O rapper Emicida está preparando um show inédito e diferente para o encerramento da 3ª edição do Rio Montreux Jazz Festival, no dia 14 de outubro. Reverenciando uma das inspirações do seu último álbum, o rapper vai unir ‘AmarElo’ e ‘A Love Supreme’, de John Coltrane.
O álbum “AmarElo”, lançado em 2019, continua sendo um dos álbuns mais inovadores da carreira do rapper, que dessa terá um show totalmente inspirado em um dos clássicos do jazz lançado em 1965. “Quando a gente lançou o disco AmarElo, eu fiz uma série de postagens falando de referências e mais referências que influenciaram o processo. Uma dessas referências é o disco ‘A Love Supreme’, do John Coltrane. E agora, em outubro, no Rio Montreux Jazz Festival, a gente vai ter oportunidade de explorar mais essa influência no espetáculo que se chama: ‘AmarElo encontra A Love Supreme’”, comentou Emicida.
Além do álbum em sí, o projeto ‘AmarElo’ também já se tornou um podcast e um documentário na Netflix.
O festival acontece nos dias 11, 12, 13 e 14 de Outubro, no Parque Bondinho Pão de Açúcar, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro, e traz diversos artistas de jazz nacionais e internacionais além de outros artistas de diferentes estilos musicais. Os valores dos ingressos variam de R$350 e R$700 e podem ser adquiridos pelo site do evento.
Após o processo correr em segredo de justiça, a advogada Isabel Macedo de Jesus confirmou que fechou um acordo “satisfatório” com a cantora Luísa Sonza, após o caso de racismo. A informação foi confirmada pela sua advogada, Jéssica Oliveira, em nota enviada para o UOL nesta terça-feira (19).
Segundo as informações levantadas pelo UOL, o caso, aberto em 2020, foi arquivado no dia 16 de agosto. A defesa de Isabel não revelou o valor do acordo, já que o caso ocorreu em segredo de justiça.
De acordo com a carta, o objetivo do processo era mostrar como o racismo estrutural afeta a vida da população negra. “O intuito da ação judicial em face da cantora Luísa Sonza foi demonstrar como que inclinações pessoais, ainda que inconscientes, afetam o julgamento do indivíduo sobre determinados grupos minoritários.
Além disso, a nota vê como valiosa a retratação pública feita pela cantora, sendo uma ação importante principalmente quando se trata de figuras públicas.
Em 2020, Luísa Sonza foi processada por Isabel por ter a confundido com uma funcionária de hotel em Fernando de Noronha. Na época, a cantora foi duramente criticada e até chegou a ser removida da line do REP Festival. Logo depois, ela pediu desculpa publicamente.
Leia a nota completa de Jéssica Oliveira, advogada de Isabel, conseguida pela UOL:
OBJETIVO DO PROCESSO
Não há como negar que o racismo estrutural traduzido em práticas diretas e indiretas da sociedade, em desfavor da população negra, derruba de uma vez por todas o mito da democracia racial. Portanto, o intuito da ação judicial em face da cantora Luísa Sonza foi demonstrar como que inclinações pessoais, ainda que inconscientes, afetam o julgamento do indivíduo sobre determinados grupos minoritários.
O IMPACTO DO PROCESSO
A busca por reparação implica em uma verdadeira batalha, não apenas em face do agente causador do dano, mas também em face de um Judiciário com sub-representação de grupos minoritários e com magistrados que, em sua maioria, analisam esse tipo de demanda com a lupa do mito da democracia racial. Vencer essa batalha não importa em êxito apenas para a Isabel, mas para todos aqueles que se sentem desencorajados mediante a situações discriminatórias, além de um alerta sobre a necessidade de termos um Judiciário que represente de fato o caráter pluriétnico da população brasileira. Prova disso é a campanha realizada por várias organizações do movimento negro pela indicação de uma jurista negra para ser ministra no STF, o que nunca ocorreu em 132 anos de história da referida Corte.
NÍVEL DE SATISFAÇÃO COM O RESULTADO DO PROCESSO
Não há como dizer que não é satisfatória a celebração de um acordo que contemplou todos os pedidos pleiteados pela Isabel.
É importante explicar que o valor do pedido de indenização por danos morais impacta no valor das custas a serem pagas para a distribuição do processo, e isso é um fator que limita o referido pedido quando, segundo o entendimento do magistrado que recebe a ação, a parte não goza do direito à gratuidade de justiça, o que ocorreu no caso da Isabel.
Por conta disso, muitas pessoas que, por receio de ver negado o direito à gratuidade de justiça, deixam de recorrer ao judiciário, justamente por não ter condições financeiras de arcar com as custas processuais, sendo este o primeiro obstáculo para a propositura de demandas desta natureza.
Quanto à retratação pública, é valioso esse reconhecimento da natureza discriminatória da conduta por parte dos responsáveis, principalmente quando se trata de pessoas públicas, uma vez que podem contribuir para o debate e para a reflexão acerca das diversas formas de racismo na nossa sociedade.
Danielle Marques, idealizado do projeto Do Silência ao Silício (Foto: Reprodução/Instagram)
Já imaginou ter a oportunidade de visitar as sedes das maiores empresas de tecnologia do mundo e conhecer altos executivos e players norte-americanos para alavancar os seus negócios? O projeto Do Silêncio ao Silício selecionou dez empreendedores negros que farão uma imersão de duas semanas no Vale do Silício em 2024. Essa é a primeira edição da iniciativa e tem como missão ser a ponte entre a periferia e o maior polo de inovação do mundo, localizado na Califórnia, nos Estados Unidos.
Para obter ajuda com todos os custos operacionais da viagem, tais como passagem, hospedagem, alimentação, visto e transporte dos selecionados, o projeto abriu financiamento coletivo com contruibuições que começam a partir de R$ 10 e podem ser feitas pelo site Benfeitoria, dentro da página da campanha, ou diretamente pelo Pix do projeto. (Veja aqui)
Para as empresas que queiram se tornar patrocinadoras do programa, as faixas de contribuição vão de R$ 30 mil a R$ 90 mil. A depender do aporte investido, o patrocinador receberá recompensas como ações de ativação, reels e stories durante a imersão, lives e uma palestra exclusiva ministrada pelos selecionados e pela líder do projeto, Danielle Marques.
As inscrições da iniciativa foram abertas em janeiro de 2023 e o programa recebeu mais de 300 candidaturas de todo o país. Destas, cerca de 60 empresas passaram para a segunda fase e dez foram selecionadas. Os requisitos para participar incluíam ter uma empresa de base tecnológica, ser um empreendedor negro, ter disponibilidade para mentorar um empreendedor negro e periférico na volta, residir no Brasil e ter disponibilidade para estudar inglês.
“Tivemos um boom de inscrições, diversos negócios potentes e que fazem a diferença nos locais onde estão inseridos. Foi muito gratificante e apenas confirmou o que já sabíamos: empreendedores negros precisam de oportunidade para alavancar seus negócios”, diz Danielle Marques, idealizadora do projeto, que foi criado em parceria com a StartSe, uma das principais referências dentro do
mercado brasileiro de startups.
“Também conseguimos furar a bolha do eixo Rio-São Paulo, com o projeto recebendo inscrições de norte a sul. Isso nos mostrou que o ecossistema de startups precisa olhar mais não só para os empreendedores negros, mas também para o Norte e Nordeste”, completa.
A imersão será de 15 dias, durante os quais os participantes visitarão as sedes das maiores empresas de tecnologia do mundo. Nessas visitas, a partir de palestras e workshops, os jovens aprenderão sobre novas estratégias de negócios, modelos de negócio disruptivos, tendências do mercado de trabalho e formas de gestão inovadoras. Um aprendizado que deverá impactar diretamente no desenvolvimento de suas carreiras como empreendedores.
O grupo terá ainda acesso a networking com altos executivos e players americanos com potencial de negócios e parcerias internacionais. Ao final do programa, os participantes receberão um certificado internacional pelo Hub Internacional StartSe
University, situado em Palo Alto.
Ao retornar ao Brasil, como contrapartida, todos eles deverão mentorar outros jovens negros que queiram empreender no mercado de tecnologia. O objetivo é que o conhecimento seja repassado para quem está começando a criar seus negócios dentro deste ecossistema.
Eles também serão mentorados e acompanhados durante seis meses pela equipe Do Silêncio ao Silício, que quer analisar o impacto do programa em suas vidas, carreiras e empresas, e pautar-se nos resultados para as próximas edições.
Como contribuir:
Para fazer uma contribuição, acesse: benfeitoria.com/projeto/10empreendedoresnegrosnovale
Para fazer um Pix, utilize a chave do projeto: CNPJ: 47.337.813/0001-35
Para patrocinar o projeto, entre em contato, acesse o site: www.dosilencioaosilicio.com.br
Conheça os selecionados
Foram selecionadas empresas de tecnologia de diversos segmentos e diferentes regiões do país, com uma maioria intencional de mulheres, pois o projeto acredita que é preciso acelerar a carreira de mulheres negras empreendedoras dentro do ecossistema de tecnologia.
As startups selecionadas são:
● Uso.Eboni, da empreendedora Thamires Santos – a Eboni produz cosméticos com fórmulas naturais, veganas e sem crueldade animal,
utilizando recursos biotecnológicos e não tóxicos. Busca a ecoinclusividade dos seus consumidores, visando a melhoria da qualidade de vida da comunidade negra e sua participação nas questões ambientais referentes à beleza e ao bem-estar. https://www.instagram.com/uso.eboni/
● Minha Cesta, da empreendedora Roseane Moreira – a Minha Cesta é uma startup de Impacto Social que visa reduzir as dificuldades para conectar quem pode doar àqueles que mais necessitam receber cestas básicas, prezando pela segurança, transparência e comodidade. Além disso, também promove cursos e treinamentos para dar oportunidades de independência financeira para os beneficiados. https://www.instagram.com/minhacesta_app/
● Fazer Orçamento, do empreendedor Irwin Gomes – a Fazer Orçamento é um software de propostas comerciais voltado para autônomos e microempreendedores brasileiros. O programa permite que os profissionais tenham um controle fácil da própria empresa e possam vender seus serviços com mais confiança. https://www.instagram.com/fazerorcamento/
● Afrosaúde, do empreendedor Igor Leo – startup que desenvolve soluções em saúde com objetivos sociais e organizacionais, com atenção especial à população negra. https://www.instagram.com/afrosaude/
● Alfabantu, da empreendedora Odara Délé – empresa que atua na área de educação e tecnologia, tendo como principal objetivo fomentar o diálogo e a troca de experiências entre Brasil e África, por meio da língua portuguesa e do kimbundu. Com o intuito de desenvolver e criar produtos e serviços que promovam a educação, a empresa vem consolidando diversas ações ao longo do tempo. https://www.instagram.com/alfabantu/
● Edumi, da empreendedora Gabrielle Rodrigues – uma startup de impacto social que capacita jovens de baixa renda para o mercado de tecnologia e cria pontes entre os dois por meio do aprendizado em análise de dados, treinamento de competências socioemocionais e mentoria com pessoas do mercado. https://www.instagram.com/edumioficial/
● Parças, do empreendedor Alan Almeida – EdTech de Impacto Social que atua no apagão técnico de TI -termo utilizado para falar do excesso de vagas e falta de mão de obra na área-, a Parças forma novos desenvolvedores provenientes de periferias e favelas e egressos de medidas socioeducativas. https://www.parcas.com.br/
● Infill, do empreendedor Lucas Lima – a Infill nasceu da ideia de fazer uma fábrica de impressoras 3D no Complexo do Alemão, bairro que abriga um conjunto de comunidades na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, tendo assim um produto de tecnologia made in favela. https://www.instagram.com/infillrj/
● Ecociclo, da empreendedora Adriele Menezes – EcoCiclo é uma startup que opera um marketplace com foco em sustentabilidade e tecnologia. A plataforma utiliza inteligência de negócios para impulsionar as vendas de produtos sustentáveis produzidos por mulheres empreendedoras. Além disso, a EcoCiclo se destaca por educar mulheres empreendedoras em modelos de negócios escaláveis, capacitando-as através da tecnologia. https://www.instagram.com/ecociclooficial/
● BeeTo Soluções Digitais, da empreendedora Pâmela Cavalcante – startup de automatização de processos que oferece sistemas personalizados para empresas, auxiliando na tomada de decisões estratégicas com a criação de indicadores e dashboards para análise de dados. Com o empreendedorismo de impacto social como essência, atua promovendo a empregabilidade de jovens periféricos e mulheres no mercado de tecnologia. https://www.instagram.com/beetobrasil/
Com objetivo de construir um futuro mais inclusivo, a rede Indique Uma Preta está organizando o evento “Criando Crianças Antirracistas”, que acontecerá online no dia 26 de setembro, às 19h. O encontro propõe uma conversa sobre como criar crianças pensando em uma educação que respeite a diversidade.
O evento tem vagas limitadas e os interessados podem se inscrever através do link na bio do Instagram do Indique Uma Preta (CLIQUE AQUI) até o dia 25 de setembro. O evento contará com a participação da escritora Waldete Tristão e da fundadora da Aziza Editora, Luciana Oliveira, que são referências na promoção da literatura infantil antirracista.
“Buscando construir um futuro menos opressor e com novas narrativas, faz-se necessário pensarmos em como estamos criando e educando as próximas gerações”, descreveu a equipe da Indique na publicação que compartilha o evento. Além disso, elas explicam a escolha das convidadas: “chamamos 2 mulheres negras com vasto repertório sobre literatura infantil antirracista para dividir com nossa comunidade suas contribuições sobre o tema Criando Crianças Antirracistas”.
O evento “Criando Crianças Antirracistas” será uma oportunidade única para a comunidade aprender com essas duas mulheres especiais, que compartilham suas perspectivas e estratégias para educar crianças de forma a capacitá-las a combater o racismo em todos os aspectos de suas vidas.
A Defensoria Pública da União (DPU) anunciou nesta terça-feira (19) que a rede de atacado Atakarejo, localizada em Salvador, terá de pagar R$20 milhões em danos morais coletivos pela morte de dois jovens negros que foram pegos roubando carne na capital baiana em 2021, além disso, a empresa também está obrigada a implementar uma série de medidas de combate ao racismo.
O caso aconteceu no dia 26 de abril de 2021, quando Bruno Barros, 29 anos, e Yan Barros, 19 anos, foram entregues por seguranças do Atakarejo a membros de uma facção criminosa no bairro Nordeste de Amaralina. As investigações apontam que a facção não permitia roubos na região para evitar a presença da polícia.
Foto de Bruno e Ian durante a abordagem dos seguranças do mercado.
Tio e sobrinho foram torturados e mortos, e tiveram seus corpos encontrados no porta-malas de um carro no bairro de Brotas. O supermercado não registrou o roubo na polícia, conforme informado pela Polícia Civil na época. Durante as investigações, o tribunal determinou a prisão de traficantes e dos funcionários do supermercado envolvidos que estavam envolvidos.
A decisão foi alcançada após um acordo judicial entre a DPU e instituições e entidades negras com a empresa Atakarejo, que foi homologado na segunda-feira. O Atakarejo pagará os R$20 milhões em 36 parcelas fixas, com o primeiro pagamento previsto para meados de outubro. De acordo com um comunicado divulgado pela DPU, “a quantia será destinada ao Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad) e deve ser usada para financiar iniciativas principalmente relacionadas ao combate ao racismo estrutural.”
A DPU também afirma que solicitou uma indenização individual para as famílias das vítimas e, na tentativa de agilizar o processo, propôs um acordo extrajudicial, que ainda não foi homologado.
Em comunicado divulgado dez dias após o assassinato de Bruno e Yan, o Atakarejo expressou seu forte repúdio aos eventos e estendeu sua solidariedade às famílias. A empresa também afirmou que uma investigação interna resultou na suspensão dos seguranças envolvidos. “A empresa reafirma seu compromisso com seu código de ética e conduta e nunca tolerará qualquer ato de violência.”
Além da compensação financeira, o acordo judicial assinado inclui 41 cláusulas que estabelecem obrigações que o Atakarejo deve cumprir. Entre as medidas às quais a empresa se compromete estão o aumento na contratação de trabalhadores negros em proporção ao número de negros no estado de atuação, de acordo com o censo mais recente do IBGE.
“A empresa terá até um ano para garantir que sua força de trabalho reflita a diversidade da população e deve incorporar essa diversidade de forma permanente nos padrões de operação da rede de supermercados. O Atakarejo também manterá um programa de estágio exclusivo para pessoas negras por três anos, com dez vagas disponíveis a cada ano,” de acordo com a DPU.
A atriz e cantora Angélica Ross acusou a atriz Emma Roberts de ser transfóbica e criar um ambiente tóxico durante as gravações da série “American Horror Story: 1984” (2019). Ela abriu uma live no Instagram na manhã desta quarta-feira (20) após desabafar em seu X sobre sua experiência no set.
Angélica Ross surpreendeu seus fãs ao abrir uma live nesta manhã para falar de um episódio de transfobia que sofreu no set de AHS. Ela revelou que a pessoa seria E.R [Emma Roberts].
Em um trecho da live, ela dá mais detalhes sobre o ocorrido: “Ela chegou para o John e falou: ‘John, a Angélica tá sendo malvada’, e eu sei que ela estava brincando. Daí o John falou ‘Ok, senhoras, é o suficiente, vamos voltar aos trabalhos’, então ela olha pra mim e diz: ‘Você não quis dizer senhora?’, desabafou Ross.
A atriz de “Pose” também comentou que após o ocorrido nunca mais falou com Roberts. “Quando isso aconteceu eu falei ‘eu cansei’, não falei mais com ela desde então. Ela me perguntava ‘Você tá ok? A gente nem tá se falando’ e eu ficava calada.
Na terça-feira (19), ela também divulgou um print de e-mail de 2020 onde Ryan Murphy, autor da séria, teria prometido uma temporada de American Horror Story focado em mulheres negras. “Lembra da sua ideia sobre uma temporada de HORROR estrelada por mulheres negras? Bem, estou fazendo isso”, escreveu Murphy. “Ainda não tenho certeza da história, mas abriremos uma sala de roteiristas no outono. Junto com você, quem são as quatro mulheres que eu deveria contratar? Acho que você, Keke Palmer, Gabby”
“So, as Nella considered why she distrusted Needles and Pins so much, she also considered what Jesse had said about white people who went out of their way to present “diversity” (1/2) @zakiya_harris#TheOtherBlackGirlpic.twitter.com/2wbJWh4KCb
O print mostra que Ross teria respondido entusiasmada e sugerido mais nomes de mulheres negras para o elenco, como Viola Davis, Lupita Nyong’o e Angela Bassett, mas nunca recebeu um retorno sobre a ideia.
O vereador Camilo Cristófaro (Avante) teve o mandato cassado por falas racistas nesta terça-feira (19). A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a medida por 47 votos a favor. Houve 5 abstenções e nenhum voto contra. Essa é a primeira vez na história da cidade que um vereador é cassado por racismo.
Em maio do ano passado, Camilo Cristófaro teve um áudio vazado no plenário da Casa durante uma sessão da CPI dos Aplicativos, dizendo a frase:“Não lavar a calçada é coisa de preto”. Imediatamente houve a repercussão negativa, reconhecido agora pela Câmara como quebra de decoro parlamentar. O Dr. Adriano Santos (PSB) que irá assumir a vaga.
A vereadora Luana Alves (PSOL), que representa a acusação, se pronunciou sobre o caso. “Eu, que estava presente [à sessão em que o áudio vazou], nunca vou esquecer da expressão de todos os presentes naquela sessão que se sentiram violentados pela fala. Foi um desrespeito profundo a todos os que estavam presentes e a toda a população negra de São Paulo”.
“O quê que ‘coisa de preto’ significa? É uma ‘piada’ que trabalha com elemento narrativo de estereótipo que as pessoas negras fazem coisas erradas. Que as pessoas negras fazem coisas malfeitas. Que as pessoas negras não seriam competentes para ocupar um lugar de intelectualidade, de poder”, criticou.
Já durante a defesa, o advogado Ronaldo Andrade, afirmou que Cristófaro não tinha sido racista. “Que haja julgamento, que haja Justiça. Um negro que está defendendo o branco. Eu sei que não houve preconceito. Houve uma fala mal colocada, de mau gosto. Porque é uma fala infeliz, mas daí a transformar isso em preconceito, pior do que preconceito, racismo…”.
E completou: “Eu estou com o Djonga: ‘Fogo nos racistas’. Eu sou contra o racismo, mas racismo. Não tirar do contexto uma frase mal colocada e taxar isso de racismo. Não é brincadeira que se faça, só que ele fez com um amigo dele”.
A escolha da vencedora do Miss Universo Zimbábue 2023 está repercutindo nas redes sociais. No último sábado, 16, Brooke Bruk Jackson, de 21 anos, uma mulher branca, foi eleita para representar o país localizado no sul do continente africano. Em sua primeira participação no concurso, segundo o jornal local The Herald, ela foi coroada durante cerimônia realizada no auditório Harare Hippodrome.
Jackson foi eleita em um concurso cercado por polêmicas que incluem a acusação de que organizadores e pessoas com influência na indústria teriam buscado favores sexuais em troca de coroações. Além disso, essas pessoas estão sendo acusadas de favoritismo. O portal News Day, informou que o concurso de Miss Universo Zimbábue também está sendo acusado de manipulação de resultados: “No início eram votos livres, mas de repente eles removeram a plataforma de voto livre e introduziram a plataforma de voto ampliada, onde éramos obrigados a pagar para votar”, observou ela.
Segundo o jornal, existe a suspeita de que Tendai Honda, diretora nacional do concurso, tenha escolhido algumas modelos. As acusações dão conta de que a diretora colocou uma modelo entre os finalistas com a ajuda do namorado, um homem rico que está entre os principais patrocinadores do concurso.
A modelo, Tashinga Musara, que estave entre as 25 finalistas, fez uma publicação no Instagram expondo o suposto golpe no concurso de beleza: “Não sou um péssimo perdedor, mas defendo o que é certo. Miss Universo Zimbábue é uma farsa, eles já tinham uma favorita desde o início e permitiram que as outras 24 mulheres incríveis desperdiçassem seu tempo e dinheiro”, disse ela.
A vitória de Brooke Bruk Jackson acontece 20 anos depois de o país ser reintegrado ao Miss Universo. Nas redes sociais, a vencedora celebrou o resultado. “Ganhei esta coroa para o nosso belo país, para amar e servir o nosso povo, para representar o Zimbabué internacionalmente e para mostrar ao mundo a singularidade do Zimbabué e do Zimbabué. Quero ser um exemplo de graça, compreensão e inspiração para a juventude do Zimbabué, para incutir o espírito do “ubuntu” e saber que juntos somos fortes e tudo na vida é possível”.
Fenômeno da música contemporânea, Megan Thee Stalliondiz que não utiliza mais as redes sociais. Aos 28 anos, a artista revelou para o Entertainment Tonight que está vivendo uma nova fase em sua carreira, focada no bem estar pessoal.
“Acho que estou num espaço seguro. Tudo sobre mim é novo, minha atitude, minha vibe, sinto que estou começando um novo capítulo em minha vida”, contou ela. “Já passei por tanta coisa e eu já não me importo mais, estou confortável comigo mesma. Estou correndo riscos agora. Não tenho aplicativos em meu celular, não tenho nenhuma rede social em meu celular. Não faço ideia do que falam sobre mim”, destacou a estrela.
Foto: Getty Images
A equipe de Megan fica responsável por gerir as redes sociais da rapper, numa tentativa de manter a saúde mental da estrela longe dos comentários tóxicos que são publicados na internet. Em 2022, para a Rolling Stone, Megan já tinha comentado sobre a importância de lidar com sua saúde mental. “Sinto que neste momento a saúde mental é mais importante do que nunca, porque tenho mais pressão sobre mim do que costumava ter… quando eu era Megan e não era tão criticada com tanta projeção como estou agora”, disse ela na época.
A artista já declarou também que se sente melhor ao fazer terapia. “Como pessoa negra e quando você pensa em terapia, é tipo: ‘Meu Deus, sou fraca’. Você pensa em remédio e só pensa no pior… Nunca foi uma conversa que estava em cima da mesa. Desde que perdi meus pais eu me questiono: ‘Oh, meu Deus, com quem eu falo? O que eu faço?’. E comecei a aprender que não há problema em pedir ajuda. E não há problema em querer fazer terapia“, destacou a artista.
O projeto Escola de Elisas está com inscrições abertas até o dia 5 de outubro para uma formação gratuita destinada a professores, gestores de todos os níveis de ensino, educadores sociais e demais indivíduos envolvidos em ambientes socioeducativos em todo o território brasileiro.
Com o tema“Formação para Educadores: Desconstruindo barreiras e construindo um futuro antirracista no agora”, o projeto, que tem parceria com a NIVEA, visa capacitar e inspirar profissionais da educação a promoverem práticas educacionais mais inclusivas e antirracistas.
A formação, que será ministrada de forma online, compreenderá cinco aulas formativas, cada uma com duração de duas horas. Para garantir uma experiência de aprendizado interativa e personalizada, cada aula será restrita a um máximo de cinquenta participantes. Ao concluir o curso, os participantes receberão certificados individuais, validando o curso como um programa de extensão especialmente voltado para professores.
Para se inscrever, os interessados deverão preencher um questionário que coletará informações sobre sua atuação educacional, incluindo detalhes sobre as escolas onde trabalham e o número de alunos sob sua responsabilidade, entre outros aspectos.
Além do treinamento, todos os professores inscritos terão acesso exclusivo a um manual facilitador elaborado pelo Escola de Elisas, uma iniciativa inovadora do Laboratório de Tecnologia em Inovação Social Das Pretas, com sede em Vitória/ES. Este guia prático fornecerá um passo a passo do projeto, servindo como uma fonte de inspiração para a criação de projetos originais com base na metodologia do Escola de Elisas. O manual oferece orientações para o desenvolvimento de atividades e aulas que promovam uma educação diversificada e inclusiva em suas salas de aula.
A Formação de Educadores oferecida pelo projeto Escola de Elisas, tem como objetivo principal aprimorar o desenvolvimento profissional e pessoal de todos os interessados em contribuir para a educação e o crescimento integral das comunidades negras. Esta iniciativa representa um passo significativo na promoção de uma educação antirracista no Brasil, capacitando educadores a cumprir as leis que garantem a igualdade e a inclusão em ambientes educacionais.
Luana Loriano, Head de Educação do Das Pretas, destacou a importância desta formação, afirmando: “O Escola de Elisas está vivenciando um momento especial, marcado por uma transformação significativa. No ano passado, atendemos exclusivamente a um grupo de 20 meninas negras, mas agora estamos ampliando nossa missão para incluir crianças de 8 a 12 anos, independente de gênero ou raça. Compreendemos o papel crucial dos educadores como agentes transformadores na promoção de uma educação antirracista, e é por isso que estamos oferecendo essa formação de dez horas, dividida em cinco aulas, ministradas por professoras especialistas, mestres e doutoras nos assuntos”.
A programação da Formação já está definida e abordará os seguintes temas em cada aula online:
09/10 – “Construindo Futuros Inclusivos: Gestão Antirracista para Transformar Instituições”
16/10 – “Desvendando Raízes e Desafiando Paradigmas: Racismo Estrutural e Desconstrução da Branquitude”
23/10 – “Explorando Mundos Literários Diversos: Literaturas Africanas e Indígenas nas Escolas”
30/10 – “Transformando Sociedades a partir da Sala de Aula: Políticas Afirmativas e Inclusão”
06/11 – “Transformando Educadores em Agentes de Mudança: Como ser um educador antirracista”
Esta formação representa um desdobramento importante do projeto Escola de Elisas 2023, apoiado e patrocinado pela NIVEA, empresa que também patrocinou o lançamento da Cartilha Antirracista Escola de Elisas. Diante do sucesso da cartilha e da crescente demanda dos professores na edição anterior do projeto, o Das Pretas decidiu ampliar seu impacto para incluir também os educadores, reconhecendo o papel fundamental que desempenham na promoção da educação antirracista.
As inscrições estão abertas até o dia 5 de outubro e podem ser realizadas no site do Sympla (CLIQUE AQUI).