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Lázaro Ramos é a celebridade mais influente do Brasil, aponta pesquisa

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Foto: Reprodução/Instagram

O ator, diretor e escritor Lázaro Ramos lidera o ranking dos famosos mais influentes do país, segundo a edição 2025 da pesquisa Most Influencial Celebrities, conduzida pela Ipsos. O estudo avalia quais personalidades têm maior capacidade de moldar comportamentos, opiniões e decisões de consumo no Brasil.

No levantamento, revelado nesta terça-feira (22), Lázaro é descrito como “uma personalidade multifacetada e influente no cenário cultural brasileiro”, que trabalha em diferentes vertentes das artes, abordando questões raciais e sociais, e promovendo diversidade da mídia.

Lázaro aparece em primeiro lugar na lista, seguido por Fernanda Montenegro e Astrid Fontenelle. O levantamento também destaca nomes como o da atriz e apresentadora Érika Januza, empatada com o jornalista Carlos Tramontina, em quarto lugar. “Além de sua presença nas telas, Erika utiliza sua visibilidade para abordar igualdade racial e empoderamento de mulheres negras no Brasil, sendo admirada tanto por sua atuação quanto por seu compromisso com diversidade e inclusão na mídia”, diz o levantamento.

Erika Januza (Foto: Reprodução/Instagram)

Realizado com 2.500 entrevistados entre 28 de agosto e 7 de setembro, o estudo considerou cinco fatores principais: impacto em decisões de compra, influência na opinião pública, confiança, credibilidade de marca e incentivo à experimentação de produtos.

Entre o público da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), Lázaro Ramos e Érika Januza também se destacam entre os cinco nomes de maior influência.

Filme ‘A Melhor Mãe do Mundo’ estreia na Netflix em novembro

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Foto: reprodução

O filme A Melhor Mãe do Mundo chega à Netflix no dia 5 de novembro de 2025, após uma trajetória premiada em festivais nacionais e internacionais.

Dirigido por Anna Muylaert, o longa conta a história de Gal, interpretada por Shirley Cruz, uma catadora de recicláveis que decide fugir de um casamento abusivo levando os dois filhos pequenos em seu carrinho de coleta pelas ruas de São Paulo. Ao longo da jornada, ela busca segurança, autonomia e liberdade, enquanto enfrenta os desafios da invisibilidade social e da sobrevivência na cidade.

A produção foi reconhecida no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, onde recebeu os prêmios de Melhor Interpretação para Shirley Cruz e Melhor Roteiro para Anna Muylaert. No Brasil, venceu diversas categorias no CINE PE, incluindo Melhor Filme, Roteiro, Atriz, Atriz Coadjuvante e Montagem. O longa também foi premiado no Festival de Biarritz, na França, com o Prêmio Especial do Júri – Coup de Cœur, concedido à obra que mais emocionou os jurados.

Com fotografia de Barbara Alvarez e trilha sonora de André Abujamra, A Melhor Mãe do Mundo reforça a relevância das narrativas brasileiras contemporâneas que abordam questões sociais, relações familiares e desigualdade de gênero sob uma perspectiva realista.

Conheça Grace Wales Bonner, nova diretora criativa de moda masculina da Hermès

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A Hermès anunciou Grace Wales Bonner como sua nova diretora criativa de moda masculina, sucedendo Véronique Nichanian, que comandou a maison por impressionantes 37 anos. Aos 35 anos, Grace chega para abrir um novo ciclo na grife francesa, trazendo uma perspectiva multicultural, inovação e diversidade para o universo do menswear.

Nascida em Londres, Grace é filha de mãe inglesa e pai jamaicano. Formada pela Central Saint Martins em 2014, fundou sua marca homônima, Wales Bonner, focada em moda masculina que explora identidade negra e diáspora africana. Desde então, tem se destacado internacionalmente por suas coleções que dialogam com história, cultura e estética negra, questionando padrões e propondo novas narrativas para a moda contemporânea.

Sua trajetória inclui prêmios importantes, como o Designer Britânica de Moda Masculina do Ano em 2024 no The Fashion Awards, reconhecendo sua abordagem inovadora e culturalmente rica. Além disso, em 2023, Grace foi convidada a curar a exposição Spirit Movers no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, reunindo obras de artistas negros da diáspora africana e reforçando seu compromisso com a pesquisa arquivística como prática estética e espiritual.

Grace Wales Bonner também já colaborou com marcas como Adidas, ampliando sua influência para além da moda de luxo e consolidando-se como uma voz contemporânea e plural no cenário global. Sua estética combina elementos da alfaiataria clássica com o vestuário esportivo, inspirada por referências culturais e literárias, como James Baldwin, Nikki Giovanni e o estilo de Haile Selassie.

A nomeação de Grace representa não apenas a renovação de uma das casas mais icônicas da moda europeia, mas também um marco histórico de diversidade, sendo a primeira mulher negra a ocupar o cargo de direção criativa de moda masculina na Hermès. Sua chegada inspira jovens criadores negros e reafirma a relevância da cultura negra na moda global, mostrando que talento, identidade e inovação caminham juntos para transformar narrativas e abrir novas possibilidades.

Miss Santa Catarina 2025, Pietra Travassos,sofre ataques racistas após sua coroação

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Pietra Travassos, de 18 anos, natural de Siderópolis, foi coroada Miss Santa Catarina 2025 na noite de 17 de outubro, em Criciúma. A jovem, que já havia sido eleita Miss Siderópolis, representou o município na disputa estadual, destacando-se entre 15 candidatas. O evento contou com a presença de ex-misses e profissionais renomados do cenário da moda e beleza, como Anelise Lalau, Miss Brasil 2009, e Fernanda Rosso, Miss Santa Catarina 2019.

Após a coroação, Pietra tornou-se alvo de ataques racistas nas redes sociais. Comentários como “aqui no posto BR tem 4 loiras melhores” e “Miss Bahia né? De Santa Catarina que não é” foram direcionados à vencedora, evidenciando a persistência de estereótipos raciais e a resistência à presença negra em espaços de destaque.

De acordo com o Censo Demográfico 2022 do IBGE, a população preta em Santa Catarina representa 4,07%, enquanto 76,3% se declara branca. Esses dados refletem a baixa representatividade negra no estado, contexto em que a participação de Pietra no concurso estadual se torna um marco simbólico de resistência e afirmação da identidade negra.

O episódio recebeu ampla cobertura da mídia nacional e regional, destacando a ocorrência de racismo em um contexto público e de visibilidade. Organizações de defesa dos direitos humanos ressaltam a importância de políticas públicas que promovam a inclusão e a valorização da diversidade, além da necessidade de educação antirracista para combater práticas discriminatórias em diversos espaços sociais.

“Não sei se está como queria”, diz Bella Campos ao revelar novo visual

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Bella Campos se despediu da personagem Maria de Fátima, de Vale Tudo, com os cabelos curtos que marcaram a novela. No último episódio exibido, a atriz já apareceu com fios longos, sinalizando o início de sua transição para um novo visual.

Nesta terça-feira (21), Bella compartilhou detalhes da mudança com os seguidores, explicando que aplicou extensões para alongar os cabelos. Sobre o resultado, a atriz comentou: “Esse vídeo é para vocês não criarem muita expectativa desse novo visual aqui, que eu estava fazendo uma cena, para fazer aquela transição assim ‘tchan, olha o meu novo cabelo’. Só que eu não sei se está dando certo, como eu queria”.

A atriz detalhou que inicialmente desejava adotar um corte com franjinha, mas desistiu por não conseguir mantê-lo no dia a dia. “Aí, botei o mega, só que eu tenho muito cabelo, então o mega ficou uma coisa rala, e o meu cabelo ficou volumoso, então eu tô parecendo… não sei o quê”, relatou.

Bella já havia divulgado fotos e vídeos mostrando a transição do cabelo curto para o novo visual, registrando o procedimento de forma transparente e compartilhando a transformação com os fãs nas redes sociais.

Mapa do Racismo na Escola: plataforma recebe denúncias de famílias em iniciativa de enfrentamento à discriminação

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Foto: Freepik

O Mapa do Racismo na Escola, um projeto inédito no Brasil, está colhendo relatos de famílias e estudantes que enfrentaram racismo no ambiente escolar. Desenvolvida pela Ser Antirracista, a plataforma pública permite visualizar, por cidade, histórias de dor, resistência e transformação, reunidas em áudios geolocalizados. A iniciativa busca dar visibilidade aos casos de racismo, impulsionar denúncias e fortalecer a cultura de enfrentamento à discriminação nas escolas.

O racismo escolar é uma realidade persistente, muitas vezes invisibilizado, silenciado ou naturalizado. Ao dar voz a vítimas e testemunhas, o Mapa pretende não só incentivar denúncias imediatas, como também, a médio prazo, gerar segurança para que famílias e estudantes se posicionem, e, a longo prazo, pressionar instituições e autoridades a implementar políticas concretas de combate ao racismo no sistema educacional.

Como funciona a plataforma

  • Famílias ou estudantes preenchem um formulário com perguntas padronizadas e um termo de autorização.
  • O relato é gravado em chamada de vídeo e convertido em áudio, podendo ser feito pelo próprio estudante ou por familiares.
  • Nome do depoente e cidade são divulgados, mas identidade da criança e da escola são preservadas para garantir anonimato e segurança.
  • Dados como raça/autodeclaração, contexto, tipo de violência, autor e consequências do caso serão públicos e organizados em mapa interativo.
  • A governança é realizada pelo Instituto Ser Quilombo e Ser Antirracista, que validam os relatos antes da publicação.

Como participar

Todas as famílias estão convidadas a dar seus depoimentos. Basta preencher o formulário neste link e agendar data e horário para gravar o relato. Como agradecimento, os participantes recebem acesso gratuito a materiais educacionais produzidos pela Ser Antirracista:

  • Curso Ser Criança Negra: fortalece a autoestima de crianças negras.
  • Curso Meu Filho Sofreu Racismo: orienta famílias sobre como responder às violências nas escolas.
  • Guia das Conversas sobre Racismo: auxilia famílias a conversar sobre racismo com crianças.

O lançamento público da plataforma será em 20 de novembro, em Itatiba (SP), cidade onde foi registrada a primeira denúncia do Mapa. A expectativa é que a iniciativa gere uma onda de visibilidade e mobilização social imediata, encoraje denúncias no médio prazo e pressione gestores e autoridades a implementar políticas efetivas contra o racismo escolar no longo prazo.

“Dar voz a quem sofre racismo na escola é um primeiro passo — mas não basta: precisamos que cada depoimento gere transformação real na vida das crianças e na cultura das instituições”, afirma Paula Batista, diretora da Ser Antirracista.

Mapa do Racismo na Escola

Redes sociais: @serantirracista

Link para dar seu depoimento: https://form.jotform.com/serantirracista/mapa-do-racismo-na-escola

Lançamento público do Mapa: 20/11/2025

Inscrições para o Columbia Women’s Leadership Network 2026 são prorrogadas até 29 de outubro

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Foto: Divulgação

O programa que forma e conecta mulheres líderes comprometidas com o impacto social e a transformação do Brasil ganha mais alguns dias para receber novas inscrições.

As inscrições para o Columbia Women’s Leadership Network (CWLN) 2026 foram prorrogadas até o dia 29 de outubro. Realizado pelo Columbia Global Center Rio de Janeiro, em parceria com a Fundação Lemann e a República.org, o programa fortalece a presença feminina em espaços de decisão e impulsiona uma rede de mulheres que lideram com propósito e visão de futuro.

Uma jornada de liderança e propósito com duração de um ano

Com duração de um ano, o CWLN combina formação acadêmica de excelência, desenvolvimento pessoal e conexões entre líderes de diferentes setores e regiões do Brasil. O programa é estruturado em seis módulos, sendo cinco realizados no Brasil — entre Rio de Janeiro e São Paulo — e um módulo internacional na Columbia University, em Nova York, com duração de uma semana.

Durante essa jornada, as participantes têm a oportunidade de aprofundar conhecimentos em liderança colaborativa, políticas públicas, inovação social e propósito de carreira, além de integrar uma rede global de mulheres comprometidas com o impacto positivo.

Perfil das Líderes e a Força da Rede Intersetorial

O CWLN é direcionado a profissionais de nível médio-sênior que se identifiquem como mulher, tenham no mínimo três anos de experiência em posições de gestão (no setor público, privado ou terceiro setor) e graduação completa. A seleção garante um mix de alunas que atuam na gestão pública, no setor privado e no terceiro setor, vindas de diversas regiões do país. O programa tem um forte compromisso com a pluralidade de perfis e trajetórias. Ao longo dos anos, o programa já beneficiou mais de 200 mulheres, estabelecendo uma rede poderosa de líderes dedicadas à transformação social.

Com a prorrogação até 29 de outubro, esta é uma oportunidade crucial para as mulheres líderes interessadas. O programa oferece bolsas cobrindo custos de anuidade, alimentação durante os módulos e, em alguns casos, despesas como passagens e hospedagem para o módulo em Nova York. A iniciativa busca candidatas reconhecidas em seus territórios por suas trajetórias relevantes. Para se candidatar e ter acesso ao edital completo e formulário, confira abaixo:

Como participar

As interessadas devem realizar a inscrição até o dia 29 de outubro de 2025 pelo site:

https://globalcenters.columbia.edu/rio/what-we-do/womens-leadership-network-program

Empreendedores negros batem recorde de renda no Brasil, mas ainda ganham 35% menos que brancos

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Foto: Freepik

Os empreendedores negros no Brasil alcançaram, em 2024, o maior valor histórico de renda domiciliar per capita desde o início da série em 2012. Segundo estudo do Sebrae, com base em dados da PNAD Contínua Anual, o rendimento médio dos donos de negócios negros cresceu mais do que o dos brancos em quase todas as faixas de renda.

Mesmo com o avanço, a desigualdade ainda é evidente. A renda média total dos empreendedores negros continua 35,7% inferior à dos empresários brancos. Enquanto os negros registraram média de R$ 2.700,98, os brancos atingiram R$ 4.202,56, também o maior valor da série histórica.

O levantamento revela ainda que, à medida que a renda aumenta, a presença de empreendedores negros diminui. Eles representam 81,1% dos beneficiados pelo Bolsa Família e 72,9% entre quem ganha até meio salário mínimo. Já na faixa acima de três salários mínimos, a participação cai para 28,2%.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, é fundamental que o país intensifique os investimentos em políticas de inclusão e fortalecimento do empreendedorismo negro, reconhecendo que a população negra representa a maior parcela empreendedora do Brasil.

Atualmente, os empreendedores pretos e pardos somam mais de 16 milhões de donos de negócios no país, um crescimento de 28,3% na última década. Entre os brancos, o número é de cerca de 14 milhões, com aumento de 18,4% no mesmo período.

Após o fim de Vale Tudo, Taís Araújo estreia na série de terror ‘Reencarne’

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Após o encerramento da série Vale Tudo, exibida recentemente pela Globo, Taís Araújo se viu diante de novas oportunidades de interpretar personagens fora dos estereótipos tradicionais. A atriz enfrentou debates públicos sobre representatividade e espaço para atrizes negras, em meio a críticas à perda de protagonismo da personagem Raquel na trama, e seu próximo projeto, Reencarne, surge como um movimento de renovação na carreira.

Taís Araújo protagoniza a série de terror Reencarne, que estreia no Globoplay em 23 de outubro. Na produção, a atriz interpreta a delegada Bárbara Lopes, responsável por investigar uma série de assassinatos misteriosos em uma cidade do interior de Goiás e que, ao longo da trama, passa a vivenciar experiências sobrenaturais. A série tem nove episódios disponíveis de uma só vez e combina suspense, drama existencial e elementos clássicos do terror em um cenário do cerrado brasileiro.

A diversidade da equipe de roteiristas é outro ponto de destaque da produção. Segundo Taís, o roteiro foi escrito por Juan Jullian, Elísio Lopes Jr., Igor Verde e Amanda Jordão: “São três homens pretos escrevendo e uma mulher. Achei que o resultado poderia ser muito original, por serem pessoas com essas origens.” A atriz ressaltou a importância da presença de roteiristas negros na criação de histórias, evidenciando a pluralidade cultural e criativa que eles trazem à trama.

Ao comentar sobre a escolha do projeto, Taís afirmou: “Não sou espectadora de terror, mas fazer foi um exercício muito interessante. Quando fui convidada, pensei: ‘Eu odeio terror, mas o que falta fazer mais? É isso. Vou passear por outros gêneros’.” Ela destacou ainda a originalidade do roteiro: “Quando peguei o roteiro, achei tão genial, porque tinha muita originalidade ali, essa coisa de passar pelo Centro-Oeste, a música sertaneja, um terror quente, suado, brasileiro.”

A personagem de Taís também apresenta protagonismo diferenciado. “Ninguém nunca me deu uma personagem que tivesse que segurar uma arma. Apesar de ter todos esses anos de carreira, ainda tem uma infinidade de coisas para fazer. Isso aqui nunca me foi oferecido.” Bárbara Lopes atua como figura central da narrativa, enfrentando dilemas complexos e quebrando estereótipos de papéis femininos em produções de suspense e terror.

Paralelamente, a série acompanha outros personagens, como o médico Feliciano (Enrique Diaz), que ultrapassa limites para salvar a esposa Cássia (Simone Spoladore), e o policial Túlio (Welket Bungué), que lida com culpa e mistérios do passado ao reencontrar Sandra (Julia Dalavia), jovem que afirma ser a reencarnação de seu parceiro falecido. Esses elementos reforçam o clima de tensão e instigam o público ao longo dos episódios.

O câncer demama é mais agressivo em mulheres negras, e falamos pouco sobre isso

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O câncer de mama é a doença oncológica mais comum entre mulheres no Brasil, mas não afeta todos da mesma forma. Embora mulheres brancas apresentem mais casos absolutos — 101,3 por 100 mil contra 59,7 por 100 mil entre negras e pardas —, o diagnóstico em estágio avançado e a mortalidade são significativamente maiores entre mulheres negras. Entre 2000 e 2020, a taxa de óbitos entre elas cresceu 3,83 vezes, refletindo desigualdades históricas, socioeconômicas e de acesso à saúde.

Um dos principais fatores biológicos é a incidência mais alta do câncer de mama triplo negativo (TNBC), considerado mais agressivo e resistente a tratamentos convencionais. Estudos mostram que 20% das mulheres negras diagnosticadas apresentam TNBC, enquanto entre brancas esse percentual é de 10%. Esse tipo de tumor não responde à terapia hormonal nem à quimioterapia convencional, o que exige atenção redobrada à detecção precoce e acompanhamento médico.

A história de Grazi Mendes, executiva de tecnologia premiada na PowerList 2024, evidencia a urgência desse cuidado. Diagnosticada com TNBC metastático aos 44 anos, ela compartilha:

“Oi, eu sou a Grazi Mendes e estou aqui para te contar que em 2024 eu fui diagnosticada com câncer de mama agressivo, triplo negativo, em estágio 3 e eu tinha apenas 44 anos. Apareceu muito cedo para um diagnóstico assim e eu tinha apenas um sintoma. Foi passando creme no corpo, eu senti uma das mamas mais rígida do que a outra e fui buscar ajuda. Hoje o câncer se espalhou, é metastático, ainda sem cura pela medicina, mas eu tô aqui porque talvez isso salve alguém. A gente prioriza tudo, menos a gente. Priorize-se, faça seus exames, não adie, não minimize sintomas. Toque-se, questione, insista. Hoje eu vivo um dia de cada vez, mas se eu puder evitar que você passe por isso, então valeu a pena contar essa história. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”

Fatores sociais e históricos também aumentam a vulnerabilidade. Mulheres negras enfrentam menor escolaridade, maior carga de trabalho doméstico, menos acesso a exames de rotina, transporte mais difícil e desigualdade econômica. Essas barreiras dificultam o diagnóstico precoce, tornando a doença mais letal. Além disso, experiências de discriminação no sistema de saúde podem comprometer a confiança nos profissionais, prejudicando a adesão ao tratamento.

O cuidado com o próprio corpo, portanto, é fundamental. O autoexame das mamas, associado a consultas regulares e exames clínicos, é uma ferramenta importante de prevenção. Olhar com atenção para si mesma, priorizar exames e buscar ajuda diante de qualquer sinal é um ato de amor próprio e de resistência. Como lembra Grazi Mendes, “Toque-se, questione, insista. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”

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