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Quem nunca conheceu um professor racista?

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Foto: Reprodução

Se a nossa educação não é para ganhar poder real, estamos sendo mal educados e enganados.

– Amos N. Wilson

Mais um ano letivo está terminando, e se analisarmos os resultados da luta antirracista, nas escolas, concluiremos que tudo continua essencialmente igual aos anos anteriores. A educação persiste insuflando a sensação de superioridade nos alunos brancos, e inferioridade nos alunos negros. O racismo é a marca da educação brasileira. As ações antirracistas nas escolas são ineficientes, não há conteúdos abordando as contribuições dos povos negros, e os professores não são preparados para lidar com as questões raciais; sem contar que muitos são racistas. Eu não conheço negros que não lembrem ao menos de um professor racista.

Os responsáveis pelas políticas de ensino não encaram o combate ao racismo como elemento fundamental para a transformação da sociedade. Não dão a mínima às estatísticas alertando as péssimas condições de vida e violências que a população negra sofre diariamente; é como se a escola tivesse um papel que não fosse a formação de sujeitos capazes de construir uma sociedade justa e acolhedora. Nos moldes atuais, a mesma apenas se preocupa em oferecer o básico do conhecimento: leitura e escrita, manipulações matemáticas. A ideia é que os estudantes possam servir de instrumento para o mercado de trabalho, e, também, prepará-los para ingressarem no nível superior. O estímulo ao pensamento crítico é ignorado, e mesmo assim, os interesses mencionados não são alcançados.

O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados do PISA 2022. Nele, contatamos que os estudantes brasileiros tiveram rendimento preocupante em matemática, leitura e ciências. É claro que podemos elaborar críticas ao modelo de avaliação, e ao contexto do período analisado, mas não é o objetivo deste texto. O assunto é estritamente o racismo institucional e individual.

As pessoas brancas envolvidas nesse cenário, e com poder de decisão, não têm interesse no aprofundamento do debate. Elas nos oferecem um cardápio de hipocrisia objetivando a manutenção do sistema de ensino. Consequentemente, os estudantes negros terminam os estudos bastante traumatizados em função das relações violentas que ocorrem no interior do ambiente. Os casos de racismo são tratados com tamanha superficialidade que a punição é bastante barata para os alunos, funcionários e os professores racistas. As escolas apenas se mobilizam quando a reputação está em perigo.

Nem uma lei obrigando o ensino da história e cultura afro-brasileira (Lei N° 10.639) foi capaz de provocar mudanças na educação; a maioria das escolas não cumpre a determinação. Por tudo isso, eu cheguei a um ponto de nem ter mais estômago para ouvir tantas promessas de compromisso antirracista de pessoas brancas, governos e  instituições. Mas a superação não me parece utópica, depende da organização do povo negro. O nosso ponto de partida pode ser as palavras da revolucionária Assata Shakur “ninguém vai lhe dar a educação de que você precisa para derrubá-los. Ninguém vai ensinar sua verdadeira história e seus verdadeiros heróis, porque eles sabem que o conhecimento vai ajudar a libertar você.” 

Portanto, os próprios negros precisam assumir a educação das crianças, adolescentes, adultos negros; construir núcleos de ensino de cultura negra, fortalecer o povo negro com sabedoria para enfrentar radicalmente o sistema. A escola tradicional só servirá para documentar a nossa passagem. Nada mais.

Sankofa: ao usar símbolo africano, coletivo feminista e antirracista de juízas do Estado de São Paulo deve lembrar de olhar para o passado da branquitude

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Foto: Reprodução/Coletivo Sankofa


Na última sexta-feira, 8, um grupo de juízas do Estado de São Paulo formou um coletivo considerado o primeiro feminista e antirracista já criado no estado. Com o nome de Coletivo Sankofa, o grupo luta por paridade de gênero nos tribunais a partir da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em setembro deste ano, que aprovou a criação de política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário.

Entre as finalidades listadas no regimento interno do grupo está: “Lutar pela igualdade de gênero e de raça e demais interseccionalidades no sistema de justiça, combatendo todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres”.

Na matéria publicada pelo site Todas, da Folha de São Paulo, a foto usada para apresentar o grupo mostra que suas integrantes são majoritariamente brancas, ainda um retrato do judiciário brasileiro no quesito raça. Apesar disso, o grupo escolheu um elemento simbólico da cultura de povos africanos para nomear o coletivo, a Sankofa, que representa a volta para adquirir conhecimento do passado, a sabedoria e a busca da herança cultural dos antepassados para construir um futuro melhor.

Se apropriar de elementos bastante representativos da nossa cultura requer um compromisso com os nossos. O símbolo que remete ao passado precisa lembrar, em especial, as magistradas brancas, de que é necessário considerar o histórico escravagista de seus antepassados, que impediram muitos homens e mulheres negras de conquistar lugares de poder na nossa sociedade.

Entretanto, mais do que apontar ou tirar conclusões precipitadas sobre a formação do primeiro grupo de juízas feministas e antirracistas de São Paulo, quero aqui refletir sobre pautas importantes que essa iniciativa poderia tomar em favor da população negra e, sobretudo, das mulheres negras que vivem no Estado. Entre elas o tema do abolicionismo penal, pensando no fim do encarceramento em massa da população negra, além da aproximação com grupos de juristas negras pensando em um sistema mais representativo para a maioria da população.

E volto a um ponto importante para a reflexão das juízas: ao usarem o termo ‘antirracista’, entenderam o lugar que ocupam na sociedade enquanto mulheres brancas que estão em posição de poder em um sistema de justiça que condena negros apenas por serem negros? Vejo como fundamental que elas compreendam o papel da branquitude para fazerem as transformações necessárias para um sistema de justiça mais justo.

Inovahack: Evento de Tecnologia do Movimento Black Money vai oferecer prêmios de até R$ 10 mil; inscrições estão abertas

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Foto: Freepik.

A segunda edição do Inovahack, hackathon promovido pelo Movimento Black Money, superou a meta de inscrições, alcançando 120 participantes. Ao todo, foram 150 inscrições. O evento está programado para ocorrer de 15 a 17 de dezembro na sede da SAP Brasil, em São Paulo.

A edição deste ano tem o tema ESG (Environment, Social and Governance), o Inovahack tem como objetivo promover a inclusão financeira e econômica da população negra por meio do desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.  As inovações serão avaliadas por pessoas mentoras. As soluções que mais se destacarem receberão prêmios em dinheiro para investir em seus projetos: 1º lugar: R$10 mil reais; 2º lugar: R$7 mil reais e 3º lugar: R$3 mil reais. 

Além das trocas entre os hackers, mentores e empresas envolvidas todos os participantes ganharão uma bolsa de inglês 100% gratuita até outubro de 2024 da EF School sob apoio do Mover, Movimento pela Equidade Racial. “Estamos muito felizes com a receptividade que o Inovahack recebeu”, afirma Alan Soares, co-fundador do Movimento Black Money. “O evento é uma oportunidade para a comunidade negra mostrar o seu talento e contribuir para o desenvolvimento de soluções que impactem positivamente a sociedade.”

As equipes participantes deverão desenvolver soluções que atendam aos seguintes critérios:

  • Inclusão financeira: as soluções devem contribuir para o aumento do acesso ao crédito, à educação financeira e à proteção do patrimônio da população negra.
  • Inclusão econômica: as soluções devem contribuir para o aumento da participação da população negra na economia, por meio do empreendedorismo, do acesso a oportunidades de emprego e da geração de renda.
  • Responsabilidade social e ambiental: as soluções devem contribuir para a redução das desigualdades sociais e ambientais, com foco na população negra.

As inscrições continuam abertas e podem ser feitas através deste link (CLIQUE AQUI).

Clara Moneke defende Amaury Lorenzo após ator ser atacado por vencer o’ Melhores do Ano’: “quem odeia o corpo dele também odeia o meu”

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Foto: Reprodução / TV Globo

Nesta última segunda-feira (11) aconteceu o ‘Melhores do Ano’, premiação da TV Globo que celebra os artistas que foram destaque na emissora. Uma das categorias mais comentadas foi o de ‘Artista Revelação’. O prêmio foi vencido por Amaury Lorenzo e seu trabalho como Ramiro na novela ‘Terra e Paixão’. Clara Moneke também concorria na categoria por sua atuação como Kate em ‘Vai Na Fé’.

Nesta manhã de terça-feira (12), Amaury Lorenzo informou que estava recendo ameaças e ataques. Ele desativou o perfil no Instagram após relatar o ocorrido. “Amigos e amigas, não precisa disso. Estou recebendo ameaças de morte. Ameaças de fãs de outra artista, bem triste. Que Deus possa iluminar vocês”, publicou ele, antes do perfil sair do ar.

Logo em seguida, Clara Moneke se manifestou e saiu em defesa do colega de profissão. “Acordei agora com um enxurrada de mensagens que me apavoraram. Parem de ameaçar o Amaury Lorenzo! Ele mereceu esse prêmio tanto quanto eu merecia. Eu fiquei muito feliz com a vitória de um ator preto, que vem do teatro assim como eu, que lutou pra estar onde está assim como eu. As pessoas que estão o ameaçando não são meus fãs, são criminosos. Peço que cessem agora essa onda de ódio contra uma pessoa que só merece respeito pelo trabalho incrível que vem fazendo a anos e anos“, destacou a atriz.

Clara destacou ainda que a sociedade brasileira não consegue ver uma pessoa como Amaury ‘vencer na vida’. “E o pior é que não é sobre mim, ou Amaury, ou premiação nenhuma. A verdade é que uma parte pobre da sociedade não consegue aceitar a vitória de uma pessoa como o Amaury, com os traços, a história, a identidade dele. Quem odeia o corpo dele também odeia o meu”, destacou ela.

Oprah revela que produtores de ‘A Cor Púrpura’ queriam Beyoncé e Rihanna no filme

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Foto: Mason Poole ; Getty Images ; Kevin Mazur.

A equipe de produção do aguardado filme “A Cor Púrpura” chegou a considerar a possibilidade de incluir Beyoncé e Rihanna no elenco da nova obra musical, porém, essa ideia ficou apenas no estágio de planejamento. A revelação foi feita por Oprah Winfrey, a produtora principal do projeto, em uma entrevista ao The Hollywood Reporter. Winfrey compartilhou que, com o aumento do orçamento do filme, diversos membros da equipe e investidores expressaram o desejo de contar com a participação das aclamadas cantoras.

“Para ser completamente honesta, se estivéssemos fazendo este filme por US$ 30 ou US$ 40 milhões, o interesse no elenco seria muito diferente“, conta Oprah. “Depois que o [orçamento do] filme passou para US$ 90 a US$ 100 milhões, todo mundo queria que trouxéssemos Beyoncé”, diz ela. “‘Você consegue Beyoncé ou Rihanna?’ Então estávamos sentados em uma sala dizendo: ‘Escute, nós amamos Beyoncé. Amamos Rihanna, mas existem outros atores que podem fazer esse trabalho.’ Eu me lembro de conversas sobre: ​​‘Gente, Beyoncé vai estar ocupada este ano’. Não foi nem uma negociação, porque não iríamos conseguir a Beyoncé.”

Oprah para o The Hollywood Reporter. Foto: Danielle Levitt.

Essa não seria a primeira participação de Rihanna ou Beyoncé num projeto cinematográfico. Em 2022, a dona do sucesso ‘Diamonds’ participou de ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ com uma a canção original ‘Lift Me Up’, que recebeu indicação ao Oscar. Em 2021, Beyoncé também recebeu indicação ao Oscar de ‘Melhor Canção Original’ por ‘Be Alive’, trilha sonora do longa ‘King Richard’. Beyoncé já atuou em filmes musicais, a exemplo do aclamado ‘Dreamgirls’, de 2006, produção em que interpretou a cantora Deena Jones.

‘A Cor Púrpura’ estreia no Brasil em janeiro de 2024. O longa é estrelado Taraji P. Henson, Danielle Brooks, Colman Domingo, Corey Hawkins, H.E.R., Halle Bailey, Aunjanue Ellis-Taylor e Fantasia Barrino.

Núcleo Amandla: Um centro de desenvolvimento de pequenos negócios e empreendedorismo negro

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Texto: Gabriel Rosa

O empreendedorismo negro no Brasil é marcado por desafios significativos que refletem não apenas obstáculos econômicos, mas também questões profundamente enraizadas na estrutura social do país. Enquanto o Brasil se esforça para promover a diversidade e a igualdade, empreendedores negros enfrentaram barreiras sistemáticas que impactaram seu acesso a recursos, oportunidades e reconhecimento. Daí nasce o “Nucleo Amandla”.

O Núcleo Amandla é um projeto inovador que visa impulsionar o empreendedorismo e promover o desenvolvimento da comunidade negra no Brasil. Este centro dinâmico é estruturado em cinco pavimentos dedicados a exposições, salas de estudo, palestras, apresentações e biblioteca. Sua missão vai além de ser apenas um edifício físico; é um local de aprendizado contínuo, crescimento pessoal e desenvolvimento de habilidades.

O projeto busca superar os desafios sistêmicos enfrentados pelos empreendedores negros, proporcionando oportunidades econômicas, fomentando o desenvolvimento de negócios locais e contribuindo para a autonomia financeira, especialmente da população de baixa renda.

Para tornar o Núcleo uma realidade, seria necessário um conjunto de recursos e apoios. Isso incluiria financiamento adequado para a construção do edifício e manutenção das atividades propostas. Além disso, seria crucial obter apoio da comunidade local, parcerias com organizações interessadas e engajamento ativo de líderes e influenciadores para garantir o sucesso e a sustentabilidade do projeto. O envolvimento e o interesse contínuo da população alvo também seriam fatores essenciais para o impacto positivo do Núcleo.

Além disso, a arquitetura se destaca pela ênfase na biofilia e na conexão com a natureza, buscando criar um ambiente acolhedor e inovador. Inspirado pela cultura africana, o projeto faz uma homenagem à rica fauna do continente, com as zebras sendo a principal inspiração para as formas orgânicas e curvas do edifício. O nome “Amandla,” que significa força em Zulu, reflete a natureza impactante e fortalecedora do projeto.

No Núcleo Amandla, os participantes têm acesso a uma ampla gama de oportunidades, incluindo programas de empreendedorismo, desenvolvimento pessoal, atividades culturais, palestras, espaços para interação, uma biblioteca e uma ênfase na conexão com a natureza. O objetivo é proporcionar um ambiente abrangente que promova o aprendizado, o crescimento e o desenvolvimento em várias dimensões da vida dos participantes.

Marvel anuncia nova série animada sobre o universo do Pantera Negra: ‘Eyes of Wakanda’

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Foto: Divulgação

A Marvel Studios anunciou ‘Eyes of Wakanda’ (Olhos de Wakanda, traduzido em português), uma nova série de animação sobre o universo do herói Pantera Negra, com guerreiros do passado de Wakanda em destaque.

A nova série para a Disney+ vai contar a história de ‘bravos guerreiros que foram encarregados de viajar pelo mundo recuperando perigosos artefatos de vibranium’, revela a descrição oficial.

‘Eyes of Wakanda’ foi anunciada durante o evento de pré-estreia da 2ª temporada de ‘What If…?’, na noite desta segunda-feira (11) e divulgada pela ComicBook. A série estreia no streaming em 2024.

Já em ‘What If…?’, o público pode aguardar pelo retorno do Pantera Negra, que estreia na plataforma dia 22 de dezembro. Toda noite será disponibilizado um novo episódio, até completar os nove episódios da temporada.

Veja o trailer de What If…?

‘Posso usar meus superpoderes para aprender mais’, diz menino de 7 anos, morador do Complexo da Maré, que completou curso oferecido pela Universidade de Harvard

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Foto: Reprodução/Instagram

Adriano Álvaro Melo, um menino de 7 anos, residente do Complexo da Maré, ou “Super Alvinho”, como ele é conhecido, criou seu próprio jogo, depois de completar um curso on-line oferecido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O menino de 7 anos possui altas habilidades.

Em seu jogo, narrado em inglês – idioma que aprendeu por meio de um aplicativo – ele conta a história de um cientista extraordinário. Álvaro expressa sua motivação: “Agora posso usar meus superpoderes para aprender mais. Quero construir robôs agrícolas e realizar pesquisas para melhorar a produção e distribuição de alimentos no mundo”, contou o menino em entrevista para o jornal O Globo. Seu interesse pela agricultura despertou durante uma visita aos familiares em Santana do Manhuaçu (MG).

“Quando eu crescer, quero trabalhar tanto com agronomia quanto com robótica. A combinação dos dois pode acabar com a fome. Passar fome deve ser horrível”, compartilha Álvaro, convicto de sua missão.

Ele já acumulou 41 certificados, incluindo seis cursos agrícolas do Sebrae. Um desses cursos, com duração de 32 horas, foca no “jovem empreendedor no campo”. Seu tempo é dividido entre a programação, inglês, xadrez e robótica. Recentemente, Álvaro fez sua estreia como palestrante na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando sua inspiradora jornada durante um evento sobre Pedagogia Social.

Embora o curso de Harvard seja gratuito, o certificado de conclusão tem um custo de U$ 299, aproximadamente R$ 1,5 mil. Diante das dificuldades financeiras, Álvaro recebeu uma bolsa do programa de assistência da instituição, destinado a alunos de baixa renda. Para conquistar essa oportunidade, o jovem precisou explicar em inglês a situação financeira de sua família e como o curso contribuiria para seus objetivos de vida.

O curso, ministrado inteiramente em inglês e com duração de três semanas, não possui uma idade mínima obrigatória, embora seja recomendado para crianças com mais de 8 anos.

A mãe de Álvaro, Priscilla de Melo, bióloga, recorda que a suspeita de sua habilidade incomum para aprendizado surgiu quando ele tinha apenas 3 anos. Ele mesmo quis entrar em uma creche. Durante a pandemia, aos 4 anos, a criança começou a ler e escrever com a ajuda do aplicativo GraphoGame, do MEC, indicado para crianças do 1º e 2º anos do ensino fundamental.

“Percebemos que ele realmente possuía um nível de aprendizado fora do comum para sua idade e decidimos fazer um teste de altas habilidades. Na época, precisei fazer uma vaquinha porque custou R$ 3 mil, e eu não tinha condições de pagar”, explica Priscilla.

Álvaro frequenta uma escola evangélica três vezes por semana, participa de um projeto de xadrez para crianças e está matriculado em uma turma de robótica da UFRJ. Além disso, este ano, ele ingressou em um curso particular de inglês. Sem um ensino formal tradicional, ele estuda em casa usando um notebook. Ele escreveu o próprio livro sobre sua metodologia de estudos: “Disciplina única: conhecimento de mundo”.

“Procuramos soluções, mas todas as instituições educacionais que nos indicaram estavam incompletas, sempre faltava algo. Queriam oferecer uma alfabetização tradicional, enquanto meu filho precisava de recursos adicionais. Cheguei a ouvir comentários racistas. Questionaram várias vezes o teste de altas habilidades que fizemos, alegando que ele não se encaixava no perfil de uma criança com esse diagnóstico. Qual seria esse perfil? Uma criança branca? Por isso, optei por ele ingressar, por exemplo, na UFRJ em um curso destinado a adolescentes de 14 anos. Foi uma exceção. Além disso, organizo diariamente suas tarefas e reviso cada uma delas”, desabafa Priscilla.

Motorista testemunha em favor de Jonathan Majors durante julgamento por caso de agressão: “Ele não estava fazendo nada, era ela”

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Foto: Getty Images via AFP/Derek White

O site TMZ afirmou que houve uma reviravolta no caso de agressão envolvendo Jonathan Majors e Grace Jabbari, conforme depoimento recente do motorista do SUV onde o incidente ocorreu. O homem testemunhou em favor de Majors e declarou que acreditava que Grace estava agredindo o ator durante o confronto.

Jonathan Majors enfrenta acusações de agressão por supostamente atacar Grace Jabbari enquanto tentava recuperar seu telefone. No entanto, o depoimento do motorista lança uma nova luz sobre o incidente, retratando Grace como agressora, em contraste com as acusações iniciais.

Ao testemunhar na segunda-feira e usar um intérprete, o motorista relatou ter mantido o foco na estrada enquanto Jonathan e Grace se envolviam em uma briga no interior do veículo, afirmando ao júri que “teve a sensação de que a garota havia atingido o rapaz… pela maneira como ela estava lutando e pelos sons que eram audíveis.”

Além disso, o motorista relatou que Grace insistiu em ver o telefone de Jonathan, descrevendo-a como “muito irritada”. Ele afirmou: “Ele não estava fazendo nada, era ela”, indicando que Jonathan estava tentando se afastar de Grace.

Esta reviravolta contrasta com os eventos anteriores do julgamento. Na semana passada, mensagens de texto entre Jonathan e Grace foram apresentadas em tribunal, revelando uma troca de setembro de 2022 onde faziam referência a um incidente em Londres.

Nos textos, Jonathan escreveu: “Eles farão perguntas e, como não acho que você realmente nos proteja, isso pode levar a uma investigação, mesmo que você minta e eles suspeitem de algo”.

Jabbari respondeu: “Vou dizer ao médico que bati a cabeça se for. Vou esperar mais um dia, mas não consigo dormir e preciso de analgésicos mais fortes. Só isso: por que eu contaria o que realmente aconteceu quando ficou claro que eu quero estar com você.”

O motorista também testemunhou que Jonathan e Grace saíram do veículo em certo momento, continuando a discussão do lado de fora, em uma esquina de Manhattan. Ele afirmou que Majors estava “empurrando-a de volta para dentro do carro para se livrar dela”.

Ao ser questionado pela equipe jurídica de Jonathan sobre a presença de sangue no veículo, o motorista confirmou que não encontrou evidências nesse sentido.

DiALAB Festival 2023: Evento gratuito focado no Audiovisual reúne produtores, diretores, roteiristas e players em Salvador até 15 de dezembro

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Foto: DiaLab/ Fernanda Maia

Acontece até o dia 15 de dezembro, em Salvador, o DiALAB Festival, um evento da plataforma internacional dedicada ao desenvolvimento de carreiras, consultoria de projetos e mercado e networking para profissionais negros do audiovisual, que em 2023 completa 06 anos de atividades. Ao longo destes anos, a plataforma já recebeu mais de 600 projetos e selecionou mais de 60 roteiristas e produtores para participarem de laboratórios, o que impacta mais de 5000 mil pessoas.

Para essa edição é lançado o DiALAB Festival, com atividades contemplando workshops, conferências, mostra de filmes, painéis, pitch e shows, além dos programas de tutorias e assessoramento para projetos audiovisuais.

Foto: DiaLab/ Fernanda Maia

Entre os convidados, nomes importantes do audiovisual do Brasil, como da diretora Juh Almeida, a roteirista Jaqueline Souza e a atriz Neusa Borges, além de diversos players do setor, como Globoplay, Globo Filmes, Vitrine, Olhar de Cinema, Descoloniza, Tem Dendê, Canal Brasil, entre outros nomes do cenário nacional. “Recebemos ainda pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo, consultoras da República Dominicana, de Cuba, projetos vindos dos Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Senegal e Inglaterra. A cerimônia de abertura foi marcada por muita emoção e encontros importantes. Nós da DiALAB ficamos muito felizes porque, além de contribuir para o desenvolvimento de carreiras de profissionais negros, também é nosso interesse proporcionar um ambiente de encontro e de networking para esses profissionais”, conta Emerson Dindo, produtor e idealizador do Festival.

A programação seguirá até o dia 15/12 com atividades abertas ao público, além dos laboratórios para os produtores dos 11 projetos audiovisuais que foram selecionados para receberem consultorias de profissionais do Brasil e do exterior. Os idealizadores das propostas irão participar de uma série de atividades (workshops, palestras, estudos de caso, exibição de filmes, consultorias direcionadas) focadas no desenvolvimento de seus projetos por meio dos programas DiALAB FILMS, DiALAB DOCS e DiALAB SERIES. Entre as atividades abertas ao público, estão mostra de filmes, workshops, shows e muito mais.

O DiALAB Festival 2023 é uma realização da plataforma DiALAB, mantida pela Produtora Portátil, e na edição deste ano conta com patrocínio da Prefeitura de Salvador, através do Salcine, programa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para fomento do setor audiovisual da cidade; do Selo Revolta, da produtora Volta Filmes; da produtora Conspiração; e apoio do Projeto Paradiso e da Embaixada da França no Brasil.

Confira a programação completa:

DIA 09.12.2023
WORKSHOP SALCINE: Nada segura a gente: a experiência de sucesso da novela Vai na Fé
O que é: Conferência com Juh Almeida sobre a realização da novela Vai na Fé, da Rede Globo
Horário: 14h – 17h
Com: Juh Almeida
Instituições Parceiras: DiALAB; Salcine e Senai Cimatec
Local: Sala Jade – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla ou bilheteria
Capacidade: 180 pessoas

MISSÃO MERCADO: SALVADOR – DAKAR
O que é: Painel com Alassane Sy e Mamadou Gaye sobre oportunidades de negócios entre Brasil, Senegal e França.
Horário: 17h15 – 18h15
Instituições Parceiras: DiALAB; Salcine e Embaixada da França no Brasil
Local: Sala Topázio – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/dialab-missao-mercado-salvador—dakar__2275191
Capacidade: 100 pessoas

DIA 10.12.2023
ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Ó PAÍ Ó
O que é: Visita às locações do filme Ó Paí Ó em Salvador no Centro Histórico (Pelourinho) e Rio Vermelho e presente para Iemanjá no final do roteiro.
Horário: 14h – 18h
Com: Shirley Silva – Bando Teatro Olodum
Local: Pelourinho e Rio Vermelho
Acesso: convidados
Capacidade: 50 pessoas

DIA 11.12.2023
IMPULSE DAY
TÔ CHEGANDO
O que é: Workshop Criativo
Horário: 09h – 12h
Com: MM Izidoro
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec
Local: Sala Topázio – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.
Capacidade: 20 pessoashttps://docs.google.com/forms/d/1iTF4c8xT6f4piJXlSXYC8e1Oyw-VAH_c8TZbvg7f-FM/edit

CONTA TUDO
O que é: Estudo de Caso: Memória Negra: Audiovisual, Música e Movimento Social
Horário: 14h – 15h15
Com: Claudia Gonçalves e Felipe Choco
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec
Local: Sala Topázio – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.
Capacidade: 20 pessoas

RAPIDITO
O que é: Workshop de pitch de 01 minuto
Horário: 15h30 – 16h45
Com: Emerson Dindo
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec
Local: Sala Topázio – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.
Capacidade: 20 pessoas

PAINEL
COM QUEM SENTAR À MESA
O que é: Painel que tem como objetivo apresentar para a audiência novas fronteiras de negócios, com um olhar estratégico para as oportunidades para novas plataformas
Data: 11.12.2023
Horário: 14h às 15h
Com: MM Izidoro
Local: Café Teatro Rubi – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-com-quem-sentar-a-mesa/2275208
Capacidade: 100 pessoas

DECIFRANDO FUNDOS INTERNACIONAIS
O que é: Painel com Tanya Valette, produtora dominicana, sobre fundos internacionais para projetos audiovisuais, suas oportunidades e como preparar os projetos.
Data: 11.12.2023
Horário: 15h15 às 18h30
Com: Tanya Valette
Local: Café Teatro Rubi – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-decifrando-fundos-internacionais/2275217
Capacidade: 100 pessoas

MOSTRA DiALAB
O que é: Exibição de filme e conversa com realizadores
Filme: Açucena
Horário: 19h30 – 21h00
Com: Isaac Donato e Marília Cunha
Instituição Parceira: Cine Glauber Rocha
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/mostra-dialab-acucena–sibi-dudu__2275222
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)

ESTAÇÃO DIÁSPORA
O que é: Apresentação musical
Grupo: Sibi Dudu
Horário: 21h00 – 23h00
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)

DIA 12.12.2023
DiALAB MUSIC – Biografando uma Estrela
Horário: 9h – 12h
Com: Emílio Domingos
Local: Sala 05
Atividade: Workshop de formatação de projetos audiovisuais que têm a trajetória artística de personalidades da música como dispositivo narrativo: da pesquisa à venda.
Ingressos: https://www.sympla.com.br/workshop-dialab-music—biografando-uma-estrela__2275501
Acesso: Até 30 pessoas (gratuito)

PAINEL – DEPOIS QUE TUDO MUDOU
Horário: 14h – 15h
Com: MM Izidoro
Atividade: Estudo de caso sobre o podcast “Depois Que Tudo Começou”, dirigido por MM Izidoro, apresentando o processo criativo e executivos e a estratégia para transformar o podcast numa série para televisão.
Local: Café Teatro Rubi – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/estudo-de-caso-depois-que-tudo-mudou__2275494
Capacidade: 100 pessoas

CONFERÊNCIA: “Histórias (Im)possíveis”
O que é: Conferência com Jaqueline Souza sobre a realização da minissérie da Rede Globo
Horário: 15h – 16h30
Com: Jaqueline Souza e Renata Martins
Local: Café Teatro Rubi – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-historias-im-possiveis/2275511
Capacidade: 100 pessoas

PAINEL: “Humor Negro: do palco para as telas”
O que é: Conferência com Val Benvindo e Sulivã Bispo sobre a série da Multishow
Horário: 16h45 – 18h
Com: Val Benvindo e Sulivã Bispo
Local: Café Teatro Rubi – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/painel-humor-negro—dos-palcos-para-as-telas__2275524
Capacidade: 100 pessoas

CLÍNICA JURÍDICA
O que é: Consultoria jurídica com duração de 30 minutos para projetos do DiALAB e projetos externos
Data: 12.12.2023
Horário: 10h às 17h
Com: Daniela Pena
Local: Sala Ônix – Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;
Acesso: retirada de ingressos pelo Sympla: https://docs.google.com/forms/d/1ag-FnEfmXaisX2u9YcHPnFORbJhadPBtaWq0UalJlRc/edit
Capacidade: 9 projetos – 2 projetos participantes do DiALAB + 2 externos;

MOSTRA DiALAB
O que é: Exibição de filme e conversa com realizadores
Filme: Falas (Im)Possíveis: Levante
Horário: 19h30 – 21h30
Com: Jaqueline Souza, Renata Martins e Neusa Borges
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia
Acesso: ingresso gratuito – retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/mostra-dialab-historias-im-possiveis-aurea-semiseria/2275532
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)

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