O piloto Lewis Hamilton que veio para o Brasil competir na disputa do Grande Prêmio de Interlagos vai receber, nesta segunda-feia (7) o título de cidadão honorário brasileiro.
Na ocasião desta segunda-feira, ele apenas receberá esse título durante cerimônia solene na Câmara dos Deputados marcada para as 14h de Brasília.
A homenagem foi sugerida em novembro de 2021 após o piloto fazer uma homenagem ao país e a Ayrton Senna quando deu uma volta no GP de Interlagos carregando a bandeira brasileira.
Depois disso, em junho deste ano, o heptacampeão recebeu a aprovação da Câmara e se tornou cidadão honorário do Brasil.
Programa inclui jornadas de aprendizado on-line e gratuitas, com duração de 12 meses, e abre hoje inscrições para 1.500 vagas
Cerca de 1500 pessoas negras vão ter a oportunidade de fazer um curso de inglês com foco no mercado de trabalho de forma gratuita. As inscrições abrem nesta segunda-feira (7) e seguem até 7 de dezembro pelo link https://bit.ly/ingles-mover.
A iniciativa é do Movimento pela Equidade Racial (MOVER) – grupo de 47 empresas comprometidas com o combate ao racismo no ambiente corporativo e na sociedade – que se uniu à EF Education First, especializada em programas de aprendizagem de idiomas, viagens e intercâmbio cultural, para lançar o Programa Acelerador de Inglês Mover & EF.
O programa contempla três jornadas de aprendizado, a serem iniciadas em janeiro de 2023, e um total de 1.500 vagas. A jornada MOVER #Hello é destinada ao público em geral e aberto a pessoas de qualquer idade acima de 16 anos. As jornadas MOVER #In e MOVER #Go são voltadas a colaboradores do grupo de empresas associadas. Do MOVER #Go fazem parte os 100 colaboradores que estão participando da primeira turma do Programa de Liderança MOVER criado em parceria com o Instituto Four para acelerar os processos de desenvolvimento e ascensão de carreira de profissionais negros das associadas.
A turma encerra suas atividades no dia 23 de novembro e, em janeiro, complementa seu aprendizado com a formação na Língua Inglesa. O programa Acelerador de Inglês está alinhado ao pilar de atuação Emprego & Capacitação e à meta do MOVER de gerar oportunidades para 3 milhões de pessoas negras até 2030.
A iniciativa tem como base o estudo encomendado pelo MOVER à empresa de consultoria Plano CDE, apontando que o ensino de Inglês é um gargalo da escola pública e penaliza mais as pessoas negras quando chegam ao mercado de trabalho. Pesquisa anual realizada pela EF Education First para avaliar o Índice de Proficiência em Inglês (EPI) mostra que o Brasil ocupa o 60º lugar do ranking mundial.
Já estudo da plataforma de recrutamento 99jobs com mais de 400 mil candidatos identifica o baixo desempenho em Inglês como causa da eliminação da maior parte dos concorrentes negros em processos seletivos: menos de 3% são fluentes no idioma.
“O baixo índice de domínio da Língua Inglesa entre a população negra reflete o acesso desigual à educação formal e o racismo estrutural ainda presente no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. O programa pretende contribuir para democratizar o aprendizado do idioma e aumentar as chances de contratação e ascensão dessas pessoas, abrindo novos horizontes em seu desenvolvimento de carreira”, destaca Marina Peixoto, diretora-executiva do MOVER.
As jornadas do Programa Acelerador de Inglês Mover & EF oferecem aos participantes a possibilidade aumentar suas chances de inclusão e crescimento no mercado de trabalho por meio do aprendizado da Língua Inglesa e também do desenvolvimento de habilidades (soft skills) que garantam um bom desempenho social e de comunicação no ambiente corporativo.
“Entendemos o aprendizado do idioma Inglês como uma alavanca de transformação e o objetivo principal das jornadas é fazer com que o participante se torne um cidadão global, com repertório, consciência internacional e confiança para participar de processos seletivos e reuniões”, resume Tarsiane Diniz, diretora de Transformação Social da EF Education First.
A ex-deputada e mais quatro membros da família são acusados do assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da ex-parlamentar
Começa nesta segunda-feira (7) o julgamento da ex-deputada federal Flordelis e de mais quatro réus envolvidos na morte do marido dela, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.
Além dela, sua filha biológica Simone dos Santos, a neta Rayane dos Santos e os filhos adotivos André Luiz e Marzy Teixeira respondem por participarem do assassinato do pastor Anderson do Carmo
“Flordelis vai ser condenada porque a prova do processo é robusta”, disse Angelo Máximo, advogado que auxilia a acusação ao g1.
O julgamento começou às 9h, no Fórum de Niterói, no Tribunal do Júri da cidade, mas deve durar mais de um dia. As partes convocaram 30 testemunhas.
O humorista Eddy Jr relatou que voltou a morar no condomínio United Home & Work, em São Paulo, assim como seus agressores Elisabeth Morrone e o filho. “Voltei pro meu AP e a vizinha e o filho voltaram pro deles… Essa é a atualização, esse é o tt”, postou no Twitter neste domingo (6).
A aposentada e o filho foram flagrados com ataques racistas contra Eddy Jr. O caso é investigado pela Polícia Civil.
A Justiça já havia determinado que Elisabeth não se aproxime do humorista ou fique no mesmo local que ele com possibilidade de prisão preventiva, se descumprir a medida protetiva, mantendo a distância mínima de 300 metros.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, 13 testemunhas já foram ouvidas para o caso.
O condomínio, localizado na Barra Funda, afirma que está monitorando a situação e não registrou nenhuma ocorrência com Elisabeth Morrone ou o filho até o último sábado (5).
Segundo o G1, o advogado do prédio, Diego Basse, informou que os moradores se reuniram em assembleia, no dia 31 de outubro, e foi aprovada a possibilidade de medida judicial para um possível afastamento de Elisabeth e o filho do prédio. Porém, o condomínio precisa ter 276 votos para que haja a expulsão. A assembleia está em sessão permanente por 30 dias para atingir o quórum legal.
Se houver o número de votos necessários, iniciará o processo na Justiça para a expulsão, que pode demorar anos ou haver uma liminar de afastamento provisório.
A assembleia também decidiu pela ratificação da multa, já aplicada, de 10 cotas condominiais em razão do comportamento antissocial da moradora, uma penalidade prevista tanto no Código Civil quanto na convenção interna.
Cris Vianna falou sobre a escolha de Dandara Mariana como rainha de bateria da Imperatriz no Carnaval 2023. A atriz de Travessia substituirá IZA, que ocupou o cargo desde 2020. E
Em conversa com o gshow, a atriz relembrou o período em que reinou absoluta à frente dos ritmistas da escola, de 2013 a 2017.
“Achei maravilhoso. Falar da Dandara é lembrar do sorriso dela cheio de luz. A gente se fala muito, tem um grupo de amigas, torce muito uma pela outra. Sou muito apaixonada pela Imperatriz, sempre serei. Fui muito bem recebida lá”, comentou Cris.
Na matéria, a atriz ainda falou se aceitaria ou não ir ser novamente rainha de bateria da escola.
“Não sei dizer. Não é uma coisa que está nos meus pensamentos. Claro que quando a bateria toca, eu fico: ‘Ah, meu Deus’. Escola de samba é um lugar muito especial, porque tem oportunidade de falar sobre tudo, dá oportunidade de trabalho, te revigora. É uma emoção!”
Imortal é a palavra que define o sucesso global ‘Thriller’, de Michael Jackson. Impulsionado pelas festividades de Halloween, a música apresentou um crescimento substancial nas plataformas de streaming ao longo da última semana. Lançada oficialmente em novembro de 1982, a canção se tornou um clássico imediato.
Com mais de 40 anos de história, até hoje, cada vez mais pessoas se inspiram nos visuais cativantes e surpreendes do clipe de ‘Thriller’. Durante a última sexta-feira (4), dentro do Spotify, a música do Rei do Pop figurou entre as 100 canções mais reproduzidas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e França. O impacto de ‘Thriller’ é gigantesco. À época de lançamento, o registro promoveu uma verdadeira revolução no mundo dos videoclipes. Pela primeira vez, um artista unia a ideia do cinema com a música.
Foto: Reprodução.
Para a produção do clipe de ‘Thriller’, Michael tinha se interessado pelo trabalho do diretor John Landis, após ver o filme ‘Um Lobisomem Americano em Londres’, de 1981. O longa de terror com tons de comédia, apresentava a história e as aventuras de um homem que se transformava em lobisomem. A produção acabou suscitando em Michael o desejo de adicionar aquela arte sombria e com efeitos de maquiagem em seu futuro vídeo.
Com o sucesso estrondoso do curta-metragem de 14 minutos, apresentado com exclusividade na MTV, a emissora obteve um crescimento gigantesco em audiência e com efeito, passou a abrir caminho para outros artistas negros, para demais produções de R&B, Soul e Black Music.
Segundo o relatório “Pessoas Negras no Brasil”, lançado pelo Movimento Black Money e a Opinion Box, 56% dos consumidores preferem comprar em empresas que apoiam a diversidade racial. “Temos um avanço sobre consumo consciente para equidade racial, no entanto ainda estamos longe de movimentar o quanto poderíamos”, avalia Nina Silva, CEO do MBM.
A pesquisa inédita ouviu mais de 2 mil pessoas negras e não-negras para responder um questionário relacionado à raça no país.
“Para as marcas, lideradas por pessoas negras ou não, fica um alerta importante por parte dos consumidores. Não adianta se posicionar em relação a pautas raciais e não realizar ações que comprovem esse posicionamento. 1 em cada 3 pessoas negras já percebeu que, na prática, algumas empresas se utilizam de questões raciais apenas para lucrar”, aponta o relatório.
Cerca de 70% das pessoas afirmam comprar produtos voltados para a população negra ou que valorizam elementos da cultura afro. Além de apoiar marcas e negócios de pessoas negras, cerca de metade dos entrevistados também já se posicionou de forma contrária a empresas que se envolveram em casos de racismo.
A terceira edição do Festival Internacional do Audiovisual negro no Brasil, sob o tema “Memória e Futuridades – O audiovisual negro como um espaço de uma convocação para a vida”, acontece de 23 a 27 de novembro, em São Paulo/SP. Pela primeira vez, a programação é majoritariamente presencial, uma conquista celebrada pela Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), responsável pela realização do evento.
Tatiana Carvalho Costa, Conselheira Regional e Diretora Artística do FIANB, explica o conceito da edição: “Precisamos entender novamente que há uma essa possibilidade real de política pública e como vamos participar disso, da reconstrução do país. A ideia de trabalhar Memória e Futuridades, sobretudo nesse momento em que a gente enfim vai ter o retorno, que está prometido, do Ministério da Cultura, é da gente poder promover uma conversa – a partir dos filmes e outros produtos audiovisuais, mas também com essa dinâmica do Festival – para entender o que precisa ser retomado. Por que a gente está exibindo filmes, por exemplo, que foram produzidos num contexto de um edital de ações afirmativas”
A Diretora afirma, ainda, que é urgente a compreensão de que “Discutir cinema e audiovisual negro, em sua pluralidade, é discutir o imaginário de um país. Pensar cinemas negros é pensar cinema brasileiro. Então a gente precisa se fortalecer com esses diálogos para entender de que maneira a gente vai, efetivamente, compor essa dinâmica – agora inevitável – de se entender o cinema e o audiovisual brasileiro com a presença de pessoas negras, respeitando a diversidade de um país de maioria negra.”
Para essa edição, um dos destaques é a parceria com a plataforma AfriDocs, uma iniciativa diaspórica no audiovisual que tem a proposta de explorar as experiências ao trazer as narrativas de povos africanos e em diáspora a partir de suas próprias histórias. Essa ação terá como uma das contrapartidas legendar materiais de países africanos em português, com exibição durante o Festival, além de ser um legado do FIANB para a comunidade.
Mostra Brasileira, Mostra Internacional, Mesas de Debates com realizadores, Oficinas, minicursos, tudo isso faz parte da programação do FIANB 2022, que também inclui a realização de mostras infanto-juvenis em outras regiões da cidade de São Paulo, resultado de uma parceria com a SPCINE.
Todas as atividades, a partir do tema geral “Memória e Futuridades” coloca em tela um questionamento: “Qual Brasil, qual mundo é possível sem a plena existência negra? Qual audiovisual é possível sem a nossa plena presença”
A direção artística do Fianb, assinada por Kariny Martins e Tatiana Carvalho Costa, ambas Conselheiras regionais da Apan, construíram uma curadoria que permite aprofundar essas reflexões e avançar nos debates que coloquem em diálogo a memória e presença ancestral, ao passo que se verifica a urgência de fortalecer as intervenções no imaginário coletivo brasileiro. “O vigor da produção audiovisual negra brasileira contemporânea nos inspira na proposição de um festival que celebre nossa imaginação coletiva como um lugar de fabulação, conjuração e convocação para a vida.”, ressaltam as diretoras artísticas.
Com o objetivo de descentralizar e ampliar público, a programação do Festival prevê a exibição do filme Marte Um, de Gabriel Martins, Cabeça de Nego, de Déo Cardoso, exibições seguidas por bate papo com os presentes, Mostras infantil e a mesa Cineclubismo e a difusão do cinema negro no Brasil no IbiraLab Cine no Jd Ibirapuera.
No encerramento, será a vez de exibir O pai da Rita, dirigido por Joel Zito Araújo, com bate papo com o diretor e o fechamento da terceira edição com apresentação da Bateria da Escola de Samba da Vai Vai.
Existem pessoas que te inspiram a ser uma pessoa melhor. Crescemos com exemplos próximos, seja parental ou até mesmo o seu super herói do desenho da manhã. A verdade é que nós somos inspirados o tempo todo, de forma orgânica ou não.
Por aqui também sou inspirado o tempo todo e é claro que meus exemplos são, além de pretos, transexuais ou travestis. Hoje eu vou falar de um homem que me inspira a ser melhor todos os dias, ele é meu mano, meu parceiro de vida e muda a vida de pessoas pretas o tempo todo com seus projetos sociais.
Hoje vamos falar de Akin Abaz. Akin é um homem trans e preto de 27 anos, nascido na Zona Leste de São Paulo e fundador da InfoPreta, uma empresa de tecnologia que nasceu em 2013. Akin surgiu como um verdadeiro transgressor da regra mercadológica da tecnologia.
Fundou a empresa de tecnologia para inserir pessoas negras, preferencialmente mulheres e LGBTQIA+, no mercado de trabalho tecnológico que por sua vez, é extremamente branco e classista. Além de empregar estas pessoas trazendo dignidade a suas vidas, Akin também leva visibilidade para pessoas que talvez não seriam vistas pela tecnológica enquanto potencias.
E tem mais, ele criou o projeto Notes Solidários da Preta, que faz a manutenção de computadores doados por clientes para repassa-los a mães negras, pessoas negras de baixa renda, pessoas transexuais, pessoas negras LGBTQIA+, pessoas indígenas e PCD’s, que sejam estudantes do ensino superior.
Segundo Akin “A infoPreta foi criada para combater esse padrão imposto pela sociedade, porque se analisar as pessoas que trabalham lá, ninguém é padrão”. E é sobre esse nós por nós que devemos pensar, de forma clara, estruturada. Não é sobre chegar lá sozinho. É sobre chegar a lugares que nunca imaginamos estar, acompanhados dos nossos.
A fase era pré-modernista e ele estava lá fazendo acontecer. Lima Barreto foi um dos nomes mais importantes da nossa história. Pouco se fala nele, mas para nós, da comunidade negra, ele sempre estará presente, sabemos de sua importância no contexto histórico e literário brasileiro.
Seu pai era tipógrafo e sua mãe professora. Lima nasceu no Rio de Janeiro em 1881. Seus pais não tiveram uma vida fácil, pois o preconceito com sua condição financeira estava sempre presente.
Aos 7 anos de idade, ele presenciou a assinatura da Lei Áurea, junto ao seu pai e a uma multidão de pessoas escravizadas que aguardavam a tão esperada liberdade. (Liberdade que não foi liberdade, pois as pessoas deixaram de ser escravizadas, mas continuaram na mesma situação, jogadas ao mundo sem nenhuma perspectiva.)
A vida tomou rumos diferentes: ainda quando criança, ele perdeu sua mãe. Foi então que passou a estudar em colégios bons, já que era afilhado do Visconde de Ouro Preto.
Lima Barreto
O jornalismo entrou na vida do jovem rapaz em 1905, período em que ele ingressou no jornal Correio da Manhã. Lima Barreto sempre foi muito observador e crítico, e fazia severas críticas à burguesia carioca.
A literatura chegou em sua vida e lhe proporcionou muita coisa boa. Ele nos deixou um legado e tanto. Algumas de sua obras são os romances Triste fim de Policarpo Quaresma, de 1915, uma verdadeira obra de arte, e Clara dos anjos, publicado postumamente em 1948; o livro de crônicas Feiras e Mafuás, também póstumo, de 1956, entre tantas outras.
Infelizmente, no Brasil existe a cultura do apagamento. Isso ocorreu com Lima e vários outros negros e negras que foram importantes para a valorização de nossa história.
Uma vida curta para uma pessoa tão importante. Lima Barreto morreu aos 41 anos de idade, no ano de 1922. Não viveu a Semana de Arte Moderna. Mas nos deixou um legado e tanto.
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