Terrence Howard, conhecido por papéis na série ‘Empire’ e no filme ‘Homem de Ferro’, recusou interpretar o cantor Marvin Gaye em uma cinebiografia porque não queria beijar outro homem, revelou recentemente em uma entrevista ao podcast Club Random, apresentado por Bill Maher.
Segundo o ator, ele estava negociando interpretar o artista quando desistiu porque descobriu sobre a sexualidade do cantor que seria abordada no filme. “Eu estava na casa do [produtor] Quincy Jones e perguntei para ele: ‘Estou ouvindo rumores que Marvin era gay. Ele era Gay?’. E Quincy respondeu: ‘Sim’.”
“Quer dizer que você não conseguiria beijar um homem nas telonas?”, questionou Maher. Howard respondeu: “Não, porque eu não finjo”. E completou: “Eu não conseguiria beijar um homem também”. E continuou: “Isso iria acabar comigo. Eu arrancaria meus lábios fora. Se eu beijasse um homem, eu arrancaria meus lábios fora”.
Marvin Gaye (Foto: Divulgação)
Apesar das críticas nas redes sociais, o ator nega homofobia. “Não querer beijar um homem não me torna homofóbico. Só não posso interpretar algo que não entendo. Não consigo me render completamente a esse lugar”.
Marvin Gaye, um dos maiores nomes da soul music, nunca falou publicamente sobre sua sexualidade. O cantor foi casado duas vezes e teve três filhos. Ele morreu em 1984, aos 44 anos, assassinado pelo próprio pai, e deixou clássicos como “Let’s Get It On” e “Sexual Healing”.
Comandado pelo chef proprietário Andre James, foi a vez do restaurante Jerky’s, especializado em comida caribenha, receber o chef Erick Jacquin no episódio final da quarta temporada de ‘Pesadelo na Cozinha’, disponível na Max.
Localizado na região central de São Paulo, o restaurante apresentava desafios similares a muitos outros estabelecimentos relacionados à organização, mas a equipe, composta apenas por funcionários negros, conquistou o público no reality show pela simpatia e bom atendimento. Quem já era cliente do Jerky’s, também afirma que a comida é uma delícia.
“O melhor episódio até agora! Os funcionários todos alegres fechados com o dono, muito bom!”, escreveu um internauta no Instagram. “Que equipe maravilhosa, episódio sensacional!! Ri muito com a Savanna, amei ela”, comentou uma fã sobre uma das atendentes que viralizou nas redes sociais por improvisar um rap em brincadeira com o chef James. As atendentes Cora, Kay e o cozinheiro Diego, também impressionaram o público.
“Quem nunca foi no Jerky’s não sabe que é um ótimo restaurante apesar dos pontos a melhorar, não dá pra julgar por um episódio de televisão”, afirmou um cliente. “Nunca senti tanta vontade de ir num restaurante igual senti com esse pessoal”, disse outro.
A Globo anunciou, em seu Relatório ESG 2024, a meta de que, até 2030, pelo menos 50% das novas contratações sejam de mulheres e profissionais negros. O documento, divulgado nesta quarta-feira (30), detalha as estratégias da empresa para ampliar a diversidade em seus quadros e em suas produções, além de reduzir impactos ambientais, como o uso de energia renovável e a diminuição de emissões de carbono.
A empresa, que responde por 37% do consumo de vídeo no Brasil, segundo dados do próprio relatório, já vem adotando medidas nessa direção. Em 2024, lançou seu primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras e com deficiência, que recebeu 15 mil inscrições. O relatório mostra ainda que 81% dos colaboradores recrutados pela empresa são de grupos sub-representados (negros, mulheres, população LGBTQIA+ e pessoas com deficiência), os dados mostram que houve o recrutamento de 53% de mulheres e de 45% de pessoas negras.
A busca por maior representatividade se estende também aos conteúdos produzidos pela emissora. Nas recentes novelas “Volta por Cima” e “Renascer”, 40% dos atores eram negros, enquanto no BBB 24 metade dos participantes eram mulheres e mais de 40% se declararam negros. A Globo também tem investido em produções que abordam temas sociais relevantes, como a série “Falas”, que discutiu questões como racismo, anticapacitismo e a trajetória das mulheres negras na sociedade brasileira.
O relatório mostra que a meta para 2030 é de que a empresa tenha “participação de pelo menos 80% da liderança, incluindo áreas de conteúdo (estúdios, jornalismo e esporte), nos treinamentos de diversidade e inclusão e de compliance“. Em 2024, 86% da liderança foi treinada em temas de diversidade e inclusão e 96% em compliance.
Além das iniciativas voltadas para diversidade e meio ambiente, a Globo revisou em 2024 seus chamados “temas materiais”, realinhando prioridades para se manter aderente às melhores práticas de ESG do mercado.
A rapper Megan Thee Stallion revelou que seus planos vão além da música: ela está entrando no ramo alimentício, investindo como franqueada da rede de fast-food Popeyes. Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, a cantora apareceu visitando o canteiro de obras de seu futuro restaurante, que ainda não tem data para inauguração.
“Ok, então hoje vamos visitar meu Popeyes antes da inauguração”, escreveu. “MEU PRÓPRIO @popeyes ESTÁ ABRINDO NESTE VERÃO, GOSTOSAS 🔥🔥🔥🔥 Acabei de visitar meu local enquanto ela ainda é só ossos ❤️🔥🐔 Este está prestes a ser O PEQUENO Popeyes”, destacou ela na publicação.
O post feito pela artista e empresária também marcou o retorno da “Hottie Sauce”, molho criado em 2021 em uma colaboração entre a artista e a rede de frango frito. Na época, a parceria incluiu produtos de edição limitada e uma doação de seis dígitos para a organização Houston Random Acts of Kindness. “Agradeço o compromisso do Popeyes com o empoderamento de mulheres negras e estou ansiosa para abrir os restaurantes”, afirmou Megan na época do lançamento. “A parceria é um marco na minha jornada como empreendedora. Sempre fui fã da marca e estou muito feliz com essa oportunidade.”
Bruno Cardinali, então diretor de marketing do Popeyes, destacou a identificação entre a marca e a rapper: “Temos muito em comum — desde nossas raízes sulistas até o amor por sabores apimentados. Megan incorpora a personalidade alegre e generosa que abraçamos em nossa herança.”
Ainda não há data confirmada para a abertura do restaurante. Enquanto isso, os fãs aguardam novidades sobre o empreendimento e possíveis lançamentos musicais da artista.
A cantora e atriz Linn da Quebrada anunciou na última segunda-feira (28) que retomará sua agenda de shows após uma pausa para cuidar da saúde mental. Em publicação no Instagram, ela compartilhou um vídeo ensaiando “Cobra Rasteira”, música lançada em 2021, e confirmou apresentações nos dias 10 e 11 de maio no Sesc 14 Bis, em São Paulo. Ainda na manhã desta quarta (30), a artista celebrou que os ingressos online estavam esgotados para os dois dias de show.
“Já esgotou os dois dias de shows no SESC 14 BIS. Será que elas vão querer BIS, gente? Elas querem mais? Que presentão lindo de Dia das Mães vocês me deram”, brincou. “Eu estou muito feliz. Eu estou muito ansiosa. Eu estou com um friozinho da barriga que fazia tempo que eu não sentia. Como vocês viram, a banda está diferente. O show vai estar diferente. Eu estou diferente. Eu estou outra. Eu estou na minha melhor versão, mas faz muito tempo que eu não volto ao palco. Que eu não me encontro com vocês, mas como diz a canção, eu vou, mas eu volto. Então eu estou voltando, estou voltando com tudo e estou muito entusiasmada”.
Em março, Linn da Quebrada havia interrompido suas atividades profissionais para tratar um quadro de depressão e abuso de substâncias, conforme comunicado de sua assessoria. Em abril de 2024, a artista já havia anunciado uma pausa na carreira pelo mesmo motivo, com sua equipe pedindo respeito ao processo de recuperação.
Além da música, Linn estreou no cinema este ano ao lado de Fernanda Montenegro no filme Vitória, no qual interpreta Bibiana. O longa tem sido elogiado pela crítica e pelo público.
Serviço Shows de Linn da Quebrada Quando: 10 e 11 de maio Onde: Sesc 14 Bis (São Paulo)
“Quem deve ser vigiado? Quem tem a bolsa revistada e quem não? Eles não estão nos manuais, não aparecem nos treinamentos, mas agem nas entrelinhas de cada experiência de compra”, disse o ator, diretor e escritor Lázaro Ramos, em uma fala impactante durante o evento de lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, realizado no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). O documento, que nasceu da parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), e a rede global de advogadas negras Black Sisters in Law, com dez normas sem validade jurídica, mas com efeito moral.
Lázaro Ramos compartilhou uma vivência comum entre os consumidores negros. “O que mais chama atenção é o olhar, aquele olhar de desprezo. Ou às vezes você chama um vendedor para te ajudar e ele não vem. O segurança alto na entrada da loja abre a porta antes mesmo de eu alcançar a maçaneta, recebendo-me sem qualquer amistosidade e marcando presença de maneira quase intimidadora”.
E completa: “Há um acompanhamento quase constante, como uma segunda sombra e um olhar vigilante durante o manuseio dos produtos, o que inevitavelmente me faz sentir desconfortável e cercada ao tentar fazer uma simples compra, me fazendo calcular cada movimento a fim de evitar um possível mal entendido”, desabafou.
O “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro” surgiu como resposta a uma pesquisa encomendada pela L’Oréal em 2024, “Racismo no Varejo de Beleza de Luxo”, que identificou 21 práticas discriminatórias contra consumidores negros. Entre elas, a revista de bolsas sem justificativa (18% dos entrevistados relatam ter passado por isso), a demora no atendimento (69% dizem ter sido questionados sobre poder de compra) e a falta de produtos para tonalidades de pele e tipos de cabelo negro.
O código inclui diretrizes como: Capacitação antirracista: Treinamento obrigatório para funcionários em letramento racial; Prontidão no atendimento: Reparar a lógica excludente que ignora consumidores negros; Garantia de livre acesso: Vedação a barreiras físicas ou simbólicas que restrinjam circulação; Regras para revistas: Só permitidas com provas inequívocas, não com base em estereótipos; Estoque inclusivo: Disponibilidade de produtos para pele e cabelos negros.
A atriz Ayla Gabriela foi anunciada nesta terça-feira (29) como a nova atriz que irá interpretar a protagonista do filme‘Geni e o Zepelim’, a primeira adaptação cinematográfica da clássica canção homônima de Chico Buarque. Ela assume o papel após Thainá Duarte desistir de viver a Geni, em meio as críticas sobre “transfake” — quando artistas cis interpretam papéis de pessoas trans. O longa também traz Seu Jorge como comandante Zepelim.
‘Geni e o Zepelim’ marca a estreia de Ayla como protagonista em longa-metragem. A atriz já protagonizou o curta “Pássaro Memória” (2023), selecionado para diversos festivais nacionais e internacionais. Dirigiu e atuou no curta “A corpa fala” (2020), e integrou o elenco de “Santo” (2023) e de “Girassóis” (2024). Em 2025, protagonizou o curta-metragem “Defesa Pura”.
Segundo a sinopse oficial, “o longa narra a história de Geni, prostituta de uma cidade ribeirinha, localizada no coração da floresta amazônica. Amada pelos desvalidos e odiada pela sociedade local, ela vê sua cidade sendo invadida por tropas lideradas por um tirano, conhecido como Comandante, que chega voando em um imponente zepelim, com um verdadeiro projeto de poder predatório para a região. Ele obriga todos a fugirem rio adentro, onde acabam presos. Porém, quando o Comandante vê Geni, ela percebe que talvez ainda haja uma chance de virar o jogo”.
Com direção e roteiro de Anna Muylaert e produzido por Iafa Britz, ‘Geni e o Zepelim’ começa a ser rodado na próxima semana na Amazônia.
Pela primeira vez a personagem Geni ganha uma história exclusiva nos cinemas, livremente inspirada na canção homônima composta há cerca de 50 anos. Ao longo do tempo, a música conquistou diversas gerações, e recebeu várias interpretações no campo das artes. O nome Geni virou adjetivo para se referir a pessoas que sofrem recorrente humilhação pública, e agora a personagem terá a chance de um novo final.
“A proposta ao Chico Buarque foi de fazer uma adaptação cinematográfica da música dando um novo fim a Geni. Afinal, há quase 50 anos jogam pedra nela. Esse novo destino a Geni nos traz grande motivação e sentido.”, conta a produtora Iafa Britz.
O filme utiliza a mesma referência que o cantor usou para compor a música: o conto “Bola de Sebo”, do escritor francês Guy de Maupassant, que narra a história de uma prostituta fugindo da guerra franco-prussiana. “Ao ler o conto ‘Bola de Sebo’, vi que a letra da música tinha uma guerra embutida em seus versos. Não é usada a palavra guerra mas há um zepelim com dois mil canhões! E na adaptação, resolvi ambientar a história nas disputas por terras que ocorrem de forma indiscriminada na região amazônica”, explica a diretora Anna Muylaert. As filmagens ocorrem na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, durante dois meses.
Humberto Morais vive um marco em sua carreira: sua estreia na TV Globo e ainda encara o papel de protagonista na nova trama das 19h, Dona de Mim. O ator interpreta Marlon, um lutador de kickboxing que sonha em ingressar na polícia para “mudar o mundo”. O personagem carrega no passado a dor de ter perdido a filha com a ex-noiva, Leona (Clara Moneke), e encontra no esporte e no amor de Bárbara (Giovana Cordeiro) a força para seguir em frente.
Formado em artes cênicas e com passagem pelo teatro, Morais já havia chamado atenção como o médico Ícaro na série Sutura, no streaming, e como o personagem Formiga, na novela infantil, Poliana Moça. Após testes, conquistou o papel na nova novela da Globo.
Nas redes sociais, onde soma mais de 39 mil seguidores, o ator compartilha sua rotina de exercícios — preparo essencial para viver um lutador. “Marlon é obstinado, sonhador, corajoso, justo, imprudente e um pouquinho arrogante, mas só pelos motivos que ele acredita serem os certos. Ele faria qualquer coisa por sua família”, define Morais.
Na trama, o personagem cresceu em São Cristóvão ao lado dos pais, Jussara (Vilma Melo) e Luisão (Adélio Lima), e da irmã, Dara (Cecília Chancez). Após a separação de Leona, ele encontra no kickboxing uma forma de superação e conhece Bárbara (Giovana Cordeiro), sua atual namorada e companheira de ringue. O conflito surge quando ela planeja treinar no exterior, um futuro que não se alinha com os planos de Marlom.
A novela promete explorar temas como resiliência, fé e justiça, com o ator trazendo um protagonista que terá dilemas complexos para lidar ao longo da história.
“Estética não é desligada da política.” Aos 78 anos, a escritora e intelectual Conceição Evaristo refletiu através de memórias da sua juventude, o impacto negativo da ausência de produtos pensados para pessoas negras. “Quando a gente fala de política, está falando também dessa política que nos insere dentro de uma comunidade. Se há uma produção de produtos de beleza, ela vai interferir diretamente na estética das pessoas, naquilo que inclusive se considera como belo”, disse durante o evento de lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, realizado nesta segunda-feira (29) no Rio de Janeiro.
“A minha juventude todinha, mesmo parte da minha maturidade, a gente não tinha produto de beleza. Eu me lembro inclusive de meias, coisas básicas, a gente não tinha um tom de meia que combinasse com a nossa pele. Em 73, quando eu cheguei aqui no Rio de Janeiro, eu não tinha batom que me agradasse”, relembrou.
O relato de Conceição Evaristo reforça um Brasil que ainda lida com as consequências da exclusão racial no mercado de consumo. “A gente faz muito esse elogio da mestiçagem brasileira. Nós sabemos como povo negro que nós nunca fomos considerados como belos. O máximo que a gente foi considerado é exótico. Exótico também é uma classificação que nos colocava à margem da beleza brasileira, principalmente nós mulheres negras”, afirmou.
Para Conceição, “pensar sobre estética ou em em produtos que valorizam o meu tom de pele, o meu tom de cabelo, ultrapassa a um discurso ou uma potencialidade do mercado. Eu acho que isso está diretamente ligado à nossa identidade como brasileiros.”
Ao encerrar sua fala, ela celebrou a juventude negra que hoje se vê e se afirma com orgulho. “Eu fico muito feliz de hoje pensar que tem aí uma juventude que se insere na característica variável que forma a nação brasileira e que tenha essa possibilidade de se sentir belo, se sentir como sujeito constitutivo de uma nação a partir de uma identidade negra.”
Conceição Evaristo foi uma das convidadas do lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, documento resultado de uma parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, e o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), desenvolvido em parceria com a Black Sisters in Law — rede global de advogadas negras —, que apresenta 10 normas sem validade jurídica, mas com “enorme efeito moral”.
“Imaginem um Brasil em que nenhum desses códigos é necessário. Em que consumidores negros são tratados como consumidores”, a pergunta de Lázaro Ramos foi feita na manhã desta terça-feira (29) durante o lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, que aconteceu no Rio de Janeiro. O documento, resultado de uma parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, e o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), desenvolvido em parceria com a Black Sisters in Law — rede global de advogadas negras —, apresenta 10 normas sem validade jurídica, mas com “enorme efeito moral”, nas palavras de Ramos, que é embaixador da marca.
A iniciativa surge como resposta a uma pesquisa encomendada pela L’Oréal em 2024, “Racismo no Varejo de Beleza de Luxo”, que identificou 21 práticas discriminatórias contra consumidores negros. Entre elas, a revista de bolsas sem justificativa (18% dos entrevistados relatam ter passado por isso), a demora no atendimento (69% dizem ter sido questionados sobre poder de compra) e a falta de produtos para tonalidades de pele e tipos de cabelo negro.
O código inclui diretrizes como: Capacitação antirracista: Treinamento obrigatório para funcionários em letramento racial; Prontidão no atendimento: Reparar a lógica excludente que ignora consumidores negros; Garantia de livre acesso: Vedação a barreiras físicas ou simbólicas que restrinjam circulação; Regras para revistas: Só permitidas com provas inequívocas, não com base em estereótipos; Estoque inclusivo: Disponibilidade de produtos para pele e cabelos negros.
“Ela foi uma iniciativa inédita no sentido de romper o silêncio sobre o racismo (…). Não se discutia o racismo dentro do mercado de luxo, e ele existe”, afirmou Bianca Ferreira, Head de Comunicação e Diversidade da L’Oréal Luxo. A obra conta com ilustrações de Mulambö, artista que explora temas como racismo, desigualdade social e a experiência negra na sociedade brasileira.
Dione Assis, fundadora da Black Sisters in Law, destacou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) atual, de 1990, não menciona consumidores negros, mesmo contendo regras que consideram características específicas para determinados consumidores, entre eles crianças, idosos e pessoas com deficiência: “Quando as pessoas me questionam por que a gente precisa estabelecer ou racializar o nosso atual código, é porque as pessoas negras têm uma característica específica que a diferencia na relação de consumo. Isso precisa ser considerado quando da elaboração legislativa”, disse.
De acordo com a advogada, ainda que não tenha validade legal, a proposta é “trazer alguns dispositivos que pudessem causar algum tipo de impacto e mostrar que existe um mercado consumidor negro que precisa ser respeitado, a exemplo de qualquer outro mercado, mas que a lei atual não está se mostrando suficiente para proporcionar isso. E na medida em que o nosso código visa sanar ou reduzir o hiato da vulnerabilidade do consumidor, se nós somos pessoas negras e isso tem afetado a nossa relação de consumo, isso precisa ser sanado”.
Distribuição e apoio Mais de 1.000 exemplares serão enviados a formadores de opinião, CEOs, universidades e entidades do setor. O documento tem apoio do ID_BR, da ALLOS (administradora de shoppings) e da ABPS (Associação Brasileira de Perfumarias Seletivas). “É uma oportunidade de a gente retrazer essa discussão [sobre diversidade] para o núcleo do negócio, quando a gente está falando de beleza, que está sendo diretamente impactado por esses mecanismos de racismo brasileiro. Então faz sentido que todos os negócios estejam também pensando nisso”, afirmou Natália Paiva, Diretora Executiva do MOVER, que destacou a necessidade de aplicação das orientações do código para as organizações.
A iniciativa é uma forma de pressionar o mercado a rever práticas racistas que, em muitos momentos, afastam um grande número de possíveis clientes e consumidores: “A pesquisa mostra que mais de 50% das pessoas negras desistem da compra e não voltam à loja após sofrer discriminação”, afirmou Eduardo Paiva, Head de Diversidade da L’Oréal Brasil.