Alex O’Keefe, roteirista da premiada série‘O Urso’e ex-redator de discursos de líderes democratas dos Estados Unidos, relatou ter sido preso de forma injusta após uma denúncia feita por uma “velha senhora branca” durante uma viagem de trem, no último domingo (21).
Nas redes sociais, O’Keefe afirmou que estava sentado normalmente em um vagão da Metropolitan Transportation Authority (MTA) quando a passageira pediu que ele “corrigisse” sua posição sentada. Ao se recusar, ela o denunciou ao condutor, que acionou a polícia.
No vídeo publicado no Instagram, é possível ouvir o roteirista dizendo que não cometeu “nada ilegal” enquanto policiais o retiram do assento. “Eles me tiraram do trem e me prenderam sem nem mesmo falar com a Karen que denunciou a única pessoa negra no trem. Na plataforma, a polícia me deteve e me interrogou”, escreveu O’Keefe.
O roteirista também relatou que um amigo da mulher teria dito que ele “não era mais minoria” enquanto aguardava a chegada dos policiais. Segundo ele, apenas outras pessoas negras permaneceram na plataforma para registrar o momento da abordagem. “Quando exigi um advogado e os lembrei de que nem sequer haviam tomado depoimento da mulher que fez a denúncia, acabaram me liberando”, contou.
O vídeo viralizou nas redes sociais e causou indignação. “A polícia não QUESTIONA a senhora sobre a reclamação?!”, escreveu um usuário no Instagram. Outro comentou: “As pessoas precisam se posicionar em defesa dos outros. Eu faria isso!”
O’Keefe ganhou projeção por seu trabalho em ‘O Urso’, série vencedora do Emmy de Melhor Série de Comédia, e também é conhecido por ter sido diretor de campanha do Green New Deal, projeto de lei de transição ecológica liderado pelo senador Ed Markey.
No Dia do Sorvete, celebrado hoje, 23 de setembro, a data ganha um sabor especial com iniciativas que valorizam cultura e ancestralidade. No Brasil, chefs negros têm se destacado na produção de sorvetes artesanais, que vão além dos sabores tradicionais. Resgatando ingredientes ancestrais, misturando técnica, criatividade e identidade cultural, essas sorveterias comandadas por profissionais negros são paradas obrigatórias para quem quer viver uma experiência única.
Beijo Frio | Centro Histórico, Porto Alegre
No início dos anos 2000, com Iara Fátima Rufino e Vera Lúcia Valério entre as fundadoras, a sorveteria e cafeteria Beijo Frio se tornou o único empreendimento negro do Mercado Público de Porto Alegre. Conhecida pelos sorvetes artesanais sem glúten e sem gordura trans, a casa oferece diversos sabores, incluindo Mamão Papaya e Cupuaçu. Instagram: @beijofrio2000
Ébanos Sorvete e Café | Vila Mariana, São Paulo
A marca fundada por Claudio Sales, que conta com o filho Bruno Soares como sócio, é conhecida pela variedade criativa no cardápio. São mais de 80 receitas, tendo sempre 16 à mostra para o cliente escolher. Os sabores dos sorvetes são sazonais e a equipe divulga nos stories do Instagram os que estão disponíveis no dia. Entre as variadas opções estão: Banoffee e Caprese: Mascarpone, recheado com geleia de tomate e grãos de pistache. Instagram: @ebanossorveteecafe
Escola Sorvete | Barra Funda, São Paulo
Fundado pelo Chef Francisco Sant‘Ana, além de cursos para alavancar os negócios relacionados à sorvetes, a Escola também vende produtos por delivery, com sabores criativos, como Pistache Iraniano e Baunilha Amazônica. Instagram: @escolasorvete
Sorveteria Sabor da Cor | Vila Madalena, São Paulo
A sorveteria artesanal da chef Silmara Almeida tem especificidade em frutas do Norte e Nordeste do Brasil, com uma variedade de sabores de frutas 100% naturais e mesclas criativas, como opções de Caju, Cajá, Banana da terra, Tamara e Doce de leite. Instagram: @sorveteriasabordacor
Uaiê Sorvetes | São Pedro, Belo Horizonte
O chef Pedro Barbosa valoriza os sabores brasileiros nos sorvetes do seu estabelecimento e não possui um cardápio fixo, permitindo uma constante renovação de sabores, adaptando-se às frutas da estação e aos produtos de pequenos produtores locais, como o de sabor jabuticaba. Os sorvetes também se destacam pela variedade na criatividade do design feito para o público. Instagram: @uaiesorvetes
Zenon Sorvetes e Filhos | Horto, Belo Horizonte
Fundado em 1991 pelo Zenon, a tradicional sorveteria de Belo Horizonte traz sorvetes e picolés com gosto de infância para os moradores da região, além de deliciosas tortas de sorvete. Os sabores são variados, incluindo pequi e cappuccino. Instagram: @zenon_sorvetes
Em uma entrevista recente no podcast “360 with Speedy”, LeBron James falou abertamente sobre seu casamento com Savannah James, revelando que, apesar da imagem pública de perfeição, a realidade de um relacionamento de longo prazo exige esforço, comunicação e resiliência. “Uma relação nunca é perfeita, mas se você é capaz de trabalhar através das dificuldades e momentos adversos, então vai valer a pena”, afirmou o jogador, refletindo sobre mais de 20 anos juntos.
LeBron e Savannah se conheceram ainda no ensino médio em Akron, Ohio, e desde então construíram uma vida juntos, enfrentando os altos e baixos que qualquer casal de longa data enfrenta. O astro da NBA ressaltou que, em qualquer relação duradoura, é natural que nem tudo seja uma “bela rosa”, e que é justamente a disposição de enfrentar desafios lado a lado que fortalece a parceria.
Ao longo dos anos, o casal passou por momentos difíceis, mas sempre manteve a base da relação: compromisso, honestidade, comunicação e apoio mútuo. Para LeBron, esses pilares são essenciais para que o amor floresça mesmo diante de adversidades e pressões externas, incluindo a intensa exposição da vida pública.
Mais do que uma história de amor, a trajetória de LeBron e Savannah é um exemplo de como o trabalho conjunto e a dedicação constante são fundamentais para manter um relacionamento sólido e duradouro. Mesmo após duas décadas, eles mostram que o amor verdadeiro é construído diariamente, com atenção, cuidado e parceria.
O Baobá – Fundo para Equidade Racial vai conceder bolsas mensais de R$ 3.500 para 30 mulheres negras durante 18 meses, como parte da segunda edição do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco. A iniciativa, realizada em parceria com a Fundação Kellogg, Fundação Ford, Open Society Foundation e Instituto Ibirapitanga, busca ampliar a presença de mulheres negras em posições estratégicas de liderança política, social e econômica. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 14 de outubro.
Criado em 2019, o programa promove o desenvolvimento político, técnico e socioemocional de mulheres negras – cis, trans ou travestis – que atuam em instituições públicas, organizações da sociedade civil, organismos multilaterais ou empresas privadas. Mais do que o apoio financeiro, a iniciativa visa consolidar lideranças comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa, com equidade racial e de gênero.
Além das bolsas, as selecionadas terão acesso a mentorias individuais e coletivas, participação em eventos organizados pelo Fundo Baobá e espaços de troca com outras lideranças femininas negras. O investimento também permitirá a implementação de planos de desenvolvimento individual, incluindo formações técnicas, políticas e socioemocionais, além de aquisição de equipamentos e experiências estratégicas para fortalecer suas trajetórias.
Na primeira edição, o programa apoiou 59 mulheres, com idades entre 22 e 69 anos, de 19 estados brasileiros e do Distrito Federal, representantes de territórios diversos – de centros urbanos a áreas rurais. As participantes atuavam em diferentes campos – da arte à ciência, passando pelos direitos humanos e pela educação –, o que reforçou a diversidade e pluralidade das trajetórias apoiadas. O impacto se refletiu em redes locais fortalecidas e em iniciativas que continuam ativas, mesmo após o término do ciclo de financiamento.
A diretora de Programa do Fundo Baobá, Fernanda Lopes, explica a importância dessa segunda edição do programa para o potencial de desenvolvimento das mulheres negras no país.“O 2º edital de apoio individual é mais uma oportunidade de investimento em mulheres negras cis e trans, comprometidas com o enfrentamento ao racismo patriarcal e com a implementação de ações inovadoras, regenerativas e sustentáveis. Queremos apoiar e atuar em parceria com aquelas cujos objetivos, projetos e sonhos contribuam com a construção de uma sociedade justa e a promoção da equidade racial e de gênero”, diz.
Com metodologia aprimorada a partir da experiência anterior e da escuta de lideranças negras, o programa reafirma seu compromisso em investir na formação política e institucional de mulheres negras, criando redes de apoio e ampliando a capacidade de incidência política dessas lideranças.
Viviana Santiago, pedagoga e ativista pelos direitos humanos de populações marginalizadas, foi uma das participantes da primeira edição do Programa Marielle Franco. Ela falou em 2022, em depoimento gravado, sobre o impacto positivo do programa na sua vida. “Quando penso na minha trajetória profissional, no meu percurso, eu tenho certeza de que tudo aquilo por onde eu caminhei e tudo aquilo que eu venho conquistando como profissional e liderança negra tem relação com o fato de nunca ter caminhado sozinha. Tem a ver com eu ter contado com a presença, com o apoio e conhecimento de outras mulheres negras e instituições que possibilitaram a mim ter acesso ao conhecimento, seja por cursos de formação e rodas de reflexão”, afirmou naquela oportunidade.
Midiã Noelle, mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, foi outra donatária da primeira edição e compartilhou sua experiência de transformação em depoimento feito em vídeo em 2022. “Fui uma das aceleradas do Programa Marielle Franco e foi uma experiência muito importante, porque eu pude fortalecer minha liderança. Eu tinha o entendimento, fiz a minha proposição para entrar no processo, mas eu não reconhecia as minhas potencialidades individuais e como eu poderia construir o meu projeto de vida a partir daquilo que eu amo e acredito. O processo com o Baobá foi importante para eu entender, de fato, qual é meu compromisso comigo mesma”, disse.
Ao impulsionar lideranças femininas negras em diferentes áreas do conhecimento – da ciência de dados à arquitetura, da psicologia à engenharia –, o Fundo Baobá fortalece narrativas positivas sobre o protagonismo dessas mulheres e reafirma seu papel central na transformação do Brasil em uma sociedade mais equitativa.
Cronograma do edital individual
As inscrições para o Programa Marielle Franco: Apoio Individual são gratuitas e estarão abertas até 14 de outubro de 2025, pelo site baoba.org.br. O resultado final será divulgado em 09 de janeiro de 2026.
Silvia Nascimento, CEO do Mundo Negro. (Foto: Divulgação)
Mundo Negro, o primeiro portal com conteúdos exclusivos sobre a comunidade negra no Brasil, é finalista da categoria “Veículo Liderado por Jornalistas Negros” na terceira edição do prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira. No ar desde 2001, o site tem a redação liderada pela CEO e fundadoraSilvia Nascimento. A votação segue aberta até o dia 30 de setembro.
“O Mundo Negro ser um dos veículos finalistas dessa premiação sem termos feito campanha de votos já é uma vitória. É raro ver veículos independentes que resistem e permanecem relevantes durante tantos anos. Já passamos da casa das duas décadas e é o reconhecimento do público que nos mantém ainda como o site de notícias para comunidade negra mais lido do país e que sempre teve um time só de profissionais negros”, celebra a jornalista Silvia Nascimento, que ficou em sétimo lugar no TOP 10+Admirados do Ano, na primeira edição.
Para votar no Mundo Negro, basta acessar este link, preencher um rápido cadastro e escolher, do 1º ao 5º colocado entre os finalistas da categoria “Veículo Liderado por Jornalistas Negros”.
Cada posição renderá uma pontuação, seguindo a ordem de 100 pontos para o 1º colocado, 80 para o 2º, 65 para o 3º, 55 para o 4º e 50 para o 5º. O resultado final será obtido da soma dessas pontuações.
A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 10 de novembro, na Câmara dos Vereadores de São Paulo, com a entrega dos troféus aos veículos liderados por jornalistas negros vencedores, além de outras categorias.
A iniciativa é organizada por Jornalistas&Cia, em parceria com os sites Neo Mondo e 1 Papo Reto e com a Rede JP – Jornalistas Pretos.
Com a chegada forçada de milhões de africanos escravizados ao Brasil, especialmente à Bahia, práticas alimentares de diferentes etnias foram recriadas com os ingredientes disponíveis no novo território. O dendê, o leite de coco, o quiabo, a pimenta, o inhame e outros alimentos de origem africana passaram a ser combinados com produtos locais e europeus, criando uma culinária única e profundamente simbólica, que é também marca de resistência.
Os pratos afro-baianos são expressões vivas da cosmovisão africana. Acarajé, vatapá, caruru, abará e moqueca não são apenas alimentos, mas manifestações da religiosidade afro-brasileira, especialmente do Candomblé e de como a sabedoria africana se tornou um conhecimento vivo que atravessa gerações. Muitos deles são oferecidos aos orixás, cada qual com seus significados, cores e ingredientes específicos.
Culinária como Patrimônio e Resistência
A gastronomia afro-baiana é um patrimônio cultural imaterial, reconhecido pela sua importância histórica e simbólica. O ofício das baianas de acarajé, por exemplo, foi registrado pelo IPHAN como patrimônio cultural do Brasil. Essas mulheres são guardiãs de um saber ancestral que ultrapassa a cozinha — são também figuras centrais na preservação das tradições afro-religiosas, no fortalecimento da identidade negra e na economia informal que antes, nas mãos das quituteiras, garantiu a sobrevivência e liberdade de muitos.
Em um contexto de opressão histórica, a culinária foi (e ainda é) uma forma de resistência. Cozinhar com dendê e rezar para os orixás era, durante muito tempo, uma forma de manter a fé viva, mesmo sob perseguição. Ao preparar a comida nós e nossos ancestrais mantivemos nossas raízes culturais, transformando a cozinha em um espaço de liberdade e ancestralidade.
Religiosidade e Sagrado nos Sabores
Na culinária afro-baiana, a comida é também sagrada. Cada prato tem uma ligação com os rituais do Candomblé. O acarajé, por exemplo, é oferecido a Iansã, orixá dos ventos e das tempestades. O amalá é prato de Xangô, feito com quiabo e carne. Mais do que alimento, esses pratos são oferendas, pontes entre o mundo terreno e o espiritual.
Essa dimensão simbólica transforma a cozinha em um terreiro — um espaço onde se celebra a vida, a fé e a ancestralidade. Comer um prato afro-baiano é, muitas vezes, participar de um rito, mesmo que inconscientemente.
Saberes e Sabores que Moldam a Identidade Baiana
A presença da cultura africana na Bahia é marcante em todos os aspectos da vida cotidiana, e a gastronomia é uma das formas mais potentes dessa expressão. Aqui em Salvador e no Recôncavo Baiano, os sabores da África estão em cada esquina, em feiras, mercados e tabuleiros. É por meio desses alimentos que reafirmamos nossa identidade cultural e transmitimos, de geração em geração, os saberes da cozinha de terreiro e da oralidade ancestral.
A culinária afro-baiana é o reflexo de uma herança africana que resistiu à escravidão, à marginalização e ao preconceito. Ela é uma celebração da cultura negra, um canal de memória, espiritualidade e pertencimento. Ao valorizar a gastronomia afro-baiana, reconhecemos o poder da cultura na construção dos sabores que definem não apenas um território, mas também a alma de um povo.
Texto: Jorge Washington [@jorgewashingtonr]. Um talentoso profissional que atua em duas áreas diferentes: como Afrochefe e como Ator. Sua paixão pela culinária é evidente em seu trabalho como Afrochefe, onde ele incorpora ingredientes como ancestralidade e afetividade em suas criações. Desde jovem, Jorge Washington ajudava sua mãe Georgina nas compras da feira, cortando temperos, tratando carnes e aprendendo as melhores formas e estratégias para deixar cada preparo saboroso. Ele é conhecido por pratos como bacalhau martelo, galinha ao molho pardo, moqueca de feijão, xinxim de bofe, moqueca de miraguaia, além de suas próprias criações e adaptações, como maxixada de carne seca, moqueca de carne seca com mamão verde, fígado com maxixe, entre outros. Jorge Washington, ou como ele prefere ser chamado, o Afrochefe, traz consigo sua herança africana e promove a culinária baiana através do Projeto Culinária Musical, buscando promover reflexão, intercâmbio, conhecimento e estímulo à arte gastronômica.
Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Feira Preta.
O novo livro “Iemanjá em Mares Verdes”, da geógrafa e pesquisadora Ilaina Damasceno, mergulha na história de mais de 50 anos da Festa de Iemanjá em Fortaleza, analisando como o evento se tornou patrimônio imaterial da cidade e um ato de resistência para as religiões de matriz africana. (Baixe aqui gratuitamente)
Fruto de seu doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF), a obra mostra como a festa realizada na Praia de Iracema vai além do campo religioso, transformando-se em um ato de visibilidade e de luta por direitos. Entre 2011 e 2019, Damasceno realizou pesquisa de campo, documentando a performance dos participantes — com músicas, gestos e indumentárias — como uma forma de “fazer política com o corpo”.
“A presença do corpo afro-brasileiro em rituais públicos é uma experiência estético-política que reinventa narrativas e territórios”, destaca a autora.
O livro também explora a relação entre a tradição nordestina e a ancestralidade afro-brasileira, reforçando identidades negras e indígenas no Ceará. Para Ilaina, escrever “Iemanjá em Mares Verdes” foi um reencontro com sua própria trajetória.
Natural de Quixadá, no sertão cearense, ela cresceu entre práticas católicas e referências à Jurema Sagrada, mas foi no Rio de Janeiro que se aproximou da umbanda e do candomblé, tornando-se cambone em um terreiro.
A Escola Àbámodá, de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, marca presença de 22 a 25 de setembro no Fancy África, evento de moda e economia criativa realizado em Maputo, Moçambique, com o tema “Ubuntu – Eu sou porque nós somos”. A participação da escola será conduzida por sua diretora e idealizadora, Luísa Mahin, que integra a programação do evento com atividades formativas e apresenta a primeira coleção autoral do projeto.
Com apenas um ano de atuação, a Àbámodá vem se destacando na Bahia por sua metodologia que conecta moda, cultura, educação, empreendedorismo e identidade étnico-territorial. À frente do projeto, Mahin soma mais de 22 anos de experiência em gestão de projetos sociais, culturais e de moda, representando a escola em um intercâmbio internacional de visibilidade e protagonismo negro.
No Fancy África, Luísa Mahin ministra a masterclass “Moda e Transformação Social” e a Oficina Criativa “Diversidade, inovação e empreendedorismo na moda”, além de participar da mesa-redonda “A Moda como Embaixadora da Identidade: Qual o Papel da Cultura Local na Economia Criativa?”. A participação da escola se encerra com o desfile da coleção “Cabaça do Mundo”, manifesto coletivo que explora o sagrado feminino e o empoderamento da mulher.
Luísa Mahin (Foto: Janderson Meneses)
O intercâmbio entre a Àbámodá e o Fancy África começou em julho deste ano, quando a escola recebeu o estilista King Levi para apresentar a coleção “XIGUBO – A Força Estética da Resistência Afro”, por meio do projeto África 360º e do Fancy África Brasil.
“Cachoeira está entre as 9 cidades do país em que a maioria da população se autodeclara negra, ou seja, somos um território predominantemente negro, afrodescendente, que está atravessando o Atlântico numa conexão que une moda, tecnologias ancestrais e transformação social”, destaca Luísa Mahin.
Coleção Cabaça do Mundo (Foto: Casmurro)
Ancestralidade e impacto social
Com uma proposta pedagógica centrada na ancestralidade afro-indígena e na transversalidade entre moda, arte, cultura e economia criativa, a Àbámodá foca no público feminino negro e LGBTQIAPN+, oferecendo formação continuada em costura, design de joias, estamparia e atividades manuais. As aulas resultam em peças autorais com forte vínculo identitário e territorial.
“Pesquisamos produtos naturais do território para usar nos tingimentos; pensamentos nos elementos, iconografias e grafismos indígenas e africanos, procuramos entender como a cultura local pode estar presente em cada peça. Queremos acessar nossas memórias e histórias, para criar produtos que falam disso”, explica Mahin.
Além da formação, a Àbámodá se consolida como espaço de articulação entre cultura e economia criativa, contribuindo para o desenvolvimento social do Recôncavo Baiano. O projeto valoriza saberes ancestrais e práticas culturais locais, promovendo protagonismo da comunidade, enquanto oferece formação empreendedora e estratégias de gestão, estimulando a criação de iniciativas sustentáveis capazes de gerar renda e oportunidades.
SERVIÇO:
22 a 25 de setembro de 2025 Escola Àbámodá no Fancy África Local: Maputo – Moçambique
Participação da Àbámodá com Luisa Mahin:
22/09 – Master Class: Moda e Transformação Social
23/09 – Mesa Redonda: A Moda como Embaixadora da Identidade
24/09 – Oficina Criativa: Diversidade, inovação e empreendedorismo na moda
25/09 – Desfile com a coleção-manifesto Cabaça do Mundo
O Instituto Pretos Novos inaugura nesta sexta-feira (12), às 17h, a exposição “OBIRIN OMI – Mulheres Água”, da artista visual goianiense Raquel Rocha, que homenageia grandes mães de santo brasileiras, como Mãe Gilda de Ogum e Mãe Susu, pilares na preservação e expansão do Candomblé no Brasil.
Com curadoria de Mariana Maia e produção artística de Rona Neves, a mostra apresenta obras da série “As Matriarcas”, produzidas em acrílica sobre peneiras bordadas com 16 búzios e acompanhadas de uma quartinha com água, símbolo de vida e ancestralidade. Cada obra resgata a memória e o protagonismo dessas mulheres, reconhecendo sua força histórica e cultural.
A pré-abertura contará com a performance “Omi Eró”, em parceria com o artista Marcelo Marques, que recria o preparo ritual de um banho de ervas, criando uma experiência sensorial de cura e reconexão espiritual afrocentrada.
Raquel Rocha reforça que a exposição é também um posicionamento político: “O terreiro tem raiz preta, e não será arrancada dele. Minha exposição valoriza a centralidade das mulheres negras na manutenção da cultura afro-brasileira”, afirma a artista.
Realizada no Instituto Pretos Novos, espaço de memória sobre o antigo Cemitério dos Pretos Novos, a mostra se torna também uma reflexão sobre resistência, ancestralidade e preservação da história afro-brasileira.
Serviço
Exposição: OBIRIN OMI – Mulheres Água
Artista: Raquel Rocha
Curadoria: Mariana Maia
Produção artística: Rona Neves
Local: Instituto Pretos Novos – Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, Gamboa, Rio de Janeiro
Abertura oficial: Sexta-feira, 12 de setembro, às 17h (com roda de samba do grupo Velhos Malandros)
Período de exibição: 12 de setembro a 11 de outubro
O corpo de Celeste Rivas, adolescente de 15 anos, foi encontrado no porta-malas de um Tesla registrado em nome do rapper D4vd, 20 anos, nome verdadeiro David Anthony Burke. A descoberta ocorreu em 8 de setembro de 2025, meses após o desaparecimento da jovem em Lake Elsinore, Califórnia. Ela havia sido vista pela última vez em sua residência, e a família registrou boletim de desaparecimento junto às autoridades.
O legista confirmou que Celeste estava morta dentro do veículo há algum tempo. A causa da morte ainda está sendo investigada, mas o caso é tratado como homicídio.
Evidências indicam que D4vd e Celeste provavelmente se conheciam. Ambos possuíam tatuagem idêntica no dedo indicador direito, com a inscrição “Shhh…” em letra cursiva — uma marca relativamente comum, popularizada por celebridades como Rihanna. A mãe da jovem afirmou que sua filha tinha um namorado chamado David, reforçando as suspeitas sobre o vínculo com o artista.
Uma faixa inédita de D4vd, intitulada “Celeste”, vazou em 2023 e contém referências à jovem, incluindo seu nome e tatuagem, sugerindo um vínculo próximo. Trechos da música mostram obsessão do rapper:
“Oh, Celeste / A garota com meu nome tatuado no peito / Sinto o cheiro dela nas minhas roupas como cigarro / Ouço a voz dela toda vez que respiro / Estou obcecado.”
Fotos recentes mostram D4vd em Lake Elsinore, próximo à residência de Celeste, e imagens antigas indicam que ele e a jovem apareceram juntos em streams. Até o momento, não há confirmação sobre quem dirigiu o Tesla pela última vez.
A residência de D4vd em Los Angeles foi investigada pela polícia, que apreendeu itens digitais, incluindo o computador pessoal do artista, para análise. Em resposta às investigações, D4vd cancelou apresentações e adiou o lançamento de seu álbum “Withered”.
Entre as colaborações musicais do rapper, destaca-se a faixa “Crashing”, lançada em fevereiro de 2025 em parceria com a cantora internacional Kali Uchis. Após a descoberta do corpo de Celeste, Kali anunciou que a música será retirada das plataformas de streaming, reforçando seu distanciamento do artista:
“Não sou amiga dele. Fiz uma música com ele que está sendo retirada devido às notícias perturbadoras de hoje.”
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com a hashtag #JusticeForCeleste viralizando, e a imprensa internacional acompanha cada novo desenvolvimento. Até o momento, D4vd não foi formalmente acusado, e as investigações continuam em andamento.