Theodosina Rosário Riberio (1930), faleceu nesta quarta-feira (22) aos 94 anos. Theodosina foi a primeira negra a ser vereadora (1970), com recorde no pleito e deputada estadual (1974), na cidade de São Paulo, foi também professora, diretora de escola e advogada.
Sua vida pública foi marcada por reconhecimento nacional e muitas conquistas sociais. Ela se tornou uma referência de engajamento na questão racial. Na sua carreira, procurou combater o racismo e o preconceito.
Em nota, o Aristocrata Clube, espaço sócio-cultural com objetivo de firmar a cultura e a identidade negra, lamentou o falecimento da Dra., que “assim como seu esposo o Dr. José Ribeiro, um dos fundadores do Aristocrata Clube, teve uma participação muito importante dentro do Clube, atuando junto ao o Depto. Feminino, acolhia e dava suporte ético-social às nossas crianças e adolescentes, principalmente às debutantes da nossa Associação”.
“Honramos a Mulher Negra, honramos a Doutora e Professora que com sua determinação representou a comunidade afro-brasileira com altivez, dignidade e eficiência.
Nossos sentimentos a toda Família Rosário Ribeiro”, finalizou nota.
NOTA DE FALECIMENTOÉ com grande pesar que comunicamos que a Dra. Theodosina Rosário Ribeiro, faleceu na manhã de…
Essa é a contribuição do Cândido Advocacia nesse período de crise. Em países fundados e alimentados pela desigualdade, os vulneráveis sempre são os mais impactados nos direitos mais básicos.
A advocacia é essencial à justiça, significa que ela precisa fazer a parte por um mundo mais justo.
Em anuncio feito no Instagram, Cândido Advocacia, diz que a única exigência, “é que o povo negro e periférico, que nós dá significado quanto escritório fique em casa!”.
O atendimento será voltado especialmente a população fluminense e paulista com maior índice de adoecimento pelo Coronavírus, e pouca adesão ao isolamento.
“O Candido Advocacia sempre foi um escritório voltado para os que mais precisam. Devemos nossa existência e especialização as comunidade negra e periférica.
Por isso, durante a quarentena, por todos nossos canais, iremos fornecer orientação jurídica gratuita”.
Para pessoas da comunidade LGBT o período de quarentena por conta da COVID-19 por ser ainda pior do que para outras pessoas isoladas. Elas fazem parte de um grupo que só consegue viver sua identidade de forma plena, fora de casa. Dentro de casa, sem aceitação a família, os dias isolados podem ser um pesadelo.
O influenciador e designer Samuel Gomes, autor do livro Guardei no Armário ( e canal com o mesmo nome), abordou esse drama que muitos gays têm vivido nesse momento.
“É complicado viver em casa se seu pai, mãe e irmão não te aceitam ou não entendem a sua sexualidade. Se você nesse período traçar um lado de afinidade e amizade com seus pais porque você vai ficar mais tempo com eles, talvez você consiga, num futuro próximo, começar a introduzir esse tipo de assuntos com eles, sem que isso seja um tabu, um problema”, explica Samuel.
O designer destaca que durante a quarentena não seria o melhor momento para se aprofundar sobre a questões da orientação sexual, por conta da tensão do momento que “as pessoas estão preocupadas com a sobrevivência de todo mundo”.
Samuel ainda fala sobre a necessidade de se manter próximo ou próxima dos amigos: “As vezes a privacidade é difícil em ambientes pequenos, então use fones de ouvido, crie códigos, estude o pajuba (dialeto usado pela comunidade LGBT, porque assim seus pais e as pessoas que estão por perto, não vão entender”.
Mais dicas estão no vídeo completo sobre o assunto. Assista.
O álbum After Hours, que já possui certificação de platina, foi lançadono dia 20 de março e estreou no topo da Billboard com o equivalente a 444 mil unidades vendidas na primeira semana.
A Billboard é uma revista semanal estadunidense da Prometheus Global Media fundada em 1894, especializada em informações sobre a indústria musical. Com foco inicial no mercado publicitário, passou a tratar apenas de música a partir da década de 1950.
Mantendo desempenho sólido, na segunda-feira (20) o álbum completou sua quarta semana consecutiva no topo da parada, fechando a contagem dessa rodada com o equivalente a 75 mil unidades cópias comercializadas.
Primeiro espetáculo de dança sobre masculinidades negras, “Por entre Esquinas”, é o novo espetáculo do grupo Fragmento Urbano. Composto por seis homens negros com faixas etárias que variam de 30 a 63 anos, a obra propõe discutir o universo do homem negro, a partir de suas subjetividades e contradições.
Entre os temas que permeiam a coreografia está os ritos de passagem que, em várias civilizações africanas e ameríndias, passam por um processo de ritual no qual aprendem a caçar, construir e guerrilhar. Demonstrada na “Esquina” onde tudo se vê, muito se aprende, muito se ganha e muito se perde – um dos locais mais acessados na periferia, é também, o lugar onde a masculinidade negra é testada a todo momento.
Dirigido por Douglas Iesus, a obra será exibida em formato digital, nos dias 18,19,25 e 26 de abril, o espetáculo poderá ser assistido no youtube do coletivo.
Além disto, o projeto traz como iniciativa uma série de debates sobre masculinidade negras, a ideia é ampliar o olhar sobre as diversas possibilidades de ser um homem cis ou trans negro dentro da sociedade.
As conversas acontecerão através de lives ao vivo, do dia 27 de abril à 03 de maio, às 20h, no Instagram do@fragmento_urbano.
O Multishow, canal por assinatura do Grupo Globo, planeja uma ação em comemoração ao aniversário da cantora Ludmilla. Na próxima sexta-feira (24), Ludmilla completará 25 anos, e boa parte da programação do dia será modificada para homenagear a cantora.
Logo de manhã, às 10h, Ludmilla apresentará, diretamente de sua casa, o TVZ, abrindo oficialmente as comemorações de seu aniversário. No horário nobre, a partir das 20h, o Multishow abre mão de seus programas habituais para transmitir, simultaneamente com o YouTube, a live de lançamento do EP de pagode de Ludmilla.
Depois do final da transmissão na página oficial da cantora e na televisão, ela participará de um inédito pós-show na internet: durante 45 minutos, ela estará ao vivo nas redes sociais da emissora do Grupo Globo cantando os principais sucessos de sua carreira.
Na vida em quarentena assistir “lives” tem sido uma ótima opção de passar o tempo se divertindo, mas também aprendendo.
Na live da atriz Taís Araújo e a psicanalista Elisama Santos, a educação de adolescentes foi o tema principal. Uma das perguntas que surgiram durante o evento foi sobre mães solos, que representam uma boa parte das mães brasileiras e que agora estão ainda mais sobrecarregadas com o isolamento.
“A mãe precisa entender que ela não tem que ocupar o lugar de pai. Esse é um dos maiores pesos que colocam na mãe solo e que são mais absurdos. ‘Eu tenho que ser mãe e pai!’. Não meu amor, você só tem que ser mãe e isso já é muita coisa”, explica Elisama, especialista em comunicação não violenta.
Ela ainda destacou que mãe não tem que fazer compensação, desempenhando o papel de quem está ausente. “Essa história da guerreira, da que faz por dois é romantizar algo que é absolutamente violento com essa mulher. Você dá o que você tem para dar”, explica a psicanalista.
A conversa sincera tem muito valor nesse tipo de relacionamento. “É dizer, eu sinto muito que seu pai tenha agido assim. Eu imagino a falta que ele te faz e eu sinto muito que ele não esteja conhecendo esse ser humano incrível que você é, meu filho”, orienta Elisama.
Nos dias tensos dos filhos, a especialista sugere: “Tem que dar colo, abraços, quando o filho estiver com raiva”. Para ela é importante deixar o filho realmente sentir a raiva, não reprimi-la e não cortar essa sensação que mexe na dor da mãe também. “ Quanto mais o adolescente consegue falar e ser escutado, melhor ele organizada isso dentro da sua própria cabeça” disse a especialista.
Para finalizar, Elisama sugere terapia , para quem pode, informao que há nas faculdades de psicologia com serviços gratuitos para ajudar mães e filhos. “A gente não dá conta e não conseguimos tirar essa dor. E por mais que essa seja uma dura realidade é essa a história de vida do seu filho”.
Em 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra no Brasil. Apenas em 2011 por meio da Lei 12.519 a data foi instituída como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Mas apesar disso, a celebração não é considerada feriado nacional e muitas cidades e estados brasileiros optam – obviamente – por não aderir ao movimento.
Por conta da data, o mês de novembro é geralmente repleto de atividades, discussões, exposições, feiras e eventos que enaltecem de alguma forma a cultura negra. É o período onde mais vemos pessoas negras nos programas de televisão, em campanhas publicitárias, em revistas, outdoors e principalmente no ambiente digital, nas redes sociais.
É o mês onde influenciadores, criadores de conteúdo, artistas, escritores e jornalistas negros são tirados da caixa e colocados em destaque.
É o mês onde a comunidade negra mais tem atividades culturais, tarefas e oportunidades.
Visto que nos outros 11 meses do ano essa presença negra é quase nula na mídia, podemos dizer com propriedade que existe sim uma apropriação da causa por parte de empresas, marcas, anunciantes, agências de propaganda e da sociedade como um todo.
A dúvida que fica é: esses profissionais negros contratados em grande escala em novembro, não pagam suas contas ou comem nos outros meses do ano?
E mais: A comunidade negra que consome quase 2 trilhões de reais por ano, vai continuar sendo representada na mídia apenas em novembro e em campanhas pensadas exclusivamente por pessoas brancas?
O ano é 2020. O país é o Brasil – a nação com maior quantidade de pessoas negras fora de África no planeta. E a sociedade brasileira ainda não entendeu que pessoas negras existem fora de novembro? Ou entendeu e prefere fingir que não e permanecer calada?
Imagine quase 60% da população nacional, mais de 110 milhões de pessoas boicotando empresas que falam com a gente apenas em novembro. Quantas sobrariam?
Contribua para a mudança desse cenário. Valorize a comunidade negra fora de novembro. Essa é a melhor prática antirracista que existe.
Mais 51 blogueiras negras para você seguir e enaltecer
No nosso post do dia 19/04/20 falamos sobre a representatividade na internet, autoestima da mulher negra e os padrões midiáticos.
Citamos 50 blogueiras negras, de pele mais clara até as mais retintas, mestiças ou não, que falam sobre moda, cuidado com cabelos, maquiagem e afins. 50 mulheres que representavam uma parte de mulheres incríveis que produzem conteúdo na internet.
Com apenas 50, número significativo, algumas ficaram de fora. Por isso, listamos MAIS 51 OUTRAS blogueiras! Mantendo a ideia de que é sempre maravilhoso se identificar com uma influenciadora digital que possui o mesmo tom de pele, tipo de cabelo ou corpo parecido com o seu. Representatividade importa, SIM!
Hoje listamos MAIS 51 blogueiras/influenciadoras digitais negras, indicadas pelos nossos seguidores, para você se inspirar. Dividimos em duas partes.
Na primeira temos as famosas e iniciantes e na segunda, meninas e mulheres com menos de 10 mil seguidores.
Em ‘Totalmente Demais’, Zé Pedro é um homem devotado. Ao casamento com Dorinha (Samantha Schmütz) e ao trabalho na Bastille. A mesma dedicação que oferece à mãe de seus dois filhos, Maria (Juliana Louise) e João (Leonardo Lima Carvalho), ele entrega ao chefe Germano (Humberto Martins).
Apesar de só ter colocado Florival (Aílton Graça) na cadeia até pagar a pensão dos filhos para ficar bem na fita com Fabinho (Daniel Blaco), o filho do patrão, o advogado da empresa de cosméticos tem bom coração. Faz de tudo para agradar à mulher, com quem tem uma relação amorosa e divertida. Fruto da bem-sucedida tabelinha de humoristas formada com Samantha Schmütz, que ele relembra na entrevista abaixo.
Que recordações a novela traz para você?
As minhas lembranças são do alto astral nos bastidores e nas gravações. A gente tinha um ambiente ao mesmo tempo sério e divertido, formamos uma grande família, elenco, direção, produção. Destaco a parceria com a Samantha Schmütz, sempre divertida, e com o Humberto Martins, com quem contracenei muito. Minha família fazia a maior zona na casa da Carol (Juliana Paes).
Que lugar ‘Totalmente Demais’ ocupa na sua carreira?
Foi a minha primeira e única novela até hoje, com um elenco de primeira e o desafio de apresentar um outro tom de humor me levaram a aceitar o convite. Foi muito legal experimentar um humor mais realista. O “Casseta & Planeta, Urgente!” tem um tom mais exagerado, sobretudo nos personagens. Na novela, tive que baixar a bola, trabalhar numa frequência mais sutil. Foi muito legal a experiência.
Fale do perfil do seu personagem…
Zé Pedro faz contraponto à sua mulher, Dorinha (Samantha), é um advogado sério, mas o público esperava por um momento em que ele se revelaria um picareta, o que não aconteceu. Me diverti com a expectativa dos fãs, causada pela imagem criada pelo Casseta & Planeta. Ali, ao contrário do que se costuma ver, um negro pode ser o advogado de uma grande empresa, caso do meu Zé Pedro. A novela mostra um pouco da vida no subúrbio (núcleo de Curicica), do sufoco dos moradores de rua na Lapa, ao mesmo tempo em que expõe o glamour do mundo da moda e da Barra da Tijuca. A melhor forma de combater o racismo estrutural é mostrando que é possível escalar negros para outros papéis, além dos clássicos bandido-traficante-policial.
Como está sua rotina durante a pandemia?
É uma situação estranha. Ficamos todos presos em casa, as ruas estão desertas, sinto falta do meu esporte, que é a natação de águas abertas. Acordar todo dia na mesma dá a sensação de “Dia da Marmota”, como vive o Bill Murray no filme “Feitiço do Tempo”. Mas não tenho do que reclamar. Tenho o privilégio de morar numa casa ampla e confortável. Minha família está toda bem instalada. Estou preocupado com as mães das favelas, que sabem da importância do confinamento, enquanto não sabem como vai ser o dia de amanhã.