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Conferência Enegrecer: Brasil sedia evento internacional de teologia negra para debater justiça racial no cristianismo

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Foto: Reprodução/Instagram

Depois de 20 anos, o Brasil volta a receber a Conferência Enegrecer, evento internacional de teologia negra, que reunirá pensadores, teólogos e lideranças negras do país, das Américas e de África. Com inscrições abertas desde o dia 24 de março, o evento gratuito ocorrerá entre 18 e 21 de junho na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, e promete fortalecer o diálogo sobre justiça racial e social no meio cristão.

Promovida pelo Movimento Negro Evangélico do Brasil, a conferência tem como tema: “Negritudes para a igreja do amanhã” e abordará temas como a resistência negra na tradição protestante e os desafios do cristianismo diante das desigualdades raciais. A programação inclui painéis, oficinas e mesas redondas com participantes de países como Angola, Estados Unidos, Colômbia, África do Sul e Cuba.

Entre os destaques estão Bronson Eliott e Tiffany Roberts, líderes da Igreja Batista Ebenezer (a mesma de Martin Luther King); René August, reverenda sul-africana da Igreja Anglicana que atuou com o arcebispo Desmond Tutu; e Maricel Mena Lopez, primeira mulher negra doutora em teologia na América Latina.

Para Jackson Augusto, coordenador nacional do Movimento Negro Evangélico, o evento é um marco: “Este encontro é fundamental para que a comunidade negra evangélica compreenda que a negritude também é um direito nosso. Falar contra o racismo deve ser um compromisso radical do evangelho.”

A iniciativa busca fortalecer redes de colaboração e impulsionar produções acadêmicas e pastorais a partir de uma perspectiva negra e periférica. As vagas são limitadas, e as inscrições podem ser feitas no site oficial: Sympla/Conferência Enegrecer.

Clareadores de pele causam danos irreversíveis e crescimento do mercado no continente africano preocupa

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Foto: Reprodução/Freepik

Mesmo apresentando graves riscos à saúde e reforçando padrões de beleza discriminatórios que exaltam peles mais claras e brancas, o mercado de clareadores de pele avança em países africanos, especialmente na Nigéria, onde 77% das mulheres usam esses produtos regularmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O setor prevê uma crescimento econômico que deve atingir US$ 15,7 bilhões até 2030, o que preocupa especialistas.

A Agência Nacional de Administração e Controle de Alimentos e Medicamentos da Nigéria (Nafdac) declarou emergência sanitária em 2023. O país lidera o consumo de clareadores no continente seguida por Congo-Brazzaville (66%), Senegal (50%) e Gana (39%), África do Sul (32%), Zimbábue (31,15%) e Mali (25%). A demanda é alimentada pela crença de que a pele clara traz vantagens sociais e profissionais, uma herança de padrões coloniais. No entanto, os danos causados por esses produtos são cada vez mais evidentes. Muitos cremes contêm hidroquinona, corticosteroides ou mercúrio — substâncias que, em excesso, causam dermatite, danos renais e até envenenamento. A pele clareada também fica mais fina, dificultando a cicatrização, alerta a OMS.

Com a intenção de proteger seus filhos de discriminação, inclusive de familiares, muitas mães estão clareando a pele dos filhos ainda bebês. “Muitas pessoas não percebem o quão perigosa essa prática tem sido. Tivemos vários casos de recém-nascidos sendo clareados pelos pais porque eles não queriam que as crianças fossem escuras”, explicou a dermatologista estética Dra. Vivian Oputa, em entrevista para o NPR.

Dados da OMS revelam que 77% das mulheres nigerianas já usaram clareadores de pele – o maior índice da África, onde a média é de 27,1%. Embora menos comum entre homens, a indústria registra aumento progressivo desse público. Na cidade nigeriana de Kano, vendedores misturam ingredientes sem controle, oferecendo fórmulas “potentes” com doses altas de ácido kójico e outros componentes proibidos para menores.

Torcedor argentino imita macaco em jogo contra Brasil pelas Eliminatórias da Copa

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Imagem: Reprodução

A goleada da Argentina por 4 a 1 sobre o Brasil, na última terça-feira (25), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, foi marcada por mais um caso de racismo no futebol sul-americano. Em vídeo publicado pelo jornalista Tomer Savoia no Instagram, um torcedor da seleção argentina aparece imitando um macaco em direção ao setor da torcida brasileira no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Um dia antes do clássico, a Associação do Futebol Argentino (AFA) havia divulgado uma mensagem contra o racismo em suas redes sociais, direcionada “a todos os torcedores de futebol e a toda a sociedade em seu conjunto”. O alerta tinha como objetivo conscientizar, principalmente os presentes no jogo, para evitar ataques preconceituosos contra brasileiros, sejam jogadores ou torcedores.

A Conmebol convocou embaixadores e representantes das federações dos dez países sul-americanos para uma reunião nesta quinta-feira (27). O objetivo é debater medidas contra manifestações de racismo, discriminação e violência no futebol continental. O encontro ocorre após a declaração polêmica do presidente da entidade, Alejandro Domínguez, que gerou revolta no Brasil. Durante o sorteio da Libertadores e da Sul-Americana, Domínguez fez um discurso em português condenando o racismo, mas, em seguida, usou uma analogia infeliz ao ser questionado sobre como seria uma Libertadores sem clubes brasileiros – após a sugestão de boicote feita pela presidente do Palmeiras, Leila Pereira: “Isso seria como Tarzan sem Chita. Impossível”, disse, referindo-se ao macaco que acompanhava o personagem nas telas. A fala foi criticada por reforçar estereótipos racistas.

Em Salvador, Terreiro do Bogum recebe rodas de conversas sobre saúde mental no candomblé e acolhimento

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Fotos: Divulgação

O Zoogodò Bogum Malè Rundò, um dos terreiros de Candomblé mais tradicionais de Salvador, abre suas portas no próximo sábado (29), a partir das 10h, para mais uma etapa do ciclo educativo do Projeto Okàn Dúdù. O encontro contará com duas rodas de conversa, abordando temas essenciais: saúde mental no Candomblé e o acolhimento aos yawò.

Idealizado por Laísa Gabriela de Sousa, o projeto nasce do compromisso de fortalecer os laços dentro da comunidade de axé, criando um espaço de escuta, troca de saberes e valorização das tradições afro-brasileiras.

Com raízes no século XIX, o Terreiro Bogum, liderado por Naadoji Índia Mello, é um dos principais pilares da nação Jeje-Mahi e um bastião da preservação da cultura e espiritualidade negra.

“O Okàn Dúdù tem criado caminhos para discussões sobre temas essenciais para a nossa comunidade, como acolhimento, combate ao racismo religioso, coletividade e pertencimento”, destaca Laísa Gabriela.

Ao longo de seu ciclo educativo, o Okàn Dúdù promoveu sete rodas de conversa, conectando diferentes gerações em um intercâmbio vivo de experiências e conhecimentos. Agora, o projeto se prepara para ampliar seu impacto, com a produção de um documentário e palestras em escolas, levando essas reflexões para outros espaços da sociedade.

“Nossa história é marcada pela resistência e pela força dos nossos ancestrais. O Okàn Dúdù vem para fortalecer essa caminhada, trazendo reflexões e conexões fundamentais para a nossa existência e continuidade”, ressalta a idealizadora.

O encerramento da programação será ao som do Grupo Porrada de Couro, a partir das 16h. O evento está sujeito à lotação, respeitando a capacidade do terreiro.

SERVIÇO
O quê:
Roda de conversa do projeto Okàn Dúdú
Quando: 29 de Março de 2025 às 10h
Onde: Zoogodò Bogum Malè Rundò (Engenho Velho da Federação)
Entrada: Gratuita

Processo contra torcedores por insultos racistas a Vini Jr. é arquivado na Espanha

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Foto: Reprodução/Instagram

O Ministério Público da Espanha solicitou o arquivamento do processo contra dois torcedores que proferiram insultos racistas a Vini Jr. durante uma partida entre Real Madrid e Barcelona, no Estádio Olímpico Lluís Companys, em Barcelona, em de outubro de 2023. A informação foi divulgada pelo jornal Marca nesta segunda-feira, 25 de março.

A Promotoria de Crimes e Ódio de Barcelona concluiu que não havia provas suficientes para comprovar que as expressões direcionadas ao atacante brasileiro tinham caráter racial.

Durante a investigação, foram utilizadas imagens do estádio para identificar os responsáveis pelos cânticos. Um dos suspeitos era menor de 18 anos e teve o caso tratado separadamente. Todos os envolvidos negaram as acusações. O processo também se baseou em testemunhos e no depoimento de Vini Jr. à Justiça, ocorrido em 23 de janeiro deste ano.

Embora o Ministério Público tenha arquivado o caso, o episódio foi encaminhado ao Gabinete para a Igualdade de Tratamento e Não Discriminação, que pode iniciar procedimentos disciplinares, resultando em possíveis sanções administrativas.

Nath Finanças celebra formatura da mãe na faculdade: “Pausou seus estudos pra eu poder seguir os meus”

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Fotos: Reprodução/Instagram

A influenciadora Nath Finanças emocionou seus seguidores ao compartilhar no Instagram, nesta segunda-feira (25), a alegria de ver sua mãe, Ana, concluir a graduação em Sistemas de Informação aos 52 anos. Na publicação, Nath relembrou a trajetória de apoio e dedicação da mãe, que chegou a pausar os próprios estudos para priorizar a educação dos filhos.

“Há uns 5 anos, minha mãe tava nesse mesmo lugar comigo, comemorando mais uma etapa concluída: minha formatura em Administração de Empresas. Agora, 5 anos depois, tô aqui vendo ela se formar aos 52 anos em Sistemas de Informação”, iniciou o texto acompanhado das fotos de formatura de cada uma.

Nath também destacou que a o papel fundamental da mãe em sua trajetória profissional, quando ela gravava os vídeos na casa dela, e foi a primeira pessoa a acreditar no seu trabalho. “Você me emprestava o celular, assistia tudo antes de eu postar, dava palpite, torcia, vibrava. Abriu mão dos seus sonhos pra realizar os meus e os do meu irmão. Pausou seus estudos pra eu poder seguir os meus e me formar”, contou.

Com uma relação marcada por apoio e amor, Nath ressaltou também a conexão espiritual entre as duas. “Te ver realizando esse sonho hoje é o mínimo que eu poderia retribuir diante de tudo o que você fez e faz por mim. Você sempre foi meu colo nos momentos mais difíceis… e isso é muito coisa de filha de Oxum mesmo: acolher, abraçar, proteger e amar quem ama. Não é por acaso que eu sou sua filha e também sou filha de Oxóssi“.

“Vem aí mais uma mulher incrível mandando ver na área de tecnologia!”, concluiu Nath, brincando com um possível novo nome para a mãe: “EU TE AMO, Ana Finanças ou Ana Informanças”.

“O Bixiga é Nosso!”: Documentário retrata luta para preservar história negra em SP

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Foto: Olé Produções

Em 2022, durante as escavações para a expansão do metrô na Praça 14 Bis, arqueólogos descobriram vestígios do Quilombo Saracura, o primeiro quilombo urbano reconhecido no estado. Mas a descoberta logo se viu ameaçada pelo esquecimento e a comunidade negra entrou em cena para impedir mais um apagamento da história negra na cidade. Essa luta será exibida no documentário “O Bixiga é Nosso!”, dirigido por Rubens Crispim Jr.

O filme chega às telas de São Paulo entre os dias 3 e 9 de abril de 2025, com exibição no Espaço Petrobras de Cinema (Rua Augusta, 1.475). Antes disso, acontecerá uma pré-estreia especial no dia 31 de março, às 19h, com ingressos gratuitos.

Desde os anos 1980, o bem-sucedido processo de tombamento patrimonial que preserva a história arquitetônica do bairro do Bixiga, encontra-se em risco constante, mas segue defendido por sua comunidade. A região abriga marcos históricos como o Teatro Oficina, a mais antiga companhia de teatro em atividade no Brasil, que há quatro décadas luta pela preservação de sua sede e de um terreno vizinho onde um rio subterrâneo de água potável corre a menos de quatro metros da superfície.

Foto: Olé Produções

Mas em 2022, quando as obras do metrô revelaram vestígios do Quilombo Saracura, a população negra do bairro e seus aliados, se mobilizou para garantir que essa memória não fosse apagada.

“‘O Bixiga é nosso!’ joga luz em diversos grupos de resistência articulada no território do Bixiga. Acredito que esses movimentos sirvam como estímulo e ensinamento para diversos outros grupos espalhados pela cidade e pelo país. O Bixiga precisa ser estudado!”, diz o diretor.

A produção teve sua première no 13ª Mostra Ecofalante de Cinema, de onde saiu com prêmio concedido pelo público, e traz depoimentos de ativistas, historiadores e moradores da região. A obra inclui a participação de integrantes de movimentos populares como o Teatro Oficina, Mobiliza Saracura Vai Vai, Bloco Afro Ilu Oba de Min, GRCSES Vai Vai, CCBIX, Casa Mestre Ananias, Portal do Bixiga e Museu do Bixiga.

Serviço

“O Bixiga é Nosso!” | 2024 | 73 min | Documentário | Livre

Estreia em São Paulo (SP): de 3 a 9 de abril de 2025

Onde: Espaço Petrobras de Cinema (Rua Augusta, 1.475 – Consolação)

Pré-estreia: 31 de março (seg), às 19h, no Espaço Petrobras de Cinema | entrada franca

STF forma maioria para condenar Zambelli por porte ilegal de arma e perseguição contra jornalista negro

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Foto: Valor Econômico

O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo contra um jornalista negro nas eleições de 2022.

Apesar do pedido de vista do ministro Nunes Marques, que interrompeu o julgamento virtual nesta segunda-feira (25), o ministro Dias Toffoli antecipou seu voto e acompanhou o relator, Gilmar Mendes. Para o relator, recorrer a uma reação armada diante de ofensas não encontra respaldo no Estado Democrático de Direito.

Com isso, o placar parcial no STF é de 6 votos a 0 pela condenação da parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Os ministros que votaram até agora também defenderam a perda do mandato em razão da condenação criminal.

Já votaram Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, todos seguindo o entendimento do relator. Ainda faltam os votos de cinco ministros.

Em entrevista ao Metrópoles, a vítima Luan Araújo, relatou que após o ocorrido em 2022, precisou de uma rede apoio. “Meus amigos também foram importantíssimos nesse processo, pois eu sofro de depressão e tomo remédios controlados diariamente, além de ter acompanhamento psicológico (…). No geral, eu tento conviver com o trauma”.

Em 2024, o jornalista ainda foi condenado em primeira instância por difamação contra a deputada, por afirmar em um texto publicado que Zambelli mantinha uma “seita de doentes de extrema direita que a seguem incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”, e que a parlamentar integra a “extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.

Luan relata que após tudo o que ocorreu virou alvo de apoiadores da deputada federal, e ainda se sente perseguido. “Apesar de ter essa rede de apoio, sei que muita gente quer me ver mal e até preso. Mas prefiro abstrair e viver minha vida tranquilamente”. Por esta razão, o jornalista parou de falar em público e as respostas à imprensa passam pelo seu advogado Renan Bohrus. “Ele já foi processado por difamação, não queremos que aconteça novamente”, explicou a defesa.

Com a decisão judicial, o texto de Luan foi retirado do ar, mas o jornalista aguarda pelo julgamento dos recursos. “Espero que as outras instâncias reparem esse erro”, diz.

2ª Marcha Transmasculina de SP ocupa centro da cidade neste domingo em luta por direitos e visibilidade

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Foto: Reprodução/ Maru Girotto

A capital paulista recebe no próximo domingo (30) a 2ª Marcha Transmasculina de São Paulo, ato político e cultural que visa ampliar a visibilidade e a luta por direitos fundamentais da população transmasculina no Brasil. Com o tema “Transmasculines na linha de frente: Nossa luta é por trabalho, moradia, saúde, educação e dignidade”, a mobilização terá início às 12h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), e seguirá em marcha até a Praça Dom José Gaspar, no centro da cidade.

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades – Núcleo São Paulo (IBRAT-SP), a marcha contará com apresentações culturais, oficinas, ações de saúde e momentos de fala que trarão reflexões sobre a realidade da população transmasculina no país. A marcha foi planejada de forma coletiva: no dia 9 de fevereiro, uma assembleia popular reuniu mais de 100 pessoas para definir as pautas prioritárias do evento, garantindo que as demandas do movimento sejam representadas por quem vive a realidade transmasculina no cotidiano.

“Ser transmasculino no Brasil é existir apesar de um CIStema que nos nega. Mas nós recusamos o apagamento. A Marcha é nosso grito coletivo, nossa afirmação de vida, cultura e resistência”, afirma Ravi Spreizner, vice-coordenador geral do IBRAT-SP. “Estamos aqui, organizados e em movimento, porque nossa existência é inegociável, e a cidade vai nos ver, nos ouvir e sentir nossa força.”

A primeira edição da marcha, realizada em 2024, representou um marco na história do movimento trans no país. Segundo dados da Polícia Militar e da CET, mais de 10 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista para reivindicar visibilidade e direitos. Em 2025, o ato reforça a luta por políticas públicas essenciais, como acesso à saúde, trabalho digno, moradia e educação. A expectativa é que a segunda edição supere o número de participantes e pressione o poder público por avanços concretos.

‘Black Nile’: Designer cria aplicativo e conecta mais de 3 mil empreendedores negros a consumidores

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Foto: Reprodução/Dacia Petrie

Enquanto grandes varejistas, como Amazon, Target e Walmart, reduzem iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) nos Estados Unidos, consumidores buscam formas de fortalecer pequenos negócios de propriedade de negros. Foi nesse contexto que a designer de interface Dacia Petrie criou o Black Nile, um aplicativo que reúne empresas e serviços de empreendedores negros em uma única plataforma.

Lançado como uma resposta à demanda por ferramentas mais eficientes de apoio a esses negócios, o Black Nile já lista mais de 3.000 empresas em mais de 40 categorias, incluindo moda, beleza, gastronomia, turismo e produtos infantis. A proposta, segundo Petrie, é oferecer uma experiência intuitiva, diferentemente de diretórios tradicionais, que muitas vezes não são otimizados para mobile.

“Vi alguém nos comentários pedindo uma ‘Amazon Negra’. Irmã, eu vou segurar sua mão quando disser: isso não é a Amazon. É o Black Nile”, brincou ela sobre o nome do app, que faz referência ao rio Nilo, maior rio do mundo em extensão, que percorre 11 países africanos, nasce em Ruanda e na Etiópia, e deságua no Mar Mediterrâneo, no Egito. O rio é visto como símbolo histórico de prosperidade.

@daciapetrie What are you afraid to let go of? I be making these for my myself & my future kids, but it might help someone. #christiantiktok #jesus #jesusisking #relationships #advice ♬ MILLION DOLLAR BABY – Tommy Richman

Integrado ao Google Maps, o aplicativo permite localizar estabelecimentos físicos próximos e traçar rotas. Os usuários também podem avaliar os serviços após as compras. “Criei isso para tornar o apoio a negócios negros o mais fácil possível”, explicou Dacia Petrie, que usou sua experiência em design para priorizar a usabilidade.

A iniciativa surge em um momento de recuo corporativo em políticas de DEI nos EUA. Um relatório de 2023 do Instituto McKinsey mostrou que investimentos em diversidade caíram 18% entre grandes empresas no último ano — tendência que, para Petrie, reforça a necessidade de soluções independentes.

Disponível para iOS e Android, o Black Nile não cobra taxas das empresas cadastradas. A renda vem de doações e futuras parcerias, segundo a criadora. “É sobre dar visibilidade e conexão”, resume.

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