Com o BBB prestes a começar, a expectativa de acompanhar como os confirmados sairão só aumenta diante do público brasileiro.
Um dos participantes Que chamou muito atenção pela sua espontaneidade da apresentação foi Vinicius, ou simplesmente Vyni, que se tornou o primeiro anônimo a atingir milhões de seguidores no Instagram, antes mesmo da iniciação do programa. Ele foi anunciado como uma dos participantes do reality na última sexta-feira, 14, e, antes disso, possuía pouco mais de 70 mil seguidores.
O bacharel em direito não atua na área e se definiu em seu vídeo de apresentação como um “influencer de baixa renda”. O jeito de Vyni fez com que ele fosse comparado a Gil do Vigor, do “BBB 21”. Nas redes sociais, ele foi chamado por muitos seguidores de “filho do Gil” e “Gil 2.0”. Vinicius tem 23 anos e começou a ganhar mais visibilidade na internet quando teve um vídeo compartilhado pelo humorista Tirullipa.
Nas redes sociais, os administradores do rapaz, que estão chamando os novos fãs dele de ‘lampiões’ agradeceram os seguidores que chegaram e afirmaram que Vyni se emocionaria com o novo número.
“Tu crê que isso é de verdade? Não é sonho não? Armaria, meu povo, um milhão de lampiõezinhos ofuscando até os satélites da NASA. Nosso menino merece demais! O pobre vai ficar é doido se souber disso [risos]… Fica aqui nosso agradecimento especial a cada um de vocês”, escreveram quando ele atingiu 1 milhão de seguidores.
Antropólogo Antônio Risério, autor do texto "Racismo de negros contra brancos ganha força com identitarismo" . Foto: Reprodução / SESC TV.
Em um dos assuntos mais comentados neste domingo (16), o jornal Folha de São Paulo causou revolta dos leitores ao publicar em seu site oficial o artigo “Racismo de negros contra brancos ganha força com identitarismo”, assinado pelo antropólogo Antonio Risério. Através de situações isoladas, publicação afirma que o “racismo negro, sob o discurso antirracista, se manifesta por organizações supremacistas”, validando dessa forma, a existência do ‘racismo reverso’, termo amplamente rejeitado por especialistas e pesquisadores da área. Autor declara ainda que os “pretos já contam, sim, com instrumentos de poder para institucionalizar seu racismo”.
Através do artigo, Antonio Risério declara que “a esquerda e o movimento negro reproduzem um projeto supremacista, tornando o neorracismo identitário mais norma que exceção”. Ou seja, autor afirma que existe um novo tipo de racismo, que atinge os brancos e que é ocasionada pelo movimento negro. Autor comenta diversas vezes que o “racismo negro antibranco” existe.
Nas redes, pesquisadores e influenciadores, criticaram a Folha de São Paulo e o antropólogo, após publicação do artigo.
Esta é talvez a coisa mais inacreditável que eu já vi ser publicada na Folha de São Paulo (mesmo com um histórico de absurdos). https://t.co/xdIZmXjjIF
Em 2022 a @folha publica um artigo que defende racismo reverso. Que merda, Folha de São Paulo. Que atraso, Folha de São Paulo. Que vergonha, Folha de São Paulo. Até o final do ano a @folha acaba publicando algum artigo defendendo a revogação da Lei Áurea. https://t.co/tOjVJoTk8c
De acordo com especialistas da área, e consenso entre estudiosos, o chamado ‘racismo reverso’, defendido pelo antropólogo Antônio Risério, não existe. Isso porque, de forma simplista, os brancos ocupam uma posição de privilégio na sociedade, que os impedem de sofrer diversos preconceitos.
A jornalista e pesquisadora Lia Vainer Schumacher escreve sobre sobre a inexistência do ‘racismo reverso’: “Para que um branco possa sofrer racismo é preciso que, historicamente, os brancos sejam considerados inferiores aos negros, ou indígenas ou asiáticos ou qualquer outro grupo humano que se disser superior e a partir daí escravizar, matar, dominar, discriminar e diferenciar fazendo que todos os brancos ocupem lugares de subalternidade na estrutura social”. Lia enfatiza ainda que isso nunca aconteceu na história da humanidade.
A Diaspora.Black está com inscrições abertas para o Edital Percursos Negros, que vaimapear e apoiar com recursos técnicos e financeiros até 10 iniciativas de afroturismo em todo o País. As inscrições podem ser feitas pelo link bit.ly/LabCriativodeRoteiros até o dia 26 de janeiro.
O objetivo é fortalecer e ampliar as narrativas negras do turismo em todas as regiões brasileiras, desenvolvendo novos roteiros de passeios e vivências focados nas memórias e cultura afro-brasileiras.
“Esse é um momento histórico para consolidar um novo turismo no Brasil, em que a gente possa se ver e se reconhecer nos principais destinos turísticos do País, a partir da nossa própria narrativa”, explica o fundador da Diaspora.Black, Carlos Humberto Silva Filho. “Nosso objetivo é fortalecer o Afroturismo, que está em franca expansão no País nesta retomada do setor”, completa.
O edital Percursos Negros contará com um Mapeamento do AfroTurismo, que vai aprofundar o diagnóstico sobre 30 organizações de afro-empreendedores que atuam com turismo e cultura negra em todo o País. Em março de 2022, o Laboratório Criativo de Roteiros vai realizar oficinas abertas a partir dos principais desafios apontados pelo diagnóstico, como gestão financeira; construção de roteiros; storytelling e comunicação.
Também serão selecionadas até 10 iniciativas e propostas de roteiros para receber recursos financeiros, mentorias especializadas e apoio para produção de material promocional das iniciativas. A seleção será feita por uma comissão externa de curadoria, formada por profissionais de referência e associações do segmento.
A previsão é que a partir de maio, os novos roteiros já estejam disponíveis para reserva. “Quando pensamos em outras possibilidades de turismos mais democráticos, inclusivos e disruptivos de uma lógica elitista, precisamos de mais experiências concretas que valorizem a cultura e a ancestralidades negra. Este edital é um passo importante para isto”, afirma o turismólogo e pesquisador, Michel Ferreira.
Podem se inscrever coletivos, microempreendedores, agências ou comunidades tradicionais que já atuem ou tenham projetos para desenvolver roteiros turísticos e culturais de valorização da cultura afro-brasileira em seus territórios. O foco do mapeamento é nos territórios com potencial turístico, com abrangência nacional.
Para participar, basta preencher o formulário e encaminhar um vídeo com a descrição da iniciativa que já realiza ou que pretende desenvolver. Serão apoiadas iniciativas novas ou já existentes, em territórios urbanos ou comunidades tradicionais de todas asregiões. A organização não precisa estar formalizada ou mesmo possuir MEI ou Cadastur.
O impacto social gerado pelas iniciativas é um dos critérios para a seleção das propostas, além da criatividade e viabilidade das propostas. “A proposta foi construir um Edital bastante acessível para os mais diversos proponentes. Vamos priorizar o impacto social gerado com a ampliação de renda e oportunidades para as iniciativas e com a difusão e valorização da cultura negra”, detalha a pesquisadora Natália Araújo.
O Edital Percursos Negros: Mapeamento do AfroTurismo e Laboratório Criativo pode ser acessado neste link. A iniciativa é realizada pela Diaspora.Black, startup de turismo e cultura negra reconhecida pela Organização Mundial do Turismo (UNWTO) como uma das 10 principais travel techs do País em 2021.
A iniciativa conta com o patrocínio do Grupo Carrefour por meio do Edital Juntos para Transformar, realizado em junho de 2021, com o objetivo de fomentar os afro-empreendedores no desenvolvimento de seus negócios.
“Eu, Minha House e a Minha Quebrada”: séria cômica na Wolo TV conta a história de um negro pobre que ganhou na loteria
A Wolo TV, o streaming mais negro do país trás uma novidade para quem ama uma comédia nacional. Criada por Diego Lisboa, “Eu, minha house e minha quebrada” conta a história de um jovem periférico que é cineasta e de repente fica milionário ao ganhr 500 milhões de reais na loteria.
Não, ele não sumiu com o dinheiro para tentar carreira em Los Angeles. Sua decisão foi ficar na Bahia e criar um reality show e investir essa grana nos talentos da comunidade.
A série no ar desde o dia 14, é uma co-produção com os 10ocupados (10produtora) e tem no elenco grandes nomes da comédia baiana como Leozito Rocha, Dum Ice (Koskó), Cristian Bel; Lorena Rufis e Lukas Lelé (Sucrilho), Tânia Toko e Jorge Washington. Helhão Sena e Licinio Januário assinam a direção. “Enquanto eles colocam armas na nossa mão em suas produções, nós vamos celebrar famílias pretas e periféricas. Nós vamos construir o nosso futuro nós mesmo”, diz Januário
Para quem gosta de cinema, mas sente falta de acompanhar de perto o que a comunidade negra tem produzid, temos uma boa notícia. De 19 de janeiro a 09 de fevereiro, o Sesc São Paulo realiza a “OJU – Roda Sesc de Cinemas Negros”, ofertando ao público uma seleção de filmes realizados por cineastas negras e negros. Com sessões presenciais no CineSesc, em São Paulo e exibições on-line na plataforma Sesc Digital, a mostra se dedica a promover a diversidade de criadoras e criadores brasileiros e destacar a importância histórica do audiovisual em sua potência poética e política, e sua contribuição para a decolonização do olhar. Mais informações em sescsp.org.br/cinemasnegros.
Do Yorubá, “ojú” significa “olho” e o cinema se inicia pelo olhar, sensibilizado pela luz da projeção. Para o Sesc, a ideia de uma roda de cinema aproxima os sujeitos para juntos compartilharem histórias, se identificarem e, em coletividade, construírem as narrativas. Com esse propósito, a nova mostra busca envolver o público na roda e fazer movimentar pensamentos. Ao ressaltar a produção audiovisual negra, a OJU – Roda Sesc de Cinemas Negros pretende destacar a importância do fazer coletivo, respeitando a singularidade dos diferentes sujeitos, corpos e formas de contar histórias.
A mostra exibe uma programação de curtas, médias e longas-metragens nacionais, no cinema e na internet, além de debates, cursos e oficinas on-line gratuitos, com objetivo de ampliar a difusão e o acesso a diversas criações, formatos e pensamentos sobre as questões raciais.
A comédia “O Pai da Rita”, de Joel Zito, abre a OJU com uma sessão especial no Cinesesc, no dia 19, às 20h. No filme, Ailton Graça e Wilson Rabelo interpretam dois amigos que partilham o amor pela escola de samba Vai-Vai e um amor de juventude.
Entre os destaques da programação estão a potente ficção “Cabeça de Nêgo”, dirigida por Déo Cardoso, e o documentário “Chico Rei Entre Nós”,de Joyce Prado.Inspirado no livro dos Panteras Negras, Cardoso estreia na direção de longa-metragem com a história de um aluno que, após sofrer insultos racistas na sala de aula, tenta impor mudanças em seu colégio ao enfrentar a direção e colocar em foco o racismo presente na instituição de ensino. Joyce Prado também faz sua estreia na direção de longas, ao narrar a história e legado do rei congolês escravizado que lutou pela liberdade — a sua e a de seu povo — durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Joyce faz de Chico Rei o ponto de partida para explorar os diversos ecos da escravidão brasileira na vida dos negros e negras de hoje, entendendo seu movimento de autoafirmação e liberdade a partir de uma perspectiva coletiva.
Entre os curtas-metragens, destaque para o premiado “Sem Asas”, de Renata Martins, que conta a história de Zu, um garoto negro de 12 anos, que vai à mercearia comprar farinha de trigo para a sua mãe e, na volta para casa, descobre que pode voar. O curta foi vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – Melhor Curta-Metragem Ficção, em 2020. Outra obra que recebeu o mesmo prêmio, em 2021, é “República”. Dirigido pela atriz Grace Passô, o curtafoi produzido em sua casa, no centro de São Paulo, durante a primeira fase do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 em 2020. O filme também foi premiado como Melhor Curta-Metragem de Ficção no 53º Festival de Cinema de Brasília e recebeu o Prêmio Abraccine 2020.
A mostra exibe também “Dois Garotos Que Se Afastaram Demais do Sol”, baseado na peça “12º Round” do dramaturgo Sérgio Roveri, que traz o embate entre os boxeadores Emile Griffith e Benny Kid Paret. A obra de Lucélia Sergio e Cibele Appes reflete sobre as lutas e os sonhos de homens negros e foi vencedora do prêmio de Melhor Curta-Metragem no Festival Mix Brasil de 2021.
Ao todo, a Roda Sesc de Cinemas Negros contará com 43 sessões presenciais no Cinesesc, em São Paulo, com venda de ingressos pelo site sescsp.org.br/cinesesc e na bilheteria do cinema. A plataforma Sesc Digital recebe 9 títulos da mostra, que poderão ser assistidos gratuitamente pelo público de todo o Brasil, no endereço sescsp.org.br/oju. Em breve, programação completa de filmes.
Os debates, cursos e oficinas acontecerão em formato on-line e serão gratuitos. Os encontros propõem uma troca entre o público e profissionais do cinema, pesquisadores e pensadores, com o objetivo de debater temáticas presentes no cinema que pensa a diversidade. Os debates contemplam diversos temas e contam com a participação de nomes como a da produtora Lilian Solá Santiago, do realizador Joel Zito Araújo, das cineastas Renata Martins e Glenda Nicásio, da atriz Naruna Costa e do ator Christian Malheiros. Entre os cursos e oficinas serão oferecidas atividades que abordam Roteiro Infantil, Montagem e Financiamento. As inscrições serão realizadas a partir desta sexta-feira, 14/1, às 14h, pelo site sescsp.org.br/inscricoes. FILME DE ABERTURA
O PAI DA RITA Dir.: Joel Zito Araújo | Brasil | 2021 | 97 min | Ficção | 16 anos Roque e Pudim, compositores da velha guarda da Vai-Vai, partilham uma kitinete, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha, filha da passista, ameaça desmoronar essa grande amizade. 19/01, Quarta – 20H
“A beleza tem um toque em algum lugar que se encontra como universal. Tem algumas coisas que falam com a alma da gente”. A ex-deputada, senadora e ambientalista Marina Silva deu uma entrevista ao podcast Mamilos falando de um assunto que ela raramente aborda: a beleza.
Orgulhosa de sua origem seringueira, ela faz a maioria dos colares que usa e preza por uma identidade brasileira no seu visual com grande destaque para flora e fauna amazônica. “Quando o interno e o externo se encontram, na minha opinião, você tem a beleza na sua plenitude”, reflete Marina durante o programa e complementou. “A floresta tem sua beleza magnética, imagine você olhando a beleza do bico do tucano, a combinação daquelas cores”.
Na adolescência por conta de um tio que morou com povos indígenas por 15 anos, Marina e suas primas de divertiam com as tinturas e usavam urucum com batom. O padrão de beleza que ela queria seguir veio da dos livros da avó. “A minha avó falava da literatura de cordel e aquele padrão de beleza me inspirava”, descreveu Marina.
Ela ainda lembrou de quando o seu visual era julgado pelos políticos e imprensa em Brasília em sua gestão como senadora. “Era uma época que eu era vista de uma forma muito estereotipada” lembrou ela que tempo depois foi eleita por Danuza Leão, colunista da Globo uma das pessoas mais elegantes do Senado.
Clique aqui para ouvir a entrevista completa da ex-Senadora.
Iniciamos hoje uma linda série de receitas que trazem os Sabores de África. Receitas deliciosas para compor seu caderno de receitas e surpreender sua família com novos sabores e muito prazer à mesa.
A primeira receita que apresento é pudim malva ou Malva Pudding (como é chamado em África), um preparo que serve de sobremesa e até para acompanhar o café da tarde. Traz o sabor doce e suave do damasco e uma cobertura molho de natas, muitas vezes temperado com um pouco de baunilha, quando o pudim termina de cozinhar.
Os cozinheiros farão pequenos furos na parte superior do pudim assim que ele sair do forno e despejarão o molho de creme aquecido diretamente por cima. O molho afundará nos buracos e será absorvido diretamente no pudim de malva à medida que esfria. Costuma-se reservar ainda mais molho para regar na apresentação final. Simplesmente irresistível!!!!
O resultado é um pudim doce, macio, esponjoso e úmido, geralmente servido com creme ou sorvete de baunilha. É uma receita importante da cultura de sobremesa da África do Sul e é mais popular na capital desse país, a Cidade do Cabo.
Popular entre todos os residentes, tanto os nativos da África do Sul quanto os de ascendência europeia. Os ingredientes são bastante simples, e o pudim é fácil de fazer até mesmo para um cozinheiro iniciante. Na maior parte, manteiga, ovos, farinha, geleia de damasco, leite e um pouco de vinagre são os únicos componentes de um pudim de malva. Os ingredientes devem ser batidos para formar uma massa macia, depois despejados em uma assadeira e cozidos até ficarem firmes e com aparência de bolo. Em restaurantes, o pudim é geralmente preparado em travessas individuais ou ramequins, mas você também pode fazer em formas de bolo, normalmente uso forma de bolo ingles e fica muito lindo!!!
MALVA PUDDING
Ingredientes:
180 gramas de açúcar refinado
2 ovos
1 colher de sopa de geleia de damasco
150 gramas de farinha de trigo
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal
1 colher de sopa bem cheia de manteiga sem sal (derretida)
1 colher de chá de vinagre
1/3 xícara chá leite
Preparo:
Bata o açúcar e os ovos na batedeira até que a mistura fique esbranquiçada. Adicione a geleia e bata novamente.
Adicione a manteiga derretida (não deixe ferver) e o vinagre à mistura do açúcar batido com os ovos.
Em um bowl misture: farinha, sal e o bicarbonato. Acrescente o leite e junte aos ingredientes anteriores, batendo até que eles se integrem. Coloque em assadeira ou refratária e deixe no forno entre 30 a 45 minutos.
Obs.: Esse tempo varia em função do tamanho da assadeira, ou do material, no caso alumínio ou vidro
Para Calda:
200 ml de creme leite
100 gramas de manteiga
120 gr de açúcar
1/3 de xícara de chá de água quente pode usar leite se desejar.
2 colheres de chá baunilha
Preparo:
Misture os ingredientes no fogo e mexa até derreter o açúcar.
Temos ouvido discussões sobre a palavra privilégio entre pessoas negras há algum tempo, o que faz conectá-la às questões de racismo, mas o termo vai além desse âmbito. Ter privilégios é em algum momento estar com grande vantagem sobre outras pessoas. Aqui, vários marcadores sociais podem te colocar nesse lugar, como sua cor de pele, seu ‘status’ social, seu CEP e até mesmo seu gênero.
Em um grupo no qual estava fazendo uma interação para falar sobre inclusão e diversidade, um executivo perguntou por que eu nunca saí de um trabalho no qual uma das barreiras à minha evolução era o racismo.
Alguns que estão lendo esse artigo talvez saibam que sou da região da Zona Leste de São Paulo, tenho dois filhos e sempre precisei estudar e trabalhar. Com isso, sempre enfrentei deslocamentos por horas para longe de casa, pois os melhores salários geralmente estão do outro lado da ponte.
Nesse período, o meu filho mais velho era pequeno, eu levava três horas para chegar ao trabalho, saía direto para a faculdade, me deslocando por mais duas horas, e depois levava mais duas horas para chegar em casa. A gestão deixava um celular comigo e não havia horário para atender, porque respondia pelos atendimentos aos clientes para garantir o SLA dos contratos.
Foi um lugar onde aprendi muito, conheci pessoas incríveis, fiz cursos, viajei, fui a única mulher negra durante todo o tempo em que estive ali, e só consegui contratar um homem negro. O salário era bom, mas todas as pessoas que entravam começavam recebendo mais do que eu, afinal os nomes dos cargos justificavam isso.
Enquanto os jovens contratados compravam carros e saíam para a balada, eu procurava manter as contas em dia para poder cuidar das minhas responsabilidades.
Trago essa parte da minha história para mostrar que o meu movimento foi consciente, almejava ter uma chance de melhorar de vida e estar em um lugar repleto de oportunidades era uma chance de ser escolhida, o que nunca aconteceu.
O querido Marco Pellegrini retratou uma experiência similar em sua fala no 9º Fórum Inclusão Diversidade da ABRH-SP, na mesa sobre “Como promover uma sociedade mais inclusiva e acessível”: “…na ETE Lauro Gomes eu sofri talvez a mais importante e mais decisiva pra mim, discriminação,… eu era o único aluno negro… as empresas buscavam os alunos ali e eu não fui buscado, apesar de ter boas notas, de ter bom desempenho, apesar de eu ter me formado na mesma forma que todo mundo, eu não fui escolhido…” – v. 1:56:22 do vídeo (https://youtu.be/TuSZJ9iUUEw).
Sim, o privilégio de outros estudantes não negros, de educadores, de gestores, de colegas, sobre nossos caminhos no ambiente corporativo e nas oportunidades de acesso fica nítido conforme avançamos na carreira e nossos esforços sempre são maiores, para conseguirmos menos.
Hoje, como coordenadora de um programa para promover diversidade e inclusão, percebo que, para um executivo perguntar a uma mulher negra por que ela não se “libertou” de uma situação opressora, a expectativa é aumentar seu entendimento sobre uma realidade que ele nunca irá viver. Eu sofro várias opressões, entre elas a de gênero, étnica e social, algo que ele desconhece. Mas, ao saber sobre isso, o que irá mudar para ele? E para mim?
Se as pessoas que lerem este artigo não saírem de seus lugares privilegiados para apoiar outras mulheres negras, para que elas não precisem passar pelo que passei, haverá uma exposição desnecessária, de uma dor que ainda dói.
A mudança está nas mãos das empresas, sim!
Elas podem escolher se instalar em avenidas chiques nos centros financeiros e criar polos de trabalho nas periferias, podem contratar com exigência das universidades consideradas A pelo MEC ou podem atrair talentos que estudam pelo EAD nos UniCEUs. Podem, ainda, levar em conta que uma mãe com filhos pequenos precisa de escolas e creches de período integral, porque o Conselho Tutelar as ameaça quando precisam deixá-los sozinhos para garantir o alimento de cada dia, entre tantas outras ações que estão “subentendidas” na pergunta feita por um executivo de sucesso a uma mulher negra que há anos atua para crescer com os ganhos, um terço menores que os dele, no mínimo.
Quando falamos de privilégio, é difícil para quem está na área superior olhar quem está mais abaixo. Há alguns filmes que retratam isso de forma muito direta, como “Parasita”, de Bong Joon Ho; “O poço”, de Galder Gaztelu-Urrutia; e “Querô, uma reportagem maldita”, de Plínio Marcos. Reconhecer seu privilégio é o primeiro passo para mudar a realidade que nos cerca. No entanto, na pergunta “por que você não se libertou desse lugar opressivo?” – há toda uma estrutura de privilégios – e só faz sentido se quem pergunta é capaz de fornecer oportunidades para que a história seja diferente. No mais, vira uma vitrine para conhecer as dores do outro, como no filme “A Vênus Negra”, de Abdellatif Kechiche, onde até o corpo morto da mulher negra é visto como material para consumo, só uma mercadoria, sem nenhum privilégio.
*Samanta Lopes é coordenadora MDI da um.a #DiversidadeCriativa, agência de live marketing – uma@nbpress.com
Após quase 5 meses em pausa, a atriz Letitia Wright retornou às gravações do filme ‘Pantegra Negra: Wakanda Forever’. Informação foi anunciada pela BBB News nesta sexta-feira (14). Filmagens do filme entraram em pausa no mês de Novembro de 2021, mas Letitia já estava afastada do set de gravação após sofrer um acidente durante o trabalho. O que anteriormente foi descrito como uma lesão leve, agora foi anunciado pelos representantes da Marvel como uma “fratura crítica no ombro e uma concussão com efeitos colaterais graves”.
Personagem ‘Shuri’ em ‘Pantera Negra’ (2018).
Longa está previsto para estrear mundiamente em Novembro deste ano. De acordo com representantes de Letitia, apesar do tempo em recuperação, pausa não afetará o calendário de lançamento da obra. “As filmagens foram retomadas neste mês [de Janeiro] confome planejado e estamos dentro do cronograma“, anunciou porta-voz da atriz.
Representando a personagem Shuri dentro do longa, especula-se que Letitia possua maior destaque dentro da continuação de ‘Pantera Negra’.
Ye, o rapper antigamente conhecido como Kanye West, está sendo investigado pela polícia por um caso de agressão que teria acontecido nesta quinta-feira (13) em Los Angeles.
De acordo com o site Deadline, a polícia da cidade americana listou o cantor como um dos suspeitos, contudo, ninguém foi preso ainda.
Segundo o mesmo portal de notícias, tudo teria acontecido por volta das 3h da manhã, entre as ruas Santa Fe e Bay, de Los Angeles. O rapper, supostamente, teria agredido e derrubado um fã após o rapaz pedir um autógrafo.
Depois que a agressão teria acontecido, o rapaz foi prestar um boletim de ocorrência contra o cantor. Aparentemente, imagens foram entregues à polícia, que mostram um homem não identificado surge deitado no chão e, embora aparentemente consciente, não se levanta. Já o rapper aparece gritando com uma funcionária. “Se afasta de mim”, diz ele, enquanto ela tenta acalmá-lo e diz: “Me dá sua mão”.
Nesta quinta, ele também foi confirmado como uma das atrações principais do Coachella 2022, que acontece em abril nos EUA. O festival tem participação também de Anitta e Pabllo Vittar.