“Guardei no armário”: livro de Samuel Gomes destaca pessoas negras que lidam com racismo e homofobia

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O escritor Samuel Gomes - Crédito da Imagem : reprodução Instagram

O Brasil é um dos países que mais mata pessoas negras e também o que mais mata gays e transexuais. Ser um brasileiro negro e gay é ter muitos motivos para viver com medo.

Felizmente temos pessoas que usam sua experiência de vida para guiar quem vive em situações semelhantes e educar a sociedade como um todo. O creator, escritor e consultor em diversidade Samuel Gomes lança o livro Guardei no Armário  (Paralela – Cia das Letras) onde ele narra a vivência dele como homem gay , mas também conta a histórias de outras pessoas da comunidade LGBT. A maioria é negra.

“O Guardei no Armário é um livro LGBT com grande representatividade negra, com o maior número de negros falando sobre sexualidade e aceitação. Das nove pessoas que entrevistei, sete são negras” diz Samuel. O livro se  tornou a obra mais vendida na na categoria LGBT na Amazon.

“Esse livro fala sobre a minha vivência e entendimento como homem negro de periferia. Mesmo tendo sido criado e crescido em uma família de pele retinta, minha identidade como homem negro só veio depois que saí da igreja evangélica, porque tudo que vem de África eles veem como demônio”, detalha Samuel .

A projeto Guardei no Armário não é novo, mas o novo livro ( a primeira foi uma edição independente)  fala sobre o novo Samuel, que não é mais evangélico e se casou, tudo em primeira pessoa criando uma conexão mais pessoal com o leitor.

“Nesse livro eu falo sobre o meu casamento com o Luiz, minha relação com meus pais, da visão do meu pai para eu me aceitar”, detalha Gomes.  

Guardei no Armário
Autor: Samuel Gomes
Editora: Selo Paralela –  Cia das Letras Páginas – 128
Pré-venda (clique aqui)

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