Conferência discute “Família, Comunidade e Povo” em celebração ao Dia da Mulher Africana

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Conferência discute “Família, Comunidade e Povo” em celebração ao Dia da Mulher Africana
Katiúscia Ribeiro. Foto: Reprodução.

Evento vai contar, ainda, com pré-lançamento do novo livro de Oyèrónkẹ Oyěwùmí, Epistemologias de gênero em África.

No Dia 31 de julho é celebrado o Dia da Mulher Africana. Como forma de discutir temas considerados importantes para as mulheres africanas do continente e da diáspora, Katiúscia Ribeiro, Anin Urasse, Niní Kemba Náyò e Taisa Ferreira realizam a III Conferência Dia da Mulher Africana. O evento será gratuito e on-line, entre os dias 29 e 31 de julho, com transmissão pelo canal LiteAfro Infantil, no Youtube.

Entre os temas abordados nos três dias de encontro estão “Família em perspectiva africana”, “Maternidades: diálogo entre África e Brasil”, “Paternidades”, “Saúde para o povo negro”, “Família africana e as estratégias para viver em diáspora” e “Da cidade para campo: autonomia e qualidade de vida para famílias pretas”.

“Entendendo que uma das maiores ferramentas da colonizaçãoe da permanência do racismo nesse país é a diluição das nossas famílias e que um dos pilares do mulherismo africana é a família. Entendemos que na reconstrução da família reconstruímos o nosso alicerce enquanto pessoa né? Família física, família espiritual comunidades. Então é desse tema que a conferência deste ano trata”, explica a filósofa e uma das organizadoras do evento, Katiúscia Ribeiro.

Anin Urasse, outra organizadora do evento, explica que a primeira conferência de mulheres africanas aconteceu nos anos 70 e contou com a participação de mulheres da diáspora, incluindo representantes do Brasil.

“De lá pra cá esta data vem sendo apagada e a gente resolveu retomar, pensando no nosso pressuposto político de partir da centralidade do continente africano pra fazer a nossa luta. Então, é uma conferência que tem como princípios a afrocentricidade, o mulherismo, o panafricanismo e pensar que essa luta transacional precisa estar em diálogo tanto com o continente africano quanto com a diáspora africana”, explica.

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