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Emmy 2025: Sterling K. Brown, Ayo Edebiri e Brian Tyree Henry estão entre os indicados da premiação

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Fotos: Disney+; FX; e Apple TV+

A temporada do Emmy 2025 começou oficialmente! As indicações foram reveladas nesta terça-feira (15), durante uma cerimônia transmitida pelas redes sociais e pelo site da Academia de Televisão. Grandes talentos negros ganharam destaque nesta edição.

Brian Tyree Henry foi indicado como Melhor Ator em Série Limitada por seu papel em Ladrões de Drogas, da Apple TV+. Na trama, ele contracena com o brasileiro Wagner Moura, que chegou a ser cotado para a premiação.

As séries Abbott Elementary e O Urso foram novamente aclamadas e indicadas na categoria de Melhor Série de Comédia. Além disso, Quinta Brunson e Ayo Edebiri foram indicadas como Melhor Atriz na mesma categoria.

Ayo ainda realizou o feito de se tornar a primeira mulher indicada por atuação e direção em série de comédia na mesma edição do Emmy. Ela dirigiu o episódio ‘Guardanapos’, da terceira temporada.

A atriz Uzo Aduba também foi indicada como Melhor Atriz em Série de Comédia por sua atuação em Assassinato na Casa Branca. Recentemente, a Netflix anunciou o cancelamento da produção, que não terá uma segunda temporada.

Sterling K. Brown também se destacou e foi indicado como Melhor Ator em Série de Drama por Paradise. A produção da Disney+ ainda concorre como Melhor Série de Drama.

A cerimônia do Emmy 2025 acontece no dia 14 de setembro, em Los Angeles, com transmissão pela Paramount+.

Vice-presidente da RedeTV! reage a críticas por fala racista sobre imigrantes africanos: “É constatação dos fatos”

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Foto: Divulgação

O apresentador e empresário Marcelo de Carvalho, sócio da RedeTV!, está sendo alvo de críticas nas redes sociais após relatar, em sua conta no X, um assalto que teria ocorrido na Espanha. Segundo ele, o suspeito era “obviamente, um sujeito de aparência africana”, assim descreveu.

Na publicação preconceituosa, feita na tarde da segunda-feira (14), os internautas imediatamente o acusaram de racismo e xenofobia, mas ele rebateu a crítica antes de apagar a publicação. “É um sujeito de aparência africana. Poderia ser de aparência japonesa. Poderia ser de aparência eslava, poderia ser de aparência viking. Eita saco de gente chata”, escreveu.

Crédito: Reprodução/Hugo Gloss

No entanto, na madrugada desta terça-feira (15), Carvalho voltou a se manifestar na rede social para defender o seu posicionamento, ao mencionar a crise migratória no continente europeu e finalizando com a afirmação de que “não é discriminação. É constatação dos fatos”.

“Quando se diz que uma pessoa foi assaltada e que, infelizmente, mais uma vez o autor era um migrante africano, isso não é discriminação racial ou étnica. É simplesmente a descrição objetiva de um fato, sustentada por dados, ocorrências policiais e testemunhos. Negar essa realidade por medo do politicamente correto não protege os cidadãos nem os migrantes honestos que tentam se integrar. Ao contrário: silencia as vítimas, impede a ação do Estado, e fortalece o discurso dos radicais”, escreveu.

Crédito: Reprodução/X

Apesar da fala do empresário, não há dados oficiais que comprovem a raça ou etnia de quem comete crimes na maioria dos países europeus, já que essas informações não são coletadas ou divulgadas por questões legais e para evitar a discriminação.

“Céu de Oxóssi”: pintura idealizada por Rodney William será inaugurada em terreiro de SP

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Foto: Divulgação

Idealizada pelo antropólogo e babalorixá Rodney William, a pintura monumental “Céu de Oxóssi” será lançada no próximo dia 19 de julho, em Mairiporã (SP), no terreiro Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá. A obra, que cobre todo o teto do barracão principal da casa de Candomblé, foi executada pelo artista plástico Bruno Hatanaka, filho de santo de William, encarregado de transformar uma visão espiritual em uma intervenção artística de grandes proporções. A visitação é gratuita e ocorre das 10h às 16h.

Segundo William, a pintura nasceu de um sonho. “A obra retrata a fé, a força e a proteção dos Orixás para quem frequenta nosso espaço religioso — ou mesmo para quem, de longe, reconhece e confia na influência da espiritualidade”, afirma o líder religioso do terreiro e também referência em estudos sobre religiões afro-brasileiras.

Foto: Divulgação

O artista Bruno Hatanaka dedicou cerca de quatro meses à criação, sendo os dois últimos voltados exclusivamente à pintura do teto. Inspirado nas danças dos Orixás, na convivência comunitária do Ilê e nos fundamentos do Candomblé, o artista criou uma obra que une arte contemporânea e ancestralidade. Durante o lançamento, ele realizará performances de pintura e escultura ao vivo, com peças disponíveis a preços populares.

“Provocar um artista, desafiá-lo a criar algo que surpreenda e encante, pode parecer duro — mas, às vezes, é esse o impulso necessário para o talento brilhar. Bruno aceitou o desafio e foi além”, diz Rodney William, com orgulho.

Programação cultural

O evento também marcará a comemoração dos 84 anos do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP), que será homenageado pela comunidade do terreiro. Suplicy, conhecido por sua atuação em defesa dos direitos humanos e pelo diálogo com movimentos sociais, participa da celebração como sinal de respeito às tradições afro-brasileiras.

A programação conta ainda com a Feira Mercado de Exu, espaço voltado ao fortalecimento do empreendedorismo negro e da economia ancestral. Entre os expositores e atrações:

  • Momento Ouro – joias com símbolos de matriz africana
  • Aline Gripina – leituras de tarot
  • Alessandra Araújo – culinária de terreiro
  • Vivência de capoeira com o educador Thalaby
  • Oficina de atabaques com ogãs do Ilê
  • Pintura facial infantil gratuita

Das 10h às 13h, haverá ponto de vacinação em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com aplicação de doses conforme os protocolos vigentes.

Às 12h30, o grupo Pagode Na Disciplina — conhecido na zona sul paulistana por seu repertório que mistura samba, ancestralidade e crítica social — se apresenta no barracão principal.

Sob liderança de Rodney William, o Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá é uma casa de Candomblé e centro cultural dedicado à preservação e difusão do patrimônio imaterial afro-brasileiro. O terreiro promove atividades como cursos, oficinas, celebrações religiosas e ações contínuas de enfrentamento ao racismo e à intolerância.

Serviço

Evento: Lançamento da Obra “Céu de Oxóssi” + Feira Mercado de Exu
Data: 19 de julho de 2025 (sábado)
Horário: das 10h às 16h
Local: Ilê Obá Ketu Axé Omi NláEstrada do José Luis da Silva, 111 – Bairro Mantiqueira – Mairiporã/SP
Instagram: @rodneywilliam_ | @ileobaketu
Entrada gratuita | Classificação livre

Material exclusivo da turnê de Beyoncé é furtado de carro de bailarino da turnê Cowboy Carter nos EUA

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Foto: Julian Dakdouk/PictureGroup/Shutterstock

Materiais inéditos de Beyoncé, incluindo músicas não lançadas, gravações de ensaios e playlists de futuros shows, foram furtados de um veículo alugado por membros de sua equipe em Atlanta, nos EUA. O ocorrido foi registrado pela polícia local na noite de domingo (13), horas antes da abertura de uma série de apresentações da cantora na cidade como parte da turnê Cowboy Carter.

De acordo com o boletim de ocorrência, o coreógrafo Christopher Grant e a dançarina Diandre Blue estacionaram um Jeep Wagoneer em um estacionamento no Krog Street Market por volta das 20h09. Ao retornarem, encontraram o vidro traseiro quebrado e duas malas desaparecidas. Entre os itens levados estavam discos rígidos e pendrives com conteúdos exclusivos da artista, além de roupas, laptops e fones de ouvido.

Grant afirmou à polícia que os arquivos roubados continham “informações confidenciais” relacionadas à turnê, incluindo versões marcadas de músicas inéditas, repertórios planejados para shows futuros e registros de apresentações passadas. A polícia rastreou parte dos objetos usando o serviço de localização dos fones de ouvido Apple, mas não divulgou detalhes sobre possíveis suspeitos.

A assessoria de Beyoncé não se manifestou sobre o caso. A cantora segue com a agenda de shows em Atlanta, onde se apresenta até esta segunda-feira (14), antes de encerrar a turnê em Las Vegas no dia 26.

Lançado em 2024, o álbum Cowboy Carter rendeu à artista um Grammy e foi aclamado por misturar influências do country com outros gêneros. A turnê homônima, iniciada em abril, tem sido elogiada pela crítica por sua produção elaborada e repertório dinâmico.

Jovem quilombola cria sorvete vegano à base de mandioca para preservar cultura alimentar

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Foto: Reprodução/ Secult CE

Um sorvete feito à base de mandioca, sem conservantes ou ingredientes industrializados une tradição quilombola e inovação gastronômica. Criado por Joélho Caetano, morador do quilombo de Conceição dos Caetanos, no município de Tururu localizado a 107 km de Fortaleza, no Ceará, o “Sorvete Farinhada” leva uma cobertura de farofa doce com coco, rapadura e manteiga de garrafa, ingredientes típicos da cultura local.

Ao criar a sobremesa, o gastrólogo também buscou valorizar as práticas alimentares características de sua comunidade. A inspiração veio das casas de farinha do quilombo, onde a mandioca é processada artesanalmente para virar farinha, goma para tapioca e outros derivados. Joélho cresceu vendo a mãe, Medina Caetano, e a avó, Maria Caetano de Oliveira, trabalharem nesses espaços e se inspirou nas duas para se aprofundar na área de gastronomia. A ideia de fazer sorvetes surgiu aos 15 anos, após sua primeira visita a uma sorveteria em Fortaleza. “Fiquei encantado e quis levar essa experiência para o quilombo”, conta.

Com a mãe, ele abriu a Caetanos Sabores, uma pequena sorveteria caseira que, aos poucos, ganhou clientes, mas com o tempo, sentiu que precisava fazer algo além dos sabores tradicionais. A oportunidade veio quando Joélho ingressou na Escola de Gastronomia Social, onde desenvolveu o projeto com mentoria do gastrólogo Bruno Modolo e apoio da Bellucci Gelateria, de Fortaleza. O desafio foi criar um sorvete que usasse a mandioca como base, substituindo aditivos industrializados: “Usamos as fibras da mandioca no lugar de emulsificantes, deixando o sorvete mais natural”, explica. Para dar sabor, acrescentou a farofa doce, feita com ingredientes tradicionais. “É uma combinação que remete à infância, à farinha com rapadura que a gente comia”, diz.

Estrelada por Ícaro Silva, minissérie sobre a luta contra a AIDS no Brasil ganha data de estreia na HBO Max

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Foto: Divulgação/HBO

Com Ícaro Silva no elenco, a aguardada minissérie baseada em histórias reais, ‘Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente’, finalmente ganhou data de estreia. A produção chega à plataforma HBO Max no dia 31 de agosto.

Com cinco episódios, a minissérie retrata a epidemia de AIDS no Brasil durante os anos 1980 e 1990, e acompanha a história de comissários de voo que, diante da falta de acesso ao único medicamento disponível contra a doença na época, o AZT, decidem contrabandear o remédio para salvar vidas.

A trama gira em torno de Fernando (Johnny Massaro), um comissário de bordo que, ao testar positivo para HIV em estágio avançado, inicia uma rede clandestina para trazer o AZT do exterior para uso próprio. Rapidamente, ele percebe que precisa ampliar essa iniciativa e ajudar outras pessoas afetadas pela epidemia. Para isso, conta com o apoio de Leia (Bruna Linzmeyer), outra comissária de bordo, e Raul (Ícaro Silva), seu amigo e segurança em uma boate que acolhe vítimas da doença.

Ícaro Silva (Amigos Sem Compromisso) um dos protagonistas, conta ainda com grandes nomes no elenco, como Johnny Massaro (Verdades Secretas 2), Bruna Linzmeyer (Baby), Eli Ferreira (Cidade de Deus: A Luta Não Para), Kika Sena (Paloma), Igor Fernandez (Sob Pressão), Hermila Guedes (Homem com H), Andréia Horta (Elis), Carla Ribas (Marighella) e Duda Matte (Ela Disse, Ele Disse).

Sob direção geral de Marcelo Gomes e codireção de Carol Minêm, a minissérie já é aclamada internacionalmente. A produção venceu, recentemente, o prêmio de Melhor Série no 40º Festival de Valência, na Espanha, além de conquistar o troféu de Melhor Série do Júri Jovem e duas menções honrosas: Melhor Roteiro e Melhor Mixagem de Som e Trilha Sonora.

MC Poze do Rodo tem turnê no Brasil e na Europa cancelada por decisão da Justiça

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Foto: Reprodução/Instagram

O cantor MC Poze do Rodo teve todos os shows programados para o mês de julho cancelados por determinação judicial. A informação foi confirmada pela gravadora Mainstreet Records, responsável pelo gerenciamento da carreira do artista.

Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa afirmou que a turnê foi suspensa por motivo de força maior, para cumprir a ordem judicial. “Lamentamos profundamente o ocorrido e pedimos desculpas ao público e aos contratantes, que não têm qualquer relação com os motivos do cancelamento”, diz o comunicado compartilhado nas redes sociais do artista.

“Pronto, agora acabou o roubo, acabou o crime”, criticou o cantor em outra publicação compartilhada, que também alega perseguição e classifica o estado como “covarde”. Marlon Brendon Coelho, nome de batismo do funkeiro, tinha apresentações previstas em festivais em Juiz de Fora (MG) e João Pessoa (PB), além de uma série de shows na Europa. Todos os compromissos foram oficialmente desmarcados.

A decisão ocorre semanas após o cantor ter sido preso e permanecer detido por cinco dias, em junho. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Poze é investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do país.

Até o momento, nem o cantor nem a gravadora detalharam os motivos da nova ordem judicial que motivou o cancelamento da agenda.

Edi Gathegi brilha em Superman como Sr. Incrível, após sucesso em Crepúsculo e X-Men

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Foto: © Warner Bros.

Você pode até não reconhecê-lo de imediato, mas com certeza já assistiu ao talento de Edi Gathegi em diversas produções de sucesso. O ator queniano-americano, que agora dá vida ao herói Sr. Incrível no novo filmeSuperman(2025), tem sido aclamado por sua atuação e lembrado por outros trabalhos marcantes.

Lançado nos cinemas na semana passada, o novo reboot dirigido por James Gunn traz Gathegi como Sr. Incrível, um dos homens mais inteligentes do Universo DC, conhecido por sua genialidade tecnológica e preparo físico. Ao lado de David Corenswet (Superman) e Rachel Brosnahan (Lois Lane), ele promete oferecer um novo olhar para os filmes de super-herói.

Com o sucesso de crítica e bilheteria que o filme já vem alcançando, James Gunn declarou que já considera desenvolver um spin-off focado no Sr. Incrível, embora o projeto ainda não tenha saído do papel.

Enquanto isso, relembre outros papéis que marcaram a trajetória de Edi Gathegi no cinema e na televisão:

Laurent – Saga Crepúsculo

Gathegi ficou conhecido mundialmente como o vampiro Laurent, da saga Crepúsculo. Inicialmente aliado da vilã Victoria, Laurent é um personagem misterioso, que depois tenta se afastar do grupo de vampiros violentos e seguir um caminho mais pacífico. Sua presença imponente fizeram dele um dos vilões mais intrigantes da franquia. Disponível no Prime Video e Telecine.

Foto: Reprodução/ Paris Filmes

Darwin – X-Men: Primeira Classe

Antes de entrar no mundo da DC, Gathegi esteve no universo Marvel e interpretou o mutante Armando Muñoz, mais conhecido como Darwin. Seu poder é a adaptação evolutiva instantânea — ou seja, o corpo dele se ajusta automaticamente para sobreviver a qualquer ameaça. Apesar de ter um dos dons mais interessantes da trama, o personagem foi eliminado precocemente. Disponível no Disney+.

Foto: Divulgação

Matias Solomon – Lista Negra

Em um dos papéis mais sombrios de sua carreira, Edi viveu Matias Solomon, um agente disfarçado e altamente perigoso da Cabal, organização secreta antagonista da série. Solomon é frio, calculista e implacável, mas também extremamente inteligente e carismático. Ele fez tanto sucesso que foi chamado para o spin-off Lista Negra: Redenção, ampliando ainda mais seu alcance entre os fãs de suspense e ação. Disponível na Netflix.

Foto: Divulgação

Dev Ayesa – For All Mankind

Na série da Apple TV+, Gathegi interpreta Dev Ayesa, um empresário visionário que representa uma nova geração de liderança no setor aeroespacial. Ele desafia tanto o governo quanto as corporações tradicionais, propondo um futuro mais inclusivo e ousado para a exploração espacial. O personagem é ambicioso, idealista e, ao mesmo tempo, profundamente humano.

Foto: Apple TV+

Entre cúpulas e conspirações: a força da representatividade negra na diplomacia em “O Diplomata”

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Em um cenário onde a diplomacia internacional é tão tensa quanto imprevisível, “O Diplomata”, série da Netflix lançada em 2023, destaca-se por ir além dos jogos de poder tradicionais e mostrar personagens negros em posições centrais de decisão. Estrelada por Keri Russell no papel da embaixadora Kate Wyler, a produção acompanha negociações delicadas entre Estados Unidos e Reino Unido, escândalos políticos e ameaças globais que podem redefinir o futuro das relações entre as potências.

Mas o ponto mais inspirador é ver figuras negras que não estão apenas presentes, mas são fundamentais na condução dos rumos diplomáticos.

Um dos exemplos mais expressivos é David Gyasi, que interpreta Austin Dennison, o Secretário de Relações Exteriores britânico. Austin é responsável por equilibrar os interesses do Reino Unido em meio a crises e articulações de bastidores, tornando-se um aliado estratégico da embaixadora americana. Ao longo da trama, ele exibe inteligência política e liderança, enfrentando dilemas morais enquanto tenta conter seu primeiro-ministro impulsivo. Gyasi, que já atuou em produções como “Interstellar” e “Troy: Fall of a City”, entrega uma performance marcante, conferindo humanidade e autoridade ao personagem.

Nos bastidores da embaixada americana, quem exerce influência decisiva é Stuart Hayford, vivido por Ato Essandoh. Stuart é o chefe de gabinete de Kate Wyler e sua figura de confiança, responsável por articular estratégias que podem selar acordos ou iniciar conflitos. Com competência e pragmatismo, ele circula por reuniões sensíveis, sempre ciente das consequências de cada decisão. Ato Essandoh traz ao papel uma presença firme que sublinha a importância de homens negros ocupando espaços de liderança no centro do poder internacional.

Completando esse trio de representatividade, Nana Mensah interpreta Billie Appiah, a porta-voz da Casa Branca. Inteligente, articulada e incansável, Billie enfrenta a pressão de comunicar crises e decisões controversas ao mundo. Sua atuação reforça que mulheres negras podem e devem estar no epicentro das narrativas políticas, como vozes oficiais de governos e agentes de transformação.

Ao colocar esses personagens no centro da trama, “O Diplomata” não apenas amplia a diversidade do elenco, mas apresenta um retrato mais contemporâneo e necessário de quem de fato constrói acordos e influencia a diplomacia global. Eles não são figurantes simbólicos: são líderes que tomam decisões capazes de mudar o curso da história.

Para quem se envolveu com os bastidores intensos da série, vale comemorar. A Netflix já confirmou uma nova temporada, prometendo expandir ainda mais essas histórias e seguir mostrando que a representatividade negra não é um detalhe, mas parte essencial das narrativas de poder.

Dia Mundial do Rock: artistas negros que marcaram a história do Rock and Roll

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Foto: Associated Press

É impossível falar sobre Dia Mundial do Rock sem lembrar as origens negras do estilo musical e celebrar grandes artistas negros que colocaram o rock and roll em um novo patamar, com vozes, performances e muito talento. Na data, celebrada neste 13 de julho, exaltamos as vozes que abriram caminho para o gênero e relembramos que o ritmo nasce do blues, do gospel, do R&B, sendo mais uma das criações incríveis da diáspora africana.

A própria expressão “rock and roll” tem ligação direta com essas raízes. O termo ganhou visibilidade na década de 1940, quando o colunista Maurie Orodenker passou a usá-lo na Billboard para descrever faixas animadas de Sister Rosetta Tharpe, como “Rock Me”. Mas sua origem negra é ainda mais profunda: palavras como “rocking” já eram comuns nas igrejas negras do sul dos Estados Unidos, associadas ao fervor e à intensidade espiritual das músicas gospel — uma base poderosa para o nascimento do rock.

Para celebrar essa data tão especial, lembramos artistas negros que marcaram a história do rock com seu talento que influenciou gerações de músicos.

Sister Rosetta Tharpe

Foto: Getty Images

Sister Rosetta Tharpe, nascida em 1915 no Arkansas (EUA), é considerada a verdadeira criadora do rock’n’roll. Filha de colhedores de algodão e criada em uma comunidade religiosa, ela revelou desde cedo seu talento musical, tocando e cantando com naturalidade nos cultos da igreja. Começou sua carreira no gospel e, em 1944, emplacou “Strange Things Happening Every Day” no top 10 da Billboard — feito inédito para o gênero.

Foi a primeira artista a ter sua música descrita como “rock and roll” na Billboard. Com uma mistura única de guitarra elétrica e espiritualidade, influenciou nomes como Elvis Presley, Chuck Berry e Bob Dylan. Ainda na década de 1940, desafiou o racismo ao se apresentar com músicos brancos e teve um relacionamento com a cantora gospel Marie Knight, sua companheira de palco e estrada.

Apesar de seu pioneirismo, perdeu espaço para homens brancos que dominaram o mercado musical. Morreu em 1973 após um derrame, pouco lembrada e com um túmulo sem identificação. Somente décadas depois passou a ser reconhecida como figura fundamental na história do rock.

Chuck Berry

Chuck Berry foi um dos grandes pioneiros do rock, conhecido por integrar o blues ao country com letras voltadas para o cotidiano jovem, riffs marcantes de guitarra e uma presença de palco inovadora. Dono de clássicos como “Johnny B. Goode”, “Roll Over Beethoven” e “You Never Can Tell”, influenciou diretamente artistas como Beatles e Rolling Stones.

Nascido em 1926, em Saint Louis (EUA), Berry começou a tocar guitarra na adolescência e despontou nos anos 1950, após conhecer o produtor Leonard Chess e o bluesman Muddy Waters. Seu som combinava ritmo contagiante e narrativas acessíveis, ajudando a moldar a identidade do rock’n’roll.

Além de músico, era também performer: sua famosa “duck walk” — em que tocava a guitarra agachado e pulando em uma perna — virou marca registrada. Entrou para o Hall da Fama do Rock em 1986, apresentado por Keith Richards. Mesmo com passagens polêmicas pela justiça, Berry se manteve uma referência musical. Lançou seu último álbum, “Chuck”, em 2017, ano de sua morte, aos 90 anos, deixando um legado essencial para a história da música.

Jimi Hendrix

Nascido em 1942 em Seattle, Jimi Hendrix começou a tocar violão na adolescência e rapidamente se envolveu com bandas de rhythm and blues, acompanhando nomes como Little Richard e os Isley Brothers. Após sair do Exército, passou anos tocando em clubes pelos Estados Unidos até ser descoberto pelo baixista Chas Chandler, que o levou à Inglaterra em 1966. Lá, formou o The Jimi Hendrix Experience, com Noel Redding e Mitch Mitchell, e alcançou sucesso imediato com o álbum Are You Experienced?, que incluía faixas icônicas como “Purple Haze” e “Foxy Lady”.

Com um estilo inovador na guitarra, Hendrix ficou conhecido por seu domínio das distorções, uso expressivo do feedback e performances ao vivo explosivas. Sua apresentação no Monterey Pop Festival, em 1967, quando incendiou a guitarra no palco, marcou sua consagração nos Estados Unidos. O sucesso se repetiu em Woodstock (1969), onde sua versão do hino nacional americano se tornou um símbolo da contracultura. Ainda assim, Hendrix buscava novos caminhos musicais, misturando blues, rock psicodélico e sons experimentais.

Apesar da fama, enfrentou conflitos criativos, desgaste físico e desilusões com a indústria. Tentou se reinventar com a Band of Gypsys, mas retornou à formação original da Experience pouco antes de morrer. Jimi Hendrix faleceu em 18 de setembro de 1970, aos 27 anos, deixando um legado imenso em apenas quatro anos de carreira solo. É lembrado como um gênio da guitarra elétrica e uma das figuras mais influentes da história da música.

Tina Turner

Tina Turner se destacou como uma das maiores artistas da música ao unir potência vocal, energia no palco e resiliência fora dele. Começou sua carreira nos anos 1960 ao lado de Ike Turner, com quem gravou clássicos como Proud Mary e River Deep, Mountain High. Após romper com o parceiro e superar uma relação abusiva, ela se reinventou como artista solo e alcançou ainda mais sucesso na década de 1980.

Seu renascimento veio com o álbum Private Dancer (1984), que trouxe hits como What’s Love Got to Do With It, vencedor do Grammy, e Better Be Good to Me. Na mesma época, consolidou sua presença como estrela global com turnês lotadas e trilhas de filmes como We Don’t Need Another Hero (de Mad Max) e GoldenEye, tema de James Bond.

Ao longo da carreira, Tina vendeu milhões de discos, ganhou 8 Grammys e foi celebrada no Hall da Fama do Rock & Roll. Seu timbre rouco e inconfundível, combinado à sua história de superação, a transformaram em um ícone da música e uma referência para artistas de diferentes gerações.

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