“Essa história de guerreira é violenta com a mulher” : Taís Araújo e a Elisama Santos falam sobre mães solo

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“Essa história de guerreira é violenta com a mulher” : Taís Araújo e a Elisama Santos falam sobre mães solo

Na vida em quarentena assistir “lives” tem sido uma ótima opção de passar o tempo se divertindo, mas também aprendendo.

Na live da atriz Taís Araújo e a psicanalista Elisama Santos, a educação de adolescentes foi o tema principal. Uma das perguntas que surgiram durante o evento foi sobre mães solos, que representam uma boa parte das mães brasileiras e que agora estão ainda mais sobrecarregadas com o isolamento.

“A mãe precisa entender que ela não tem que ocupar o lugar de pai. Esse é um dos maiores pesos que colocam na mãe solo e que são mais absurdos. ‘Eu tenho que ser mãe e pai!’. Não meu amor, você só tem que ser mãe e isso já é muita coisa”, explica Elisama, especialista em comunicação não violenta.

Ela ainda destacou que mãe não tem que fazer compensação, desempenhando o papel de quem está ausente. “Essa história da guerreira, da que faz por dois é romantizar algo que é absolutamente violento com essa mulher. Você dá o que você tem para dar”, explica a psicanalista.

A conversa sincera tem muito valor nesse tipo de relacionamento. “É dizer, eu sinto muito que seu pai tenha agido assim. Eu imagino a falta que ele te faz e eu sinto muito que ele não esteja conhecendo esse ser humano incrível que você é, meu filho”, orienta Elisama.

Nos dias tensos dos filhos, a especialista sugere: “Tem que dar colo, abraços, quando o filho estiver com raiva”. Para ela é importante deixar o filho realmente sentir a raiva, não reprimi-la e não cortar essa sensação que mexe na dor da mãe também. “ Quanto mais o adolescente consegue falar e ser escutado, melhor ele organizada isso dentro da sua própria cabeça” disse a especialista.

Para finalizar, Elisama sugere terapia , para quem pode, informao que há nas faculdades de psicologia com serviços gratuitos para ajudar mães e filhos. “A gente não dá conta e não conseguimos tirar essa dor. E por mais que essa seja uma dura realidade é essa a história de vida do seu filho”.

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