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Gilberto Gil projeta obras de artista negro na turnê ‘Tempo Rei’

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Foto: Instagram/@barbara.tupinikim

A turnê ‘Tempo Rei’ do Gilberto Gil encerrou a sua passagem em São Paulo no último sábado, 26 de abril. Além da emocionante despedida do cantor revivendo seus grandes sucessos, o público também pôde apreciar as obras, com um azul profundo, que tomaram o telão durante a apresentação de “Refavela”, do artista visual Emerson Rocha, conhecido como Saturno

Logo no início da música, foi exibida a imagem impactante de dois meninos pequenos, com óculos Juliet, segurando uma Espada-de-São-Jorge e uma Rosa. A obra, intitulada Ibeji – Crianças Sagradas, em referência às divindades das religiões de matriz africana, assinada por Saturno, foi escolhida pessoalmente por Gil para compor a estética do show.

Ibeji – Crianças Sagradas (Obra: Saturno)

O convite veio após Saturno assinar a identidade visual do baile Noite da Aclamação, evento beneficente organizado por Léo Santana e Lore Improta, em Salvador. Durante a festa, o artista conheceu Gilberto Gil, homenageado da edição deste ano, e lhe presenteou com a obra Orixá Vivo, um autorretrato do cantor. 

Após alguns dias, a equipe de produção da turnê entrou em contato por e-mail, propondo que Saturno enviasse opções de suas obras para apreciação de Gil. Foram selecionadas seis delas: Orixá Vivo, A Flecha que Aponta o Caminho, Preto, Banho de Mar, Ibeji – Crianças Sagradas e Domingo III.

Saturno e Gilberto Gil na Noite da Aclamação (Foto: Reprodução/Instagram)

“Foi muito bacana ter sido escolhido por ele pra participar desse momento, que é tão relevante e tão potente na carreira de Gil. Ainda parece um pouco surreal pra mim, mas é bastante gratificante enquanto artista visual, enquanto homem preto”, afirma Emerson em entrevista ao GQ Brasil. 

Emerson Rocha, artista, crítico e curador, é famoso por trazer em suas obras representações ancestrais das culturas e religiões de matriz africana, misturado com elementos clássicos da vida e do estilo contemporâneo de jovens periféricos. 

No dia 31 de maio, Gil desembarca no Rio de Janeiro para o próximo show da turnê, que continuará viajando pelo Brasil, que encerrará em 23 de novembro, em Recife (PE).

‘A Próxima Vítima’: a primeira novela a exibir uma família negra de classe média

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Foto: TV Globo

Em celebração ao aniversário de 60 anos da TV Globo, o Mundo Negro relembra a “A Próxima Vítima”, a primeira novela que trouxe no elenco uma família negra de classe média na trama, exibida em 1995 pela emissora.

Escrita por Sílvio de Abreu e exibida no horário nobre da TV Globo, a família Noronha, foi composta pelo contador Cleber (Antônio Pitanga), casado com a secretária Fátima (Zezé Motta). Eles eram pais de Sidney (Norton Nascimento – In Memoriam), gerente de banco, do universitário Jefferson (Lui Mendes), e da estudante Patrícia (Camila Pitanga), que tinha o sonho de se tornar modelo. Sidney namorava Rosângela (Isabel Fillardis), que também trabalha como secretária, e Jefferson namorava Sandrinho (André Gonçalves), um dos primeiros casais gays da dramaturgia.

Zezé Motta e Camila Pitanga (Foto: TV Globo)

Camila Pitanga gravou a novela quando tinha 17 anos, um dos seus primeiros grandes trabalhos na televisão. Ela relembrou a experiência no mês passado, em entrevista ao AdoroCinema.

“Essa novela é muito emblemática em várias camadas. Primeiro no campo afetivo que eu estava contracenando com meu pai. Eu tava contracenando com a Zezé Motta, que vem ser a pessoa que apresentou meu pai e minha mãe, e que eu amo de paixão! Inclusive já fui filha dela em outros trabalhos”, contou.

Família Noronha (Foto: TV Globo)

“A novela tinha vários temas, várias reviravoltas. A questão de quem matou quem. Mas esse era um braço muito caro pro Silvio de Abreu, no sentido de mostrar uma família negra e entender do ponto de vista dele que é um homem branco, como que isso poderia ressoar no país. E é doido assim. Que era um pouco mais complicado do que imaginava. Era uma família preta e que ela tinha problemas com os brancos. Parecia que não existia problema em ser negro na sociedade que a gente vive”, disse.

E completa: “que bom que a vida anda e a gente vai tendo outras camadas, outras leituras, mas é uma novela muito cara, muito significativa no meu trabalho, por todos esses motivos”. 

As tranças da era podcaster de Michelle Obama

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Em sua nova fase como apresentadora do podcast IMO (In My Opinion), Michelle Obama tem combinado conteúdo e imagem com naturalidade e consistência. Ao lado do irmão, Craig Robinson, ela conduz conversas com convidados como Issa Rae, Keke Palmer e Taraji P. Henson, abordando temas como saúde mental, relações familiares e amadurecimento. Mas um outro detalhe tem chamado atenção episódio após episódio: os penteados trançados da ex-primeira-dama.

Michelle aparece com diferentes variações de tranças: rentes ao couro cabeludo, longas, estilizadas em coques duplos, rabos de cavalo ou soltas, mas sempre bem alinhadas à estética que construiu ao longo dos anos — sofisticada, contemporânea e sem excessos. A escolha, que poderia ser apenas funcional diante das gravações semanais, comunica mais do que praticidade: reafirma uma identidade visual negra em um espaço de autoridade e diálogo.

Desde que deixou a Casa Branca, Michelle tem usado a própria imagem de maneira intencional, com sutileza. O uso recorrente de tranças no IMO reforça essa estratégia. Em um ambiente midiático onde o visual ainda é avaliado com critérios desiguais, especialmente para mulheres negras, mantê-las como escolha fixa, mesmo em uma produção de alto padrão, é um gesto de afirmação.

Além da simbologia, os estilos escolhidos também revelam atenção à versatilidade dos penteados afro. Eles acompanham diferentes propostas de roupa, cenário e temas, sem perder a coerência estética. Para além da beleza, Michelle mostra que as tranças podem ocupar lugares de fala, escuta e produção de conhecimento, inclusive na era dos podcasts.

Disponível no Audible, IMO é mais um projeto da Higher Ground, produtora criada por Michelle e Barack Obama, e une conversas profundas com uma comunicação visual sólida. No conjunto, os episódios desenham um retrato atual da ex-primeira-dama: segura, madura e fiel à sua trajetória — inclusive nos detalhes do cabelo.

Jean Paulo Campos repete Yuri, o líder estudantil de ‘Vai na Fé’, agora como advogado em ‘Dona de Mim’

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Foto: Globo/Fábio Rocha

O ator Jean Paulo Campos está de volta ao horário nobre da TV Globo. Ele fará uma participação especial em “Dona de Mim”, próxima novela das sete, revivendo o papel de Yuri, personagem que conquistou o público em “Vai na Fé”, transmitida em 2023. Desta vez, o jovem aparece formado em Direito e atuando como defensor público.

Em um teaser divulgado na última semana, Jean Paulo aparece em uma cena ao lado de L7NNON, que interpreta Ryan. Na sequência, o ator surge de terno e gravata, representando a nova fase do personagem, que deve ajudar Ryan a deixar a cadeia. Em “Vai na Fé”, Yuri era o líder dos bolsistas da faculdade — um jovem extrovertido e talentoso orador, mas tímido quando o assunto era o coração. Ele hesitava em se aproximar de Jenifer (Bella Campos), seu interesse amoroso, e enfrentava dilemas morais na vida política estudantil. Mais tarde, o garoto se envolveu romanticamente com Vini (Guthierry Sotero).

“Dona de Mim” estreia nesta segunda-feira (28), substituindo “Volta por Cima”. A trama, escrita por Rosane Svartman e com direção artística de Allan Fiterman, acompanha a história de Leona (Clara Moneke), uma jovem que vê sua vida mudar ao se tornar babá de Sofia (Elis Cabral), uma menina de sete anos que perdeu a mãe ainda bebê. Criada na casa do pai, Abel (Tony Ramos), Sofia encontra em Leo a figura materna que lhe faltava.

Além do reencontro com Yuri, a novela traz o rapper L7NNON em seu primeiro trabalho como ator. Ele interpreta Ryan, ex-estrela do rap que acabou envolvido no crime e preso justamente quando tentava recomeçar, com um emprego em uma padaria. Sua motivação para mudar foi a gravidez de Kami (Giovanna Lancelotti), por quem é apaixonado. Agora, ele busca sair da cadeia, conhecer o filho Dedé (Lorenzo Reis) e reconquistar seu amor.

Beyoncé estreia turnê “Cowboy Carter” nesta segunda com show em Los Angeles; Fãs brasileiros organizam cobertura ao vivo

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Foto: Julian Dakdouk, Courtesy of Parkwood Entertainment

A tão esperada Cowboy Carter Tour, nova turnê de Beyoncé, baseada em seu álbum homônimo, lançado em março de 2024, estreia nesta segunda-feira (28), no SoFi Stadium, em Los Angeles (EUA). A turnê não possui datas para shows no Brasil, mas fã-clubes brasileiros já se organizam para transmitir momentos da apresentação da diva pop através de suas contas nas redes sociais, como a página de fãs Bey Access.

No Instagram, o perfil anunciou: “Nesta segunda-feira (28/04), acontece o 1º show da Cowboy Carter Tour, e claro, não poderia faltar a nossa tradicional cobertura”. O seguidor @afonsohenriquef será o correspondente oficial, transmitindo os bastidores e o show via stories do @bey.access e @beyonceaccessbr.

Outra página de fãs brasileiros, a BEYHIVE (@beyhivecombr), também fará a cobertura do show e dos bastidores em seu perfil no Instagram e no ‘X’.

Os portões para o público VIP abrem às 19h (horário de Brasília), e o show está previsto para começar às 23h, podendo se estender até 1h da madrugada. A turnê, no entanto, será mais enxuta que a anterior: apenas nove cidades (contra 39 da Renaissance World Tour), sem datas na América Latina. Após Los Angeles, Beyoncé segue para Chicago, Nova Jersey, Londres, Paris, Houston, Washington DC, Atlanta e Las Vegas, onde encerra em 26 de julho.

Lançado como a segunda parte de uma trilogia iniciada com “Renaissance” (2022), “Cowboy Carter” garantiu à artista seu primeiro Grammy de Álbum do Ano em fevereiro, consolidando-a como a maior vencedora da história do prêmio, com 35 estatuetas.

Um teaser divulgado neste domingo (27) nas redes da cantora deu pistas sobre o palco, que, segundo fãs, teria formato de guitarra, com múltiplas passarelas — semelhante à estrutura da turnê anterior.

O que esperar do repertório?

No “Beyoncé Bowl”, show de 14 minutos realizado durante o intervalo do NFL em dezembro, a cantora apresentou faixas como “Texas Hold ‘Em” e “16 Carriages”, mas deixou de fora sucessos como “Ameriican Requiem” e “Tyrant”.

Na Renaissance World Tour, Beyoncé mesclou hits novos e clássicos, como “Crazy in Love” e “Formation”, em apresentações de três horas. Especula-se que o mesmo ocorra na nova turnê.

O “Beyoncé Bowl” está disponível na Netflix para quem quiser aquecer para a Cowboy Carter Tour.

Confira todas as datas:

  • 28/04 a 09/05: Los Angeles (SoFi Stadium)
  • 15/05 a 18/05: Chicago (Soldier Field)
  • 22/05 a 29/05: Nova Jersey (MetLife Stadium)
  • 05/06 a 16/06: Londres (Tottenham Hotspur Stadium)
  • 19/06 a 22/06: Paris (Stade de France)
  • 28/06 a 29/06: Houston (NRG Stadium)
  • 04/07 a 07/07: Washington DC (FedExField)
  • 10/07 a 14/07: Atlanta (Mercedes-Benz Stadium)
  • 25/07 a 26/07: Las Vegas (Allegiant Stadium)

‘Sobrevivendo em Grande Estilo’: série é descrita como um encontro de ‘Insecure’ com ‘And Just Like That’

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Foto: Cortesia da Netflix© 2025

‘Sobrevivendo em Grande Estilo’ tem ganhado o coração da comunidade negra! Há um mês, foi lançada a segunda temporada da série, na Netflix, cocriada por Michelle Buteau e Danielle Sanchez-Witzel, que continua acompanhando a vida de Mavis Beaumont, uma estilista negra e plus size que, depois de um término de relacionamento nada fácil aos 40 anos, precisando se reinventar e sobreviver (com muito humor e altos looks) em Nova York. O site Brit + Co descreve os novos episódios como um encontro de ‘Insecure’ com ‘And Just Like That’.

Protagonizado por Buteau, a série conta com outros grandes nomes no elenco, como Tone Bell (Estados Unidos vs. Billie Holiday), Tasha Smith (Por que eu me casei?), Taylor Selé (Olhos que condenam), Anissa Felix (Pose), Garcelle Beauvais (Um príncipe em Nova York), Jerrie Johnson (Harlem) entre outros.

“Como estamos desenvolvendo não só a Mavis, mas o mundo inteiro. O tema que sempre voltamos foi a evolução. Fazer com que esses personagens alcancem novos patamares românticos, arrisquem suas carreiras”, disse Sanchez-Witzel sobre a segunda temporada em entrevista à Elle US.

Um dos pontos altos da nova temporada é no segundo episódio, que se passa no Afropunk de Nova York, o icônico festival de cultura negra. Segunda uma internauta no X (antigo Twitter), “foi ótimo entender a percepção de fora sobre as roupas que a galera usa, pra gente nunca mais julgar o coleguinha que quer ir divando e super produzido. Faz parte do festival!”, destacou.

Baseada no aclamado livro de ensaios de Buteau, a primeira temporada de ‘Sobrevivendo em Grande Estilo’ estreou em 2023 e foi um sucesso, sendo renovada para a segunda meses depois. Por enquanto, ainda não foi confirmado se haverá a terceira temporada. “É muito difícil conseguir uma temporada, muito menos uma segunda, então nem sei sobre uma terceira. Eu adoraria uma terceira. Eu mataria, assassinaria, faria um funeral viking e queimaria tudo por uma terceira temporada”, brincou Buteau.

Veja o trailer:

Marcas Pretas Podcast reúne histórias e dicas para empreendedorismo negro

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Foto: Venâncio Ulombi

Um espaço de diálogo, inspiração e fortalecimento para empreendedores negros: esse é o objetivo do Marcas Pretas Podcast, criado e apresentado pelos empresários Ignez Bacelar, Anderson RosaDan Sousa e que desde março é transmitido ao vivo, todas as terças-feiras, às 19h, no YouTube.

Com bate-papos leves e repletos de conteúdo prático, o programa busca ser um ponto de encontro para a troca de ideias e histórias inspiradoras. “Acreditamos no poder da troca de ideias para construção de uma comunidade forte e engajada”, diz Ignez.

Foto: Venácio Ulombi

Desde março, os encontros passaram a ser transmitidos ao vivo, todas as terças-feiras, às 19h, no YouTube. Entre os convidados já recebidos estão empreendedores como Bruh Bandeira (Imagine e Desenhe), Toalá Antônia (Casa das Kapulanas), Maurício Delfino (DaMinhaCor) e Anderson Silva (Selloko Urban Style).

Além de empresários, o podcast também abre espaço para criadores de conteúdo negros, que compartilham dicas sobre carreira e redes sociais. No episódio 11, por exemplo, participou a influenciadora Patrícia Alves.

Os episódios estão disponíveis no Spotify, e conteúdos extras podem ser acompanhados no Instagram do projeto.

Com maioria de mulheres negras, trabalho doméstico no Brasil enfrenta crescente de informalidade e baixos rendimentos

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Foto: © Carol Melo/Fenatrad

Apesar dos avanços legislativos, o Brasil ainda enfrenta desafios significativos para garantir condições dignas às trabalhadoras domésticas, composta majoritariamente por mulheres negras. Essa é a avaliação da auditora-fiscal do trabalho Carla Galvão de Souza, coordenadora nacional de fiscalização do trabalho doméstico e de cuidados da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em meio aos debates sobre o Dia da Empregada Doméstica, neste domingo (27), que incluem o baixo rendimento, em especial às mulheres negras, a crescente da informalidade após a pandemia e as longas jornadas de trabalho.

Nesta semana, ocorreu o lançamento da Campanha Nacional pelo Trabalho Doméstico Decente, em Recife (PE). O objetivo, segundo Souza, é promover o diálogo entre empregadores, representantes da categoria e a sociedade em geral, além de intensificar ações de fiscalização do cumprimento da Lei Complementar 150 e da Constituição Federal. 

“Nosso desafio é garantir que os direitos previstos na legislação saiam do papel. Ainda hoje há desigualdades que persistem para essas trabalhadoras”, afirma em entrevista à Agência Brasil. Para Souza, a disseminação de informações sobre os direitos da categoria tem sido essencial, inclusive no enfrentamento a situações de trabalho análogo à escravidão.

A auditora também destacou a nova Lei 12.009, sancionada em 1º de maio de 2024, que oficializa no Brasil normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à valorização do serviço doméstico. O tratado reconhece o papel essencial dos trabalhadores domésticos na economia global e chama atenção para a desvalorização histórica da atividade, exigindo ações concretas por parte dos Estados.

Segundo dados recentes da Pesquisa Nacional sobre Trabalho Doméstico e de Cuidados Remunerados, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), 69,9% das pessoas que exercem esse tipo de trabalho são mulheres negras. O levantamento, com 1.196 participantes, mostra ainda que 93,9% dos respondentes são mulheres e apenas 6,1%, homens.

Desigualdade no trabalho doméstico

Segundo a auditora-fiscal Carla Galvão de Souza, em 2022, o rendimento médio mensal foi de R$ 1.018, abaixo do mínimo da época (R$ 1.212). Entre as trabalhadoras brancas, a média foi de R$ 1.145, enquanto negras receberam R$ 955.

Além da baixa remuneração, a categoria tem acesso limitado a direitos básicos, como o seguro-desemprego, restrito a três parcelas — os demais trabalhadores têm direito a cinco. Também são comuns jornadas excessivas sem controle de horário, inclusive em casos de profissionais que dormem no local de trabalho, o que impede o pagamento de horas extras e adicionais.

A informalidade é um dos principais entraves. Cerca de 76% não têm registro formal, o que compromete o acesso a direitos como 13º salário e férias. De acordo com a auditora, muitos empregadores pagam por fora e não informam corretamente no e-Social. 

Após a pandemia de covid-19, houve queda no número de contratos formais e aumento de diaristas, tendência que ainda persiste. “Isso inviabiliza que trabalhadoras tenham o seu direito de horas extras, de adicional noturno, de folga nos feriados”, destaca Carla Galvão.

Ela também critica a percepção de que o serviço doméstico não exige qualificação. “Essa falta de reconhecimento, de valorização do trabalho e do nível de profissionalização que é exigido, é o que mais me impressiona. É como se as pessoas trabalhadoras fossem vistas como substituíveis a qualquer tempo e como se esse saber fosse descartável.”

“Não há como eu criar um prato sem incluir uma parte da minha história”, diz o chef sergipano Lucas Amâncio

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Foto: Reprodução/Instagram

Radicado no Rio de Janeiro há cinco anos, o sergipano Lucas Galindo Amâncio estudou gastronomia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), tendo a sua mãe como referência. Cozinheiro do restaurante Rudä, especializado em comida brasileira contemporânea, ele também é autor do Movimento Maniva, que une jantares harmonizados com coquetéis elaborados por André Ribeiro, inspirado na culinária brasileira.

“Por ter crescido em uma região litorânea (Aracaju – SE), peixes e frutos do mar sempre fizeram parte do meu cotidiano. Por isso, posso dizer que minha especialidade é essa e que a demonstro nos jantares harmonizados”, disse Lucas ao Mundo Negro e Guia Black Chefs.

Lucas Amâncio e André Ribeiro (Foto: Reprodução/Instagram)

O Movimento surgiu de um desejo antigo, guardado por mais de um ano, até que Lucas conheceu o bartender André. “Maniva é a folha da mandioca usada para fazer maniçoba. Escolhi esse nome porque ele brinca com a questão das raízes brasileiras e com as nossas próprias raízes”, explicou o cozinheiro. 

Os jantares itinerantes e intimistas, realizados mensalmente para até dez pessoas, são sempre diferentes: cada encontro tem um tema, uma playlist própria e, claro, pratos e coquetéis criados especialmente para a ocasião. Ainda não divulgado os detalhes da sétima edição.

Pratos do chef Lucas Amâncio (Foto: Reprodução/Instagram)

“Acredito que o Maniva está me permitindo fazer essas conexões, pois preparo pratos com ingredientes afro-brasileiros que refletem o que eu sou, fui e de onde vim. Não há como eu criar um prato sem incluir uma parte da minha história”, contou Lucas.

Com planos ambiciosos para o futuro, Lucas sonha em lançar um livro sobre peixes e pescados, além de criar um projeto social voltado à capacitação de pessoas de baixa renda que enfrentam dificuldades para se inserir no mercado de trabalho.

Gustavo Marques, especialista em Cibersegurança, transforma golpes reais em podcast imersivo para alertar sobre riscos digitais

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Foto: Reprodução/Instagram

Casos reais de golpes digitais, contados com a dramaticidade de uma série policial, mas com um propósito claro: alertar e educar. Essa é a proposta de “O Golpe Tá Aí!”, novo contocast criado por Gustavo Marques, especialista em cibersegurança. A estreia está marcada para 7 de maio, com episódios semanais nas principais plataformas de áudio.

O formato mistura storytelling imersivo, efeitos sonoros e uma narrativa acessível para mostrar como fraudes – de WhatsApp a criptomoedas – acontecem no cotidiano. Cada episódio, com 6 a 8 minutos de duração, reconta um crime real ocorrido no Brasil e termina com uma “lição prática” para evitar que ouvintes caiam em armadilhas similares.

A primeira temporada terá sete episódios, abordando temas como promoções falsas, engenharia social e fraudes financeiras. O projeto visa atingir além do público técnico: “Golpe não escolhe idade, classe social ou região. Se você tem um celular, pode ser um alvo”, ressalta o criador do contocast, que também comanda o TecSec Podcast, líder em audiência no segmento de tecnologia e segurança no país.

Marques, que atua em áreas como governança e compliance, vê na conscientização a chave para reduzir riscos. “A comunicação precisa furar a bolha. Queremos que as pessoas entendam os perigos sem precisar de jargões complexos”, explica.

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