mortos (2020), seguida de um bate-papo com o diretor Caetano Gotardo, o músico e etnomusicólogo Salloma Salomão, responsável pela trilha sonora, e David Ribeiro, docente do Museu, que mediará o debate. A sessão acontece em 8 de novembro, às 15h, com entrada gratuita; os ingressos devem ser retirados na bilheteria a partir das 14h. Recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição estarão disponíveis conforme demanda.

Premiado no Festival de Gramado e lançado no Festival de Berlim de 2020, Todos os Mortos reúne no elenco nomes como Thomas Aquino, Teca Pereira, Gilda Nomacce e Alaíde Costa. O filme narra as tensões entre duas famílias — uma branca e rica, outra formada por ex-escravizados, e propõe uma reflexão sobre as marcas da escravidão e a transformação social no Brasil, com foco na história da cidade de São Paulo.

Inaugurado em abril deste ano, o Cinema no Museu utiliza o cinema como ferramenta de reflexão sobre a sociedade brasileira, ampliando o diálogo com o público e estimulando novas leituras sobre o passado. Segundo David Ribeiro, “a escolha de Todos os Mortos reforça o compromisso do Museu em discutir, de forma sensível e crítica, as permanências e rupturas na sociedade brasileira”.

O diretor Caetano Gotardo, formado pela USP e com trabalhos premiados em Cannes, Berlim e Rotterdam, dirige longas como O que se move, Seus ossos e seus olhos e Todos os Mortos, além de séries para Canal Brasil e Globoplay. Salloma Salomão, mestre e doutor em História pela PUC-SP, tem trajetória dedicada à pesquisa e produção artística afro-brasileira e da diáspora africana, transitando entre música, artes cênicas e audiovisual, com atuação relevante em movimentos negros.

O evento reforça a missão do Museu do Ipiranga de promover encontros entre arte e história, oferecendo ao público oportunidade de reflexão crítica sobre questões centrais da sociedade brasileira por meio do cinema.

Serviço:
Cinema no Museu — 2ª edição
Exibição do filme Todos os Mortos e bate-papo com Caetano Gotardo e Salloma Salomão
Mediação de David Ribeiro
8 de novembro, às 15h
Auditório do Museu do Ipiranga — Rua dos Patriotas, 100
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada gratuita; retirada de ingressos na bilheteria a partir das 14h
Recursos de acessibilidade: Libras e audiodescrição, mediante disponibilidade
Mais informações: museudoipiranga.org.br

Idris Elba vive o presidente dos Estados Unidos em ‘A Casa de Dinamite’, filme top 1 global da Netflix

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Foto: © Red94

O ator britânico Idris Elba vive o presidente dos Estados Unidos, no novo filme da Netflix, que mergulha em uma crise global que se desenrola em Washington, D.C., quando um míssil não identificado é lançado contra o país. O longa, estreado há uma semana, rapidamente chamou a atenção do público, alcançou o Top 1 global e já ultrapassou 22 milhões de visualizações.

Dirigido pela vencedora do Oscar, Kathryn Bigelow e roterizado por Noah Oppenheim, a trama acompanha os 18 minutos entre o lançamento do míssil e sua possível detonação — contados sob diferentes perspectivas, de soldados de base até o presidente. Segundo a diretora, o longa é “um retrato do caos e da impotência dentro dos corredores do poder”, em uma narrativa que mistura política, tensão e humanidade.

A responsabilidade sobre a decisão em uma disputa nuclear recai sobre o presidente. “São os momentos humanos neste filme”, contou Idris Elba à Netflix. “Para o presidente, é um dia normal. Seus sapatos estão um pouco apertados. Sua esposa está viajando pelo Quênia. A primeira coisa na agenda é encontrar essas crianças jogando basquete em uma quadra”, completou sobre o inesperado da trama.

Se juntam ao elenco, os atores Gbenga Akinnagbe, Greta Lee, Rebecca Ferguson, Anthony Ramos, Jason Clarke, Malachi Beasley, Moses Ingram, entre outros.

Mesa São Paulo 2025: confira os chefs que estarão na maior edição gastronômica da América Latina

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De 30 de outubro a 1º de novembro, o Memorial da América Latina recebe o Mesa São Paulo 2025, o maior evento gastronômico da América Latina. Com o tema “Cozinha de amor sem fronteiras: a gastronomia necessária”, o encontro reúne chefs do Brasil e do mundo em uma programação que inclui aulas ao vivo, jantares exclusivos, debates, o congresso internacional Mesa Tendências e o festival Farofa do Brasil, com entrada gratuita.

Segundo Mariella Lazaretti, publisher da Prazeres da Mesa e diretora do Mundo Mesa, o evento reforça o papel da gastronomia como ponto de união em um mundo marcado por conflitos e deslocamentos. “Nada melhor do que a mesa para reunir as pessoas. Os chefs alimentam esse intercâmbio constante, que não faz distinção de etnia, religião ou ideologia”, afirma.

A edição de 2025 valoriza a presença de chefs negros que levam às cozinhas do evento saberes, memórias e ancestralidade.

A baiana Ieda de Matos apresenta a aula “Arroz de Hauçá: sabores da ancestralidade, ecos dos Malês e pontes para o amanhã”, no dia 31/10, às 17h05, com receita de bolinho de arroz nigeriano. No mesmo dia, Benê Souza ensina a preparar um arroz caldoso de frango na aula “Arrozes: a complexa arte de ser simples”, às 13h30.

A chef e empreendedora Elaine Moura, fundadora da Popcorn Gourmet, participa no dia 1º de novembro, às 15h, com o tema “Receita de Sucesso: Empreendedorismo feminino na gastronomia”, que inclui a degustação da pipoca sabor pamonha doce.

Também no dia 1º, Katia Barbosa ministra a aula “Maria Isabel, o arroz que fala do amor e da terra”, às 12h30, e a chef Danni Camilo participa de um debate sobre hospitalidade e diversidade ao lado de Katherina Cordás, Fabiana Horta e Marcia Cavalieri, às 16h20, no Mesa Tendências.

Entre os convidados internacionais estão o dinamarquês Rasmus Munk (Alchemist), eleito o melhor chef do mundo pelo The Best Chef Awards 2024; o colombiano Jeferson Smit (Afluente), destaque no 50 Best Discovery; o equatoriano Luis Maldonado (Tributo); a espanhola Vicky Sevilla (Arrels), a mulher mais jovem da Espanha a receber uma estrela Michelin; o italiano Dario Cecchini, e o português Miguel Peres, ativista da World Central Kitchen.

Entre os brasileiros confirmados, estão Manu Buffara, Onildo Rocha, Luana Sabino e Eduardo Ortiz, Tássia Magalhães, Renata Vanzetto, Telma Shimizu, Lucas Corazza, Morena Leite, Yasmin Yonashiro, Carole Crema e Elaine Moura, entre outros.

Mais que um evento, uma plataforma de conexões

Organizado por Mariella Lazaretti e Georges Schnyder, o núcleo Mundo Mesa realiza cerca de 20 eventos anuais e se tornou referência na promoção da gastronomia brasileira dentro e fora do país. O Mesa São Paulo reúne iniciativas como o Mesa Tendências, o Mesa Ao Vivo, os Jantares Magnos e o Farofa do Brasil, consolidando-se como um dos principais encontros culinários da América Latina.

Serviço – Mesa São Paulo 2025

Local: Memorial da América Latina — Av. Mario de Andrade, 664 (portão 13)
Estacionamento: portão 15
Quando: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2025, das 9h às 20h
Ingressos: www.mesasp.com.br

Mesa Ao Vivo (público geral)

  • 1 dia: R$ 230 (R$ 184 com 20% até 15/10)
  • 3 dias: R$ 690 (R$ 552 com 20% até 15/10)

Mesa Ao Vivo Especial* (estudantes, assinantes Prazeres da Mesa, Slow Food, Abrasel)

  • 1 dia: R$ 161 (R$ 128,80 com desconto)
  • 3 dias: R$ 483 (R$ 386,40 com desconto)

Mesa Tendências (público geral)

  • 1 dia: R$ 460 (R$ 368 com desconto)
  • 3 dias: R$ 1.380 (R$ 1.104 com desconto)

Mesa Tendências Especial*

  • 1 dia: R$ 322 (R$ 257,60 com desconto)
  • 3 dias: R$ 966 (R$ 772,80 com desconto)

Festival Farofa do Brasil: entrada franca.

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