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Luciana Barreto está com coronavírus ” Eu estou com poucos sintomas”

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A jornalista e âncora da CNN Luciana Barreto - Imagem/ Reprodução Instagram

Muitas sentiram falta da jornalista Luciana Barreto nessa manhã. Ela é Âncora do Jornal da CNN e a mesma explicou o motivo da sua ausência em seu Instagram: seu teste para a Covid-19 deu positivo.

“Eu estava tendo poucos sintomas, como estou tendo pouco sintomas. Eu acabei de voltar do médico, fiz uma tomografia e meu pulmão está okay”, explicou Luciana.

Ela ainda detalha que não está tomando nenhuma medicação, mas está tomando vários cuidados entre eles o isolamento. “Estou em casa , tire a máscara para gravar esse vídeo para vocês, mas eu sou obrigada a usar essa máscara o tempo inteiro para proteger a minha filha que também está sendo monitorada”, disse a jornalista que explicou que apesar de tudo está se sentindo bem.

A contaminação de Luciana está aí para mostrar que o isolamento ainda não pode ser flexibilizado. Qualquer um de nós pode ter contato com alguém que está com o coronavírus mesmo não apresentando sintomas.

Confira o vídeo:

https://www.instagram.com/p/B_DEV3hJdLf/

 

Brancos que se ofendem com discussões raciais são os maiores inimigos da busca pela igualdade

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Ivy do BBB diz que negro é lindo, todo mundo é igual, mas sempre indica gente preta para o paredão - Imagem/Reprodução Rede Globo

 

Esse assunto vai parecer bastante indigesto, mas se você é um homem ou mulher branca que evita entrar no assunto de discriminação e que nega a todo custo discutir como o passado de sua família (por mais difícil que seja) foi melhor que o passado da maior parte dos negros, provavelmente você é racista, mesmo que não queira. Você não tem escolha, a sociedade brasileira é assim e você faz parte dela. 

 

A socialista Robin DiAngelo passou 20 anos estudando o que ela chama de “fragilidade branca” nos EUA, essa mulher ajudou o Starbuck após o incidente racista com dois homens na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos e vem ajudando outras empresas a entender suas dificuldades

 

Para DiAngelo brancos são extremamente previsíveis, seus padrões incluem que “foram ensinados a tratar todos da mesma forma”, que não enxergam cores”, que “não se importam se você é rosa ou etc…” e em alguns casos vão evocar um familiar negro para justificar que não é racista. 

 

A sociedade segregada se preparou para isolar o branco da discussão racial. Um branco não precisa definir sua raça e sua cor, ele se interpreta como o cidadão padrão, como um “ser humano”. Se olharmos para a história da abolição brasileira podemos entender como isso impactou nossa sociedade, o país criou vários termos para definir as variações de ser negro (mulato, cabra…), mas não temos eufemismos para as variações dos brancos – imaginem: ah esse não é tão branco, é só um mustardinha ou um bezerro. 

 

Quando a Lei Áurea foi assinada a maior parte dos negros já havia se libertado através de revoltas e lutas abolicionistas, isso em 1888, agora quem dera se o racismo tivesse sido apagado através de uma caneta e do papel. Ele continuou por um bom tempo. 

 

Entre 1910 e 1930, as elites brasileiras estavam empenhadas na criação de uma raça nacional. A eugenia falava de pureza racial, entidades governamentais e universidades queriam clarear a nacionalidade brasileira para curar a “fealdade” trazida pelos “povos selvagens”.

 

Durante a ditadura o governo promoveu o discurso da Democracia Racial, uma teoria baseada na obra de Gilberto Freyre, com o argumento que a mestiçagem resolveu os problemas raciais do Brasil. Foi contestada depois por nomes como Florestan Fernandes e Virgínia Bicudo

 

Todos esses eventos nos trouxeram aqui. Onde muitos brancos descendem de homens que defenderam ideais eugenistas, racistas e promoveram uma crueldade brutal contra pretos e índios. É infantil acreditar que, ao menos seu bisavô, não cresceu acreditando em todas as diferenças que a ciência da época defendia. 

 

Esses ideais não foram diluídos no imaginário coletivo do nosso país e ainda estão presentes, inclusive, na mente de pessoas negras, mas quem se beneficia desses estereótipos são as pessoas da “raça branca” sonhada pelos eugenistas tupiniquins. A pesquisadora brasileira Lia Vainer Schucman, doutora pelo Instituto de Psicologia, afirma que brancos, muitas vezes, são racistas sem saber que o são. 

 

Brancos reproduzem o racismo de forma inconsciente, quando projetam na sua mente uma imagem pejorativa do negro e de suas características. Se pensar na figura de um médico, por exemplo, a primeira imagem que vem a cabeça é um homem branco. Nunca de um negro. Para o Prof°. Dr. Kabengele Munanga “nós temos uma grande dificuldade, na sociedade brasileira, para entender e decodificar as manifestações do nosso racismo, porque tem peculiaridades que diferenciam das outras manifestações do racismos (nos países estrangeiros)

 

A fragilidade branca aqui criou uma ideologia, a democracia racial funciona como uma crença, uma ordem, uma verdadeira realidade. Assim fica difícil arrancar do brasileiro comum a confissão de que ele também é racista.  

 

Estudos da ONU mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos.

 

Isso porque na hora de contratar alguém, sua mente prefere outro branco. É da natureza do nosso cérebro buscar padrões conhecidos para resolver problemas, então quando entra em uma empresa de um negro sua mente diz que não é confiável. Todo o sistema racista dos séculos passados deixou estereótipos cravados na população. Colocando negros em uma situação em que, mesmo diante do esforço de elevar seu status educacional e profissional, pretos encontram restrições no meio dos brancos. Que  ainda insistem em não aceitar seu racismo. 

 

Os brancos de hoje não criaram o racismo, mas além de propagar ele, de forma impensável ou inconsciente são responsáveis pela manutenção do status racial. Se você nunca pensou sobre isso, então ainda propaga o racismo. Quem já pensou tem sempre duas escolha: ser responsável e ajudar a sociedade a exterminar esse problema ou fechar os olhos e se tornar parte do racismo brasileiro, se apropriando dos privilégios que ele concede à pessoas brancas.

A cultura do “o pior racista é o próprio negro”, tem que acabar

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A não ser que você tenha nascido em Wakanda, terra do Rei T’challa,  é bem provável que a menção aos povos africanos só aparecia nas aulas de História que abordavam a escravidão. Talvez uma pitadinha da contribuição do negro para cultura ( a feijoada) estava presente nos livros, mas é bem improvável que em sala, algum professor tenha lhe ensinado sobre as grandes contribuições de pessoas negras, homens e mulheres, para humanidade. E elas foram muitas.

Para algumas pessoas pretas a escola foi o local onde elas aprenderam a se odiar. Onde muitos traumas nasceram.

Sabemos que nas escolas particulares, os poucos alunos negros sofrem com preconceitos implícitos e explícitos. Na escola pública , o descaso governamental das instituições de ensino repletas de alunos pretos pobres já é indícios de como somos preteridos. A gente não teve nem professor negro na maioria dos casos.

Dentro desse cenário carente de referencias positivas sobre negritude, nasce o negro que dentro de si, da sua revolta oriunda de uma sensação de impotência social, da violência real e simbólica, do descaso e da falta de oportunidade, cria ranço de tudo o que o lembra dessa situação, incluindo aí as pessoas parecidas com eles.

Paulo Freire já dizia “Quando a educação não É libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. Então quando o segurança negro persegue a pessoa negra no shopping, a professora negra implica mais com alunos negros, a senhora xinga jogadora de BBB20 de mucama, estamos falando de pessoas que acabam reproduzindo experiências que viveram ou testemunharam de perto.

Ao longo desses 20 anos escrevendo sobre negritude, é bem comum me deparar com a frase “O pior é racista é o próprio negro” . Ver atitudes consideradas racistas sendo reproduzidas por pessoas negras nos choca, é verdade. Elas não deixam de ser erradas e abomináveis. Porém essas pessoas reproduzem e não criaram o racismo.  Elas não fazem um upgrade na estrutura social quando agem como pessoas racistas. Elas ainda pertencem ao grupo de oprimidos.

A questão racial é tão complexa, que em um dos seus  espectros mais perversos,  colocamos pessoas negras que reproduzem o racismo na mesma categoria das pessoas que além de reproduzir, se privilegiam com ele.

Racismo e reprodução de racismo são práticas condenáveis até do ponto de vista jurídico, não importa a cor de quem o pratica.

O branco inventou o conceito de raça para se colocar como superior, o branco inventou o racismo e a escravidão, o branco ainda oprime os negros de diversas formas, ganham mais, estuda mais, casa mais e ainda vamos precisar de várias gerações para ficar em pé de igualdade com eles.

Ainda sobre  o nascimento do racismo, destaco um trecho do livro do escritor Ale Santos, Rastro de Resistência: “ Quando a colonização trouxe vários povos africanos, o mito da pureza do sangue precisava ganhar uma nova forma para que as pessoas pudessem compreender aqueles homens e mulheres e pele escura e traços diferentes do que estavam habituados. Nesse período, os cristãos passaram a buscar no livro máximo de fé, a Bíblia, a explicação para essas diferenças”. Sim, até a igreja ajudou a disseminar o racismo.

Não, você não precisa ser empático, tolerante e nem acolher a pessoa negra que reproduz o racismo.  Só é preciso repensar a questão de achar que pessoas negras com atitudes “racistas”( aspas porque negro não pode ser racista) são piores de quem criou e vive dos benefícios históricos e centenários frutos do racismo. O pior racista é, e sempre será, a pessoa branca.

White Savior? Rafa do BBB20 classificou cidades africanas como civilizadas e não civilizadas

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O Mundo Negro já falou alguma vezes sobre a forma que algumas pessoas brancas usam suas viagens humanitários para países africanos como autopromoção. Isso as vezes acontece de forma inconsciente. A boa intenção é evidente , mas qual a necessidade de tantas selfies?

Rafa Kalimann é apontada por seus fãs como a pessoa mais fofa do BBB20. Ela se tornou a melhor amiga da Thelminha ( o que gerou uma grande polêmica e uma formação de paredão), e seus seguidores adoram exaltar como ela ama os menos favorecidos.

Ela é embaixadora de uma organização não-governamental chamada Missão África, que atua em diversas aldeias no Moçambique, ajudando os locais por meio da solidariedade sustentável e do trabalho voluntário.

https://twitter.com/rafakalimann_/status/1239746278088728576

Pessoas de grupos favorecidos são importantes nessas causas, mas um vídeo que está circulando na Internet, mostra que apesar de toda a fofura, Rafa tem um olhar “curioso” sobre as cidades de Moçambique que ela visitou.

 

“Estamos aqui em Beira, a segunda maior cidade do país, uma pouquinho mais civilizada”, diz a sister solidária no vídeo rindo.

Nações africanas são lidas como selvagens e discursos como esse reforçam essa imagem.

A Fada Rafa está prejudicando as crianças que ela segurou no colo, as mães que ela conversou, ao se referir ao lar delas como um lugar não civilizado. Como influenciadora com muitos seguidores, veja a forma que ela fala de um país com muitas necessidades.

Rafa, o lugar é pobre, carente e abandonado. A senhora vai lá justamente para tentar diminuir o sofrimento dessas pessoas.

A risada ao definir esses locais como não civilizados que a gente vê no vídeo, é um deboche racista.

Iza estreia em parada da Billboard na frente de Cardi B e Rihanna

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Na terça-feira (14) a cantora Iza estreou na lista da revista americana Billboard. A Billboard é uma revista semanal estadunidense da Prometheus Global Media fundada em 1894, especializada em informações sobre a indústria musical. Anualmente, a revista entrega o Billboard Music Awards (BMA), um prêmio que honra os artistas e as canções mais populares do ano.

Iza aparece logo atrás de Justin Bieber, em 34º lugar. E está na frente de nomes como Cardi B (35º), Louis Tomlinson (37º), Rihanna (46º), 5 Seconds of Summer (47º) e Anitta (50º).

A cantora e apresentadora movimentou as redes sociais ao postar o #DontRushChallenge, que teve cinco milhões de visualizações só em seu Instagram. Além disso, Iza agora pode ser vista todos os sábados no “Música Boa Ao Vivo”, que está sendo reprisado na TV Globo.

“Together at Home”: Confira os Artistas Negros que participarão do Festival

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Muitas personalidades negras estarão no "Together at Home"

Com Curadoria da Lady Gaga e promovido pela Organização Mundial da Saúde, o Festival Together at Home (Juntos em Casa) irá acontecer no próximo dia 18 e terá 8 horas de duração. De acordo com sua curadora, o festival terá como objetivo arrecadar fundos para o combate a Covid-19. Todos os lucros serão revertidos em doação para os profissionais da saúde e instituições de caridade, além é claro de proporcionar entretenimento ao público durante a quarentena.

O evento contará com a participação de nomes como Alicia Keys, Andra Day, Black Coffee, Burna Boy, Common, Idris e Sabrina Elba, Jennifer Hudson, John Legend, Kerry Washington, Lewis Hamilton, Lizzo, Lupita Nyong’o, LL Cool J, Oprah Winfrey, Pharrell Williams, Samuel L Jackson, Stevie Wonder, Nomzamo Mbatha, Usher e outros.

Nos EUA, além da iHeart Radio, o festival será transmitido pelos canais ABC,NBC e CBS por algumas horas e depois disso, seguirá na Internet como já virou comum nos últimos tempos.

No Brasil por sua vez, além da internet, o canal Multishow ira transmitir o Together at Home a partir das 16h00 no sábado, ao vivo. Já na Rede Globo ‘Together at home’ irá ao ar um dia depois, na noite do dia 19.

‘Tia Má’ anuncia gravidez: “Depois de 12 anos, serei mãe novamente”

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A jornalista, humorista e palestrante Maíra Azevedo, mais conhecida como ‘Tia Má’, anunciou nesta terça-feira (14), que está grávida. Ela, que já é mãe de um menino de 12 anos, Aladê.

Maíra deu a notícia por meio de uma publicação em seu Instagram,”comecei a perceber umas mudanças no meu corpo, mas com tanta coisa acontecendo no mundo, achei que poderia ser preocupação”, escreveu.

Foi aí, então, que Maíra Azevedo fez um teste de gravidez e teve a confirmação: “Tava lá escrito grávida para eu ter certeza; Mais um capítulo lindo da minha história começa a ser contado. Sim, mais um filho, ou filha. Depois de 12 anos, serei mãe novamente e estou feliz com o resultado”.

“Aladê agora é o irmão mais velho e ele está adorando. Agora é hora de celebrar e acreditar que essa notícia é mais um motivo para eu seguir tendo esperança que dias melhores sempre chegam!”, concluiu.

https://www.instagram.com/p/B–NSWmjnMr/

Ou você é antirracista ou chama negro de vitimista. As duas coisas, não dá!

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Você conhece algum homem branco famoso que seja acusado de vitimismo? Entenda-se por vitimismo o ato de falar sobre suas dores, dificuldades , sofrimentos e incômodos.

Se você está na casta dos privilegiados “reclamar” gera empatia, hashtags, agora se você faz parte do grupo dos oprimidos, aí você tem que engolir suas dores.

O que a branquitude entende como vitimismo são dados e narrativas que deixam explícitos seus privilégios. Se reclamo que cresci sem água potável em casa, por exemplo, lembro ao privilegiado, que para ele água limpa para beber, cozinhar e tomar banho, nunca foi um problema. E como gente mimada não quer ser taxada como aquela que vive das vantagens em uma sociedade racista e desigual, esse povinho prefere que a gente se cale e se não nos calamos, estamos nos fazendo de vítima.

Em qualquer estatística socioeconômica, pessoas pretas aparecem na base, com menos acesso a praticamente todos os diretos básicos, inclusive educação. Mas lembrar disso causa desconforto.

No BBB20 o ator Babu Santata foi acusado de ser vitimista por contar sua história. Só por isso. Ele não inventou que nasceu pobre, em uma região violenta, que seu nome artístico surgiu de um apelido racista, de que ele como artista vive várias privações econômicas, mesmo sendo premiado, que ele dá aos filhos muito menos do que gostaria. Essa é a vida dele e em um país racista como o Brasil, lembrar que quase 400 anos de escravidão ainda impacta a vida de afrodescendentes em 2020 é inaceitável para branquitude. Temos que ser forte e se bobear ainda agradecer por sermos livres.

Silenciar é um ato opressor. Chamar alguém que está falando das suas dores de vitimista é mandar calar a boca sim.

Se você está compartilhando conteúdo se dizendo antirracista, mas chama Babu de vitimista você não o que diz ser. Por preguiça ou desonestidade você faz vista grossa às dores causadas pelo racismo.

Ninguém é obrigado a ouvir, apoiar e concordar quando oprimidos falam sobre suas questões, mas debochar e perseguir essas pessoas, mostra que sua intelectualidade está alinhada aos pensamentos típicos de grupos opressores, racistas e colonizadores.

BBB 20: Favoritismo de Babu Santana é ameaçado em votação importante

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Na reta final do Reality Show que acaba no próximo dia 27 de abril, as torcidas organizadas dos atuais e ex-participantes do programa, decidiram se articular em peso contra Babu Santana – um dos favoritos ao prêmio de 1,5 milhão de reais – por se sentirem ameaçadas. (Onde já se viu, preto ganhar BBB?)

No cenário atual, o ator está no paredão contra a advogada Gizelly Bicalho e a influenciadora digital Mari Gonzales e segundo as últimas enquetes divulgadas, corre o risco de ser eliminado.

Com 20 anos de existência, o BBB Brasil nunca teve entre os seus vencedores milionários, um participante negro, com exceção de Gleici Damasceno do BBB 18.

No país composto majoritariamente por pessoas negras, a conta não fecha e algo de errado não está certo.

E como em todas as outras, essa edição vem sendo marcada por comentários racistas feitos por vários participantes em rede nacional, sem que haja nenhum tipo de punição ou penalização dos mesmos, fazendo com que se sintam a vontade em praticar tais atos, quantas-vezes-quiserem.

Preto e favelado, Babu tem sido alvo de constantes ataques nas redes sociais, onde é chamado de vitimista, apenas por expor a sua realidade, que se confunde com a de tantos outros brasileiros.

Então, em nome do bom senso, da representatividade e pela permanência de Babu no jogo, somos #FORAGIZELLY.

Para votar e contribuir com a inciativa, basta clicar AQUI, fazer login e selecionar quem você deseja eliminar. No caso, GIZELLY.

É hora de mostrar a força da comunidade negra.  #FICABABU

“O racismo nos impede de falhar”:  Coletivo Potências Negras defende Thelma e Babu

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Torcer para Thelma e Babu ao mesmo tempo é algo possível sim. Os dois jogadores do BBB20 representam a comunidade negra da forma que somos, com nossas complexidades, virtudes , lutas e diferenças.

No entanto,  qualquer postagem nas redes sociais a favor de Thelma é atacada por fãs de Babu e vice-versa. Thelma para alguns, não seria consciente suficiente sobre sua negritude , Babu teria aliados problemáticos na primeira fase do jogo.

Fato é , que esquecemos que não é Faflu. Estamos falando de duas pessoas excepcionais em suas áreas de atuação e que não são os únicos jogadores, mas são os únicos negros.

O coletivo Potências Negras , formado por artistas, intelectuais, jornalistas, influenciadores e outros membros de destaque na comunidade negra, observando esse clima tenso entre a comunidade negra, usou suas redes sociais para uma reflexão importante sobre união e representatividade.

No texto é escrito como se fosse uma carta dedicada aos dois, Thelma e Babu:

“O racismo que tanto denunciamos impõe que a nossa subjetividade não seja respeitada. Pensamos diferente, e isso faz parte do jogo. Por outro lado, a narrativa racista nos descreve como iguais “vocês, pretos, são parecidos”, mas não. Pensamos e agimos diferente. Cada um com o seu entendimento de letramento racial, com sua história e isso nos torna humanos.  Queríamos que soubessem que estamos aqui, porque irmandade é isso: respeitar escolhas e processos de entendimento do mundo.”

O manifesto na integra segue abaixo, mas agora o mais importante é garantir a permanência de Babu dentro da casa. Vote aqui.

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