Exposição “Luso Afro Brasil” apresenta parte do acervo do Museu Afro Brasil na Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu

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Obra integrante do acervo: MIGUELZINHO DUTRA: Os quatro continentes / África

Realizada por meio do Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, o SISEM (Sistema Estadual de Museus de São Paulo) e a Prefeitura do Município de Botucatu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e com curadoria de Emanoel Araujo, diretor do Museu Afro Brasil, “Luso Afro Brasil – Encontros: Arte, História e Memória” é a maior exposição itinerante já promovida pela instituição paulistana dentro do estado de São Paulo, e reúne aproximadamente 400 obras de artistas brasileiros, portugueses e africanos entre pinturas, fotografias, esculturas, gravuras, documentos históricos e outros objetos do século XVIII até os dias atuais.

“Rever a questão da memória é o que se propõe nesta exposição. A memória negra no Brasil, negras memorias das três culturas desse encontro entre portugueses, africanos e afro-brasileiros. Essa exposição é mais que um relato, é uma procura por revirar a nossa história, a nossa arte, a nossa memória. Ela é uma homenagem aos os homens e mulheres negras desse país, mesmo a despeito das marcas indeléveis da escravidão”, afirma Araujo.

Maior instituição do país dedicada a documentar, preservar e exibir a produção artística do negro brasileiro, o Museu Afro Brasil é conhecido por reunir em seu acervo memórias, lembranças, imagens de orgulho, sofrimento, conquista e competência dessa população que formou a nação brasileira, e é este o recorte que poderá ser visto em Botucatu, a partir da produção de um seleto grupo de artistas.

“Se o Brasil conseguiu ser indiferente aos danos causados a seus filhos negros, os próprios negros desse país – os que vieram da África e os que aqui nasceram de pais e avós brasileiros – deram a mais generosa contribuição para a construção da América, alimentando o poder e o luxo dos escravocratas locais, que extraíram o ouro e o diamante e fizeram a riqueza do Velho Mundo. O mesmo ouro que expandia a prosperidade e o luxo que reluzia nos tempos de Dom João V e do Marques de Pombal, foi que reconstruiu Lisboa do terremoto de 1755. Daqui, do período Colonial saiu o açúcar dos poderosos engenhos do Nordeste, assim como o gado, o fumo, a madeira e o café”, enfatiza Araujo.

SERVIÇO

Luso Afro Brasil – Encontros: Arte, História e Memória
Abertura: Dia 07 de Fevereiro, sábado, às 19h
Local: Pinacoteca Fórum das Artes de Botucatu
Período: De 07 de Fevereiro a 13 de Setembro de 2020

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