A goleada da Argentina por 4 a 1 sobre o Brasil, na última terça-feira (25), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, foi marcada por mais um caso de racismo no futebol sul-americano. Em vídeo publicado pelo jornalista Tomer Savoia no Instagram, um torcedor da seleção argentina aparece imitando um macaco em direção ao setor da torcida brasileira no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.
Um dia antes do clássico, a Associação do Futebol Argentino (AFA) havia divulgado uma mensagem contra o racismo em suas redes sociais, direcionada “a todos os torcedores de futebol e a toda a sociedade em seu conjunto”. O alerta tinha como objetivo conscientizar, principalmente os presentes no jogo, para evitar ataques preconceituosos contra brasileiros, sejam jogadores ou torcedores.
A Conmebol convocou embaixadores e representantes das federações dos dez países sul-americanos para uma reunião nesta quinta-feira (27). O objetivo é debater medidas contra manifestações de racismo, discriminação e violência no futebol continental. O encontro ocorre após a declaração polêmica do presidente da entidade, Alejandro Domínguez, que gerou revolta no Brasil. Durante o sorteio da Libertadores e da Sul-Americana, Domínguez fez um discurso em português condenando o racismo, mas, em seguida, usou uma analogia infeliz ao ser questionado sobre como seria uma Libertadores sem clubes brasileiros – após a sugestão de boicote feita pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira: “Isso seria como Tarzan sem Chita. Impossível”, disse, referindo-se ao macaco que acompanhava o personagem nas telas. A fala foi criticada por reforçar estereótipos racistas.
O Zoogodò Bogum Malè Rundò, um dos terreiros de Candomblé mais tradicionais de Salvador, abre suas portas no próximo sábado (29), a partir das 10h, para mais uma etapa do ciclo educativo do Projeto Okàn Dúdù. O encontro contará com duas rodas de conversa, abordando temas essenciais: saúde mental no Candomblé e o acolhimento aos yawò.
Idealizado por Laísa Gabriela de Sousa, o projeto nasce do compromisso de fortalecer os laços dentro da comunidade de axé, criando um espaço de escuta, troca de saberes e valorização das tradições afro-brasileiras.
Com raízes no século XIX, o Terreiro Bogum, liderado por Naadoji Índia Mello, é um dos principais pilares da nação Jeje-Mahi e um bastião da preservação da cultura e espiritualidade negra.
“O Okàn Dúdù tem criado caminhos para discussões sobre temas essenciais para a nossa comunidade, como acolhimento, combate ao racismo religioso, coletividade e pertencimento”, destaca Laísa Gabriela.
Ao longo de seu ciclo educativo, o Okàn Dúdù promoveu sete rodas de conversa, conectando diferentes gerações em um intercâmbio vivo de experiências e conhecimentos. Agora, o projeto se prepara para ampliar seu impacto, com a produção de um documentário e palestras em escolas, levando essas reflexões para outros espaços da sociedade.
“Nossa história é marcada pela resistência e pela força dos nossos ancestrais. O Okàn Dúdù vem para fortalecer essa caminhada, trazendo reflexões e conexões fundamentais para a nossa existência e continuidade”, ressalta a idealizadora.
O encerramento da programação será ao som do Grupo Porrada de Couro, a partir das 16h. O evento está sujeito à lotação, respeitando a capacidade do terreiro.
SERVIÇO O quê: Roda de conversa do projeto Okàn Dúdú Quando: 29 de Março de 2025 às 10h Onde: Zoogodò Bogum Malè Rundò (Engenho Velho da Federação) Entrada: Gratuita
O Ministério Público da Espanha solicitou o arquivamento do processo contra dois torcedores que proferiram insultos racistas a Vini Jr.durante uma partida entre Real Madrid e Barcelona, no Estádio Olímpico Lluís Companys, em Barcelona, em de outubro de 2023. A informação foi divulgada pelo jornal Marca nesta segunda-feira, 25 de março.
A Promotoria de Crimes e Ódio de Barcelona concluiu que não havia provas suficientes para comprovar que as expressões direcionadas ao atacante brasileiro tinham caráter racial.
Durante a investigação, foram utilizadas imagens do estádio para identificar os responsáveis pelos cânticos. Um dos suspeitos era menor de 18 anos e teve o caso tratado separadamente. Todos os envolvidos negaram as acusações. O processo também se baseou em testemunhos e no depoimento de Vini Jr. à Justiça, ocorrido em 23 de janeiro deste ano.
Embora o Ministério Público tenha arquivado o caso, o episódio foi encaminhado ao Gabinete para a Igualdade de Tratamento e Não Discriminação, que pode iniciar procedimentos disciplinares, resultando em possíveis sanções administrativas.
A influenciadora Nath Finanças emocionou seus seguidores ao compartilhar no Instagram, nesta segunda-feira (25), a alegria de ver sua mãe, Ana, concluir a graduação em Sistemas de Informação aos 52 anos. Na publicação, Nath relembrou a trajetória de apoio e dedicação da mãe, que chegou a pausar os próprios estudos para priorizar a educação dos filhos.
“Há uns 5 anos, minha mãe tava nesse mesmo lugar comigo, comemorando mais uma etapa concluída: minha formatura em Administração de Empresas. Agora, 5 anos depois, tô aqui vendo ela se formar aos 52 anos em Sistemas de Informação”, iniciou o texto acompanhado das fotos de formatura de cada uma.
Nath também destacou que a o papel fundamental da mãe em sua trajetória profissional, quando ela gravava os vídeos na casa dela, e foi a primeira pessoa a acreditar no seu trabalho. “Você me emprestava o celular, assistia tudo antes de eu postar, dava palpite, torcia, vibrava. Abriu mão dos seus sonhos pra realizar os meus e os do meu irmão. Pausou seus estudos pra eu poder seguir os meus e me formar”, contou.
Com uma relação marcada por apoio e amor, Nath ressaltou também a conexão espiritual entre as duas. “Te ver realizando esse sonho hoje é o mínimo que eu poderia retribuir diante de tudo o que você fez e faz por mim. Você sempre foi meu colo nos momentos mais difíceis… e isso é muito coisa de filha de Oxum mesmo: acolher, abraçar, proteger e amar quem ama. Não é por acaso que eu sou sua filha e também sou filha de Oxóssi“.
“Vem aí mais uma mulher incrível mandando ver na área de tecnologia!”, concluiu Nath, brincando com um possível novo nome para a mãe: “EU TE AMO, Ana Finanças ou Ana Informanças”.
Em 2022, durante as escavações para a expansão do metrô na Praça 14 Bis, arqueólogos descobriram vestígios do Quilombo Saracura, o primeiro quilombo urbano reconhecido no estado. Mas a descoberta logo se viu ameaçada pelo esquecimento e a comunidade negra entrou em cena para impedir mais um apagamento da história negra na cidade. Essa luta será exibida no documentário “O Bixiga é Nosso!”, dirigido por Rubens Crispim Jr.
O filme chega às telas de São Paulo entre os dias 3 e 9 de abril de 2025, com exibição no Espaço Petrobras de Cinema (Rua Augusta, 1.475). Antes disso, acontecerá uma pré-estreia especial no dia 31 de março, às 19h, com ingressos gratuitos.
Desde os anos 1980, o bem-sucedido processo de tombamento patrimonial que preserva a história arquitetônica do bairro do Bixiga, encontra-se em risco constante, mas segue defendido por sua comunidade. A região abriga marcos históricos como o Teatro Oficina, a mais antiga companhia de teatro em atividade no Brasil, que há quatro décadas luta pela preservação de sua sede e de um terreno vizinho onde um rio subterrâneo de água potável corre a menos de quatro metros da superfície.
Foto: Olé Produções
Mas em 2022, quando as obras do metrô revelaram vestígios do Quilombo Saracura, a população negra do bairro e seus aliados, se mobilizou para garantir que essa memória não fosse apagada.
“‘O Bixiga é nosso!’ joga luz em diversos grupos de resistência articulada no território do Bixiga. Acredito que esses movimentos sirvam como estímulo e ensinamento para diversos outros grupos espalhados pela cidade e pelo país. O Bixiga precisa ser estudado!”, diz o diretor.
A produção teve sua première no 13ª Mostra Ecofalante de Cinema, de onde saiu com prêmio concedido pelo público, e traz depoimentos de ativistas, historiadores e moradores da região. A obra inclui a participação de integrantes de movimentos populares como o Teatro Oficina, Mobiliza Saracura Vai Vai, Bloco Afro Ilu Oba de Min, GRCSES Vai Vai, CCBIX, Casa Mestre Ananias, Portal do Bixiga e Museu do Bixiga.
Serviço
“O Bixiga é Nosso!” | 2024 | 73 min | Documentário | Livre
Estreia em São Paulo (SP): de 3 a 9 de abril de 2025
Onde: Espaço Petrobras de Cinema (Rua Augusta, 1.475 – Consolação)
Pré-estreia: 31 de março (seg), às 19h, no Espaço Petrobras de Cinema | entrada franca
O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo contra um jornalista negro nas eleições de 2022.
Apesar do pedido de vista do ministro Nunes Marques, que interrompeu o julgamento virtual nesta segunda-feira (25), o ministro Dias Toffoli antecipou seu voto e acompanhou o relator, Gilmar Mendes. Para o relator, recorrer a uma reação armada diante de ofensas não encontra respaldo no Estado Democrático de Direito.
Com isso, o placar parcial no STF é de 6 votos a 0 pela condenação da parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Os ministros que votaram até agora também defenderam a perda do mandato em razão da condenação criminal.
Já votaram Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, todos seguindo o entendimento do relator. Ainda faltam os votos de cinco ministros.
Em entrevista ao Metrópoles, a vítima Luan Araújo, relatou que após o ocorrido em 2022, precisou de uma rede apoio. “Meus amigos também foram importantíssimos nesse processo, pois eu sofro de depressão e tomo remédios controlados diariamente, além de ter acompanhamento psicológico (…). No geral, eu tento conviver com o trauma”.
Em 2024, o jornalista ainda foi condenado em primeira instância por difamação contra a deputada, por afirmar em um texto publicado que Zambelli mantinha uma “seita de doentes de extrema direita que a seguem incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”, e que a parlamentar integra a “extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.
Luan relata que após tudo o que ocorreu virou alvo de apoiadores da deputada federal, e ainda se sente perseguido. “Apesar de ter essa rede de apoio, sei que muita gente quer me ver mal e até preso. Mas prefiro abstrair e viver minha vida tranquilamente”. Por esta razão, o jornalista parou de falar em público e as respostas à imprensa passam pelo seu advogado Renan Bohrus. “Ele já foi processado por difamação, não queremos que aconteça novamente”, explicou a defesa.
Com a decisão judicial, o texto de Luan foi retirado do ar, mas o jornalista aguarda pelo julgamento dos recursos. “Espero que as outras instâncias reparem esse erro”, diz.
A capital paulista recebe no próximo domingo (30) a 2ª Marcha Transmasculina de São Paulo, ato político e cultural que visa ampliar a visibilidade e a luta por direitos fundamentais da população transmasculina no Brasil. Com o tema “Transmasculines na linha de frente: Nossa luta é por trabalho, moradia, saúde, educação e dignidade”, a mobilização terá início às 12h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), e seguirá em marcha até a Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade.
Organizada pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades – Núcleo São Paulo (IBRAT-SP), a marcha contará com apresentações culturais, oficinas, ações de saúde e momentos de fala que trarão reflexões sobre a realidade da população transmasculina no país. A marcha foi planejada de forma coletiva: no dia 9 de fevereiro, uma assembleia popular reuniu mais de 100 pessoas para definir as pautas prioritárias do evento, garantindo que as demandas do movimento sejam representadas por quem vive a realidade transmasculina no cotidiano.
“Ser transmasculino no Brasil é existir apesar de um CIStema que nos nega. Mas nós recusamos o apagamento. A Marcha é nosso grito coletivo, nossa afirmação de vida, cultura e resistência”, afirma Ravi Spreizner, vice-coordenador geral do IBRAT-SP. “Estamos aqui, organizados e em movimento, porque nossa existência é inegociável, e a cidade vai nos ver, nos ouvir e sentir nossa força.”
A primeira edição da marcha, realizada em 2024, representou um marco na história do movimento trans no país. Segundo dados da Polícia Militar e da CET, mais de 10 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista para reivindicar visibilidade e direitos. Em 2025, o ato reforça a luta por políticas públicas essenciais, como acesso à saúde, trabalho digno, moradia e educação. A expectativa é que a segunda edição supere o número de participantes e pressione o poder público por avanços concretos.
Enquanto grandes varejistas, como Amazon, Target e Walmart, reduzem iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nos Estados Unidos, consumidores buscam formas de fortalecer pequenos negócios de propriedade de negros. Foi nesse contexto que a designer de interface Dacia Petrie criou o Black Nile, um aplicativo que reúne empresas e serviços de empreendedores negros em uma única plataforma.
Lançado como uma resposta à demanda por ferramentas mais eficientes de apoio a esses negócios, o Black Nile já lista mais de 3.000 empresas em mais de40 categorias, incluindo moda, beleza, gastronomia, turismo e produtos infantis. A proposta, segundo Petrie, é oferecer uma experiência intuitiva, diferentemente de diretórios tradicionais, que muitas vezes não são otimizados para mobile.
“Vi alguém nos comentários pedindo uma ‘Amazon Negra’. Irmã, eu vou segurar sua mão quando disser: isso não é a Amazon. É o Black Nile”, brincou ela sobre o nome do app, que faz referência ao rio Nilo, maior rio do mundo em extensão, que percorre 11 países africanos, nasce em Ruanda e na Etiópia, e deságua no Mar Mediterrâneo, no Egito. O rio é visto como símbolo histórico de prosperidade.
Integrado ao Google Maps, o aplicativo permite localizar estabelecimentos físicos próximos e traçar rotas. Os usuários também podem avaliar os serviços após as compras. “Criei isso para tornar o apoio a negócios negros o mais fácil possível”, explicou Dacia Petrie, que usou sua experiência em design para priorizar a usabilidade.
A iniciativa surge em um momento de recuo corporativo em políticas de DEI nos EUA. Um relatório de 2023 do Instituto McKinsey mostrou que investimentos em diversidade caíram 18% entre grandes empresas no último ano — tendência que, para Petrie, reforça a necessidade de soluções independentes.
Disponível para iOS e Android, o Black Nile não cobra taxas das empresas cadastradas. A renda vem de doações e futuras parcerias, segundo a criadora. “É sobre dar visibilidade e conexão”, resume.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou a legalidade das provas obtidas na investigação do assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, e restabeleceu a condenação de Carlos Conceição Santiago por posse irregular de arma de fogo. A decisão, proferida pela ministra Cármen Lúcia, acolheu recurso do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e anulou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia absolvido Santiago por considerar ilegais as provas colhidas sem mandado judicial.
O caso, que ganhou repercussão nacional pela brutalidade do crime e seu impacto na luta pelos direitos quilombolas, remonta à investigação do homicídio de Mãe Bernadete. Durante as diligências, a polícia prendeu Arielson da Conceição dos Santos, suspeito de envolvimento no crime. Em depoimento, Arielson indicou que as armas usadas no assassinato estavam escondidas na oficina de Carlos Conceição Santiago. A busca no local resultou na apreensão do armamento, que, segundo laudo pericial, foi efetivamente utilizado no crime.
A defesa de Santiago argumentou que a entrada no imóvel sem mandado judicial violava a inviolabilidade de domicílio, prevista na Constituição. O STJ acatou o argumento e anulou as provas, absolvendo o réu. O MP-BA, no entanto, recorreu ao STF, sustentando que a ação policial estava amparada pelo Tema 280 da Repercussão Geral, que permite buscas sem mandado em casos de crime permanente.
Em sua decisão, a ministra Cármen Lúcia destacou que os agentes agiram com base em informações diretas sobre a ocultação das armas e que a diligência foi essencial para elucidar o homicídio. Ela ressaltou ainda que Santiago confessou a posse do armamento e que a perícia confirmou o uso das armas no crime.
“A busca foi devidamente fundamentada, diante da possibilidade de continuidade delitiva e da ocultação de provas”, afirmou a ministra. Com a decisão, o STF não apenas revalidou a condenação de Santiago como reforçou o entendimento de que a entrada policial sem mandado é legítima quando há indícios concretos de crime em andamento.
Na noite de 17 de agosto de 2023, Maria Bernadete Pacífico, líder da Comunidade Remanescente de Quilombo Pitanga de Palmares, em Simões Filho, foi assassinada com 25 tiros em seu terreiro. A ação foi realizada por bandidos armados que invadiram o local, amarraram pessoas e executaram Mãe Bernadete. Em depoimento à polícia, uma residente do quilombo disse que ao chegar ao terreiro, ouviu os disparos e se abrigou em um veículo nas proximidades. A quantidade exata de pessoas que estavam na propriedade durante o ataque ainda não foi divulgada. Mãe Bernadete era também mãe de Flavio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como ‘Binho do Quilombo’, vítima fatal de um assassinato em 2017, ocorrido dentro de seu carro, nas proximidades da Escola Centro Comunitário Nova Esperança, situada em Pitanga dos Palmares.
Em setembro do mesmo ano, três homens suspeitos de envolvimento no assassinato da líder quilombola, foram presos. Os homens tiveram diferentes participações na morte de mãe Bernadete. Um dos suspeitos seria o executor do crime, o outro é apontado como responsável por guardar as armas usadas na execução da ialorixá, além de ter sido preso por porte ilegal de arma de fogo e o terceiro suspeito teria feito a receptação dos celulares da vítima e de seus familiares durante a ação criminosa. Dias antes, duas pistolas, com munições e três carregadores, dois deles estendidos, que teriam sido utilizadas no crime foram localizadas em uma oficina mecânica na comunidade de Pitanga dos Palmares, na zona rural de Simões Filho, mesma localizado onde fica o quilombo em que morava a ialorixá. O mecânico foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Em julho de 2024, mais um suspeito de envolvimento na morte da líder quilombola foi detido na Bahia. Ydney Carlos dos Santos, conhecido como “Café”, foi preso no dia 24 de julho no bairro de Stella Maris, em Salvador. Ele é o quarto suspeito a ser preso por participação no crime, sendo acusado de colaborar na execução da líder comunitária.
As investigações indicaram que Ydney Carlos dos Santos atuava como assistente direto de Marílio dos Santos, acusado de ser o mandante do crime. Ydney teria participado do planejamento do assassinato de Mãe Bernadete. Além disso, Josevan Dionisio dos Santos é apontado como um dos executores imediato do crime.
A nova temporada do programa Saia Justa, do canal GNT, estreia em abril com mudanças no elenco. A apresentadora Rita Batista anunciou na última segunda-feira (25), por meio de uma publicação no Instagram, sua saída do programa. Além de Rita, Tati Machado também se despede do time de apresentadoras da atração que seguem no sofá, Bela Gil e Eliana.
Em uma publicação no Instagram, a baiana celebrou sua trajetória ao lado das colegas: “Que temporada fizemos! ❤️ Foi um prazer imenso construir essa nova história do #SaiaJusta ao lado de vocês. Obrigada por compartilharem esses momentos comigo. Vida longa ao nosso encontro!”
Em seus stories, Rita afirmou ainda que segue como uma das apresentadoras do É de Casa, transmitido pela Globo nas manhãs de sábado: “Tá tudo bem, tá tudo certo, é do jogo. Vivendo e aprendendo a jogar. Continuo no meu programa residente, o ‘É de Casa’. E vida longa, a vida é um presente. Vida longa ao GNT”, afirmou.
Na segunda, a emissora enviou uma nota oficial à imprensa para confirmar a informação, afirmando que a saída das duas apresentadoras abre espaço para outras vozes femininas: “Rita Batista e Tati Machado se despedem desta temporada e, como parte da tradição do Saia, abrem espaço na roda para outras vozes femininas, que serão reveladas em breve. Tati Machado estará presente até sua licença maternidade dando sua contribuição ainda mais especial em maio, mês das mães”, divulgou a emissora.