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Ne-Yo será atração em camarote de Salvador no Carnaval 2026

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Foto: reprodução

O ícone do R&B Ne-Yo retorna ao Brasil e será a principal atração do Camarote Salvador 2026, comandando o Palco Praia na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro. Após o sucesso estrondoso de sua turnê pelo país em 2024 e de sua apresentação marcante no Rock in Rio, o cantor norte-americano promete mergulhar na energia contagiante da folia baiana.

Ne-Yo já é conhecido do público brasileiro: em 2013, levantou os foliões com sucessos como So Sick, Sexy Love, Closer e Miss Independent, mostrando não apenas sua voz, mas também seu gingado. No Carnaval de 2026, ele chega novamente para proporcionar uma experiência musical intensa, conectando o R&B internacional à alegria e à tradição de Salvador.

O line-up do Camarote Salvador 2026 também conta com outros grandes nomes da música nacional. Léo Santana abre a folia na sexta-feira (13), garantindo três dias de apresentações diversificadas e de alto impacto para os foliões.

STF se alinha ao Estatuto da Igualdade Racial e confirma que critério para cotas raciais é ‘preto ou pardo’

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Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou que o critério para acesso às cotas raciais em concursos públicos e universidades é a autoidentificação como preto ou pardo, e não como “negro”.

A decisão atende a um pedido do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) e foi publicada em acórdão nesta quinta-feira (19). O caso teve origem em um recurso contra decisão da Justiça do Ceará, que havia anulado o ato de uma comissão de heteroidentificação em um concurso público do Tribunal de Justiça do estado.

Em julgamento anterior, o STF reconheceu a possibilidade de controle judicial das decisões dessas comissões, mas utilizou a expressão “negros ou pardos” para se referir aos candidatos beneficiários. Após o pedido de reconsideração do Idafro, a Corte ajustou a redação para se alinhar ao Estatuto da Igualdade Racial, que adota “pretos e pardos” como referência para as políticas de ação afirmativa.

O novo entendimento reforça que a avaliação das comissões deve se basear em parâmetros objetivos, como cor da pele e traços fenotípicos, oferecendo mais segurança jurídica para quem concorre às vagas.

Para o jurista Hédio Silva Jr., fundador do Idafro e da Jusracial, a decisão representa uma vitória histórica. “Essa diferença impacta a autodeclaração e a heterodeclaração, com reflexos diretos em concursos públicos e no funcionamento das comissões de heteroidentificação, especialmente no contexto das políticas de cotas raciais. Apontamos esse erro e ficamos orgulhosos por ser corrigido há tempo.”

“Minha trajetória na cozinha é um chamado ancestral”, afirma a baiana de acarajé Mãe Juci D’Oyá

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Foto: Divulgação

Em Belém (PA), na Ilha de Cotijuba, vive e trabalha Jucilene de Souza Carvalho, mais conhecida como Mãe Juci D’Oyá, yalorixá, baiana de acarajé e guardiã da memória ancestral do povo preto, ribeirinho e indígena da região.

Nascida em Portel, no Marajó, Mãe Juci cresceu vendo mãe, avós e tias transformarem ingredientes em comida, afeto e cura. “Minha trajetória na cozinha é um chamado ancestral”, conta em entrevista ao Mundo Negro e Guia Black Chefs.  

Em 2017, ao ser iniciada no Candomblé Ketu para a Orixá Oyá, ela recebeu a determinação de se tornar baiana de acarajé. “Na nossa tradição, todas as mulheres iniciadas para essa Orixá são orientadas a fazer o acarajé como forma de manutenção da ancestralidade e também para auxiliar nos custos. Foi nesse momento que compreendi que cada receita é também uma forma de manter viva a nossa cultura e espiritualidade.”

Foto: Divulgação

“O prato que mais me representa é o acarajé, alimento sagrado que conecta o Pará à África e reafirma a presença da mulher preta como guardiã da ancestralidade”, afirma a fundadora do Acarajé da Juci D’Oyá, negócio que carrega seu nome e identidade.

O empreendimento Acarajé da Juci D’Oyá é um negócio familiar. Hoje, a empresa é gerida pelos seus filhos e também conta com o apoio de sua mãe, tias e amigos próximos. Juntos, aceitam encomendas dos clientes e participam de feiras e eventos na região, fortalecendo a tradição e criando um espaço de encontro e acolhimento. “Ainda não tenho um espaço fixo de restaurante, mas meu tabuleiro é meu altar”, explica. 

Racismo Gastronômico

O caminho, no entanto, não foi fácil. “Ser uma mulher preta, lésbica, ribeirinha e da tradição do axé é carregar muitas camadas de resistência”, ressalta. 

Em 2019, Mãe Juci relata que junto a outros trabalhadores negros, foi impedida de trabalhar na Praça da República, em Belém, durante a chamada “faxina ética” promovida pela gestão municipal da época, de extrema direita, que ela também classifica como racismo gastronômico. “Com a justificativa de que Acarajé não é um alimento paraense e eu não poderia estar ali”.

Mas segundo a Mãe Juci, a praça é um território de memória, com um cemitério arqueológico de pessoas escravizadas. “Ser retirada daquele espaço foi doloroso, mas reforçou o meu compromisso com a luta. A gastronomia negra não é só alimento — é memória, território e dignidade”, afirma.

Cozinha como ato luta e resistência

Para Mãe Juci, cozinhar é mais do que um ofício: é um manifesto. “Cada Prato que preparo é também uma afirmação da resistência negra, indígena e ribeirinha no Brasil. Minha identidade racial não está separada da minha história: ela é a base de tudo. Carrego no ofício a memória da diáspora africana e daqueles que já habitavam aqui, a luta das mulheres pretas e Indígenas e a sabedoria dos povos de terreiro.”

O próximo passo é expandir o alcance do Acarajé da Juci D’Oyá para outros estados e até outros países. Mãe Juci sonha em abrir um espaço fixo que seja também um ponto de cultura e resistência, além de seguir fortalecendo a presença das Baianas de Acarajé na Amazônia.

Mãe Juci é Yalorixá do Ilê Omo Oyá Odé Axé Omi Dáa Ofùurufu e sacerdotisa do Terreiro de Umbanda Casa de Mãe Herondina. Além da cozinha, também atua como benzedeira e parteira. “Minha vida é dedicada a cuidar de pessoas, seja pelo alimento, pelo axé ou pelo acolhimento. Minha maior missão é honrar os ancestrais e abrir caminhos para que outras mulheres pretas também ocupem seus lugares de dignidade e protagonismo.”

Eles riem na cara dos negros. Não podemos fazer o mesmo!

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Foto: Gabriela Biló

“No Brasil os negros vão deixar de ter a posição que têm hoje, pois ainda sorriem, e vão começar a ranger os dentes.”Milton Santos 

Depois da aprovação da “PEC da Blindagem” na Câmara dos Deputados e da urgência do projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, o meu parente questionou no grupo da família: “dá pra levar a sério os políticos?”. As respostas que seguiram foram carregadas de memes, satirizando a situação. Isso me incomodou bastante. Não era exclusivo daquela bolha de que faço parte. Os comportamentos se repetem em todos os lugares. Nas conversas nas lanchonetes, nos transportes, entre estudantes, etc. 

Mas, eu penso que precisamos rever essas visões que temos em relação às pessoas que estão nos espaços de poder. Não é possível levarmos tudo na brincadeira. É inaceitável a ideia de que “o brasileiro é assim mesmo”, como contraponto à minha crítica. 

Os brancos não brincam em serviço. Mesmo com sorriso no rosto, agem ferozmente na defesa dos próprios interesses, alargando imensamente os próprios privilégios e destruindo os sonhos e direitos das classes desfavorecidas. 

Nesses mais de quinhentos anos de Brasil, nada mudou, os brancos seguem fortes e poderosos, enquanto pobres, pretos e indígenas sofrem diariamente as agruras do cotidiano. Mal conseguimos nos unir para a divisão de um prato de comida, de tão pouco que recebemos pela nossa força de trabalho. 

A palavra democracia foi banalizada de tal maneira que o sentido está quase subvertido. Quando os políticos falam em democracia para a justificativa do que fazem, nós compreendemos como “políticas para ricos”. Nada mais. 

Nós, o povo brasileiro, devemos levar as coisas de maneira rígida para enfrentarmos essa camada da sociedade. Numericamente, somos superiores e os principais prejudicados, portanto, a organização em torno de nossos interesses precisa ser a meta inegociável. Fortaleçamos as instituições da sociedade civil. A participação popular é fundamental na elaboração de estratégias de combate e exigências das políticas públicas voltadas para a população marginalizada. 

Antecipemos ao ranger dos dentes e saiamos desse lugar lúdico para a construção de um mundo sem desigualdade. 

Jonathan Ferr lança “LAR”, álbum que celebra o acolhimento e marca uma nova era em sua carreira

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Foto: Pedro Figueiredo

O cantor e pianista Jonathan Ferr apresenta ao público seu novo álbum de estúdio, “LAR”, nesta quinta-feira (18). O trabalho de 11 faixas reforça seu lugar como um dos principais representantes do Urban Jazz no Brasil. O disco transita do jazz ao hip hop, do neo soul à música brasileira, reunindo participações especiais como Luccas Carlos, Pedro Bial e Marcos Valle.

Mais do que um álbum, “LAR” é uma declaração de acolhimento, simplicidade e pertencimento. O disco revela um lado íntimo de Jonathan e marca a nova era na carreira, contrastando com a estética de trabalhos anteriores.

O projeto começou a ser concebido em 2023, após a morte do pai do artista enquanto ele estava em turnê pelo exterior com o álbum “Liberdade”. Para Ferr, o conceito de “lar” vai além do espaço físico: é família, amigos, amores e sua própria jornada de autoconhecimento. “O lar é o lugar onde muitas memórias são feitas e guardadas ao longo da vida. O que seria isso senão o próprio tempo?”, reflete.

“LAR” também se conecta filosoficamente aos trabalhos anteriores de Jonathan: enquanto “Cura” falava da necessidade de autocura e “Liberdade” simbolizava a emancipação que vem após esse processo, o novo álbum representa a presença plena e o entendimento de quem se é no mundo. “O lar deixa de ser apenas uma casa física para se tornar um conceito expandido. É um espaço ancestral e cultural de onde nós viemos. É o estado de presença e conforto acima de tudo”, explica.

O repertório inclui momentos que transitam entre atmosferas suaves, grooves urbanos e camadas orquestrais, como “CASA”, com a cantora e baixista Ana Karina Sebastião; “INFINITO”, com Dino D’Santiago e a Nova Orquestra; “PERMANÊNCIA DO SOM”, com Pedro Bial; “TUDO O QUE SOU”, com Luccas Carlos; “EIXO NOVO”, com Duda Raupp; e faixas com Jok3r, como “RARO” e “VISCERAL”, além de “ALMAR”, parceria com Marcos Valle.

Na produção, nomes como Julio Raposo (Moodstock Music) e Douglas Moda contribuem para expandir a identidade da música urbana no país.

O encontro com Marcos Valle nasceu nos bastidores do programa “Conversa com Bial” e se transformou em amizade. A parceria resultou em uma faixa sobre amor que transcende gerações, refletindo a conexão entre diferentes tempos da música brasileira.

Em “PERMANÊNCIA DO SOM”, Pedro Bial participa com o texto que escreveu e recitou sobre Ferr na abertura de seu programa, transformando suas palavras em parte da obra do pianista. Já “TUDO O QUE SOU” revisita uma composição de 2014 de Jonathan e Luccas Carlos, gravada mas nunca lançada. Após um reencontro, a dupla atualizou o arranjo e regravou a música 11 anos depois, consolidando uma trajetória marcada pela persistência e reinvenção.

Confira abaixo o repertório completo:

1 – CASA feat. Ana Karina Sebastião

2 – INTEIRO

3 – TÔ APAIXONADO 

4 – INFINITO feat. Dino d’Santiago, Nova Orquestra 

5 – EIXO NOVO feat. Duda Raupp

6 – PERMANÊNCIA DO SOM feat. Pedro Bial

7 – SAUDADE feat. Nova Orquestra 

8 – RARO feat. Jok3r

9 – TUDO O QUE SOU feat. Luccas Carlos

10 – VISCERAL feat. Jok3r

11 – ALMAR feat. Marcos Valle

Queen Latifah anuncia programa voltado ao acolhimento de mulheres na menopausa

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Foto: AFP via Getty Images

Uma das estrelas mais influentes de Hollywood, Queen Latifah está usando sua voz para ampliar o conhecimento sobre a menopausa, em parceria com a WeightWatchers, que acaba de lançar o programa WeightWatchers for Menopause.

Segundo a empresa, o programa é holístico e apoia mulheres em todas as fases da menopausa — pré, durante e pós — acompanhamento médico, orientação nutricional e espaços de acolhimento para troca de experiências, para que nenhuma mulher se sinta sozinha.

Em entrevista à Essence, Latifah compartilhou como tem sido a sua jornada nesta fase com a menopausa. “Não posso dizer que tenha sido ruim. Para mim, é apenas mais um passo na minha jornada de saúde, cuidando de mim mesma, entendendo meu corpo e a vida. E é apenas mais um passo no caminho, na minha opinião”, relatou.

“Infelizmente, a menopausa não foi estudada o suficiente. Não foi divulgada o suficiente. As pessoas não foram educadas o suficiente sobre ela. E é aí que entra um pouco do estigma. É aí que entra um pouco da preocupação, porque você está sentindo algo que não entende ou não sabe. Você nem percebe que está acontecendo com você. Seu corpo está apenas mudando e você pode nem perceber. Os médicos podem nem entender o que está acontecendo. E é por isso que essa parceria com a WeightWatchers é tão importante, porque está fornecendo informações para as mulheres, e todas nós precisamos disso”, destacou.

Mais informações em: menopause.weightwatchers.com/us

Barack Obama alerta sobre crise política após morte de Charlie Kirk e diz que democracia é sobre “Discordar sem recorrer à violência”

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Foto: Will Oliver/EPA/EFE

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um alerta sobre crise política no país após o assassinato de Charlie Kirk, conservador e apoiador de Donald Trump. Durante um evento na Pensilvânia, na terça-feira (16), Obama disse que não conhecia pessoalmente Kirk e que discordava de suas opiniões, mas classificou o crime como “uma tragédia”.

“A premissa central do nosso sistema democrático é que temos que ser capazes de discordar e, às vezes, ter debates realmente contenciosos, sem recorrer à violência”, declarou o ex-presidente. “E quando isso acontece com alguém, mesmo que você pense que essa pessoa está, entre aspas, “do outro lado da discussão”, isso é uma ameaça para todos nós, e temos que ser claros e diretos ao condenar”, afirmou.

“Obviamente, eu não conhecia Charlie Kirk. Eu estava ciente de algumas de suas ideias. Acho que essas ideias estavam erradas. Mas isso não nega o fato de que o que aconteceu foi uma tragédia, e que eu lamento por ele e sua família”, disse Obama. “Ele é um jovem com dois filhos pequenos e uma esposa, um grande número de amigos e apoiadores que se importavam com ele, então temos que estender a graça às pessoas durante o período de luto e choque.”

O ex-presidente aproveitou para criticar a retórica de Trump e de seus aliados. “Quando ouço, não apenas o nosso atual presidente, mas seus assessores, que têm um histórico de chamar oponentes políticos de vermes, inimigos, que precisam ser alvos, isso fala de um problema mais amplo que temos agora e algo com o qual teremos que lidar. Todos nós”, pontuou.

Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto com um único tiro enquanto discursava na Universidade Utah Valley, em 10 de setembro. Na terça-feira, Tyler Robinson, 22 anos, foi formalmente acusado pelo assassinato e outras infrações relacionadas ao uso de armas. O promotor do Condado de Utah disse que Robinson teria enviado mensagens de texto justificando o crime, alegando que estava “farto de seu ódio”. A promotoria informou que pedirá pena de morte.

Antes da prisão de Robinson, aliados de Trump tentaram associar o crime a ativistas de esquerda e à retórica de parlamentares democratas. O vice-presidente J.D. Vance foi além e pediu que sejam expostos publicamente os nomes de pessoas que celebraram ou toleraram o assassinato do conservador.

Obama, por outro lado, fez um apelo para que os americanos respeitem o direito de discordar e elogiou líderes de ambos os partidos que têm trabalhado para reduzir a tensão.

Em resposta, a Casa Branca acusou Obama de hipocrisia e afirmou que ele foi o “arquiteto da divisão política moderna”, acusando-o de ter usado sua presidência para “colocar os americanos uns contra os outros”.

“Essa mulher mudou a minha vida pra sempre”, Taís Araujo relembra 29 anos de Xica da Silva, um marco para protagonistas negras na TV

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Foto: reprodução

Hoje, nas redes sociais, Taís Araujo relembrou um momento que mudou sua vida e marcou a televisão brasileira: a estreia de Xica da Silva, 29 anos atrás. “Essa mulher mudou a minha vida pra sempre”, disse ela, emocionada, ao recordar a primeira protagonista negra que interpretou aos 17 anos. Mais do que um papel, Xica foi uma porta aberta para que outras mulheres negras também ocupassem espaços de destaque na TV.

A novela contava a trajetória de uma mulher negra tentando conquistar espaço e respeito em um contexto marcado pela desigualdade e opressão racial. “Eu não sabia que estava fazendo história”, disse Taís. Ao dar vida a Xica, ela não apenas interpretou uma personagem: trouxe à tela a força, os desafios e a complexidade de quem, historicamente, era excluída do centro das narrativas.

Interpretar Xica também significou para Taís descobrir sua própria presença e voz como atriz. “Foi vivendo em Xica que eu comecei a acreditar que eu podia estar ali, naquele lugar, sem pedir licença”, afirmou no vídeo. Esse aprendizado não ficou restrito à atuação: serviu como inspiração para que outras atrizes negras vissem que era possível ocupar papéis centrais sem abrir mão de sua identidade.

Hoje, olhando para a nova geração de protagonistas negras, Taís celebra o legado de Xica: “Cada uma dessas mulheres carrega um pedacinho da Xica. Da coragem da Xica. Da rebeldia da Xica”. A personagem deixou de ser exceção para se tornar referência, mostrando que ocupar espaços de destaque é uma conquista coletiva que ultrapassa gerações.

Ao final, Taís se dirige diretamente às jovens que se veem na sua trajetória: “Seus sonhos não são grandes demais. Seu lugar é onde você quiser estar”. Xica da Silva permanece como um marco histórico da televisão brasileira, lembrando que representar, abrir caminhos e contar histórias com verdade é também uma forma de transformação social.

Vogue Brasil demite Zazá Pecego e stylist nega referência de post a Charlie kirk

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Foto: Zazá Pacego

A stylist Zazá Pecego foi demitida da Vogue Brasil na última sexta-feira (12), após repercussão de um post em seus Stories do Instagram que dizia “Eu amo quando fascistas morrem em agonia”, associado à morte do influenciador político norte-americano Charlie Kirk, ocorrida em 10 de setembro. Segundo o site Metrópoles, a demissão foi impulsionada por uma corrente de direita, que começou com a influenciadora Monica Salgado e chegou ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Em defesa própria, Zazá publicou em suas redes sociais que a mensagem não era direcionada a Charlie Kirk. Ela afirmou que o post fazia parte de uma sequência de publicações relacionadas à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não tinha conhecimento sobre Kirk ou seu falecimento.

“Me doi intelectualmente ver que tiraram propositalmente minha frase de contexto e me choca presenciar a própria direita se chamando de fascista enquanto toma as dores de uma postagem que não é para eles”. Ela acrescentou que não se arrepende de sua posição política e repudia qualquer forma de manifestação violenta que silencie debates democráticos.

O episódio levanta questões sobre liberdade de expressão e os limites da manifestação política nas redes sociais, especialmente para profissionais em posições de destaque. A associação feita por internautas e a pressão política resultaram na demissão, mesmo com a contextualização apresentada por Zazá, mostrando como interpretações externas podem se sobrepor à intenção original de um conteúdo.

O caso evidencia o impacto real das redes sociais na carreira de profissionais e como a visibilidade pública exige cuidado, mas também coragem para se posicionar. Ele reforça a necessidade de refletirmos sobre até que ponto a pressão midiática e política pode moldar decisões corporativas, muitas vezes à custa da pluralidade de opiniões e do debate saudável.

Chef Vini da Aladia abre espaço físico em Salvador com brunch exclusivo aos domingos 

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Salvador agora conta com um novo ponto de encontro para quem busca novas experiências gastronômicas: o brunch da Aladia, comandado pelo chef confeiteiro Vini da Aladia, que ficou conhecido por sua participação no episódio inspirado em ‘A Bahia de Jorge Amado’ do reality show Que Seja Doce’ (GNT). O brunch acontece todos os domingos, das 9h às 14h, no espaço físico da Aladia, localizado na Rua do Meio, nº 60, no Rio Vermelho.

O brunch da Aladia combina tradição e criatividade. Entre as opções salgadas estão o pão delícia com pernil suíno e queijo derretido, o toast italiano com ovo e bacon e o pão árabe com ceviche de manga e hummus. Para os doces, a casa oferece clássicos como a torta chocolatuda Nêga de Roxinha e o bolo de coco molhadinho, além de criações autorais, como a cheesecake de matchá com calda de frutas vermelhas e a torta búlgara com geleia de laranja.

As bebidas incluem cafés preparados na hora, sucos, refrigerantes e drinks especiais como Chai Latte, frapê de matchá e Boba drink em diferentes sabores. Quem busca praticidade pode aproveitar os combos, que unem sanduíche, doce e bebida em uma experiência completa.

Formado em Engenharia e mestre em Ecologia pela UFBA, Vini também é especializado em confeitaria e chocolate, com formação na Bélgica, na The Belgian Chocolate Makers, e curso de Confeitaria e Panificação pelo Senai.

A confeitaria é uma homenagem à avó de Vini, Esmeralda Aladia, mulher preta, quilombola e educadora que o inspirou profundamente. Quando nasceu, sua avó recebeu o apelido de “Roxinha” por conta da pele negra associada ao tom roxo – e essa história, transformada em identidade, hoje batiza a icônica torta “chocolatuda” da marca.

Com a abertura do espaço no Rio Vermelho, a Aladia reforça sua missão de unir gastronomia, afeto e identidade cultural, convidando o público a vivenciar um brunch que é, ao mesmo tempo, um mergulho em sabores e memórias.

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