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Pele negra utilizada como prova para condenação criminal. Parte II

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Foto: Freepik

Texto: Hédio Silva Jr.

1. Semana passada o STF libertou um homem negro de 65 anos acusado de tráfico de drogas pelo único fato de encontrar-se numa rua próxima de um ponto de tráfico.

2. Com ele não foram encontradas drogas, dinheiro, balanças, contatos de pessoas (eventuais usuários), nada! Ainda assim ele foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão em primeira instância, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo STJ.

3. Nos Estados Unidos, em que o sistema de Justiça é muito mais transparente e fiscalizado pela opinião pública do que aqui, o lendário advogado Brian Stevenson estima que cerca de 10% dos negros condenados a morte são inocentes. Vale a pena assistir o filme “Luta por Justiça”.

4. No Brasil e suas meritocráticas “famílias de juízes”, “famílias de promotores”, nas quais parece que os “bebês branquinhos” nascem com compulsão genética para aprovação em concurso público, a pergunta é: qual o percentual de negros condenados, trucidados ou mortos no sistema ou em razão da passagem pelo sistema penitenciário pelo fato único de serem negros?

5. Por isso, é certo que o “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial”, sobre o qual falamos na semana passada, não representa a solução final para o velho negacionismo dos efeitos do racismo na aplicação da lei.

6. A mudança sempre vem das lutas coletivas do Movimento Negro, hoje tão bem representado pela Coalização Negra por Direitos. Mas não tenhamos dúvidas de que o “Protocolo” traduz um valioso e potente instrumento de mudança e terá tanto mais êxito quanto mais for utilizado por advogados, defensores, delegados, promotores, vítimas, enfim, toda a população interessada. 

7. Também as cotas raciais no acesso a concursos da magistratura, do ministério público, defensorias, etc, reivindicadas pelo Movimento Negro desde os anos 70 (ver por exemplo livro “Quilombismo, de Abdias do Nascimento), fortalecem o esforço por justiça racial.

8. Ainda falando sobre um importante fato ocorrido semana passada, foi aprovado pelo Senado o Marco Regulatório da Inteligência Artificial, disciplinando o reconhecimento facial, entre outras matérias. 

9. Apesar de o projeto mencionar riscos de viés discriminatório e racista, o Povo Preto tem boas razões para acompanhar esse assunto com atenção e desconfiança. Num país com o histórico supremacista que acabamos de ilustrar, a formatação e alimentação do algoritmo dificilmente estará imune ao racismo.

10. Voltando aos julgamentos com perspectiva de racismo (não confundir com racial), sendo o autor deste artigo um opositor do engodo do racismo sem racista, sem intenção, o tal racismo estrutural, eu deveria nomear os responsáveis pela crueldade intencionalmente imposta ao jovem ou ao idoso negros. Por ora, vou omitir os nomes. 

11.  Vejamos se os julgadores ou a instituição se darão ao trabalho de vir a publico dizer o que está sendo feito concretamente para que esse tipo de prática vire coisa do passado.

A minha esperança é negra 

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Foto: Pedro Aspahan

O ano de 2025 está logo ali. Mas serei bem sincero: poucas coisas me fazem acreditar que, nesse ano, a situação da população negra e pobre será diferente do que temos presenciado. Algumas pessoas negras dirão que tivemos mudanças. Isso nem discuto. A vida em sociedade não é instável. 

Essas pessoas negligenciam que a essência da hierarquia continua a mesma desde o período colonial. Aos olhos dos descendentes dos colonizadores ou sujeitos lidos, socialmente, como brancos, os negros e indígenas, são sub-humanos. Consequentemente, a visão supremacista impede que tenhamos os direitos básicos; e os privilégios usufruídos pelos brancos, tornou-se uma condição normal. 

Estou cansado de ter o horizonte de vida limitado e ver a nossa população sofrendo. Isso causa exaustão em todos nós, negros. No entanto, cabe um adendo nesse meu pessimismo: minha descrença diz respeito apenas às ações do Estado e instituições responsáveis pela organização da sociedade brasileira. Quem acompanha os bastidores da política nacional sabe que a síntese da ação dos governos é a defesa das classes dominantes. 

A esperança que tenho reside na crença de que melhores condições de vida surgirão da consciência coletiva das pessoas negras; dentre elas, o senso de irmandade, redes de apoio emocional, fomento de negócios próprios, promoção de uma educação focada nos valores africanos e afro-brasileiros, cooperação para produção cultural, conscientização política e organização de pautas para enfrentamento político. 

É importante pontuarmos que esse trabalho não poderá deixar de excluir os negros que escolheram o lado do opressor. Aliado é aliado. Inimigo é inimigo. Pois, diante deste sistema, colocar-se como isento é apoiar a branquitude. No próximo ano, retomemos a prática dos nossos ancestrais para superarmos os obstáculos, lembremos das palavras de Makota Valdina “cada um de nós, negros, hoje é um Zumbi vivo. E o Zumbi do passado está a nos dizer: lutem, lutem e lutem.” 

‘Pela primeira vez sinto meu trabalho em primeiro plano’, diz Liniker em entrevista ao The Guardian

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Foto: Larissa Kreili

Em uma recente entrevista ao The Guardian, a cantora Liniker, compartilhou detalhes sobre sua trajetória musical e os desafios que enfrentou ao longo de sua carreira. Nascida em Araraquara, no interior de São Paulo, ela conquistou uma legião de fãs com seu álbum Caju, lançado em agosto de 2023. O disco, que foi um grande sucesso, alcançou 6 milhões de plays no Spotify em menos de 24 horas após o lançamento.

“É claro que é muito importante como artista usar os holofotes sobre você e o microfone em sua mão para se posicionar sobre muitas coisas”, pontuou ela sobre a importância de sua visibilidade para defender as comunidades negra e LGBTQIA+ no Brasil. Ao refletir a respeito de sua carreira e como sua identidade de gênero tem sido tratada pela mídia, a cantora destacou que, muitas vezes, sua música era colocada em segundo plano em entrevistas, com o foco sendo sua identidade trans e negra. “Foi realmente tedioso e cansativo. Teve até um momento… paramos de fazer entrevistas… Eu não queria que tudo fosse sobre meu gênero e que minha música fosse empurrada para segundo plano… como se, para defender minha música, eu primeiro tivesse que dizer como era ser uma travesti e uma mulher negra”, comentou.

Ao comentar sobre seu atual momento de carreira, Liniker destaca: “Pela primeira vez sinto meu trabalho em primeiro plano – então podemos falar sobre minha música sem ter que navegar pela questão de gênero para falar sobre minha função principal… que é minha profissão”, disse a cantora e compositora.

A artista que combina em sua música elementos de soul, samba, rock e R&B, e sua ascensão não se limitou apenas ao Brasil. Após lançar o álbum, ela iniciou uma turnê nacional com ingressos esgotados rapidamente, além de abrir o show de Lenny Kravitz no Allianz Parque, em São Paulo. Recentemente, Liniker também foi a grande vencedora do Prêmio Multishow, levando para casa quatro prêmios, consolidando ainda mais sua posição no cenário musical.

Em sua jornada internacional, Liniker se prepara para uma apresentação no Electric Ballroom, em Londres, no ano de 2025, onde deve realizar apresentações em outros países da Europa.

‘Quem, além de Beyoncé, poderia fazer esse tipo de espetáculo?’, diz The New York Times sobre show de intervalo da NFL

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Foto: Reprodução

O show de intervalo de Beyoncé no NFL Christmas Gameday, realizado no último dia 25 de dezembro, não apenas impressionou os fãs, mas também foi amplamente elogiado pela crítica internacional. A performance, marcada pela grandiosidade e pela celebração cultural, foi um dos eventos mais comentados do Natal, consolidando-se como um marco na história da NFL e da cultura pop.

O Washington Times destacou a importância do show para a estreia da Netflix na transmissão de jogos da NFL, afirmando que “Beyoncé proporcionou mais emoção do que qualquer outro jogo durante a estreia da Netflix na NFL no dia de Natal”.

A produção, apelidada de “Beyoncé Bowl”, foi exaltada pelo The New York Times como “impressionante” e digna de uma pergunta instigante: “Quem, além dela, poderia realizar esse tipo de espetáculo?”. O jornal descreveu o evento como uma superprodução cinematográfica, com centenas de dançarinos e figurantes vestidos de branco deslumbrante, além de uma Beyoncé que se mostrou generosa, dividindo os holofotes com convidados e outros artistas.

Já o The Hollywood Reporter apontou que a apresentação “ajudou a NFL a solidificar outro momento dourado da cultura pop, transformando o show do intervalo no Dia de Natal em um espetáculo cobiçado, semelhante ao tão disputado show do intervalo do Super Bowl”.

Por sua vez, a Forbes trouxe um olhar mais profundo sobre os significados culturais do espetáculo, descrevendo a apresentação como “uma carta de amor em homenagem à sua cidade natal, à comunidade negra de Houston e ao legado dos cowboys negros”. O uso de um casaco felpudo branco e de uma roupa de rodeio repleta de brilhantes conectou Beyoncé à rica história cultural de Houston e ao papel histórico dos cowboys negros na formação da América.

Os visuais do show foram repletos de referências, incluindo carros customizados conhecidos como Swangas e elementos da cultura automotiva de Houston, além de coreografias que misturaram hip-hop com movimentos de dança de linha. Para a Forbes, o espetáculo foi uma “aula de história”, ao destacar o papel frequentemente ignorado dos cowboys negros nos Estados Unidos, cuja contribuição cultural foi fundamental, mas amplamente apagada dos registros históricos.

A revista concluiu que Beyoncé “usou sua plataforma e seu estrelato para destacar uma das muitas facetas do que significa ser negro na América”. A performance foi considerada “uma das mais culturalmente significativas de sua carreira”, misturando arte e ativismo ao celebrar a história dos cowboys negros e o legado da comunidade negra de Houston.

A participação de Blue Ivy, filha mais velha da diva pop também foi um assunto à parte. A menina de 12 anos mostrou seu talento dançando ao lado da mãe e dos dançarinos que se juntaram à performance de Natal.

Retrospectiva 2024: os avanços do povo negro no Brasil

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Celebrar nossas vitórias é tão importante quanto pontuar os problemas a serem resolvidos, e, se tem um conselho ou apontamento necessário para levar para 2025, é: celebre as suas conquistas continuamente!

Somos seres movidos às demandas do dia a dia. A nossa história e tudo que vivenciamos para chegar até aqui acabam sendo atropelados por outros acontecimentos. Lutar por seu lugar de direito desde cedo faz parte da nossa trajetória. A realidade, muitas vezes, nos ensina a ser apenas práticos e objetivos, mas sonhar, sentir, realizar e comemorar fazem parte do processo e nos mantém vivos, com tudo o que a palavra representa.

No dia 20 de novembro, comemoramos o Dia da Consciência Negra, Dia de Zumbi dos Palmares e — este ano, pela primeira vez, feriado nacional — Lei Nº 14.759/2023. A importância desse acontecimento é a soma da luta dos nossos ancestrais e representa avanços notórios para uma reflexão de como se deu a escravidão e a abolição da escravatura no Brasil e como o racismo e o preconceito afetam os povos negros e originários e impedem o avanço social e econômico do país.

Quero ressaltar que essa reflexão não deve ficar apenas nesse lugar de dor e das consequências do racismo, e sim de toda às nossas vitórias pessoais e coletivas, que vão desde o aumento exponencial em lugares de destaque na política e em cargos de gestão como também das medalhas de ouro conquistadas por Rebeca Andrade (ginástica olímpica) e Beatriz Souza (judô) nas Olimpíadas de Paris 2024. É sempre bom frisar que são menos de 140 anos desde a abolição da escravatura e quase 400 anos de escravidão, e que nossos saberes e força perpassam as mazelas que nos foram impostas.

Estar aqui compartilhando com vocês a minha história representa este avanço que contempla as mulheres da minha família, a quem agradeço pela parceria, em especial a minha sobrinha Carol Prates, diretora de Transformação Corporativa na RM Cia 360, que tem contribuído ativamente para a implementação da equidade e da sustentabilidade nas empresas.

“Promover uma sociedade mais diversa e inclusiva é o meu propósito e faz parte da minha trajetória profissional e pessoal. Acredito firmemente no poder de transformar o ambiente corporativo por meio da educação e da sustentabilidade. Nossas iniciativas visam não apenas resultados comerciais, mas também um impacto social profundo e duradouro. Impactamos a vida de muitas pessoas em 2024, e estamos dispostos a seguir alcançando essas potências para que a diversidade no meio corporativo seja gradativa, e a economia cresça exponencialmente”, comenta Carol.

Estar aqui compartilhando com vocês a minha história representa um avanço que contempla as mulheres da minha família, a quem agradeço pela parceria. Em especial, a minha sobrinha Carol Prates, diretora de Transformação Corporativa na RM Cia 360, que tem contribuído ativamente para a implementação da equidade e da sustentabilidade nas empresas.

Todos os caminhos que percorri me apontaram para uma vida que pensasse o coletivo. Tornar-me a primeira mulher negra a ocupar a cadeira número um em multinacionais e no mercado de luxo foi também um lugar de aprendizados, parcerias e compartilhamentos constantes. Hoje, somos 3% em cargos executivos no Brasil, dentre os quais, o portal Trace TV Brazil destaca outras sete mulheres: Nina Silva — CEO e sócia fundadora do Movimento Black Money e D’Black Bank; Nadja Brandão — Diretora Executiva da Reprograma; Adriana Barbosa — Fundadora da Feira Preta, evento de cultura e empreendedorismo, e diretora-executiva da PretaHub; Juliana Oliveira — CEO e fundadora da Oliver Press; Viviane Elias Moreira — executiva de alta gestão; Jandaraci Araújo — Cofundadora do Conselheira 101; e Marta Celestino — CEO da Ebony English. Estamos atentos para evidenciar nossos saberes para que os resultados das nossas conquistas alcancem as novas gerações.

“Uma sobe e puxa a outra” é o nosso mantra. Estamos certas de que nossas ações e representação na sociedade fazem a diferença para quem está chegando, e é por isso que seguimos perseverantes e fortes na promoção do conhecimento contínuo e da equidade. Celebramos nossos pais, avós e ancestrais, que nos ensinaram a arte de seguir firmes, e acredito que o nosso legado será um marco na arte de apreciar as nossas conquistas. Que em 2025 possamos sorrir sem pudor e desbravar novas oportunidades sem ressalvas. Permitam-se. — Essa é a transcrição fiel ao documento.

Cansada de cozinhar sozinha, mãe solo opta por Natal tranquilo só com os filhos, longe da casa dos pais

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Foto: Freepik

Uma mãe solo nos Estados Unidos compartilhou recentemente sua decisão de passar o Natal de forma tranquila, apenas com seu filho pequeno, após anos assumindo sozinha a responsabilidade de organizar as festividades familiares. Seu relato, divulgado em fóruns online, destaca a exaustão acumulada e a falta de apoio por parte de seus familiares.

Nos últimos anos, ela foi a única responsável por preparar o jantar natalino, acumulando todas as tarefas, desde o preparo das refeições até o atendimento às solicitações da família. “Eu literalmente faço tudo. E quando digo tudo, é tudo mesmo”, desabafou. Em um dos anos, a sobrecarga foi tanta que acabou adormecendo no sofá no dia seguinte. “Eu sou o tipo de pessoa que não consegue dormir fora da cama, então para eu ter dormido no sofá, devia estar completamente exausta.”

Ela também enfrentou desafios na relação com sua filha mais velha, que estava hospedada em sua casa durante o Natal. Após passar o dia inteiro cuidando das demandas da celebração, a mãe finalmente teve um momento de descanso no dia seguinte, quando adormeceu no sofá ao lado do filho mais novo. Foi então que a filha, entediada por não ter feito nada nos dois dias anteriores, entrou abruptamente no cômodo e exigiu que saíssem de casa para alguma atividade. “Ela disse que estava entediada e queria sair. Eu acordei de repente, ainda meio adormecida, e resmunguei algo. Ela ficou irritada e saiu batendo a porta.”

Este ano, cansada do mesmo cenário, a mãe decidiu priorizar um Natal mais simples. “Eu disse a eles que queria um Natal tranquilo, sozinha, por causa de tudo isso. Ninguém ofereceu ajuda, mesmo depois de eu explicar os motivos. Meus pais só disseram: ‘Tudo bem, vamos fazer um bife no Natal’. 

A decisão veio também como uma tentativa de passar mais tempo de qualidade com seu filho pequeno, algo que ela sentiu estar perdendo. “Sinto que estou perdendo momentos preciosos com ele porque estou sempre ocupada demais durante as festas”, afirmou.

O relato reflete a realidade de muitos pais solos que enfrentam pressões familiares e assumem sozinhos a responsabilidade das festividades. Para ela, o Natal deste ano será uma oportunidade de descanso e de foco no que realmente importa: sua saúde e seu tempo com os filhos.

Este desabafo ganhou destaque em diversos sites e fóruns online, gerando discussões sobre a sobrecarga enfrentada por mães solo durante as festividades. 

A situação dessa mãe solo reflete uma realidade enfrentada por muitas mulheres que assumem sozinhas a criação e sustento dos filhos, lidando com uma rotina marcada pela ausência de apoio. Especialistas alertam que, sem suporte, essas mães enfrentam uma sobrecarga que afeta diretamente a saúde mental e física.

A decisão dessa mãe de priorizar um Natal mais tranquilo e focado no bem-estar próprio e do filho pequeno serve como um lembrete da importância de reconhecer e apoiar as mães solo, especialmente durante períodos festivos que podem intensificar a sensação de sobrecarga e isolamento.

Michael B. Jordan apresenta Kwanzaa na Sesame Street e destaca valores culturais e tradições africanas

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Foto: Divulgação

Michael B. Jordan participou do programa infantil Sesame Street para explicar a história e os valores de Kwanzaa, celebrada de 26 de dezembro a 1º de janeiro. Durante o episódio, o ator apresentou os sete princípios que guiam a celebração, como Umoja (Unidade) e Kujichagulia (Autodeterminação), conectando esses conceitos a práticas diárias que fortalecem as comunidades negras.

Kwanzaa foi criada em 1966 pelo ativista Maulana Karenga, nos Estados Unidos, durante o movimento pelos direitos civis. Inspirada nos festivais de colheita africanos, a celebração tem como objetivo resgatar as tradições e promover a conexão com as raízes africanas. Cada um dos sete dias é dedicado a um dos princípios conhecidos como Nguzo Saba:

  • 26 de dezembro: Umoja (Unidade) – Promover união na família e na comunidade.
  • 27 de dezembro: Kujichagulia (Autodeterminação) – Definir e afirmar a própria identidade.
  • 28 de dezembro: Ujima (Trabalho e responsabilidade coletivos) – Solucionar problemas em conjunto.
  • 29 de dezembro: Ujamaa (Economia cooperativa) – Apoiar iniciativas econômicas locais.
  • 30 de dezembro: Nia (Propósito) – Contribuir para o crescimento comunitário.
  • 31 de dezembro: Kuumba (Criatividade) – Melhorar a sociedade através do esforço conjunto.
  • 1º de janeiro: Imani (Fé) – Acreditar na força da comunidade e em seu futuro.

No programa, símbolos importantes de Kwanzaa foram apresentados, como o kinara, o candelabro com sete velas nas cores verde, preta e vermelha. Esses elementos, aliados à explicação de Jordan, ajudam a trazer significado e visibilidade para a celebração, que continua a fortalecer a identidade e o orgulho da diáspora africana.

A participação de Jordan em Sesame Street mostra a relevância de figuras públicas em educar e ampliar a compreensão sobre tradições culturais. O programa infantil, reconhecido por abordar temas sociais de forma inclusiva, reforça a importância de Kwanzaa como uma oportunidade de reflexão e celebração da herança africana.

Show de Natal da Beyoncé no intervalo do jogo da NFL ficará disponível por tempo limitado na Netflix

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Foto: Netflix

O show de Natal da Beyoncé no jogo da NFL ficará disponível por tempo bem limitado na Netflix. Segundo a Variety, o jogo será transmitido ao vivo nesta quarta-feira, 25 de dezembro, às 18h30, no horário de Brasília. Após a transmissão, a partida, junto com a performance da cantora, ficará disponível por apenas 3 horas nos Estados Unidos, e 24 horas em outros países. 

A Queen Bey realizará suas primeiras apresentações ao vivo com as músicas do álbum ‘Cowboy Carter’ no show que será realizado em sua cidade natal, em Houston, durante o intervalo do jogo entre Baltimore Ravens e Houston Texans no NRG Stadium.

Sem muitos detalhes sobre a performance de Beyoncé, segundo a Netflix, o esperado é que ela traga convidados especiais para o show de ‘Cowboy Carter’.

Com alto investimento em esportes ao vivo, a Netflix adquiriu direitos globais para os dois jogos da NFL no dia de Natal, o Kansas City Chiefs no Pittsburgh Steelers, seguido pelo jogo Ravens-Texans.

Antes de iniciar a partida dos dois jogos do dia, Mariah Carey também foi anunciada para fazer uma apresentação gravada de seu hit de Natal ‘All I Want for Christmas Is You’.

Filmes natalinos com representatividade negra para assistir no feriado 

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Foto: Estevam Avellar/Globo

O Natal é uma época de celebração, amor e encontros, e nada melhor do que curtir bons filmes nesta época especial. Pensando nisso, o Mundo Negro listou filmes natalinos com protagonismo negro, trazendo diversidade e representatividade para as suas festas.

Entre as produções selecionadas estão filmes lançados recentemente nos streamings, filmes nacionais, comédias e romances. Aproveite!

Sintonia de Natal 

Layla vive em busca de um romance de contos de fadas e precisa percorrer Nova York com a ajuda de um funcionário simpático para conseguir o ingresso mais disputado da cidade: o show de Natal do Pentatonix. Ela tem esperança de reencontrar o homem dos seus sonhos, que conheceu há um ano e prometeu rever no evento. A comédia romântica é estrelada por Christina Milian, Devale Ellis e Kofi Siriboe. Disponível na Netflix.

O Livro de Clarence 

Estrelado por LaKeith Stanfield, o filme apresenta Clarence, um jovem negro que se esforça para sobreviver, apostando em corridas e se envolvendo com o comércio de alucinógenos. Num certo momento, ele fica impressionado com o poder e a influência que os 12 apóstolos têm e logo decide que quer se juntar a eles, embora não acredite exatamente que Jesus seja o Messias. Disponível na Max.

Um Chamado Natalino 

Para quem se interessa em assistir um filme com o Papai Noel negro, a produção estrelada por Ludacris, Teyonah Parris e Lil Rel Howery, a comédia acompanha Eddie Garrick, um homem de bom coração que deixou de acreditar na maravilha do Natal. Enquanto ele passa um tempo com sua filha Charlotte, de 9 anos, na noite de Natal, ele faz amizade com um homem misterioso de terno vermelho chamado Nick. Disponível na Disney+

O Primeiro Natal do Mundo 

Protagonizado por Lázaro Ramos e Ingrid Guimarães, uma família atrapalhada entra em apuros quando o Natal simplesmente desaparece da noite para o dia, e agora precisa recriar o feriado, seu espírito e suas tradições nem um pouco brasileiras, em um mundo onde ninguém nunca ouviu falar de Natal. Disponível no Prime Video.

O Natal Mágico de Mariah Carey 

Quando o mundo enfrenta uma crise natalina e o espírito da data está ameaçado, o Polo Norte convoca Mariah Carey, a Rainha do Natal, para salvar o dia. Com muita música, performances espetaculares e convidados especiais, Mariah lidera uma missão mágica para reacender a alegria do Natal em todos. O especial combina uma narrativa encantadora com momentos musicais icônicos, incluindo interpretações dos maiores sucessos natalinos da artista. Disponível na Apple TV+.

Juntos a Magia Acontece 

Em meio aos preparativos para o Natal, a família de Jorge enfrenta um momento delicado: é o primeiro Natal após a perda de sua esposa e mãe dos filhos. Enquanto lidam com o luto e tentam resgatar o espírito natalino, conflitos familiares surgem, revelando a importância da união e do afeto para superar desafios. Estrelado por Milton Gonçalves, o especial está disponível no Globoplay.

Maria Bomani é indicada ao Prêmio APCA por atuação no longa “Bandida – A Número 1”

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Foto: Victor Herege

Maria Bomani, protagonista do filme “Bandida – A Número 1”, foi indicada ao Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) na categoria “Melhor Atriz”. O anúncio dos vencedores está marcado para o próximo dia 13 de janeiro.

Em sua estreia no cinema, a atriz interpreta Rebeca, uma traficante que assume a liderança na favela da Rocinha nos anos 1980. A atuação reafirma a posição de Bomani como um dos principais nomes de sua geração no cenário artístico brasileiro.

“Eu fico muito feliz de ter esse reconhecimento, principalmente em uma premiação tão relevante como o Prêmio APCA. ‘Bandida’ é meu primeiro trabalho no cinema e já ser indicada ao lado de outras grandes atrizes do Brasil é muito gratificante, fruto de um trabalho coletivo. Então eu quero agradecer a toda a equipe que tornou possível contarmos a história de Rebeca”, declarou Bomani.

A APCA, fundada em 1956, é uma das premiações mais tradicionais das artes no Brasil, com foco inicial em televisão e teatro. A edição de 2024 marca a estreia de categorias voltadas ao cinema, incluindo “Melhor Filme”, “Melhor Documentário”, “Melhor Direção”, “Melhor Roteiro”, “Melhor Ator” e “Melhor Atriz”.

Além da indicação ao APCA, Maria Bomani foi reconhecida como Atriz do Ano no Prêmio Potências 2024, destacando-se em uma temporada marcada por prêmios e elogios à sua performance.

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