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Camilla de Lucas continuou em apartamento simples após ficar milionária: “Medo de ostentar e ficar pobre de novo”

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Foto: Thiago Bruno

Camilla de Lucas, influenciadora e vice-campeã do BBB 21, revelou que mesmo tendo alcançado a estabilidade financeira e acumulado uma fortuna milionária, optou por permanecer no mesmo apartamento em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ), pelo medo da escassez. 

“Eu já tinha mais de R$ 5 milhões de reais e mesmo assim continuava morando no meu apartamento de R$ 1.400”, disse em entrevista ao programa “Só Até Aqui”, apresentado pelo ator Dan Mendes no YouTube.

O episódio foi gravado em formato descontraído, com um passeio de carro pelas ruas do Rio de Janeiro. Na conversa, Camilla relatou que só deixou a região onde cresceu após sentir segurança financeira para adquirir um imóvel próprio na Zona Oeste da capital fluminense. Hoje ela vive em uma linda mansão no bairro do Recreio dos Bandeirantes.

Camilla de Lucas e Dan Mendes (Foto: Divulgação)

“Graças a Deus e a muito trabalho, consegui fazer um pé de meia muito bem feito. Eu realmente acho que não aparento o quanto eu tenho de dinheiro, porque não preciso. Tenho medo de ser aquela pessoa que ostenta, comprar muita coisa e ficar pobre de novo”, afirmou.

Dan relembrou, durante a conversa, uma entrevista da atriz Taís Araújo ao jornal O Globo, na qual ela falava sobre o medo da escassez financeira. Camilla reagiu: “Estamos falando de um outro lugar de dinheiro, meu amor, do dinheiro de Taís Araújo, se ela tem medo da escassez, por que eu não vou ter?”.

Com um estilo de vida que evita excessos, Camilla afirma que viaja de cinco a seis vezes por ano e realiza campanhas publicitárias com marcas internacionais, como a Fenty Beauty, de Rihanna — com quem teve a oportunidade de se encontrar em duas ocasiões.

Segundo a influenciadora, o segredo da sua tranquilidade financeira está na organização. “Hoje estou com a minha vida tranquila, e qual é a minha estratégia, pra eu viver bem até os meus 70 anos? O padrão de vida que estou vivendo hoje funciona, e fará eu me manter até lá”, declarou.

O apresentador Dan Mendes ainda destacou sobre a instabilidade da carreira de influenciador digital. “Eles acham que a torneira vai ficar aberta e a gente não tem essa segurança”, afirmou.

Helio de La Peña critica condenação de Leo Lins: “um humorista nunca atira para matar”

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Foto: Ana Quintella e Reprodução

Após o Leo Lins ser condenado a 8 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por discurso de ódio e discriminação durante um show, em 2022, o humorista Helio de La Peña, saiu em defesa do colega de profissão, durante sua entrevista ao Estudio i, na GloboNews, nesta quarta-feira (4).

“Uma discussão que vem acontecendo bastante é o limite do humor, e eu até brinco no meu show falando que o limite do humor é quanto o humorista tem de grana para pagar um bom advogado”, diz Peña, um dos criadores do programa “Casseta & Planeta, Urgente!” (1992 – 2010), e integrante do coletivo de comediantes “Risadas Pretas Importam”

“Eu acho que talvez o stand-up seja uma arte muito nova no Brasil e as pessoas acabam não compreendendo que aquele sujeito que tá ali, por mais que ele esteja de cara limpa, ele tá fazendo um personagem, um personagem onde ele vai falar, muitas vezes faz piadas ácidas, às vezes piadas de humor negro, enfim, piadas que alguns grupos se sintam ofendidos, mas a intenção do cara é fazer rir. E no caso ali, você vê que tem uma plateia enorme que ele atinge esse objetivo, ele consegue fazer rir”, argumenta. 

“As pessoas que se sentem ofendidas, elas têm todo o direito de se manifestar contra, e no caso, até de processar. O que eu acho que não faz sentido é o Estado servir de babá para adultos para dizer, ‘olha, isso você pode ouvir, isso você não pode’. É aí que eu acho que a coisa não acontece”, explica o humorista. 

La Penã também afirma a Justiça é muita rápida para condenar um humorista, mas recordou o caso de uma mulher branca, nutricionista e ex-jogadora de vôlei, que chicoteou um motoboy negro na rua, indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de lesão corporal, injúria e perseguição, mas segue em liberdade. 

“Como é fácil, rápido e imediato você condenar um humorista que está fazendo um trabalho num palco e como é mais complicado você condenar uma pessoa que de fato praticou uma atitude de fato racista e, como no caso, que eu costumo mostrar da Sandra Mathias [Correia de Sá], que foi aquela mulher que chicoteou um motoboy negro na porta do seu prédio de São Conrado (RJ), e que não teve toda essa gritaria como está tendo em relação a uma piada, a um espetáculo de humor”, diz. 

“Eu não tô querendo dizer aqui se eu gosto ou se eu não gosto da piada. O que eu acho é que não devem existir apenas as piadas que eu gosto, as piadas que me agradem. Eu acho que tem público para tudo, tem gente de todo jeito, e se você absorve uma determinada mensagem e você pratica um certo ato a partir daquilo, você tem que ser julgado e condenado por aquilo. Agora você tem que praticar alguma coisa. Quando você está fazendo apenas um espetáculo, você tá lá em cima de um palco, você não está fazendo absolutamente nada”, completa.

“Como dizia Millôr Fernandes, ‘um humorista nunca atira para matar’. Esse é o meu ponto de vista”, finalizou ao citar um desenhista que ficou famoso por suas colunas de humor gráfico em publicações como Veja, O Pasquim e Jornal do Brasil.

Mover anuncia 15 mil bolsas gratuitas de inglês online para pessoas negras

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Foto: Freepik

Aprender inglês pode ser um sonho realizado e de graça! Estão abertas as inscrições para o Mover Hello, programa exclusivo e gratuito de capacitação em inglês voltado para pessoas negras que querem ocupar novos espaços, crescer na carreira e abrir portas no Brasil e no mundo. A iniciativa é do MOVER (Movimento pela Equidade Racial), que está oferecendo 15 mil bolsas integrais em parceria com a EF (Education First). As inscrições ficam abertas até o dia 24 de junho, neste link.

As bolsas são para um curso de inglês 100% online, com duração de seis meses e foco no inglês geral, técnico e de negócios — ferramentas fundamentais para quem quer se destacar no mercado de trabalho, seja dentro ou fora do país. Você pode estudar de onde estiver, no seu ritmo, com uma formação pensada para aumentar suas oportunidades.

Ao todo, neste ano, o MOVER vai distribuir 34 mil bolsas afirmativas para cursos de inglês, contemplando tanto profissionais que atuam nas mais de 50 empresas associadas ao Movimento quanto o público em geral.

“Eu já perdi muitas oportunidades profissionais por conta de falta na fluência no inglês. O que me motivou a me engajar ainda mais no programa foi a fala de uma RH para uma posição que ia me impulsionar em 5 anos da minha vida profissional, dizendo que eu tinha todas as competências, mas que ainda me faltava o inglês”, conta Daniel Costa de Souza, ex-participante.

Fernando Soares, gerente de projetos no MOVER, destaca o impacto positivo dos resultados obtidos nos últimos anos e reforça a expectativa de que o programa de 2025 contribua para impulsionar ainda mais profissionais negros rumo a novas oportunidades.

“O Mover Hello nasceu para democratizar o acesso ao inglês, hoje uma competência essencial no mercado de trabalho. O que mais me emociona é ver pessoas que antes enxergavam o inglês como algo distante, inacessível, agora colhendo resultados concretos. Com apenas 20 minutos de dedicação por dia, elas estão rompendo barreiras, conquistando certificados e se sentindo capazes. Isso mostra que, com acesso e apoio, o protagonismo floresce. Com a quarta edição, queremos ampliar ainda mais esses resultados e acelerar a carreira de profissionais negros”, afirma Soares.

Cada um dos participantes recebe um plano de estudos personalizado, que remete ao seu nível de proficiência e suas necessidades individuais, sendo mais de 16 níveis de fluência.

“Temos muito orgulho do legado que construímos junto ao MOVER com o Hello, que nos últimos anos entrega alto impacto e que traz resultados práticos relacionados a crescimento profissional, confiança e autonomia de milhares de profissionais negros de todo país”, afirma Eduardo Santos, Vice-presidente sênior e Diretor geral na América Latina da EF e presidente do conselho do MOVER.

Na edição de 2024, o programa contou com uma expressiva participação feminina: as mulheres representaram 62,5% dos participantes provenientes da sociedade civil. Elas também se destacaram no desempenho — 55% dos alunos com melhor performance são mulheres — reforçando a tendência de forte engajamento feminino ao longo do programa. Entre os participantes de maior destaque, chama atenção o tempo médio de estudo: 6.818 minutos (equivalente a 114 horas), além de um padrão consistente de dedicação, com início precoce e envolvimento contínuo por várias semanas.

Essas horas de dedicação representam mais do que compromisso – indicam progresso concreto, segundo a EF. Em média, os participantes de maior destaque evoluem um nível completo no QCER (Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas), avançando do nível A1 (iniciante) para o A2 (elementar). Isso significa que, ao final do programa, os participantes passam a dominar os fundamentos do inglês e já são capazes de se comunicar em situações simples e cotidianas. Esse avanço contribui diretamente para a redução das barreiras impostas pelo idioma, ampliando o acesso a oportunidades educacionais e profissionais – e, consequentemente, aumentando a preparação destes para o mercado de trabalho e novas possibilidades de desenvolvimento.

Entre becos e tribunais: o que a liberdade de Poze revela

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Foto: Agnews

Texto: Luciano Ramos

A comoção popular em torno da prisão e posterior soltura de Poze do Rodo não é apenas sobre um artista, sua figura pública ou sua inocência ou culpa. É, sobretudo, sobre o Brasil que se levanta quando a favela é atacada, e sobre o outro Brasil — aquele das elites, das instituições, do olhar viciado — que insiste em não ver, não ouvir e não aprender com aquilo que a periferia tem sido capaz de produzir: cultura, resistência, identidade e potência.

A prisão de Poze ativou algo que não pode ser ignorado: a mobilização de uma comunidade que se reconhece nele. Um Brasil negro, jovem, pobre e periférico que se vê diariamente atravessado por abordagens policiais, decisões judiciais e manchetes que criminalizam seus corpos antes mesmo que qualquer julgamento aconteça. Não é novidade para quem vive a realidade da favela que a justiça tarda — e quando chega, muitas vezes pesa de forma desigual.

Mas o que Poze representa vai além do indivíduo. Sua trajetória é símbolo de uma geração que encontrou nas redes, na música, no funk, na rua, caminhos de afirmação e sobrevivência. A sua liberdade, celebrada com fervor nos becos e vielas, mostra que a favela tem voz, tem força, tem articulação. Mostra que ela se reconhece como sujeito coletivo, capaz de disputar narrativas e de exigir respeito.

O que está em jogo, portanto, não é simplesmente a figura do artista, mas a cegueira persistente de um Brasil que há mais de 500 anos construiu muros — e não pontes — entre si. Um país que não se pergunta o suficiente sobre o que a sua desigualdade histórica gerou em termos de cultura, criatividade e resiliência.

A favela brasileira é, ao mesmo tempo, ferida e resposta. Lugar de violência e de sonho, de ausência do Estado e de abundância de solidariedade. É ali que nasce o novo Brasil, o Brasil que canta, dança, debate, cria soluções. Mas esse Brasil continua sendo visto apenas pela lente da criminalização, da excepcionalidade, do susto que a mídia sente quando milhares vão às ruas por um funkeiro.

Talvez o incômodo de alguns diante da mobilização pela liberdade de Poze seja, no fundo, medo do poder que a favela tem quando se reconhece e se organiza. Porque essa potência revela a falência de uma nação que insiste em não integrar, não investir, não dialogar.

É hora de perguntar: o que esse Brasil periférico tem a ensinar ao país que o ignora? O que ele mostra sobre os fracassos das políticas públicas, sobre a seletividade da justiça, sobre a urgência de uma escuta real e de um reconhecimento concreto?

Poze do Rodo, com todos os seus acertos e contradições, é também espelho. E o reflexo que ele devolve é o de um país que ainda não se decidiu se quer conviver com a favela ou continuar tentando apagá-la. Mas uma coisa é certa: a favela não será mais espectadora. Ela é autora. Ela é voz. Ela é Brasil.

Lula sanciona lei que amplia para 30% cotas para negros, indígenas e quilombolas em concursos federais

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (3) o projeto de lei que eleva de 20% para 30% a reserva de vagas em concursos públicos federais para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto.

Ao discursar, Lula classificou a ampliação das cotas como um ato de reparação histórica. “Nós não estamos dando nada a ninguém. Estamos devolvendo parte do que foi tirado. Não estamos oferecendo privilégios, mas garantindo direitos. Essa lei é um passo importante para construirmos um país com mais justiça social”, afirmou.

A nova legislação, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), vale para órgãos da administração pública federal direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Também se aplica a processos seletivos para contratações temporárias.

A sanção contou com a presença das ministras Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Anielle Franco (Igualdade Racial), Marina Silva (Meio Ambiente), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Esther Dweck (Gestão e Inovação), entre outras autoridades políticas.

A ministra Macaé Evaristo disse que a ampliação das cotas representa um avanço na legislação brasileira. “Em 2012, aprovamos, pela primeira vez, a Lei de Cotas para estudantes de escolas públicas, pretos, pardos e indígenas no Ensino Superior. Na sequência, aprovamos a Lei de Cotas dos concursos públicos. Hoje, o presidente Lula homologou a Lei que amplia ainda mais, de 20% para 30%, as vagas de concursos para pessoas pretas, pardas, quilombolas e indígenas. É um grande avanço na nossa legislação, e tenho certeza de que isso fará do serviço público brasileiro a cara do Brasil na sua pluralidade, superando anos de desigualdade”, declarou.

Sônia Guajajara afirmou que a medida garante o acesso de povos indígenas às políticas afirmativas. “Não se trata somente de uma Lei, mas também de uma garantia concreta de acesso do povo negro e dos povos indígenas ao sistema de cotas.”

Pela nova lei, as cotas deverão ser aplicadas sempre que o concurso ou processo seletivo oferecer ao menos duas vagas. Candidatos cotistas poderão concorrer simultaneamente às vagas da ampla concorrência, desde que atinjam a nota mínima exigida.

O texto também determina a alternância e a proporcionalidade na convocação dos aprovados — candidatos da ampla concorrência e cotistas deverão ser chamados de forma proporcional à quantidade de vagas de cada grupo.

A nova norma amplia a Lei nº 12.990/2014, que previa reserva de 20% das vagas em concursos federais para pessoas negras, com validade de dez anos. Com a mudança, a política de cotas ganha novo impulso e passa a contemplar também indígenas e quilombolas.

Morre Vó Tutu, a mulher que fez do pão uma revolução de amor

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Maria Paulina, conhecida como Vó Tutu, faleceu nesta terça-feira, segundo comunicado publicado nas redes sociais de seu projeto. Reconhecida nacionalmente pela atuação no Jardim Lapena, zona leste de São Paulo, ela transformou a dor da perda e das dificuldades em uma obra de solidariedade que alimentou milhares de pessoas durante a pandemia e além.

O início de sua trajetória com o pão começou em um momento de desespero, após o fechamento do restaurante que havia montado com esforço. Sozinha em seu quarto e buscando respostas em oração, contou que ouviu uma voz dizendo: “faz pão, mulher”. A partir dali, Vó Tutu encontrou força para recomeçar e transformar sua cozinha em um centro de acolhimento comunitário. Seu neto filmou o início da empreitada, e a gravação viralizou, impulsionando uma rede de apoio formada principalmente por moradores da própria periferia.

Diariamente, ela e sua equipe chegaram a produzir entre 2.400 e 2.800 pães, distribuídos gratuitamente às famílias em situação de vulnerabilidade. O impacto de sua atuação, no entanto, ia além do pão: o espaço criado por ela oferecia apoio psicológico, doações de alimentos, equipamentos médicos e oficinas para mães aprenderem a fazer pão em casa. Sempre ao lado da família e de voluntários, Vó Tutu acreditava na educação e no cuidado como ferramentas para transformar realidades.

Mesmo com problemas de saúde, como dores nos pés e um episódio de derrame em um dos dedos, ela nunca deixou de trabalhar. “Hoje eu sou uma pessoa diferente. O pão me fez diferente, o povo me fez diferente”, dizia em entrevistas. Seu trabalho chegou a ser reconhecido por diferentes iniciativas sociais e por veículos de comunicação, mas sua motivação sempre foi o coletivo: “ninguém é tão pobre que não possa ajudar”.

A morte de Vó Tutu representa uma grande perda para o ativismo comunitário brasileiro. Seu legado segue vivo na memória de quem foi tocado por sua ação direta, generosa e feita com amor.

Com toque lúdico e inspiração na natureza, Yara Elias assina o “Quarto de Bebê” da CASACOR 2025

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Foto: Adriana Barbisa

Apaixonada pelo universo lúdico e pela arquitetura que desperta sentidos, Yara Elias, única arquiteta negra participante da 38ª edição da CASACOR, teve a oportunidade de assinar o exclusivo “Quarto de Bebê” que compõe os ambientes infantis deste ano.

“O ‘Quarto Gruta do Bebê’, é resultado da minha busca por abrigos da natureza que fossem acolhedores e pudessem trazer uma atmosfera encantadora e mágica. Minha intenção foi unir conceitos dos estilos brutalista e lúdico associados a arquitetura biomimética, e com isso criar um quarto inspirador e estimulante para desenvolvimento do bebê. A ideia é que o bebê descubra e explore gradativamente as belezas da vida fora do útero da mamãe.”, revela Yara.

Neste ano, a CASACOR apresenta um olhar voltado à conexão com a natureza e o desenvolvimento sustentável. No espaço idealizado por Yara Elias, o quarto de bebê foi pensado como uma gruta, um refúgio seguro e aconchegante que remete ao abrigo, ao encanto e à descoberta. A gruta, por suas formações naturais e sua relação com a passagem do tempo, simboliza a jornada do bebê ao explorar o mundo gradativamente, desde os primeiros estímulos sensoriais até a interação com o ambiente ao seu redor.

Quarto Gruta do Bebê (Foto: Guilherme Dinamarco)

Ao entrar na gruta do bebê, o visitante é imediatamente cativado pelas curvas e formas irregulares das paredes com fendas e nichos iluminados envolventes, brinquedos, adornos e enxovais trazendo o colorido aos tons neutros das paredes e do teto. Enquanto se passeia pelo quarto é possivel conhecer as possibilidades de cenas acionadas por comando de voz, geradas por automação que regulam a iluminação se adequando a diferentes atividades como “Alexa, hora de brincar”.

Embalados por uma leve música de ninar ao fundo é possivel encontrar detalhes como pequenos gnomos, belas luminárias de cristal murano e vegetação, que trazem a magia e desejo de explorar que Yara Elias buscou retratar.

Yara Elias recorreu à própria criatividade para desenhar peças exclusivas e as assinou uma nova linha de mobiliários em collab com a Muskinha, marca referência em móveis e decoração infantil criada por Amanda Chatah, escolhida para assinar o mobiliário e design em parceria com a arquiteta.

Yara Elias e Amanda Chatah, fundadora da Muskinha. (Foto: Divulgação)

Por ser sua maior inspiração as peças “Mesas Mel” e “Cômoda Doro” foram nomeadas como os nomes de seus afilhados Melina e Theodoro, já as outras peças desenhadas à mão pela arquiteta estão completamente relacionadas ao tema central “Gruta”, surgindo assim o “Espelho Portal”,“Tapete Cristal” e demais itens como berço e prateleiras em formato orgânico. Diversas peças de decoração foram elaboradas especialmente para que a arquiteta pudesse compor o quarto.

Com essa participação, Yara deseja despertar o aconchego e calmaria para que todos se sintam serenos e acolhidos ao visitar o “Quarto Gruta do Bebê”.

Yara Beatris Elias é arquiteta e urbanista, com formação também em Design de Interiores, Edificações e pós-graduação em Engenharia Civil. À frente do escritório Lynhas Arquitetura, ela alia experiência técnica e sensibilidade criativa na gestão e execução de projetos residenciais e comerciais, além de novas construções. Com passagem pelo SENAC como professora e presença ativa nas redes sociais, sua atuação vem se destacando como uma profissional versátil e inovadora no mercado.

Ryan Coogler descarta sequência de ‘Pecadores’: “Queria que parecesse uma refeição completa”

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Fotos: Getty Images for Warner Bros. Pi e Eli Adé/Warner Bros. Entertainment

Apesar de muitos fãs gostarem da ideia de sequências, esse não será o caso de ‘Pecadores’. Estrelado por Michael B. Jordan, o filme não vai ganhar uma continuação. O diretor Ryan Coogler já havia afirmado, em entrevista concedida antes mesmo da estreia nos cinemas, que não tem planos para um segundo filme.

Em entrevista à Ebony, o diretor explicou que pensou em ‘Pecadores’ como uma obra fechada. “Já faz algum tempo que estou envolvido em fazer franquias de filmes, então queria me afastar disso”, contou. “Eu estava ansioso para trabalhar em um filme que fosse original e pessoal para mim e tivesse vontade de entregar algo original e único ao público.”

Segundo o cineasta de ‘Creed’ e ‘Pantera Negra’, a ideia era criar algo que se “parecesse uma refeição completa: aperitivos, entradas, pratos principais e sobremesas, eu queria tudo ali. Eu queria que fosse algo holístico e completo. Foi assim que me perguntaram sobre tudo. Essa sempre foi a minha intenção.”, disse.

Lançado em 17 de abril nos cinemas brasileiros, ‘Pecadores’ superou expectativas e arrecadou US$ 48 milhões só nos EUA no fim de semana de estreia — e US$ 63 milhões no total global.

Em janeiro, o Mundo Negro participou de um evento exclusivo para jornalistas de diferentes países com a presença de Coogler. “O filme, para mim pessoalmente, foi uma recuperação de um período de tempo e um lugar sobre os quais minha família não fala muito. Porque são muitos sentimentos associados à nossa história aqui. E mostrando essas pessoas na íntegra, no auge de seus poderes, como a glória, mas também, que enganam a humanidade. E uma grande questão era tipo, eram nossos avós, eles eram como nós”, disse na época.

Além do Michael B. Jordan, também integram o elenco outros nomes de peso como Wunmi Mosaku, Delroy Lindo, Omar Benson Miller e Hailee Steinfeld.

No Brasil, ‘Pecadores’ está disponível para locação no Prime Video, Apple TV e YouTube.

Festival Sesc Culturas Negras resgata herança do tempo para celebrar a existência negra

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Fotos: Divulgação

Em 2025, o Festival Sesc Culturas Negras celebra sua segunda edição e traz como tema a “Existência Negra”, conceito que vai além do simples ato de viver para assumir a trajetória histórica de saberes, da resistência, da resiliência e dos afetos moldados por ensinamentos ancestrais. A programação com atrações gratuitas e pagas, que ocorre entre 10 e 15 de junho em São Paulo, transforma o festival em um grande quintal que celebra passado, presente e futuro entrelaçando-os por meio de apresentações artísticas, oficinas, rodas de conversa e vivências.

A abertura acontece no Sesc Vila Mariana, localizado na zona sul da capital paulista e recebe a intervenção “Encruzilhadas”, um encontro artístico multicultural com Zé Manuel, Ayô Tupinambá e Safira, seguido da apresentação da Orquestra e Balé Afrikanse, que une o pensamento do renomado jornalista e intelectual com o talento de músicos, percussionistas e dançarinos africanos e/ou imigrantes residentes no Brasil.

No segundo dia do festival, o Sesc Pompeia celebra sua programação especial como Quintal do Samba, fazendo uma homenagem aos mestres do samba rock que fizeram história nos bailes da cidade. O show Os Opalas: da Batucada ao Groove traz um repertório que propõe uma viagem nostálgica pelos sucessos do gênero, além da interpretação de canções autorais da banda. Já o Sesc Santana abre a noite com o Podcast +PRETA ao vivo, apresentado pela jornalista Adriana Couto, que possui uma trajetória profissional no jornalismo musical, com participação do cantor Salgadinho, ícone do pagode dos anos 90.

A infância também terá um espaço especial nos quintais do festival, em especial no Sesc Consolação, nomeado como Quintal dos Erês. Que receberá um bate-papo sobre Infâncias Negras, com a presença da professora e escritora Kiusam de Oliveira, Leticia Nascimento e mediação de Jerusa Gomes. O encontro levará uma reflexão sobre as potencialidades das crianças como portadoras de legados e saberes ancestrais. Além disso, a unidade oferecerá uma aula aberta intergeracional que celebra o canto e as danças congolesas, conduzida pela multiartista congolesa, atriz, dançarina, ativista em prol dos direitos humanos e promotora de oficinas de afrobeats e de cultura do Congo, Prudence Kalambay

Parte fundamental da experiência negra, a moda terá espaço no Quintal da Imagem, no Sesc Campo Limpo, com o desfile da coleção Acredite no seu Axé, da estilista Isa Silva, que apresenta um manifesto de identidade, resistência e beleza negra através de suas criações carregadas de brasilidade e ancestralidade negra.

Confira a programação completa no site: sescsp.org.br/culturasnegras

Devido a questões de saúde, Muniz Sodré não participará mais do bate-papo no dia 10/6, no Sesc Vila Mariana.

Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Sesc São Paulo

Primeiro prefeito negro de Tulsa anuncia fundo de US$ 105 milhões para descendentes do Massacre de 1921

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O prefeito de Tulsa Monroe Nichols - Foto AP

Em um gesto histórico, Monroe Nichols, o primeiro prefeito negro da cidade de Tulsa, anunciou neste domingo (1º) a criação de um fundo privado de US$ 105 milhões para tentar reparar os impactos duradouros do Massacre Racial de 1921. O plano inclui recursos voltados à moradia, bolsas de estudo, preservação cultural e apoio a pequenos negócios de descendentes das vítimas do ataque.

O anúncio aconteceu no Greenwood Cultural Center, no coração do distrito de Greenwood — área que, no início do século 20, era uma das comunidades negras mais ricas dos Estados Unidos. Conhecida como “Black Wall Street”, Greenwood foi destruída em 1921 por uma turba branca armada, em um dos maiores atos de violência racial da história americana. Estima-se que até 300 pessoas negras foram assassinadas, mais de 10 mil ficaram desabrigadas, e mais de mil residências e negócios foram incendiados.

Hoje, mais de 100 anos depois, ainda há sobreviventes vivos do massacre, como Viola Fletcher e Lessie Randle, ambas com mais de 110 anos, que seguem cobrando reparações e reconhecimento pelos danos sofridos.

“Eu estou aqui querendo justiça” disse Viola Fletcher. “Eu estou aqui pedindo para o meu país reconhecer o que acontece em Tulsa, em 1921”. Foto: Reprodução NPC.

O fundo, chamado Greenwood Trust, será dividido em três eixos: US$ 24 milhões para garantir acesso à moradia e propriedade a famílias descendentes; US$ 60 milhões para reabilitar estruturas históricas, revitalizar espaços urbanos e remover áreas degradadas; e US$ 21 milhões voltados a microcrédito, bolsas de estudo e aquisição de terrenos para empreendimentos liderados por pessoas negras.

O prefeito pretende captar todo o valor por meio de doações privadas até junho de 2026, com administração independente e conselho gestor próprio. “Vamos fazer esses investimentos para reconstruir o distrito de Greenwood e devolver a Tulsa a comunidade que deveríamos ter sido”, declarou Nichols durante a cerimônia, marcada também pela criação de um feriado municipal em memória às vítimas do massacre.

Embora o plano não ofereça compensações financeiras diretas aos sobreviventes, Damario Solomon-Simmons, advogado das vítimas e fundador da organização Justice for Greenwood, elogiou o anúncio. “Muitas das propostas refletem o que nossa comunidade vem exigindo há anos. Estamos prontos para transformar essas ideias em resultados concretos”, afirmou.

Além dos investimentos, Nichols anunciou a liberação de mais de 45 mil registros históricos e documentos públicos sobre o massacre, muitos deles inéditos. “É hora de tirar nossa história das sombras”, disse.

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