Como combater o racismo na comunicação governamental e pública? Com o objetivo de desenvolver o Plano Nacional de Comunicação Antirracista, essa será uma das perguntas a ser debatida na escuta e reunião entre as Mídias Negras e o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), promovida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), nesta quinta-feira (25), em Brasília.
“O Mundo Negro foi a primeira mídia negra digital do país e é uma grande honra ser convidada para contribuir com uma questão tão fundamental que é a diversidade na comunicação e o antirracismo no jornalismo”, celebra Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do veículode comunicação.
O diálogo do GTI com a sociedade civil teve início com a abertura da consulta pública, que recebeu mais de 400 contribuições, e avançou para um encontro de forma híbrida que aconteceu no dia 11 de abril, além de uma escuta com outros especialistas de comunicação.
O Plano Nacional de Comunicação Antirracista é uma iniciativa importante para a implementação de políticas públicas destinadas a combater as desigualdades étnico-raciais no contexto da comunicação pública e governamental. O plano busca abordar, em diversas dimensões, estratégias eficazes no enfrentamento ao racismo.
Essas serão algumas perguntas para nortear o debate, como pontos de partida:
Como combater o racismo na comunicação governamental e pública?
Quais podem ser as estratégias eficazes de diálogo entre Ministérios para a promoção da igualdade racial e combate ao racismo na comunicação?
Quais podem ser as estratégias eficazes com atores de veículos de mídia para a promoção da igualdade racial e combate ao racismo na comunicação?
Quais podem ser estratégias e iniciativas de promoção da diversidade racial na publicidade dos órgãos e entidades da administração pública federal?
Quais iniciativas de promoção da diversidade racial nos patrocínios dos órgãos e entidades da administração pública federal devem ser priorizadas?
Quais os melhores instrumentos de formação e aperfeiçoamento técnico nas temáticas de relações étnico-raciais para porta-vozes, servidores, empregados públicos e prestadores de serviços, de todos os níveis, na área de comunicação?
Quais medidas podem ser tomadas de promoção de direitos e combate ao racismo nos serviços digitais de comunicação?
Quais estratégias e instrumentos podem ser elaborados que possam contribuir no fortalecimento e sustentabilidade de mídias negras?
Depois de 12 anos criando conteúdo na internet e prestando consultoria para gigantes do setor de beleza, o ativista de pele, influenciador e agora escritor Tassio Santos, criador do perfil Herdeiro da Beleza, lança seu primeiro livro. Chamado de “Tem Minha Cor? Quando maquiar se torna um ato político”, a obra aposta na maquiagem e skincare como caminho para resgatar poder. “Se antes as marcas desenvolviam (quando desenvolviam) cores para alguém com no máximo meu tom de pele, por exemplo, agora elas consideram pessoas ainda mais escuras. E isso só aconteceu por demanda popular“, conta Tássio em conversa com o MUNDO NEGRO.
Para a criação de seu novo livro, o creator diz que colocou suas habilidades jornalísticas em prática e catalogou o portfólio de grandes marcas do Brasil. “Com esses dados em mãos, comparei com a mesma pesquisa que fiz em 2016. Algumas marcas evoluíram bastante. Já outras não tiveram um avanço tão expressivo assim”, diz ele ao definir seu livro como uma grande análise da cultura através da maquiagem. “Uma vez Krada Kilomba falou que “a negação é usada para manter e legitimar estruturas violentas de exclusão” e isso faz sentido! Eu estudo a falta de tons no mercado brasileiro sob essa ótica: uma estratégia de perpetuação do racismo – já que maquiagem faz parte do processo de embelezamento do corpo e a construção do poder passa também pela estética“.
Foto: Divulgação.
Para Tassio, encontrar produtos para além da base e uma dermatologia mais inclusiva são os principais desafios que as pessoas negras ainda enfrentam no mercado de cosméticos atualmente. “Sabe-se pouco sobre pele negra, inclusive quando o assunto é fotoproteção. Eu falo muito sobre o desafio de encontrar um protetor solar que não deixe esbranquiçado, mas talvez a gente não precise apenas disso“, diz ele. “Nem toda pele reage da mesma forma frente ao sol e corre o risco da gente estar deixando passar alguma especificidade que é só nossa. Então fica o pedido por mais investimento e disposição para dermatologistas estudarem pele negra”.
Durante anos de experiência no mercado de beleza, Tassio sentiu a necessidade de criar o termo ‘Racismo Cosméticos’, para definir episódios de discriminação dentro da indústria. “Muitas pessoas negras, principalmente mulheres de pele retinta, tem histórias infelizmente nesse universo. Só que toda vez que abriam o peito, elas chamavam de ‘isso’. Nunca tinha nome, era só ‘isso’. E eu aprendi com bell hooks que a gente precisa nomear as coisas para ser mais fácil reconhecê-las e, portanto, combater se for o caso. No livro eu dou muitos exemplos de Racismo Cosmético. Técnicas e produtos”, relata.
De acordo com o escritor, o livro “Tem Minha Cor? Quando maquiar se torna um ato político” possui quatro capítulos, com a primeira parte apresentando um introdução sobre a construção do belo. No segundo capítulo, ele define Racismo Cosmético e relata experiências que pessoas negras passam dentro desse universo da maquiagem/skincare. A pesquisa comparativa entre marcas no Brasil entra no capítulo 3 e no final, ele propõe soluções para os problemas. Tassio defende que dentre tantas soluções, uma delas é diversificar o quadro de funcionários em toda a cadeia de produção da indústria cosmética. “Pessoas de diferentes tons de pele, mas não só! Diversidade no pensamento, no idade, na origem… Se a gente quer uma indústria inclusiva, incluído o Brasil precisa estar”, relata.
O autor finaliza indicando que deseja passar uma mensagem de acolhimento com seu novo livro. “A gente que gosta de maquiagem e tem pele escura passa por tanto episódio traumatizante que talvez o livro faça emergir esse sentimento de inadequação. Mas quero que os leitores saibam que eu estou com eles nessa! Então toda vez que minhas palavras façam vir à mente alguma memória difícil, quero que olhem pra capa e se sintam acolhidos por mim“, diz ele.
A família de Sônia Maria de Jesus, mulher negra que passou mais de 30 anos em condições análogas à escravidão na casa do desembargador de Santa Catarina, Jorge Luiz Borba, luta no Judiciário para retirá-la da casa dele e de sua esposa, Ana Cristina Gayotto de Borba, informou a coluna de Juliana Dal Piva no ICL Notícias, nesta terça-feira (23).
A mulher de 50 anos, com deficiência auditiva, foi resgatada por fiscais do trabalho em junho do ano passado, mas em setembro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizaram o casal a se reencontrar com Sônia, e ela aceitou voltar a morar na casa deles.
Na época do resgate, Borba negou as acusações de trabalho escravo e disse que amava Sônia como se fosse sua própria filha, então faria o procedimento para reconhecimento de paternidade da vítima, e já deu início ao procedimento nos últimos meses. O reconhecimento da paternidade socioafetiva seria uma forma de regularizar a situação, já que a soma das dívidas referentes a verbas trabalhistas e indenizações totaliza quase R$ 5 milhões, que ainda não foram pagas.
Agora, a família biológica de Sônia disputa com a família do desembargador pelos cuidados de Sônia. Segundo uma reportagem do Intercept com o portal Catarinas, a vítima começou a morar na casa dos Borba aos 9 anos. A mãe a entregou temporariamente à psicóloga Maria Leonor Gayotto, mãe de Ana Cristina, em 1982, devido a uma situação de violência doméstica. No entanto, a família passou, depois, anos procurando pela criança. Sônia foi privada de se comunicar e só começou a aprender Libras (Língua Brasileira de Sinais) no ano passado, após ser resgatada.
Em entrevista à coluna do ICL, Marcelo Silva de Jesus, irmão mais novo de Sônia, “o ingresso da família biológica como parte no processo já havia sido apresentado pelo desembargador em busca da guarda […] as advogadas da família estão habilitadas, isto é, aptas para atuar oficialmente no processo, desde janeiro deste ano”, conta a reportagem.
Sônia se encontrou três vezes com sua família biológica, em Florianópolis, desde o período em que foi resgatada da casa do desembargador. O último encontro foi no início de março.
“Temos defendido bastante a autonomia, porque a permanência dela lá [na casa dos patrões] não é saudável. As melhores condições de vida que ela tem recebido hoje só passaram a acontecer depois que a Justiça determinou. Desde quando ela foi resgatada e começou a ter essa alfabetização pudemos ver uma evolução gritante. Ela tem se socializado, vem conseguindo aprender e se comunicar. A gente consegue sentir que ela tem essa capacidade de aprender. Temos pedido para fazerem mais avaliações com a Sonia. Entendemos que o cenário é diferente daquele de quando ela foi encontrada”, contou o irmão Marcelo, que também tem aprendido Libras.
Em outubro do ano passado, o casal denunciado pela Procuradoria-Geral da República por manter a vítima em regime análogo à escravidão. Uma audiência pública no senado irá tratar do caso, no início de maio.
A cantora Linn da Quebrada anunciou nesta terça-feira (22) uma pausa na carreira para cuidar da saúde. Ela foi diagnosticada com depressão, doença que, segundo a equipe da artista, já faz parte de sua vida há algum tempo. “Tem horas que é preciso parar e reconhecer que o caminho mais seguro é entender a dimensão do problema e compreender que uma doença como essa não pode ser negligenciada. Contamos com o apoio de vocês durante este período, respeitando sua privacidade e a de sua família e amigues“, informou a nota oficial.
Os shows da cantora que estão em aberto não irão acontecer. “Para quem desejar obter reembolso dos ingressos já comprados, por favor, entrar em contato diretamente com as respectivas casas”, informou a nota oficial.
Lina recebeu apoio de famosos e influenciadores. A cantora Tati Quebra Barraco desejou uma boa recuperação. “Repousa e se cuida, nunca esqueça que você é incrível e única“, disse ela. A atriz Quiteria Chagas também desejou melhoras: “Repouse, resgate forças para uma ótima recuperação“.
‘A Cor Púrpura’, o remake musical baseado no livro homônimo de Alice Walker, estreia na próxima sexta-feira, 26 de abril, na plataforma de streaming da Max (antiga HBO Max).
O filme retrata a vida de Celie (Phylicia Pearl Mpasi e Fantasia Barrino), uma mulher negra que sofre com os abusos do pai e luta para reencontrar seus dois filhos. Mas as dificuldades se intensificam quando é obrigada a se casar com Albert Mister (Colman Domingo), outro homem abusivo, e fica longe da irmã Nettie (Halle Bailey e Ciara). Apesar das dificuldades, ela passa a contar com a amizade de Shug Avery (Taraji P. Henson) e Sofia (Danielle Brooks), que irão lhe dar muito apoio.
Danielle Brooks foi indicada ao Oscar 2024 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel no filme, além do reconhecimento em outras grandes premiações como o Globo de Ouro e a NAACP Image Awards.
Dirigido por Blitz Bazawule (‘Black is King’), o longa ‘A Cor Púrpura’ também conta com Oprah Winfrey, Quincy Jones e Steven Spielberg na produção.
A segunda temporada de ‘A Casa do Dragão’ estreia apenas em junho, mas o elenco negro da produção continua recebendo ataques racistas. Nesta última segunda-feira (22), Bethany Antonia que interpreta a personagem Baela Targaryen, compartilhou uma série de ofensas que recebeu em seu perfil no Instagram.
“É um milagre que você tenha sido inserida no trailer. Você é um pedaço de merda. Esperamos que você morra no set”, dizia a mensagem de ódio. Apesar do texto, Antonia foi irônica na resposta: “Imagine quando ele descobrir que também sou gay”, escreveu ela. “Vocês não vão estragar minha alegria”.
Em 2022, durante a primeira temporada de ‘A Casa do Dragão’, o ator Steve Toussaint se manifestou sobre os comentários racistas que recebeu após ser anunciado como um dos personagens principais da série. “Parece ser muito difícil para as pessoas engolirem”, disse Toussaint em entrevista à Men’s Health. “Eles estão felizes aceitando dragões voando. Eles estão felizes com cabelos brancos e olhos violeta, mas não aceitam um negro? Aceitam dragões, mas não aceitam um negro rico. Isso está além dos limites”.
‘A Casa do Dragão’ é uma série produzida pela HBO. Com base no livro ‘Fogo & Sangue’, de George R. R. Martin, a obra apresenta a trama da família Targaryen e seus dragões, há cerca de 200 anos antes dos últimos acontecimentos de ‘Game of Thrones’.
O mais recente álbum de Taylor Swift, intitulado “The Tortured Poets Department”, está provocando intensas discussões e críticas nas redes sociais, com uma música em particular. Em um trecho de”I Hate It Here” (Eu Odeio Este Lugar), ela afirma que gostaria de viver na década de 1830, ” mas sem todos os racistas”.
Em uma parte da música, Swift canta: “Meus amigos costumavam jogar um jogo onde / Escolheríamos uma década / Gostaríamos de poder viver em vez disso / Eu diria a década de 1830, mas sem todos os racistas / E nos casar pelo lance mais alto”. Essa linha específica despertou críticas, pois alguns apontaram que a década de 1830 foi marcada pela legalidade da escravidão, tornando a referência de Swift insensível e inadequada.
A controvérsia aumentou ainda mais quando os fãs perceberam a repetição da frase em outras músicas do álbum. Isso gerou um intenso debate online, com muitas pessoas criticando a abordagem feita pela cantora em relação ao tema sensível da escravidão e do racismo: “É bastante surpreendente estipular que ela quer viver na década de 1830, ‘exceto sem os racistas’, e não mencionar a escravidão, então a escravidão ainda existe, mas todos estão tranquilos sobre isso”, comentou uma pessoa no ‘X’.
Além disso, As pessoas estão questionando o fato de Taylor fazer referência a voltar para um período onde minorias sociais não tinham direitos.
‘Taylor Swift em 1830 sem todos os racistas”, escreveu um usuário do ‘X’.
Apesar disso, as pessoas também apontaram o trecho em que a cantora afirma que ‘nostalgia é um truque da mente’: “A frase “Nostalgia é um truque da mente” sugere que olhar para o passado com carinho pode nem sempre ser preciso, pois muitas vezes encobre a dura realidade daquela época. No geral, é um comentário cuidadoso sobre como nossas percepções da história podem ser distorcidas pela nostalgia”, defendeu uma fã.
The line "Nostalgia is a mind's trick" suggests that looking back fondly on the past may not always be accurate, as it often glosses over the harsh realities of those times. Overall, it's a thoughtful commentary on how our perceptions of history can be distorted by nostalgia.
Começo este texto reproduzindo uma das falas que fiz sexta, dia 19.04, no painel de Insights do SXSW, no palco do Conecta Cria, organizado pela Babi Bono, Marcelo Rocha , Leme.cria, Instituto Ademafia, 2050oficial e Social Cryptoart no Morro de Santo Amaro com apoio do Itaú e White Rabbit:
“Quem aqui não pensa no futuro desde que nasceu? Que pensa se tem futuro? Como construir seu futuro? Como existir no futuro? Nós, pessoas nascidas e criadas nas periferias e favelas do Brasil pensamos no futuro todos os dias. Pensamos no futuro quando vamos na escola, quando enfrentamos todos os desafios diários, quando suportamos humilhações e exclusões, pensamos no futuro dos nossos, e até quando desistimos pensamos que estamos sem futuro. Futuro não é uma palavra vazia para nós.”
E inicio por este pensamento para dizer que o futuro é a base de reflexão da minha vida. E quando mergulhei nele de forma estruturada através de livros, eventos de inovação, ecossistema fui conhecendo muitas visões de futuros. A visão americana dominante com sua narrativa onde a tecnologia industrial é mandatária. E aqui estamos no vórtex da IA com 70% dos conteúdos do SXSW sendo reproduzidos mundo afora. A visão européia com suas escolas de futuros italianas, francesas onde a narrativa estruturante se dá através de um olhar dinâmico incluindo o comportamento socio-cultural. E as outras perspectivas de futuros que são descentralizadas como a de afro futuros, a indígena mas ainda assim cada uma em seu território como se uma visão exclusiva e hegemônica fosse resolver o caos multicultural que estamos imersos desde que começamos a desenvolver comunidades e sociedades.
Eu tenho uma grande qualidade e em alguns momentos defeitos: eu estudo muitoooo… Mas muito mesmo. De forma obcecada em busca de respostas. A minha cabeça funciona em modo de “questione”_ metodologia proprietária da White Rabbit. Eu questiono o mundo desde que nasci. Por isto estou aqui hoje sobrevivente e pensadora sobre que visão de futuro pode ser mais inclusiva, mais pluriversal, mais dinâmica, mais humana e nos ajude a adiar o fim do mundo seguindo a linha do Krenak.
Ai volto para o Conecta Cria e potência de cada fala ao se conectar com os Insights do SXSW e reverberar no palco: Para aí… aqui é Brasil. Até quando vamos continuar dando forças para narrativas que não são nossas e ficar embarcando em uma perspectiva que diz respeito por exemplo a outras sociedades?
E aí o meta Festival do Conecta Cria foi desafiando cada insight do SXSW com painéis como: Como ser feliz na era do Caos? IA saiu de moda ou fomos engolidos? Brasilcore na era do entretenimento Musica, Negócio e Inovação: o paredão que une o Brasil Futurotopia: Como adiar o fim do mundo?
Marcos Luca Valentim, Obirin Odara, Rômulo Alves, Ana Paula Paulino, Gean 2050, Rafa Militão, Leo DJ BigMix, Renata Novaes, Paula Martini, DJ O Mandrake, Ademar Lucas, Jamela, Edu Valladares, Marcelo Rocha, Babi Bono, Vanessa Mathias e eu participamos de um meta festival, talvez o mais próximo que eu imagine que era o SXSW em Austin no inicio de tudo, onde a música, a arte e a criatividade alinhavavam o TECH com autenticidade.
E o Conecta Cria liderado pela Babi Bono que saiu na Forbes com o titulo : “Quem é a executiva que promete levar o SXSW para a favela” foi muito além, produziu uma inteligência coletiva aquilombada no território mais fértil para a manifestação de um Futuris Brasiis, a favela.
Eu acredito na força da palavra por que na nossa ancestralidade as palavras são magia. Para vocês terem ideia eu escrevi em fevereiro um pequeno manifesto chamado Futuris Brasilis, antes de ir para o SXSW:
Como pensar um futuro brasileiro? “Já existe um futuris Brasilis fundamentado nas inovações periféricas criadas no dia a dia de quem é excluído e constrói um metaverso social nas periferias deste país de norte a sul. Que apesar de todas as dificuldades produz novas lógicas sociais e tecnológicas, a partir da criatividade para lidar com a falta de recursos, com os nãos, com o preconceito, com a violência. O Futuris Brasilis já está ai e tem metodologia intuitiva, uma estética própria, uma linguagem singular. Não se pauta olhando para fora e sim tendo coragem de criar a partir de saberes ancestrais, diplomacia de territórios, criação de design autentico centrado na vida. O Futuris Brasilis é um ilustre desconhecido da elite brasileira, mas chama a atenção dos gringos, da Beyoncé, da Viola em Salvador, no Rio, em São Paulo, em Manaus, em Recife, em Porto Alegre nas favelas e nos deslocamentos. O Futuro Brasilis não é das consultorias hypadas e seus artigos na revistas de inovação. Ele está pulsando e fruindo com a potencia de oferecer tecnologia para um mundo amendrontado por que no Futuro Brasilis não falta coragem e tecnologia de sobrevivência. Mas para ver este Futuris Brasilis é preciso de vencer o medo de ser Brasil, de sentir o Brasil, e criar pontes reais e autenticas para escutar, aprender com quem vive e cria a partir do caos cotidiano. E principalmente não praticar uma versão colonizadora 4.0 extraindo o que tem de precioso neste territórios para enriquecimento dos mesmos de sempre. O Futuris Brasilis é da favela, pois é na favela que hoje estão todos unidos buscando sobreviver: Onde a multiculturalidade integra brancos, indígenas e pretos por que é o território onde a exclusão força as infinitas possibilidades.”, Patrícia Carneiro, fevereiro de 2024 antes de embarcar para Austin.
Quer saber o que foi o Conecta Cria? Segue todo este pessoal aí de cima. Escuta a fala de cada um. Se abra pois 2050 já e realidade para todos eles. Inclusive pra mim.
O rapper Mano Brown completou 54 anos na última segunda-feira, 22 de abril, e celebrou o aniversário com uma festa no Capão Redondo, bairro da Zona Sul de São Paulo, onde cresceu. Nas redes sociais ele compartilhou o momento e escreveu: “Forte abraço Vila Fundão Capão”
O integrante dos Racionais MCs reuniu uma multidão nas ruas do bairro e em um vídeo postado nas redes sociais, o é visto entoando os versos de “Vida Loka Pt 2” , uma das faixas icônicas do grupo de rap.
A celebração não se limitou ao rap, ganhando também os ritmos do samba, com uma apresentação especial da bateria da escola de samba Vai Vai. cujo enredo homenageou os 50 anos do Hip Hop e teve Mano Brown entre os destaques do desfile sendo homenageador pela agremiação por sua contribuição à cultura e história do movimento no país.
O evento contou com a presença dos filhos de Brown, Jorge Dias e Domenica Dias, que fez uma publicação celebrando o aniversário do pai: “Aniversário do meu pai. festa di bamba”, escreveu. Além do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e de Ice Blue, integrante dos Racionais.
Um dos principais destaques da novela ‘Renascer’, o ator Juan Paiva foi bastante elogiado pela cena que foi ao ar na noite da última segunda-feira, 22. No capítulo de ontem, foi transmitida a cena em que João Pedro, interpretado por Paiva, socorre o irmão, José Venâncio, vivido por Rodrigo Simas, depois dele ter levado um tiro.
A cena mostra o desespero do personagem de Paiva ao perceber que o irmão, José Venâncio foi atingido por um tiro em uma emboscada armada pelo vilão Coronel Egídio. Na cena, João Pedro corre com Venâncio no colo enquanto grita para que ele aguente firme. Rodrigo Simas também foi aclamado pela cena.
“Juan Paiva, maior ator de sua geração'”, afirmou um telespectador em uma publicação no ‘X’.
— joão deivison ⁸ ᶤˢ ᶠᵃᵗᵉ (@joaodeivison) April 23, 2024
Outras pessoas também destacaram o talento do ator na série ‘Justiça’, que estreou sua segunda temporada no dia 11 de abril no Globoplay: “em #Renascer ou em #Justiça2 a gente precisa falar do talento do Juan Paiva. impressionante a atuação dele. diferente nos dois trabalhos, mas igualmente inteiro, visceral e arrebatador. dos melhores da sua geração. ator gigante!”
em #Renascer ou em #Justiça2 a gente precisa falar do talento do Juan Paiva. impressionante a atuação dele. diferente nos dois trabalhos, mas igualmente inteiro, visceral e arrebatador. dos melhores da sua geração. ator gigante! pic.twitter.com/UOgWrWIvUz
Na série, Juan Paiva interpreta Balthazar, um jovem motoboy criado pela avó, Dona Regina (Dja Marthins), a quem é muito apegado. Ele é demitido do Canto do Bode, restaurante de Seu Galdino (Amir Haddad). Isso acontece depois que o genro do seu patrão, Nestor (Marco Ricca), cada vez mais envolvido na administração do negócio, decide demitir os funcionários e passa a usar aplicativos de delivery.
Ao comunicar a demissão ao grupo de funcionários, que inclui também a namorada de Balthazar, Larissa (Jéssica Marques), Seu Galdino garante que eles receberão tudo a que têm direito no momento da rescisão do contrato. Mas isso não acontece e faz com que Balthazar, inconformado com a situação, questione Seu Galdino e confronte Nestor. Coincidentemente, na mesma noite em que o motoboy luta por seus direitos, o restaurante é assaltado. Nestor, amparado pela esposa, Silvana (Maria Padilha), acusa Balthazar de ter cometido o crime ao reconhecê-lo em um catálogo digital de suspeitos da polícia. Ele acaba acusado por outros crimes, vai preso injustamente e cumpre uma pena de sete anos de reclusão.