A Marvel Studios convidou três atores para interpretar T’Challa em ‘Pantera Negra 3’, que teriam recusado o papel, segundo informações da youtuber @She_DreadzMe, no último sábado (11). Entre os nomes citados estão John Boyega (‘Clonaram Tyrone!’), Damson Idris (‘Enxame’) e David Oyelowo (‘Selma’).
Uma das especulações para Boyega ter recusado o convite seria sua crítica à Disney por abandonar atores negros, após sua experiência participando da franquia ‘Star Wars’. “[O] que eu diria para a Disney é não trazer um personagem negro, comercializá-los para serem muito mais importantes na franquia do que eles são e depois colocá-los de lado. Não é bom”, disse para a GQ, em 2020.
Recentemente, surgiram rumores indicando que a Marvel Studios já tem planos bem definidos para a reintrodução de Pantera Negra no MCU (Universo Cinematográfico Marvel).
John Boyega, Damson Idris e David Oyelowo. (Fotos: Gareth Cattermole/Getty Images; Frazer Harrison/Getty Images; e Getty Images)
De acordo com as informações, T’Challa será substituído em futuras aparições no MCU, enquanto a versão interpretada por Chadwick Boseman, que faleceu em 2020, permanecerá como um legado intocável. A nova versão do herói seria introduzida através do multiverso, com possíveis participações nos aguardados ‘Vingadores: Apocalipse’ ou ‘Vingadores: Guerras Secretas’.
Paralelamente, o terceiro filme da franquia Pantera Negra já está em desenvolvimento, com Ryan Coogler novamente à frente do projeto.
Os filmes ‘Pantera Negra’ e ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre’ estão disponíveis no Disney+.
A atriz Sheryl Lee Ralph, estrela de Abbott Elementary, compartilhou detalhes de seu casamento pouco convencional com o senador estadual da Pensilvânia, Vincent Hughes. Em entrevista à revista People, ela revelou que, mesmo após quase 20 anos de união, o casal vive em casas separadas, uma decisão que fortaleceu a relação. “O homem com quem eu sou casada tem sua própria vida e eu tenho a minha. Ele tem sua luz para brilhar e eu tenho a minha”, afirmou.
Ralph destacou como a independência individual é um pilar em seu relacionamento. “Ele faz o que é dele, eu faço o que é meu. Nos vemos a cada duas semanas e tem funcionado muito bem”, explicou. Segundo a atriz, essa dinâmica permite que ambos se dediquem às suas carreiras sem abrir mão do companheirismo. “Quando vou vê-lo, adoro vê-lo. E quando chega a hora de partir, digo: ‘Tchau, até logo’”, disse.
A atriz relembrou o início da relação, quando o casal enfrentou os desafios de conciliar suas rotinas. “Eu queria continuar na Califórnia e ele queria ficar na Pensilvânia. Decidimos que cada um manteria sua base e nos encontraríamos regularmente”, contou Ralph. Ela também destacou a importância do respeito mútuo: “Ele não está preocupado com meu status ou algo do tipo. Isso nos dá liberdade para sermos quem somos”.
Para Ralph, essa escolha reflete a maturidade do relacionamento e o entendimento das necessidades individuais de cada um. “Estou muito feliz com essa configuração. Isso me permite ser a melhor esposa que posso ser”, acrescentou. A atriz destacou ainda que muitos casais enfrentam dificuldades em encontrar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas que sua experiência mostra que formatos alternativos podem ser bem-sucedidos.
Além de falar sobre o casamento, Ralph comentou sobre sua trajetória como mãe. “Quando olho para meus filhos hoje, penso: ‘Eu fiz isso’”, disse, referindo-se a Etienne Maurice e Ivy-Victoria Maurice, frutos de seu casamento anterior. Ela concluiu destacando o orgulho de suas conquistas pessoais e profissionais, tanto na família quanto na carreira.
A declaração de Ralph ressoa com a de outras figuras públicas, como Whoopi Goldberg, que afirmou em 2016 não querer “viver com alguém”, reforçando que relacionamentos bem-sucedidos podem assumir diferentes formatos.
Haitianos que encontraram refúgio nos Estados Unidos por meio de programas de imigração temporária vivem em estado de alerta após as declarações do presidente eleito Donald Trump. Durante a campanha, Trump prometeu encerrar iniciativas como o Programa de Liberdade Condicional Humanitária (CHNV) e o Status de Proteção Temporária (TPS), medidas que têm sido um alívio para milhares de pessoas que fugiram de condições extremas em seus países de origem. As informações são de uma reportagem da NBC News.
O programa CHNV, implementado durante o governo Biden, permite a permanência legal e o trabalho temporário nos EUA por até dois anos para pessoas de países como Haiti, Cuba, Nicarágua e Venezuela. De acordo com a National Foundation for American Policy, cerca de 210 mil haitianos chegaram aos EUA por meio dessa política até agosto de 2024.
Entretanto, Trump já anunciou que pretende desmantelar o programa, assim como outras iniciativas de proteção temporária, e implementar deportações em massa. A incerteza tem gerado angústia entre os beneficiários, que temem serem obrigados a retornar ao Haiti, onde a violência e a instabilidade política continuam a aumentar.
A contribuição dos haitianos à economia americana é significativa. A reportagem informou que, segundo o Migration Policy Institute, 71% dos imigrantes haitianos estão empregados, muitos em setores como saúde e construção civil. Para Yolette Williams, diretora da Haitian American Alliance, o impacto positivo é evidente, mas a falta de estabilidade jurídica é um desafio. “O governo precisa fornecer clareza e estender proteções para aqueles que já provaram que estão contribuindo para a sociedade”, afirmou.
“Peça por Peça – Uma História de Pharrell Williams”, animação que mistura criatividade e nostalgia, estreou no Brasil na última quinta-feira, 9 de janeiro, após ser lançada nos Estados Unidos em outubro de 2024. O longa, apresentado em formato Lego 3D, reconstrói a trajetória de um dos maiores nomes da música e da moda contemporânea, trazendo um olhar detalhado sobre sua vida e carreira.
Mundialmente conhecido por hits como “Happy” e “Get Lucky”, Pharrell Williams eterniza sua história na produção que combina animação e depoimentos. Entre as celebridades que contribuem para o filme estão Snoop Dogg, Jay-Z, Busta Rhymes, KendrickLamar e Missy Elliott, que relembram momentos marcantes ao lado do multiartista.
Com distribuição da Cinecolor no Brasil, a animação narra desde os primeiros passos de Pharrell no universo musical até sua consagração como diretor criativo da linha masculina da Louis Vuitton. Passagens icônicas, como videoclipes e aparições memoráveis, foram recriadas em detalhes usando peças de Lego, conferindo ao filme um visual inovador.
A direção ficou a cargo de Morgan Neville, conhecido por explorar a história da música em trabalhos aclamados. “Peça por Peça” traz, ainda, uma trilha sonora com cinco músicas inéditas de Pharrell, incluindo colaborações como a remixada “VIRGINIA BOY”, com Tyler the Creator.
Pela primeira vez na história da NFL, o Super Bowl terá sua identidade visual criada por uma mulher negra, com forte conexão com a cultura de Nova Orleans, cidade da Louisiana, nos Estados Unidos. A artista Tahj “Queen Tahj” Williams foi escolhida para desenvolver o logotipo e a arte temática do evento, que acontecerá no dia 9 de fevereiro de 2025 na cidade. Sua obra destaca a tradição cultural do Black Masking, uma expressão artística ancestral que celebra a resiliência da comunidade negra.
Williams, que integra o Golden Eagles (comunidade que mantém vivas as tradições de povos originários dos EUA, com uma forte influência da cultura afro-americana), baseou seus desenhos de miçangas na prática centenária do Black Masking, caracterizada por trajes ornamentados com miçangas, penas e pedras brilhantes. Esses trajes, que levam meses de trabalho manual, são fundamentais em festividades como o Mardi Gras e o Super Domingo, simbolizando histórias de resistência e homenagem aos nativos americanos que acolheram afro-americanos durante a escravização.
“Esta parceria é um sonho realizado e uma oportunidade de mostrar ao mundo a beleza da cultura Black Masking”, afirmou a artista para a revista Essence. Com uma paleta vibrante de cores – incluindo tons de rosa, vermelho e verde chartreuse –, o design de Williams busca refletir a energia, cultura e as tradições de Nova Orleans. A obra será exibida em locais de destaque durante a semana do Super Bowl, incluindo uma instalação no Hyatt Regency New Orleans, além de aparecer em ingressos digitais e na capa oficial do programa do evento.
Marissa Solis, vice-presidente sênior de marca global e marketing ao consumidor da NFL, destacou a importância da escolha. “Queríamos que a arte deste ano capturasse a essência de Nova Orleans. A conexão profunda de Queen Tahj com sua comunidade e seu talento extraordinário fizeram dela a artista ideal.”
Williams também celebra o momento como uma extensão de sua trajetória de superação. Única menina e capitã do time de futebol americano na escola, ela relembra o impacto do esporte em sua vida: “Aprendi a focar nos meus sonhos sem me preocupar com o que a sociedade define como papel de meninos ou meninas. Esse espírito de determinação está presente no meu trabalho até hoje.”
A professora aposentada Diva Guimarães, que se destacou por seu relato comovente na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2017, morreu no último sábado (11), aos 85 anos. A informação foi divulgada por familiares nas redes sociais e confirmada pelo serviço funerário de Curitiba (PR).
O velório será realizado na Capela Luto Curitiba, na capital paranaense, neste domingo (12), seguido pelo sepultamento. Diva ganhou notoriedade ao relatar sua trajetória como neta de escravizados durante uma mesa na Flip que tinha a participação do ator Lázaro Ramos, que lamentou o falecimento em suas redes sociais: “A nossa Diva partiu. Obrigada, dona Diva Guimarães, por todos os ensinamentos que a senhora me passou em cada encontro. Sei que você estará em um bom lugar e em paz. Até o final, a sua presença me ensinou alguma coisa, como, por exemplo, a importância da amizade. Ver suas amigas com a senhora, lhe apoiando, te levando alegria e conforto até o fim, foi emocionante demais. Obrigada por inspirar tantas pessoas com sua história. Sim, estou triste mas junto também tem a memória de todo o seu carinho, força e inspiração que sei compartilho com muitas pessoas”, escreveu o ator e diretor.
Durante sua fala na Flip, em 2017, emocionada, Diva Guimarães descreveu como enfrentou o racismo e as dificuldades para se tornar professora, profissão que exerceu por quatro décadas: “Aos 6 anos, eu amadureci”, disse na ocasião, lembrando histórias contadas em sua infância que ilustravam o preconceito. O depoimento rendeu aplausos de pé da plateia e repercutiu amplamente nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações em poucas horas. Em 2022, Diva participou do filme Medida Provisória, dirigido por Ramos, que a convidou para integrar o elenco.
A Flip também publicou uma nota de pesar, destacando o impacto da professora na edição de 2017, cujo homenageado foi Lima Barreto. “Sua voz corajosa e cheia de sabedoria ecoou por Paraty e pelo Brasil, marcando a importância da luta contra o racismo e pela igualdade”, diz o texto.
O espetáculo “Benjamim, O Palhaço Negro” chega ao Espaço Parlapatões, na Consolação, em São Paulo, para uma temporada de 4 a 26 de fevereiro, com apresentações às terças e quartas-feiras, às 20h30. A produção homenageia Benjamim de Oliveira, reconhecido como o primeiro palhaço negro do Brasil, e traz uma versão reformulada após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro.
Com texto e direção de Tauã Delmiro e direção musical de Thalyson Rodrigues, o musical incorpora canções originais compostas por James Lau e apresenta novidades na cenografia e nos figurinos. “Depois de dois anos, conseguimos implementar cenas que sempre desejamos e atualizamos a obra. É uma versão que reflete o espetáculo que sempre sonhei”, comenta Isaac Belfort, idealizador do projeto e integrante do elenco.
Foto: Paulo Aragon
Além de celebrar o pioneirismo de Benjamim nos palcos, picadeiros e até no cinema, a narrativa reflete sobre racismo e o apagamento de histórias pretas na arte brasileira. O elenco reúne seis jovens artistas negros — Caroll Badon, Douglas Motta, Isaac Belfort, Lakis Farias, Sara Chaves e Samuel Conze — que alternam entre personagens históricos e suas próprias vivências, reforçando o diálogo entre o passado e as novas gerações de criadores negros no país.
“A história de Benjamim é fundamental para entendermos o impacto do racismo na nossa cultura. Apesar disso, o espetáculo aborda esses temas com humor e magia, trazendo uma perspectiva crítica”, afirma Belfort.
Premiado e com mais de 3 mil espectadores desde sua estreia em 2022, “Benjamim, O Palhaço Negro” percorreu o estado do Rio de Janeiro e participou de festivais em São Paulo, conquistando destaque por exaltar a cultura preta e provocar reflexões sobre representatividade na arte.
SERVIÇO Benjamim, O Palhaço Negro
Espaço Parlapatões Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação, São Paulo – SP Temporada: 4 a 26 de fevereiro Dias e horários: Terças e quartas às 20h30 Ingressos: R$40 (meia) e R$80 (inteira) Duração: 95min Classificação: 10 anos Gênero: Musical Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/102064/d/296914/s/2028868?share_id
A moda contemporânea tem se tornado um campo cada vez mais rico para o diálogo entre o presente e o passado, onde a ancestralidade emerge como um elemento fundamental para a construção de narrativas criativas. Expandindo sua visão para além dos tecidos ou adornos, a ancestralidade na moda traz consigo uma reflexão profunda sobre as raízes culturais e históricas que moldam a identidade, traduzidas de maneiras inovadoras, desde o uso de materiais até as histórias que sustentam as coleções.
Andreza Ferreira, fundadora da escola de moda Neit, tem sido uma voz importante nesse movimento, propondo uma nova abordagem para a educação e a criação de moda. Inspirada pela divindade egípcia Neit, protetora da tecelagem, ela fundou uma instituição onde as narrativas negras são o ponto central da formação criativa. “Durante minha formação, não tive muitas referências negras. Tudo o que encontrei foi de forma autônoma e fora das instituições de ensino”, diz Andreza.
Durante a edição 2024 do São Paulo Fashion Week, estilistas negros levaram para a passarela coleções que mostram como a moda contemporânea não apenas resgata memórias do passado, mas também pavimenta o caminho para um futuro onde a ancestralidade continua a inspirar novas formas de expressão criativa e cultural.
Marcas como o Ateliê Mão de Mãe, de Vinícius Santana e Patrick Fortuna, têm seguido essa linha de valorização cultural e histórica, com coleções que exaltam as figuras e símbolos do candomblé, como as ìyàmìs, mães protetoras. Elementos como penas, escamas e palha de piaçava não são apenas adornos, mas um tributo à coletividade e às tradições que sustentam as crenças.
Mônica Sampaio, à frente da Santa Resistência, também encontra na ancestralidade uma poderosa fonte de inspiração. Sua coleção “Manifesto Ancestral” une o afrofuturismo e as raízes Maasai, que ela descobriu por meio de um teste de DNA, criando um elo entre o futuro e as tradições africanas. A escolha de tecidos sustentáveis e estampas vibrantes, somadas ao manto Maasai desenhado por Alex Rocca, reforçam a busca pela reconexão com a história e a identidade africana.
Enquanto isso, o designer Luiz Claudio, da Apartamento 03, com sua coleção “Grão”, homenageia os ancestrais cafeeiros do Brasil. A coleção, que utiliza tecidos como paetê e cetim, traz à tona uma narrativa que não só celebra a riqueza do café, mas também lembra as mãos negras que construíram essa riqueza.
A Meninos Rei, de Júnior e Céu Rocha, também celebrou sua trajetória com a coleção “Suco de Axé”, que traz o olhar sobre a ancestralidade baiana, suas estampas e novos conceitos como a cor branca nos looks minimalistas. Os acessórios feitos por quilombolas de Pitanga dos Palmares e Dandá reafirmam o valor da cooperação comunitária, fortalecendo a ideia de que a moda, além de estética, é um espaço de pertencimento e valorização das raízes culturais.
Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e Instituto C&A.
Fotos: Fábio Braga; Divulgação; Kevin Mazur; Vantoen Pereira Júnior; Giles Keyte/Universal Pictures; Disney
O ano de 2025 terá alguns lançamentos nos cinemas com protagonistas negros, em narrativas diversificadas e impactantes. Uma variedade de filmes brasileiros e internacionais de drama, musical e com histórias reais, que vale a pena conferir.
Veja a lista selecionada pelo Mundo Negro abaixo:
Sing Sing
Estrelado por Colman Domingo, o filme acompanha Divine G, um detento condenado por um crime que não cometeu, que encontra propósito ao participar de um grupo de teatro formado por outros presos. Juntos, eles se empenham em montar uma peça original intitulada “Breakin’ the Mummy’s Code”, explorando a transformação pessoal e a busca por redenção através da arte. O drama estreia nos cinemas em 13 de fevereiro.
Kasa Branca
Vencedor de diversos prêmios no Festival do Rio, o aclamado filme nacional é inspirador em uma história real e acompanha Dé (Big Jaum), morador da periferia de Chatuba, que passa a viver com sua avó Dona Almerinda (Teca Pereira), diagnosticada com Alzheimer e com pouco tempo de vida. Dé, ao lado de seus dois amigos inseparáveis Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco), tenta aproveitar a convivência com a avó da melhor forma. O longa estreia nos cinemas dia 23 de janeiro.
One of Them Days
Segundo a sinopse oficial, as melhores amigas e colegas de quarto Dreux (Keke Palmer) e Alyssa (SZA) estão prestes a ter um dia daqueles. Quando descobrem que o namorado de Alyssa torrou o dinheiro do aluguel, a dupla se vê indo a extremos em uma corrida cômica contra o relógio para evitar o despejo e manter sua amizade intacta. A comédia estreia nos cinemas dos Estados Unidos em 17 de janeiro, mas ainda não ganhou data para chegar no Brasil.
Os Sapos
Estrelado por Thalita Carauta, o filme acompanha Paula, de 38 anos, que foi convidada para um fim de semana numa casa de campo isolada. Nesse cenário bucólico, ela se surpreende ao encontrar dois casais desconhecidos em profundas crises de relacionamento. Sua presença deflagra conflitos até então insuspeitos. O filme brasileiro estreia nos cinemas no dia 6 de fevereiro.
Michael
A cinebiografia do Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e protagonizada pelo sobrinho do astro, Jaafar Jackson, “dará ao público um retrato detalhado do homem complicado que se tornou o Rei do Pop”, segundo o comunicado enviado para a imprensa. O filme tem estreia prevista para o dia 2 de outubro.
Fotos: Michael/Kevin Mazur e Divulgação
Malês
Dirigido por Antonio Pitanga, o filme conta a história real de Dassalu e Abayomé, protagonizado por Rocco Pitanga e Samira Carvalho, um casal separado à força durante o casamento quando foram arrastados de África e vendidos como escravizados no Brasil. Ambos lutam para sobreviver e se reencontrar enquanto começa a Revolta dos Malês, o maior levante organizado por pessoas escravizadas no Brasil. O longa estava previsto para lançamento em 2024 e foi adiado para 2025. A data oficial ainda não foi revelada.
Wicked: Parte 2
Wicked narra a história de uma improvável amizade entre Elphaba (Cynthia Erivo), antes de se transformar na temida Bruxa Má do Oeste, e Glinda (Ariana Grande), a futura Bruxa Boa do Sul. Apesar de suas personalidades contrastantes, visões de mundo divergentes e a rivalidade pelo amor do mesmo homem, as duas acabam se tornando grandes amigas. A primeira parte foi lançada em novembro de 2024 e a segunda está prevista para 20 de novembro de 2025.
Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
Com participação especial de Taís Araujo como a Dona Goiabeira, sua personagem é uma árvore que tem uma forte ligação com Chico Bento e compartilha sua sabedoria com o protagonista vivido por Isaac Amendoim. O filme infantil estreou nos cinemas nesta semana.
Pecadores
Dirigido por Ryan Coogler, o novo filme sobre vampiros segue os irmãos gêmeos, interpretados por Michael B. Jordan, que retornam à cidade natal para recomeçar suas vidas, mas encontram um mal ainda maior à espreita. O lançamento nos cinemas está marcado para 6 de março.
Capitão América: Admirável Mundo Novo
Estrelado por Anthony Mackie, o quarto filme do herói norte-americano será o primeiro com o personagem Sam Wilson como Capitão América. Sam enfrentará desafios que testam seus valores e habilidades enquanto luta para proteger a liberdade em um mundo em constante mudança. Ao lado de antigos aliados e novos personagens, ele confronta ameaças globais que tentam desestabilizar a paz mundial. O longa estreia em 13 de fevereiro.
Mais um ano se iniciando, e com ele os problemas de gestão pública seguem alarmantes, mais de um milhão de alunos em escolas sem água potável. 440 mil estudantes estão matriculados em colégios sem banheiro no Brasil. Os alunos indígenas e negros são os mais prejudicados. Os dados são do estudo ‘Água e Saneamento nas Escolas Brasileiras: Indicadores de Desigualdade Racial’ a partir do Censo Escolar.
A desigualdade racial se manifesta de forma cruel na questão do acesso à água nas escolas brasileiras. Dados do Instituto de Água e Saneamento e do Cedra apontam que 1,2 milhão de estudantes, principalmente negros, estudam em escolas sem água potável. Essa disparidade se acentua quando analisamos a composição racial das escolas: aquelas com mais de 60% de alunos negros apresentam um déficit de água muito maior. A pesquisa sugere que essa desigualdade está profundamente enraizada em questões históricas e estruturais de racismo e desigualdade social no Brasil.
O estudo revela uma disparidade alarmante: estudantes em escolas predominantemente negras têm sete vezes mais chances de não ter acesso a água potável em comparação com aqueles em escolas predominantemente brancas. Dos 1,2 milhões de alunos sem água potável, a maioria (768,6 mil) está em escolas com maioria negra.
A falta de alimentação e água potável em uma escola impacta significativamente a vida de um estudante, tanto no curto quanto no longo prazo. As consequências podem ser diversas e abrangentes, afetando desde o desempenho escolar até a saúde física e mental.
Saneamento básico
A pesquisa avalia não apenas o acesso à água potável, mas também a disponibilidade de banheiros, coleta de lixo e esgoto em escolas de todas as etapas da educação básica. Os resultados revelam uma disparidade racial significativa: mais da metade dos alunos em escolas predominantemente negras (52,3%) enfrenta a falta de pelo menos um desses serviços, enquanto nas escolas predominantemente brancas esse índice é de apenas 16,3%.
Segundo o estudo, os serviços de saneamento são condições essenciais à dignidade humana, “e sua ausência nas unidades educacionais certamente afeta a aprendizagem dos estudantes. Portanto, a falta desses serviços é mais um obstáculo na trajetória educacional dos estudantes negros e constitui-se em uma camada adicional a ser somada às tantas outras que formam o amplo e complexo panorama da desigualdade racial na educação”, diz o texto.
A análise racializada dos dados revela uma complexa dinâmica de desigualdade. Escolas com predominância de estudantes negros apresentam, em média, infraestrutura de água e saneamento inferior. No entanto, ao olhar mais de perto, percebe-se que essa desigualdade se manifesta de forma ainda mais acentuada quando se compara a situação de estudantes negros em escolas predominantemente brancas: eles se concentram nas escolas com as piores condições dentro desse grupo. Em contrapartida, estudantes brancos em escolas predominantemente negras tendem a estar nas melhores escolas deste grupo, evidenciando uma dupla desigualdade racial.