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Kendrick Lamar no Brasil: Rapper se apresenta neste domingo (5) no festival GP Week, em São Paulo

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Foto: Jason Koerner / Getty Images.

O rapper Kendrick Lamar está no Brasil. Ele se apresenta neste próximo domingo (5) como atração principal do festival GP Week, em São Paulo. Essa é a segunda passagem do artista no país. Em 2019, o rapper se apresentou no festival Lollapalooza.

Agora, Kendrick apresenta o espetáculo de seu disco mais recente, o aclamado “Mr. Morale & The Big Steppers”, lançado em 2022. Considerado um dos artistas mais influentes de sua geração, o rapper acumula diversos prêmios importantes, incluindo 13 estatuetas do Grammy, e recordes de vendas pelo mundo.

Kendrick Lamar. Foto: Reprodução / Youtube.

O show da turnê “Mr. Morale & The Big Steppers” inclui sucessos como “N95”, “m.A.A.d city”, “HUMBLE” e “LOYALTY”.

Uma das características distintivas de Kendrick Lamar é sua habilidade de abordar tópicos complexos e socialmente relevantes em suas letras. Suas músicas frequentemente exploram questões como violência nas ruas, injustiça racial, identidade, religião e desigualdade social. Ele é conhecido por sua narrativa afiada e por empregar metáforas poderosas para transmitir suas mensagens, o que o tornou um porta-voz influente para sua geração.

Além de Kendrick, nomes como IZA e a dupla Tasha & Tracie também se apresentam no GP Week 2023.

Podcast sobre Zumbi dos Palmares será o primeiro projeto da “Axé”, produtora de Viola Davis e Julius Tennon, Salvador

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Viola e Julius : Foto: Divulgação

Produtora “Axé” promete ser uma ponte entre Hollywood e o Brasil. Responsáveis pelo projeto, a atriz e o marido estão em Salvador desde o dia 31 de outubro.  

Os atores Violas Davis e Julius Tennon vieram a Salvador participar do Festival Liberatum e aproveitaram para anunciar o lançamento de uma produtora de audiovisual chamada “Axé”, que será uma ponte entre Hollywood e o Brasil, no intuito de fazer conexões internacionais e adentrar as comunidades. 

Segundo o secretário de Cultura de Salvador, Pedro Tourinho, o primeiro produto deles será uma série de podcast sobre Zumbi dos Palmares”, detalhou. Durante a coletiva, Julius disse estar muito feliz de estar em Salvador. 

“Estou olhando agora para cima, positivo. Nós temos o objetivo de estar juntos e nos conectar com o Brasil. A gente acha que é uma grande oportunidade de trabalharmos juntos, com uma comunidade. Todo mundo está apoiando esse novo momento de conteúdo do Brasil”. 

O painel sobre cultura afro diaspórica aconteceu na tarde de hoje (3), foi um dos mais esperados pelo público do Liberatum e teve a presença do casal, da atriz Taís Araújo e da empresária criativa Melanie Clarck, com mediação de Maurício Mota.

Jogador Marcelo, do Fluminense, sofre ataques racistas na internet às vésperas da final da Libertadores

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Em um ataque orquestrado no X (ex-Twitter), o jogador Marcelo, lateral-esquerdo do Fluminense, sofreu xingamentos racistas nas redes sociais na última quinta-feira, 2. Os xingamentos contra o atleta foram feitos nos comentários de um vídeo publicado pela Conmebol na qual ele concede uma entrevista.

Os usuários que cometeram o crime de racismo contra Marcelo publicaram imagens de bananas e macacos nos comentários do vídeo com a entrevista. Alguns também escreveram frases ofensivas como: “Comida favorita… óbvio: banana” e “Abriram a porta do zoológico?”.

Os ataques aconteceram dois dias antes da partida entre Fluminense e o Boca Juniors, que acontece no sábado, 4, os dois times competem na final da copa Libertadores.

No início da semana, o time argentino emitiu um comunicado alertando os torcedores que forem ao Rio de Janeiro assistir a partida para que não façam comentários ou insultos racistas: “Os cantos e gestos racistas/xenófobos constituem um delito grave que implica em penas de até 5 anos de prisão inafiançável”, dizia um trecho do comunicado.

Imagem: Reprodução

Até agora, nenhum dos times ou a Conmebol se posicionou sobre os xingamentos recebidos pelo jogador.

 Liberatum: “Precisamos do poder e da coragem para contar as histórias de quem somos”, diz Viola Davis 

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O festival Liberatum, que atua em defesa da diversidade, igualdade e inclusão, estreou nesta sexta-feira (3), no Centro de Convenções de Salvador, no bairro da Boca do Rio, reuniu, no painel sobre cultura afro diaspórica, um dos mais esperados pelo público, os atores Viola Davis, Julius Tennon e Taís Araújo e a empresária Melanie Clarck, com mediação de Maurício Mota

Com falas potentes, Viola Davis ressaltou que ainda há histórias que precisam ser contadas, principalmente sobre as mulheres pretas. “Queremos aprender com os ancestrais, e isso é importante, mas a tarefa do artista é também a rebeldia. Porque mesmo quando contamos a nossa história, é sob o olhar do colonizador […] Precisamos do poder, da autoridade e da coragem para contar histórias de quem somos, sem pedir desculpas”. 

Foto: Lais Gabriela

A atriz, que obteve mais destaque em sua carreira quando fez a série americana “How To Get Away With a Murder”, divulgada em diversos países, não tinha noção desse alcance. No decorrer do painel, Viola ainda desabafou sobre a opressão e sexualização sofrida por mulheres negras na TV e no cinema, onde sempre são vistas como complicadas e confusas. 

“Você acaba percebendo que tudo o que te disseram sobre ser uma atriz negra é mentira. As limitações sobre as histórias, sobre o que as pessoas querem ver, eu chamo essas coisas de opressão internalizada. Quando o mundo diz para vocês que apenas uma certa parte da população, da história, é importante. Eu sempre acreditei que quando você faz algo como artista, que é honesto, as pessoas querem ver, e isso me empoderou”. 

Ao lado da atriz, a empresária criativa, Melanie Clark, também integrou a mesa e declarou que é uma honra adaptar “O Beijo no Asfalto”, do escritor Pernambucano Nelson Rodrigues, através da JuVee Productions, produtora de Viola e seu companheiro, Julius Tennon. A história virou livro e já foi encenada nos teatros. 

“É a história de um homem que se encontra em uma série de mal-entendidos. É uma história importante. Para ser possível fazer o que a gente da JuVee Productions pode fazer, não basta ter dinheiro, é necessário ter a capacidade de mostrar a história para todo o mundo”, disse Clark. 

A empresária ainda enfatizou que as visões colonialistas dizem que a única verdade que importa é a dos colonizadores, mas não é. “Eles não entendem o poder da diáspora porque é vasto, diverso, rápido e ainda é guiado pelo poder antigo dos ancestrais. Os conquistadores tentam destruir nossa história mas eles não conseguem e é por isso que estamos aqui”.

FotoL Liberatum

A mesa contou com a presença de Taís Araújo, que falou sobre a importância de um evento como o Liberatum e que ações como essa precisam começar em Salvador, passar pelo Brasil e, quem sabe, por todo o mundo, destacando a Bahia como polo cultural.

“Uma cidade como essa, que é tão hospitaleira, que é tão linda, sou suspeita pra falar porque não casei com baiano por acaso. Acho que é muito atrativo ser aqui, não só pela beleza, mas porque a Bahia, como um todo, é um polo cultural muito importante para o Brasil”, afirmou.

Junto com sua esposa, Julius Tennon lançou em Salvador, na tarde de ontem (2), a produtora de audiovisual “Axé”, que promete ser uma ponte entre Hollywood e o Brasil. Durante a coletiva, Julius disse estar muito feliz de estar em Salvador. 

“Estou olhando agora para cima, positivo. Nós temos o objetivo de estar juntos e nos conectar com o Brasil. A gente acha que é uma grande oportunidade de trabalharmos juntos, com uma comunidade. Todo mundo está apoiando esse novo momento de conteúdo do Brasil”, disse. 

O Liberatum conta com ciclos de palestras em diversos pontos da capital baiana e ainda terá eventos exclusivos para convidados, como um jantar em um tradicional restaurante do bairro do Comércio, em homenagem à cantora maranhense Alcione. O festival acontece até o próximo domingo (5). 

Luisa Sonza fala sobre caso de racismo: “realmente cometi um ato racista”

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Foto: Reprodução

A cantora Luisa Sonza falou sobre o caso de racismo do qual foi acusada em 2018, quando teria pedido a uma mulher negra para lhe servir um copo de água. Em conversa no canal do Youtube da drag queen, Bianca DellaFancy, Sonza reconheceu a atitude racista ao dizer: “Tive que estudar e entender até aceitar que realmente cometi um ato racista”.

Enquanto era maquiada, a cantora contou que precisou estudar e aprender sobre racismo. Ela contou que leu livros do ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, além de também citar a filósofa Djamila Ribeiro: “É um racismo estrutural, mas a estrutura é feita por nós. Tive muita dificuldade de entender, por eu ser uma pessoa branca, e não viver isso na pele. Tive que estudar muito e entender profundamente, li muito, estudei muito”.

Luisa e a vítima, Isabel Macedo de Jesus fizeram um acordo na justiça que foi finalizado este ano. Ao lembrar o caso, Luisa  assumiu que pediu um copo de água a uma mulher negra: “Óbvio que não foi uma coisa intencional. Mas a gente comete este tipo de erro diariamente. Eu pedi um copo d’água para uma mulher preta. Foi um processo muito longo, não é da noite para o dia. Gostarioa de ter aprendido isso antes. Só de ler o “Manual antirracista” da Djamilla Ribeiro… Não é uma coisa falada, porque fica muito no tabu (…) Tive que estudar e entender até aceitar que realmente cometi um ato racista”.

Ela também contou que conversou com outras pessoas negras que ajudaram a entender que sua atitude foi racista: “Eu tive muita dificuldade de entender no começo, por eu ser uma pessoa branca e não viver isso na pele. Conversei muito com a Tia Má, conversei com Preto Zezé”, destacou. 

Assista a entrevista completa:

Margareth Menezes celebra potência cultural do Brasil durante discurso no Festival Liberatum, em Salvador

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Foto: Secretaria de Cultura de Salvador

Nesta sexta-feira, 3, a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da mesa “Uma Vida Dedicada à Cultura”, durante o Festival Liberatum. No evento, realizado no Centro de Convenções de Salvador, ela celebrou a potência cultural do Brasil: “A presença do Festival Liberatum no Brasil é um sinal de que, apesar dos desafios, o que fizemos até aqui tem sido reconhecido”.

Durante seu discurso de abertura do evento, a ministra ressaltou que o Brasil chama atenção dos outros países do mundo para realizações culturais. Menezes afirma que o governo busca agregar a sociedade civil no diálogo para elaboração de políticas que impulsionam a cultura.

Ela também lembrou que o país é uma potência na área cultural: “É necessário que a gente acredite que somos uma potência mundial neste aspecto. Estamos agora diante de um governo que acredita e dialoga. Essas ações internacionais que estão chegando para nossa Bahia não são à toa, são fruto da nossa resistência. A presença do Festival Liberatum no Brasil é um sinal de que, apesar dos desafios, o que fizemos até aqui tem sido reconhecido”, pontuou.

A mesa, mediada por Camila Apresentação, também recebeu o diretor artístico Gil Alves, que destacou a importância da criação de estratégias para que todas as pessoas tenham condições de acesso às leis de incentivo à cultura e contou sua trajetória na área: “A cultura é ancestral. Acredito que é importante você se cercar da sua história e fazer com que outras pessoas venham junto”, declarou.

Primeira mulher negra a assinar uma criação da Disney Brasil, Maíra Oliveira estreia série “A Magia de Aruna” em novembro

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Foto: Thaís Ramos

Em novembro chega ao streaming mais uma produção criada por uma mulher negra. A série “A Magia de Aruna”, criada pela roteirista Maíra Oliveira, terá seis episódios e deve estrear no Disney + no dia 29 de novembro e tem como protagonistas as atrizes Giovanna Ewbank, Cleo, Erika Januza,  Suzana Pires e Jamilly Mariano.

Com o trabalho em “A Magia de Aruna”, a roteirista se tornou a primeira mulher negra a assinar uma criação com a Disney Brasil. A história criada por Maíra se passa no Rio de Janeiro, em um mundo que atravessa uma crise solar. Nesse contexto, vive a adolescente Mima, interpretada por Jamilly Mariano, que possui um poder especial de hiperempatia e faz de tudo para esconder isso. Em dado momento, a personagem participa de uma competição que a faz perder o controle de seu dom. É nesse momento que ela acaba desfazendo um feitiço realizado a 300 anos e que acorda três bruxas guardiãs.

“A Magia de Aruna conta a história de Mima, uma menina que tem o poder de hiper empatia, e  por não conhecer suas origens, foi levada a acreditar que magia é algo ruim. Até que nossa  protagonista desperta três bruxas com quem vai aprender a lidar com seu poder e descobrir  que ser diferente é potência- nesse caso, potencialmente mágico. O público pode esperar uma  história cheia de bonitos laços de amizade e respeito, aventura e é claro magia”, destaca Maíra.  

Foto: Divulgação

Ela ainda conta que se inspirou no universo de filmes e séries de magia para criar “A Magia de Aruna”: “A criação foi inspirada pelo universo dos filmes e séries de magia, sobretudo de bruxinhas, que têm o despertar da magia como uma forma de representar o vir-a-ser mulher. E esse conceito dialoga intimamente com a infância e adolescência de muitas meninas – sobretudo em meninas  negras como eu -, que em algum momento desacreditaram na própria voz, pelos preconceitos  de gênero, classe e raça que estruturam nossa sociedade. Poder falar disso através dessa  metáfora, de uma forma lúdica, é ampliar o debate sobre o impacto das opressões sociais em  uma parcela enorme da população, que se verá ali representada pela nossas bruxinhas”, contou Maíra Oliveira.

Rei de Angola chega ao RJ para participar de eventos e visitar locais que une o Brasil ao país africano

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Foto: Camila Rhodes/ Secretaria da Educação de Guarulhos

Na primeira visita ao Brasil, o Rei do Bailundo – maior grupo étnico de Angola -, Sua Majestade Rei Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, chega ao Rio de Janeiro para participar de dois dias de agenda na cidade, na próxima semana.

Na terça-feira (7), o Rei será o convidado especial do debate sobre a importância da reparação histórica para a população negra brasileira. O evento acontecerá no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), das 9h30 às 12h. E reunirá também a jornalista Louise Freire e o professor doutor Babalaô Ivanir dos Santos. Depois do debate, haverá uma apresentação cultural de slam.

Já na quarta-feira (8) pela manhã, o Rei participará de um seminário sobre cultura e pluralidade religiosa na UNIperiferias, na Maré. A favela da Maré é a região onde se concentra o maior número de migrantes angolanos que vivem no Rio de Janeiro. À tarde, o monarca participará de um encontro de quilombolas no Quilombo no Camorim, o mais antigo do Rio de Janeiro. O local foi ocupado por pessoas escravizadas trazidas de Angola. 

Foto: Prefeitura de Itajaí/Reprodução/ND

“De Angola vieram 60% dos escravizados africanos para o Brasil. Esta visita inédita e histórica representa um reencontro ancestral entre filhos de Angola que foram separados pela escravização”, diz Marcelo Moreira, sócio-diretor da DiversaCom, agência responsável pela visita do Rei, em parceria com a UNIperiferias.

“A visita do Rei do Bailundo no Brasil representa um elo que nos une, relembrando uma história compartilhada, marcada por nossa herança cultural comum. Esta visita fortalece nossos laços culturais, enriquece nosso patrimônio histórico e constrói pontes que ultrapassam fronteiras, promovendo uma compreensão mais profunda e respeitosa entre nós”, diz a coordenadora de comunicação da UNIperiferias, Mariane Del Rei.

Após o evento, o Rei fará um passeio pela região do Cais do Valongo, onde desembarcou a maioria dos escravizados vindos da África para o Brasil. Antes do Rio, o Rei esteve em São Paulo, a convite do Centro Cultural Casa de Angola.

Foto: Camila Rhodes/ Secretaria da Educação de Guarulhos

Conheça Sua Majestade Rei Tchogolola Tchongonga Ekuikui VI e o Reino do Bailundo

Sua majestade Rei Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI é o 37º soberano do reino do Bailundo (Região Central, origem dos Ovimbundu), Rei dos Ovimbundu, sul de Angola. Aos 39 anos, pertence à linhagem de Ekuikui, sendo o primeiro neto legítimo marterlinear do falecido Rei Augusto Katchitiopololo (rei Ekuikui IV). Formado em Direito Costumeiro, em línguas na República da Namíbia, fala quatro idiomas, uma delas é o idioma Umbundu, língua oficial do Reino do Mbailundo, tem fluência na língua francesa, portuguesa e inglesa.

O Reino do Bailundo surgiu em meados de 1700 e foi um estado nacional africano, dos povos Ovimbundu, era dotado de poderes políticos e económicos. O Reino encontra-se localizado no Planalto Central de Angola, e abrange as províncias do Huambo, Benguela, Kwanza Sul, Bié e uma parte da Huíla. Quando surgiu o Reino do Bailundo? No princípio o nome era Halavala, deu-se este nome devido a sua localização geográfica que estava próximo de um monte. Posteriormente mudou-se o nome para “Mbalundo” devido ao uso de jóias, bijuterias que o povo tinha o costume de usar, estes acessórios chamavam-se Ombalundo. O Reino comporta um palácio real, 35 residências para os membros da corte e jangos que servem para julgamentos tradicionais que ajudam a resolver os problemas sociais que ocorrem na aldeia.

Foto: Divulgação

SERVIÇO

Evento: Futuro Ancestral: História, Reparação e Avanço

Data: 7 de Novembro, terça-feira, de 9h30 a 12h30

Local: Museu de História Afro-Brasileira (Muhcab) Rua Pedro Ernesto, 80 – Gamboa

Horários:

9h30 – Café de boas-vindas

10h – Debate

11h30 – Apresentação de Slam

Confira o restante da programação:

DIA 07 DE NOVEMBRO

Evento: Tour pela Pequena África

Início: Muhcab – Rua Pedro Ernesto, 80 – Gamboa

Término: Cais do Valongo – Av. Barão de Tefé – Saúde 

Horário: das 14h às 16h

DIA 08 DE NOVEMBRO

Evento: Cultura e pluralidade religiosa

Local: UNIperiferias – Rua Teixeira Ribeiro, 535 – Maré

Horário: das 9h às 11h

Evento: Encontro de Quilombos com feijoada, roda de jongo e capoeira

Local: Quilombo do Camorim- Estr. de Camorim, 922 – Jacarepaguá, Rio de Janeiro

Horário: das 13h às 17h

Liberatum Brasil anuncia mais ingressos para novo talk com Karol Conká

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Foto: Ian Rassari

Corre para a nova oportunidade! O Festival Internacional Liberatum Brasil acaba de liberar mais ingressos gratuitos para o novo Talk, que entra na programação neste sábado (4), às 18h30, com a cantora Karol Conká, o idealizador do coletivo Quilombo PCD Marcelo Zig, e o analista de comportamento Kito Gois, sobre o tema “Resiliência na Era da Conexão: Cuidando da Saúde Mental Em Um Mundo Hiperconectado“. Os ingressos são limitados. (Acesse aqui!)

A primeira edição do evento em Salvador (BA) iniciou hoje, 3 de novembro, e já reuniu durante o dia, grandes estrelas como Angela Bassett, Viola Davis, Julius Tennon, Taís Araujo e o grupo Ilê Ayiê. Até o dia 6, outros grandes artistas ao redor do mundo também passarão pelo evento, como Alcione, Debbie Harry, Luedji Luna, Lazzo Matumbie, Margareth Menezes, Seu Jorge e muitas outras importantes mentes criativas para a cultura negra.

Muito mais do que um festival de música, o Liberatum se destaca por ser uma celebração multifacetada da cultura, reunindo algumas das mentes mais criativas e influentes do mundo em uma série de palestras, painéis, performances, exposições de arte e outras atividades culturais. 

Criada em 2001, o Liberatum é uma organização internacional, que já realizou o festival de mesmo nome em 13 países, difundindo os ideais de inclusão, com a participação de expoentes das artes, negócios e tecnologia. No Brasil, os ingressos – com os outros talks já esgotados – foram adquiridos de forma totalmente gratuita.

Com mesmo grau de instrução e tempo de carreira, negros chegam a ganhar 13% menos que trabalhadores brancos, diz estudo do Insper

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Foto: Reprodução

Racismo estrutural,  pode ser parte da explicação para o salário menor

Um estudo conduzido pelo Núcleo de Estudos Raciais do Insper mostrou que, em especial nos cargos de alto escalão, o percentual de negros nas empresas listadas na Bolsa brasileira ainda é bastante baixo — considerada a composição das diretorias das empresas que fazem parte do Ibovespa, somente cerca de 9,5% é formada por negros, subindo para 23,5% quando se tratam dos cargos de gerência. Já ao considerar os demais cargos dentro das empresas, o percentual de negros sobe para 41,3%.

Recentemente outro estudo do Insper também apontou que trabalhadores negros com as mesmas características produtivas semelhantes aos brancos (nível de escolaridade e tipo de vinculo, formal ou informal), ganham em média 13% menos do que seus colegas brancos.

O levantamento foi feito a partir de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo, portanto, usa o mesmo conceito do IBGE, que considera negras as pessoas que se declaram como pretas ou pardas.

Os números também mostram que as diferenças são mais profundas, a depender do gênero: o desemprego para mulheres negras, em dados anuais, era de 20,5% em 2021, de 13,7% para mulheres brancas, 12,8% para homens negros e de 9,4% para homens brancos. E entre os 10% mais pobres, negros ganhavam 64% dos brancos em rendimentos do trabalho no mesmo período.

A pergunta se perpetua: Quantas pessoas negras você conhece que estão numa posição de alta liderança em uma empresa ou em cargos de gerência? Recentemente me fiz esta pergunta quando me vi em um espaço majoritariamente branco, tratando de temas que dizem respeito a grupos minorizados e, como sempre, me senti solitária e desconfortável.

Quando falamos sobre o aumento do número de mulheres nos cargos de alta liderança das corporações, normalmente isso não contempla as interseccionalidades e nos retemos assim a mulheres brancas, cisgênero, urbanas e com algum poder aquisitivo. Muitas iniciativas que aceleram mulheres para cargos de C-level, sem levar em conta interseccionalidades, acabam corroborando para a manutenção do poder, sem recorte algum.

A pergunta que faço então é: Onde estão as mulheres ou pessoas negras na sua empresa? Na maioria das vezes, em posições de serviços ou em baixas posições dentro da hierarquia. Precisamos mapear e enumerar todos os meios que excluem pessoas negras nas corporações, talvez este seja o primeiro passo para as mudanças que pleiteamos.

Fonte: Folha de São Paulo

*Kelly Baptista Gestora Pública, diretora executiva da Fundação 1Bi, Linkedin Top Voices, Membra de Conselhos e da Rede de Líderes da Fundação Lemann.

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